Notas iniciais
oi oi! Bom eu decidi postar o segundo capítulo rapidinho haha Espero que vocês gostem.

Caroline me deixa em casa e vai para a casa de seu namorado, Klaus.

A porta não está trancada, provavelmente minha mãe está em casa.

Ela tem um emprego em um restaurante perto de nossa antiga casa, então ela passa muitos dias fora. Algumas vezes ela deve lembrar onde mora e que tem uma filha, e então está de volta ao lar.

— Mãe? — Chamo por ela enquanto vou entrando na cozinha.

— Elena. — Ela está com um amplo sorriso. — Estou preparando uma maravilhosa macarronada para nós duas.

— Posso perceber, o cheiro está maravilhoso. — Caminho até ela e deposito um beijo em sua bochecha.

Após comermos e limparmos a cozinha, eu vou para o meu quarto tomar um banho.

Deito em minha cama, ainda está cedo, mas me sinto tão cansada, acho que nem se trata tanto do meu corpo, mas sim da minha mente.

Após o assassinato do meu pai eu me sinto no dever de encontrar o responsável. A polícia acredita que tenha sido um simples assalto, e até hoje não encontraram um culpado. Será que eles realmente se esforçaram? Será que eles tentam achar o causador de tanta dor. A pessoa que pode destruir uma família. Destruir uma vida. A minha vida.

Me pergunto como alguém pensa que tem o direito de tirar a vida de outra pessoa.

Estou perdida em pensamentos quando a imagem de lindos olhos azuis me vem em mente. Damon tem um corpo magro, porém eu conseguia ver seus músculos sobressaltando sua camiseta com mangas dobradas até o cotovelo. Tem cabelos negros bagunçados que ficam um pouco caídos por sua testa. Ele é realmente lindo um babaca. Tenho que me lembrar do quanto ele foi um babaca comigo hoje. Mas o charme, aqueles olhos, o sorriso de lado, outras coisas que eu insisto em lembrar.

Meu celular toca me tirando de meus devaneios.

— Alô?

— Olá, me chamo Gato dos Olhos Azuis, fiz você babar por uma aula inteira. — Caroline tentava desastrosamente fazer uma voz de homem. Começo a rir e resolvo entrar em sua brincadeira.

— Olá, sou a Caroline Forbes e adoro inventar sobre sentimentos da minha amiga Elena, mas na verdade esses sentimentos são meus. — Digo enquanto tento imitar sua voz.

— Ok. Sim eu estava babando um pouco. Espero que meu namorado nunca saiba disso. — Ela diz essa última parte mais para si do que para mim. — E... Oh meu Deus, ele é um gato e quem vai fazer um trabalho com ele e poder ficar sozinha com ele? Isso mesmo. Elena Gilbert. Vai “sair da seca”.— Ela está dando gritinhos e rindo.

— Eu não estou “na seca, ok”?

— Qual foi o último cara que você beijou?

— O Wade Briel. — Digo o primeiro nome que me vem em mente.

— Quem é esse?

— Care, você não disse que precisava ir no shopping comprar algumas roupas? — Tento mudar de assunto. — Acho que seria ótimo para mim também.

— Mudando de assunto, Eleninha? Mas, sim. Eu vou adorar renovar seu guarda roupa.

Solto um suspiro. Quando Caroline coloca uma coisa na cabeça, ninguém tira. E pra convencê-la de que eu posso comprar minhas próprias roupas sozinha, não vai ser fácil. Ela adora tentar me fazer de sua boneca humana.

Não dessa vez.

Minha mãe passa no meu quarto para dizer que houve um problema com um dos funcionários do restaurante e ela vai ter que voltar. Provavelmente passarei os próximos três dias sozinha. Fazem três meses que meu pai morreu e desde então ela tem passado muito tempo fora de casa. Não sei se ela tenta bloquear as lembranças, se isso faz bem pra ela, mas de qualquer forma não há muito que eu possa fazer.

