Cinco Coisas que Devem ser Feitas no Natal
1 Capítulo Único
Notas iniciais
1. Vestir Fantasias
–Vai Sapph!
–Não.
–Por favoooor!
–Nem morta eu vou vestir essa fantasia ridícula. Ainda mais por ela ter esse monte de laços.
Realmente, Sapphire era a pior pessoa para se convencer a vestir roupas enfeitadas. Principalmente se a roupa em questão for uma fantasia de laços e toda enfeitada.
–Ah, Sapph. Eu tive um trabalhão para fazer ela!
–Eu não visto coisas cheias de laços e babados! Agora só falta colocar pisca-pisca na roupa! Você deveria saber acima de qualquer um que eu não iria colocar isso!
Silencio.
–Hm... Er... Desculpa Ruby, eu não-
–Não, tudo bem. Você tem razão, eu deveria saber que você não iria vestir ele, eu vou arruma-lo.
E ela viu ele ir até a mesa, tristonho, com o vestido em mãos. Ele sentia vontade de a ver, mais uma vez, com um vestido com laços e babados, igual ao que ela vestia quando eles eram pequenos. Até que ela foi ate ele e pegou o vestido das mãos do rapaz.
–Se você quer tanto assim, eu visto esse vestido. — ela falou, com o rosto virado, tentando esconder a cor rosada que se apoderou desse. — Mas pense que eu vou sair com ele por que eu não vou.
Ele se aproximou, abraçando a garota e colando seus narizes.
–Obrigado, Sapph. Você é a melhor namorada de todas. — ele falou, encarando-a. — Serio mesmo, se não quiser vestir ele não precisa.
–Não, eu quero.
2. Construir Casinhas de Biscoito
–Não, Darling. Esse biscoito não é para você.
–Deer! Deerling! — a Pokémon disse, voltando para perto dos outros Pokémon de sua dona.
–Cadê o Black que não chega nunca com o chantilly? Desse jeito a Darling vai acabar comendo todos os biscoitos!
–Cheguei!
–Falando no quiabo. — ela sussurra. — Já não era sem tempo Black! Temos que terminar essa casinha hoje! Amanhã já é natal!
–Calma, calma!
...Essa é, definitivamente, a pior coisa que se pode dizer quando alguém está irritado.
–Calma? Calma?!! O comercial que pode fazer a empresa Bw ser reconhecida por todos depende dessa casinha de biscoitos você ainda diz...!
Ela não pode terminar de falar, porque sua boca estava meio que... Ocupada no momento. Black havia roubado-a um beijo e ela não sabia o que fazer e...! Quer saber? Ela mandou suas duvidas se ferrarem e retribuiu o beijo.
Dane-se a casinha e biscoitos, ela tinha coisas mais importantes para fazer.
3. Se Aquecer
–Droga! Que frio. — Red reclamou para o nada.
Estava nevando em Kanto, e o professor havia o pedido para entregar uma encomenda para Green, que agora era o líder o ginásio de Viridian. O mesmo, a pensar em uma batalha Pokémon com seu rival, nem pegara uma jaqueta mais grossa.
–Maldito frio, maldita encomenda, maldita suposta batalha Pokémon com o Green, maldita neve, maldita... — e assim seguia a lista de coisas que Red estava com raiva no momento.
Isso, claro, até ele avistar a entrada para a cidade.
Como será que a Yellow está...? A floresta deve estar muito fria agora... Ah, o Green pode esperar, vou ver como a Yellow está.
E assim, o garoto de orbes vermelhas disparou em corrida em meio a floresta, que possuía as arvores carregadas de neve. Não demorou muito até ele avistar uma casinha com o telhado cheio de neve à poucos metros.
Ele estava tremendo. Pensando bem, devia ter passado no Gym e ter pedido uma jaqueta do Green emprestada., ele falou em pensamento.
E, em meio a toda aquela neve, ele encontra um borrão amarelo. Ele bate na porta, e, em poucos segundos, é atendido por uma garota baixinha loira, com os olhos arregalados por encontrar o rapaz lá.
–Olá Yellow.
–R-Red-san? O que está fazendo aqui?
–Vim fazer uma visita e ver como você estava. Posso entrar?
–C-Claro. Está muito frio! Como você veio até aqui sem um agasalho? — a garota tocou-lhe a mão — Você está congelando! Sente-se ali perto da lareira. Vou pegar um cobertor para você!
Dito isso, ela saiu em disparada pelos corredores da pequena casa e o garoto se acomodou no sofá da garota. Em menos e um minuto a garota reapareceu na sala.
– Aqui está a coberta. — ela falou, entregando-a ao rapaz.
O silencio permaneceu. O rapaz mantinha os olhos na nas chamas da lareira, até perceber a garota ao seu lado tremendo.
–Hey, Yellow. Entra aqui em baixo. — ele falou, erguendo uma das pontas da coberta para que ela pudesse se aquecer também.
