Cinco Minutos.

1 Cinco Minutos


Notas iniciais
Um pequeno Romance que criei de madrugada. Se estiver ruim entendam que fiz de MADRUGADA então estou meio que dormindo e escrevendo. Aproveitem.

Erza não sabia como lidar com esse tipo de situação, sempre foi corajosa para qualquer obstáculo, mas quando se tratava de Jellal Fernandes ela não conseguia resistir e acabava chorando sozinha em qualquer canto em que ela conseguisse se esconder.

Desde que ele foi preso pelo conselho magico tenta reunir forças para poder conseguir vê-lo. Chego à portaria e vou embora antes que eu me arrependa, e se ele não me quisesse mais por perto.

É cor do seu cabelo, ele disse naquela hora despertando em mim uma coisa que não sentia há anos desde aquela torre quando estávamos presos juntos completamente sem esperança de sair um dia.

Até que todo tipo de desastre aconteceu e acabamos em mundos completamente opostos, ele quis um cego poder enquanto eu queria paz daqueles dias horríveis. Ainda criança eu não sabia o que era amor, amizade e família até encontrar a Fairy Tail onde eu consegui tudo isso ainda em dobro.

Consegui finalmente encontrar o meu porto seguro. Aquele que desejava ha anos. Parando em uma praça sozinha eu me encolho em um banco e começo a chorar novamente. Eu nunca fui de chorar tanto quanto agora, se meus inimigos me vissem agora pensaria que sou fraca que não consigo me lidar com esse tipo de situação delicada. Não estou chorando por isso, estou chorando porque acho que Jellal nunca conseguiu sentir as mesmas coisas que senti nesses últimos anos, a única coisa que ele tinha era o fascínio pelo poder de Zeref e depois sua memoria foi tirada de si deixando-o oco e impossível de sentir nada, nem mesmo medo de ser morto ao tentar se sacrificar.

Ouço a voz dele perto de mim e levanto a cabeça. Ele não está ali, mas tinha certeza de que a voz é dele. Do meu lado o mestre senta e fica olhando para o horizonte, ele não me olha e não faz pergunta até que limpo minhas lagrimas e fico com o olhar firme.

–Eu vou com você. Você tem dizer adeus – isso é tudo que ele diz.

Ele tem razão. Levanto com firmeza e vou até o conselho magico com o mestre atrás de mim. Mestre conversa com os conselheiros e eles me permitem que eu faça uma visita rápida a Jellal. Acompanhada por guardas ele param na porta e a abrem para que eu possa entrar sozinha me dando apenas cinco minutos.

Entrando na sala há uma enorme proteção magia entre nós. Jellal está do outro lado sozinho e quando ele percebe minha presença levanta os olhos e caminha devagar até o seu limite. Chego mais perto e apoio minha mão no vidro e ele copia o gesto, por mais que estejamos sobre uma proteção eu consigo sentir o calor da sua mão. Ele encosta a testa e faço o mesmo tentando encontrar palavras para dizer a ele que não consigo encontrar. Eu queria dizer muitas coisas só que com cinco minutos eu não consigo, eu quero me desculpar por não ter sido forte o suficiente para tira-lo daquela confusão antes que seja tarde demais, queria ter sido forte para poder atravessar essas paredes e conseguir liberta-lo de seus pecados. Sinto uma lagrima caindo do meu rosto e Jellal com um gesto inútil tenta seca-la.

Tudo que ficamos fazendo por durante minutos é ficar nos olhando com a testa encostada na proteção fingindo sentir o calor do corpo do outro. Jellal me surpreende com um sorriso e vejo o Jellal criança novamente.

–Você é o meu porto seguro Erza, sempre foi e sempre vai ser. Não chore mais por mim e sim fique feliz por estar viva. Fique feliz por ter conseguido uma família de verdade que a protege de todos os perigos e que luta ao seu lado. Fique feliz por eu ter encontrado a paz somente olhando em seus olhos e seus cabelos Scarlantes.

Quando ele diz aquelas palavras uma energia cresce dentro de mim e sei que ele está pedindo para que eu lute para viver feliz. Os nossos cinco minutos se acabam e nós fechamos os olhos tentamos eternizar aquele pequeno momento que nós tivemos. Os guardas chegam para leva-lo mais ainda não estava preparada para dizer adeus.

Jellal apenas sorri como se os guardas não estivessem ali e acena.

–Até a próxima Erza. – diz ele.

–Até a próxima Jellal. – respondo.

Eu sei que não é uma despedida, essa não seria a ultima vez que eu iria vê-lo.

Notas finais
Gostaram??
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!