Notas iniciais

O segundo livro vai ser do mesmo jeito que o primeiro, os capítulos em partes mais com atualizações constantes! Espero que gostem e me apoiem dando votos, favoritando, e comentando também! Até a próxima att!

Tudo na vida de uma pessoa pode desmoronar, minha vida social já foi pro buraco pelo os simples fato de poder ver e escutar fantasmas de crianças. Antes eu só podia ver eles nos meus sonhos, mais eles decidiram aparecer, bem ao lado do meu professor na minha aula de história, uma criança sangrenta com uma maldita boneca quebrada nos braços. Meu grito, choro e o fato de ser a única que podia ver ela me fez ser a esquisita da escola.

Kim esquisita!

Estou acostumada agora, ter somente um amigo irlandês que é fanático para poder ver o fantasma que somente eu posso ver. Fantasmas de crianças chorando sangue, aparecendo e falando que "a hora estava chegando" no meio do jantar era normal. Super normal aquilo...

Mas o fato mais normal de tudo aquilo era a minha mãe não acreditar em nada que eu falava, até ela me chamava de louca e me obrigava duas vezes na semana a ir em uma terapeuta. Ela dizia que era apenas um stress pós-traumático, a perda do meu pai que foi assassinado me fez ter delírios e ver crianças mortas andando livremente pelas as ruas. Minha terapeuta concordava com a minha mãe, e sempre me perguntava sobre o que as crianças falava ou o que eles faziam.

A minha vontade era de pegar aquele caderno dela e jogar pela a janela, eu não era louca e eu tinha que provar aquilo.

— O que eles fizeram nesses dias? -ela perguntou me olhando com aquela cara dela de velha rabugenta.

— A mesma coisa de sempre, me viram comer, quebrar a cabeça para encontrar o X da equação na aula de matemática e falaram que a minha hora estava chegando -falei entediada olhando para o relógio na parede de tom pastel, querendo que as horas voem.

— Hmm... a que horas eles falaram isso? -olhei para ela com a sobrancelha arqueada e soltei um suspiro.

— Como eu vou saber? Um fantasma vai aparecer na minha frente e a primeira coisa que vou fazer é olhar as horas! Nossa, valeu! Seu trabalho é ótimo! -falei sarcástica.

— Tente ver as horas em que eles aparecem e falam isso... -ela me ignorou e olhei para o teto bufando e orando para aquilo acabar logo. -Nosso tempo acabou s-

Ela mal terminou de falar e eu já tinha me levantado do sofá e pegado a minha mochila. Sai rapidamente dando de cara com Lucca sentado em uma das poltronas bege da sala de visitas. Ele tinha os olhos grudados em um jogo e mordia os lábios concentrado. Me aproximei ficando ao seu lado e ele ainda não tinha me notado ali.

— Onde está a minha mãe? -perguntei vendo ele se assustar e derrubar o jogo.

— Que droga Kim, você me assustou! -ele disse emburrando se abaixando e pegando o jogo.

— Pensou que fosse um dos meus fantasmas?

— Não, pensei outra coisa. Sua mãe saiu, teve um problema do trabalho, parece que uma das crianças quebrou um animatrônico. -ele disse vendo se o seu jogo quebrou.

— Vamos até lá, eu preciso convencer ela de me tirar desse terapeuta rabugenta! -falei andando até o elevador e escutando o gritinho dele de alegria atrás de mim.

— Amém irmãos! Adoro as pizza de lá! -ele falou animado enquanto ficava ao meu lado esperando o elevador.

Olhei para ele e sorri negando com a cabeça. Lucca adorava o Freddy Fazbear Pizza, e adorava ainda mais pelo o fato da minha mãe ser a dona e deixar ele comer quantas pizzas quiser.

— Ela estava com Jacob? -perguntei entrando no elevador com ele. Apertei o botão que dava no saguão e suspirei cansada.

— Sim estava, aliás sabia que o seu irmão zerou esse jogo aqui. Eu demorei um mês para zerar ele, ai vem o seu irmão de quatro anos e zera ele! -Lucca falou mexendo as mãos junto com o joguinho na mão dele.

— Esse jogo é para retardados, meu irmão de quatro e aposto que até um dos meus fantasmas iria zerar isso! -eu vi ele bufar irritado e virar o rosto para o outro lado.

— Não é para retardados Kim, esse jogo é o melhor jogo do mundo! -ele falou arrumando o óculos. -Dei uma risada e ele me acompanhou.

— Seu nerd! -dei um tapinha de leve no seu peito e ele segurou a minha mão.

— Somos nerd's Kim!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.