Após a aula eu e Caroline fomos ao shopping e compramos algumas roupas. Ela realmente quase conseguiu me enlouquecer, andamos durante quatro horas. Eu comprei apenas uma nova jaqueta de couro, enquanto tive que ajudar a carregar as sacolas dela, porque eram muitas. A mãe dela provavelmente vai tentar matá-la quando a conta do cartão chegar.

Eu estava do lado de fora da minha casa assistindo ao pôr do sol. O brilho, as cores, o som das aves. Tudo isso me traz uma certa paz. Uma certa calma.

Algumas vezes só precisamos reparar que o universo está nos presenteando com tanta beleza.

De repente escuto o barulho de um carro se aproximando.

Um Camaro. Com o Damon dentro.

Ele desce do carro e vem em minha direção.

— Hey! — Ele dá um beijo em minha bochecha.

— Hey! Não achei que você viria.

— Tão pouca fé em mim. Eu cumpro o que eu falo, Elena. — Ele me dá um sorriso amigável. Tão amigável que quase me esqueço quem ele realmente é. Ou pelo menos eu penso que seja. O babaca do outro dia. — Eu acho que temos apenas essa semana para terminar o trabalho. Melhor não nos atrasarmos, certo?

— Ah, sim. Claro. Mas você não acha que está ficando um pouco tarde?

— Com medo?

— Não. — Eu respondo. — Pode entrar. Eu tenho bastante facas na cozinha.

Ele ri. É uma risada silenciosa onde só vejo o movimento de seus ombros.

Ele entra e se senta no sofá.

— Bonita casa. — Ele parece sincero.

— Obrigada. — Sinto meu estômago roncar. Não como desde que cheguei do shopping. — Bom, eu estou com vontade de comer um bolo. Que tal deixarmos assando enquanto fazemos o trabalho?

— Ótima ideia. Eu te ajudo.

Nós vamos até a cozinha e começamos a pegar o ingredientes.

— Damon, pega as cenouras na geladeira, por favor.

— Claro. — Ele as coloca em cima do balcão. — Hum. Faremos bolo de cenoura?

— Eu adoro bolo de cenoura com uma ótima cobertura de chocolate, e você?

— Pra mim está ótimo.

Eu começo colocando os ovos, óleo e açúcar e as cenouras no liquidificador. Damon está fazendo alguma coisa ao lado da pia mas não consigo ver o que é. Estou olhando para o liquidificar quando ouço ele me chamar.

— Elena?

— O q...? — Antes que eu consiga concluir minha pergunta ele sopra um punhado de farinha de trigo em meu rosto. — Você não fez isso! — Ele está rindo sem parar. Gargalhando alto.

— Elena, a sua cara foi a melhor.

— Jura? E que tal isso aqui? — Eu quebro um ovo inteiro em cima da cabeça dele. Quem está rindo agora?

— Você está louca? Eu tenho que ir pra casa.

E antes que eu perceba nós estamos sujando a cozinha inteira e com dores na barriga de tanto rir.

— Olha só como está esse lugar. — Eu digo olhando ao redor.

— Vamos terminar de fazer o bolo e limpar isso aqui. Não vai ser fácil. — Nós nos olhamos e sorrimos, e eu começo a pensar que ele pode ser legal. Um babaca, porém um babaca legal.

Uma hora depois o bolo está no forno e a cozinha está limpa.

— Está ficando tarde. Vamos fazer assim — ele começa — eu faço minhas pesquisas, você faz as suas, amanhã eu venho aqui de novo e nós juntamos todas as informações e montamos nossa apresentação. O que acha?

— Por mim, tudo bem.

Ele já está se dirigindo para a porta quando eu me lembro de algo.

— Você não vai esperar o bolo?

— Como eu disse, venho aqui amanhã. Espero que você saiba fazer uma ótima cobertura de chocolate. — E então ele sorri.

— Prepare-se para comer a melhor cobertura de chocolate da Virgínia.

— Espero não me arrepender. — Ele me dá um beijo e vai embora.

Notas finais
Se vocês encontrarem algum erro é só me falar, ok? (: