Cinco Palavras
1 Capítulo 1
Seus olhos !
Eles o perseguiam por todo lugar.
Seu sorriso.
Ele está ali, cada vez que fechava seus olhos.
A cama estava fria, ele mal a tinha visto naquele turno, o que foi um certo alívio.
Grissom se levantou e foi até a cozinha, fazer o café.
Neste momento, ela abria a porta de seu apartamento e em segundos ganhava as ruas, precisava respirar ares diferentes.
Havia sonhado com ele, como tantas as vezes quando não estavam juntos.
A cada dia ele parecia mais estranho.
Mais distante.
Podia sentir sentir ele escorregar por seus dedos feito areia fina.
Estiveram juntos há dois dias atrás.
“
_Vai para casa ?
_Sim …
_Podemos … nos encontrar ?
.”
Ela havia sorrido para ele, e algum tempo depois, o colhão macio estava sob eles, testemunhando sensações vibrantes, beijos profundo e muitas carícias.
O sexo era bom.
Tudo nele era bom, a não ser a estranha mania de ficar tão calado.
E aqueles dias ele estivera ainda mais.
Talvez ele quisesse de verdade, se afastar dela e não estava com coragem suficiente.
A questão de se darem na cama era facilmente explicável.
Havia desejo, mas talvez não houvesse amor.
Não de ambas as partes, apenas dele.
Ela o amava demais, e estava prestes a ter uma conversa sincera e talvez reveladora, mas lhe faltava coragem. Era difícil encontrar uma maneira de se abrir.
Quem sabe da próxima vez ….
….......
Seus braços a envolveram com carinho, assim que a porta se fechou.
Seu peito firme sob seus dedos e ela tentando tomar coragem.
Sua boca buscou a dela e ela se foi, embalada pelo gosto delicioso, pelas mãos passeando pelas costas magras, os dedos brincando com a linha de sua coluna, depois o cuidado em segurar sua nuca para aprofundar a emoção do encontro.
E foram, mais uma vez para na cama.
Mais uma vez, seus corpos se fundiram, seu gemidos entoaram uma canção altamente erótica.
E foi além de perfeito, foi além de maravilhoso.
Mais uma vez.
Algum tempo depois, ele se levantou e a encarou por alguns segundos, foi a té a cozinha e voltou para o quarto com uma xícara fumegante.
De pé, diante da cama, sua imagem sendo presenteada com as curvas deliciosas de seu quadril, os seios marcados pelos lençóis de cetim.
Ele suspirou vencido, derrotado.
Precisava admitir, mas lhe faltava força suficiente, ele tinha que tomar uma atitude. Não podia mais viver daquela força.
A seguindo de longe, sentindo sensações que nunca havia sentido e não era justo. Ela merecia alguém que sabia o que fazer.
_Ceus !
Ela se mexeu devagar e acordou.
_Oi !
A expressão em seu rosto, tão estranhamente assustadora.
_O que foi ?
Ele apertou os lábios, tentando tomar coragem.
_Preciso falar com você !
Seu coração disparou. Não precisava mais se preocupar em encontrar o momento certo. Ele havia chegado.
_Eu sei o que vai dizer.
_Sabe ? — Ela fez que sim com a cabeça, se sentando e cobrindo seu corpo. _não precisa se preocupar.
Ele se calou, girando a caneca e abaixando a cabeça.
_Grissom … por favor … diga !
_Eu … estou tentando … é difícil !
Ela ergueu uma de suas sobrancelhas.
_Preciso de … apenas cinco palavras !
_”Não é você … sou eu !” É isso não é ?
Ele balançou a cabeça em negativa.
_Que tal … “não posso ficar com você” !
_Meu Deus … Sara ! Pare de se torturar desse jeito.
_Você … — ela sentiu vontade de chorar, ele venceu a distância e se sentou na cama, segurando suas mãos. _Eu sei Grissom … não precisa ter pena ou …
_Hei … Hei … Pare com isso !
Ela olhou para ele, tremendo.
Mas que diabos ! Que falasse de uma vez, e ela simplesmente sairia de sua vida dele, simples assim !
Grissom lentamente fechou a mão e ergueu bem em frente aos seus olhos e uma a uma enumerou as palavras que ia dizendo, enquanto mostrava seus dedos.
_EU … ESTOU ... APAIXONADO … POR …VOCÊ !
FIM
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