Cinco Dias Para O Natal
5 Dia Quatro - Mente envelhecida
Notas iniciais
No dia seguinte Percy passou cedo no apartamento de Annabe, pegaram um taxi em frente ao prédio.
– Tem algo que eu precise saber sobre esse lugar?_ Annabeth perguntou.
Percy se remexeu desconfortável no banco.
– Ei!_ Ela segurou sua mão. – Você está bem?
– Eu,_ Ele respirou fundo. – eu acho que sim.
– Percy, se você não se sente bem, você pode me mostrar esse lugar outro dia.
Ela franziu a testa em preocupação. Ele sorriu e segurou seu rosto com a mão livre depositando um leve beijo em seus lábios.
– Está tudo bem. Eu juro.
Ficaram o resto do percurso em silêncio. Passaram-se cerca de uma hora quando eles finalmente chegaram a um hospital. Annabeth odiava hospitais, mas aquele ela tinha que admitir era lindo. Tinha um grande gramado na frente, que na primavera deveria ficar repleto de flore, mas agora havia uma fina camada de neve e vários bonecos de neve.
– Vamos entrar.
Então os dois entraram, passaram pela recepção onde uma mulher sorriu para Percy.
– Olá senhor Jackson!
– Ola Judith!
Percy sorriu de volta e continuaram a caminhar, pararam então na frente de uma porta no segundo andar. Ele bateu na porta.
– Percy!_ Uma garota ruiva que não deveria ter mais de 19 anos abriu a porta sorridente. – Que bom vê-lo!
– É bom vê-la também Rach._ Ela a abraçou carinhosamente.
–E você deve ser Annabeth!_ Rachel sorriu para ela e a abraçou. – Vamos entrem.
O quarto era um pouco pequeno, mas aconchegante. No centro do quarto sentado em uma cama, estava um homem. Ele era um senhor bonito, de uns cinquenta e poucos anos. Tinha a pele levemente bronzeada, o cabelo preto contrastando com os olhos verdes. Ele tinha um olhar completamente perdido. Sem dúvida alguma, aquele era Poseidon, o pai de Percy.
– Olha quem está aqui para vê-lo papai._ Rachel disse suavemente para o homem. – É o Percy.
– Oi pai._ Percy disse segurando firmemente a mão de Annabeth e a levando para o lado da cama. – Há quanto tempo não nos vemos.
– Vou deixa-los agora. – Rachel sussurrou para Annabeth. – Cuide dele.
Ela acenou com a cabeça e Rachel deixou o quarto.
– Essa daqui é Annabeth, ela é minha chefe e eu acho que pode ser minha namorada também._ Percy continuou.
– Oi senhor Jackson.
O homem continuou sem expressão alguma.
– Ontem foi aniversário da vovó Jackson, e Annabeth sofreu na mão deles pai, mas todos pareceram gostar bastante dela sabe. Ela não acredita no natal, você consegue imaginar isso?
Annabeth sentiu seu rosto corar e apertou a mão de Percy de leve. Passaram-se alguns minutos em que Percy continuou a falar com o homem a sua frente sem obter qualquer resposta. Rachel entrou novamente no quarto.
– Percy, as crianças estão te chamando.
O rosto dele se iluminou.
– Pai, temos que ir agora, feliz natal.
Juntos eles saíram do quarto.
– Quem são essas crianças?_ Annabeth perguntou.
– A maioria está aqui há anos. Elas não podem sair do hospital. Venho tanto aqui que acabei me apegando a elas.
Annabeth sorriu.
Eles chegaram a um lugar mais aberto e espaçoso do que o outro quarto, onde crianças se divertiam com brinquedos e giz de cera. Algumas não tinham mais cabelo e carregavam soro.
– Oi cambada!_ Percy entrou sorridente sendo seguido de perto por Annabeth.
– Percy! Percy! _ Elas gritaram e vieram abraça-lo.
– Estão animados para o natal?_ Ele perguntou se ajoelhando para ficar na altura dos pequenos.
– Muito!_ Uma garotinha de pele dourada e olhos escuros gritou. – Mamãe me ajudou a escrever uma carta para o papai Noel.
– E o que você pediu Lucy?
– É segredo!
Percy riu.
– Onde estão seus pais?
– Mamãe foi com papai buscar café! Ela disse que estava indo controla-lo, porque ele anda bebendo muito café!_ Ela deu uma risada.