Green teria que esperar, por que ele demoraria mais tempo do que o esperado na casa da loira.
4. Trocar Presentes
À oito anos, Calem tinha conhecido a garota mais importante da vida dele. Cabelos castanhos claros e olhos azuis. Ela era perfeita. Claro que essa pessoa não se tratava nada mais nem nada menos de que Serena.
Ele se lembrara perfeitamente de quando, na festa de comemoração após a garota vencer a liga, ele pegara o microfone do salão e anunciara, para quem quisesse ouvir ou não, que a amava.
E faziam exatamente cinco meses dês do ocorrido e eles nunca haviam trocado um beijo. Timidez? Talvez. Incerteza? Quem sabe.
Mais isso não importava no momento. Ele precisava encontrar o presente perfeito para ela. Serena sempre dava coisas caríssimas e magnificas à ele como presente de natal, e esse ano ele esperava fazer o mesmo.
Até que ele teve uma ideia. Isso! Era perfeito!
XXX
As dez horas da noite, ele a encontrara como o planejado na portaria do prédio dela.
–Oi, Serena. Sou eu, o Calem. Posso subir?
–Ah, não! Espera aí em baixo porque eu tenho uma surpresa para você! Já estou descendo. — ela falou e encerrou a ligação, o que ela estava planejando agora, hein?
Em poucos minutos, ele desceu. Estava linda. Um vestido azul solto e um cinto de couro. Uma sapatilha prata e uma maquiagem leve deixavam-na mais linda do que de costume.
E Calem, claro, teve que se segurar para não babar.
–Como eu estou?
–Perfeita, como sempre. — ele falou, segurando a mão da garota que corou.
–Ah, eu tenho uma surpresa de natal para você!
–Então vamos subir.
–Na-na-ni-na-não! A surpresa está aqui! — a garota falou, tampando os olhos do rapaz com as mãos.
Eles andaram um pouco, com as mãos da garota ainda tampando seus olhos.
–Chegamos! Pode olhar. — ela falou.
Calem estranhou, a sua frente havia um Idea, o carro no qual sempre foi seu sonho de consumo. Porem, não estava entendendo mais nada. Isso até Serena rodopiar em seus dedos uma chave.
Foi ai que a ficha caiu.
–Se-Serena! E-Eu não acredito! V-Você...!
–Ele é seu. — ela falou, sorrindo e entregando a chave à ele.
–N-Não! Eu não posso aceitar, Serena! Deve ter sido muito caro e..!
–Nem mais nem menos! Ele é seu.
–Serena! Você é a melhor namorada do mundo. — falou, abraçando-a e a rodopiando no ar. — O presente que eu trouxe para você não chega nem aos pés desse.
–O que você...!
Com seus lábios ocupados, ela não pode terminar sua frase. Calem havia a beijado, mas aquilo não era igual aos seus sonhos. Era melhor. Bem melhor.
Quando o beijo foi encerrado, ele colou sua testa a dela.
–Desculpa, tá? Meu presente não chegou nem aos pés do seu.
–Seu bobinho. Esse foi o melhor presente que eu poderia ganhar.
5. Comemorar... Aniversários?
Silver nunca entendia qual era a graça do natal. Se fantasiar como idiota, fazer um monte de comida e chamar um bando de gente barulhenta, essa era a visão de Silver sobre o Natal.
Mas também tinha aquela parte...
O que poucos sabiam, era que seu aniversario — coisa que ele também achava totalmente ridícula – colidia exatamente com esse dia, tão idiota para ele.
Mas dessa vez, ele esperava que ela lembrasse, coisa que certamente não aconteceria, já que ela estava ocupada de mais ajudando a preparar a festa.
Não que ele se importasse, claro.
–Hey, Silvy! Venha cá! — chamou a garota morena.
–O que foi mulher irritante?
–Aqui! Coma esse bolinho! Fui eu que fiz!
–Serio mesmo, Kotone?
–...Hm...
–Kotone? — foi ai que ele percebeu que a atenção da garota estava virada para o teto, e seguiu o olhar, dando de cara com um visco*.
–Er... Eu...
E Silver, assim como Kotone, sabiam certamente o que aquilo significava. Ao ver que o garoto parecia uma pedra, Kotone decidiu tomar o primeiro passo.
–Silver. — e assim que o garoto olhou na direção dela, ela colou seus lábios aos dele. Eram... Quentes. Quando o beijo terminou, ela olhou nos olhos dele, e o mesmo sentiu como se ela pudesse ler seu pensamentos.
–Kotone eu...
–Eu também te amo, Sil. — ela falou, sorrindo. — E feliz aniversario.
Como ela...? Quer saber? Deixa pra lá, aquela mulher irritante sempre dava um jeito de descobrir tudo mesmo.
E pela primeira vez, o natal, muito menos seu aniversario, não pareciam mais tão idiotas assim. Principalmente agora que ela– a garota que ele considerava infantil e irritante, e também a pessoa que ele mais amou, e ama — estava ao seu lado.
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