– Quem é ela?_ Um garotinho perguntou apontando para Annabeth e todos se viraram curiosos.
Ela sentiu seu rosto queimando.
– Essa é Annabeth.
– Sua namorada Percy? _Uma voz alegre disse a suas costas.
Annabeth se virou e viu um bonito casal entrando. A mulher tinha cabelos e olhos negros e o homem era tinha pele um pouco morena, os cabelos enrolados e olhos escuros agitados, como se ele tivesse bebido dois litros de café de uma só vez.
– Vai cuidar da vida de outro Leo,_ Percy disse emburrado. – aposto que tem conversado com Jason e Piper e sabe mais do que deveria.
Leo riu escandalosamente e a mulher ao seu lado o olhou severamente.
– Deixe-os em paz Valdez. _ Ela virou-se para Annabeth e lhe estendeu a mão. – Sou Reyna.
– Annabeth Chase. _ Ela disse apertando sua mão. – Prazer em conhecê-la.
– Digo o mesmo._ Ela deu um pequeno sorriso.
– Mãe! _ Lucy veio correndo em direção a Reyna que a pegou no colo. – Você mandou a carta?
– Claro querida_ Reyna beijou a cabecinha careca da filha com carinho. – Há essa hora já deve estar chegando às mãos do papai Noel.
A garotinha sorriu.
– Papai, o senhor tomou um descafezinado não é?_ A garotinha disse no mesmo tom mandão da mãe.
– Com toda certeza! _ Ele bateu continência.
Annabeth sentiu Percy envolver sua cintura com um braço.
– Ei!_ Uma garotinha loira disse puxando a blusa de Annabeth e lhe estendendo um livro. – Leia para mim?
Annabeth sorriu para ela e pegou o livro de suas mãozinhas lendo o titulo. “A magia do natal”.
– Claro.
Ela então se sentou numa cadeira e várias crianças se sentaram a sua volta, inclusive Lucy, que saltou do colo da mãe.
Passaram a tarde ali, rindo e brincando com as crianças. Annabeth e Reyna tentavam domar os homens que faziam mais bagunças que as crianças.
– Temos que ir._ Annabeth disse quando já eram seis horas.
– Já?_ Leo e as crianças que faziam bolinho de arroz nele perguntaram.
– Sim._ Percy disse se levantando. – Temos que trabalhar amanhã.
Eles se despediram das crianças e de Leo e Reyna e pegaram um taxi.
– O que Lucy tem?_ Annabeth perguntou.
– Ela Leucemia._ Percy abaixou a cabeça olhando para as próprias mãos. – Descobriram há um ano e desde então vem tentado quimioterapia, mas Lucy não está reagindo mais e eles não encontram um doador de medula.
– E não há nada mais que eles possam fazer?_ Ela perguntou sentindo os olhos arderem e lágrimas se formarem.
– Nada, a não ser esperar um milagre. Sabe, eles tentam ser fortes, por ela.
Annabeth engoliu em seco. Não conseguia imaginar o que Reyna e Leo estavam passando. Ela havia perdido a mãe, mas aquilo, saber que iria perder a filha, era tão horrível que Annabeth não conseguia imaginar.
– E-E seu pai?_ Ela perguntou.
– Há dois anos ele foi diagnosticado com mal de Alzheimer. Só piorou desde então.
Annabeth percebeu que não conseguiria dizer mais nada.
Quando chegaram na porta do prédio Percy perguntou:
– Não gostaria de jantar na minha casa hoje?
Annabeth sorriu tentada com a idéia. Jantar com Percy. Os dois sozinhos. Mas então ela se lembrou da pilha de relatório que ela tinha que enviar ainda hoje e suspirou.
– Hoje não vai dar, sinto muito. Tenho que enviar aqueles relatórios para Dionisio.
Ele sorriu para ela desanimado e a beijou.
– Te vejo amanhã então.
– Até amanhã.
Eles se beijaram mais uma vez e Annabeth subiu para seu apartamento. Largou o casaco no sofá e olhou para o telefone. Respirando fundo foi até ele e discou.
– Pai, eu liguei pra dizer oi. E também que sinto sua falta.
Notas finais
Amanha eu posto o ultimo capitulo, porque nao vou conseguir hoje, e se vocês quiserem (digam se querem em) eu posto o epilogo amanhã também!
XOXO ;*
Fale com o autor