Ciladas da vida
1 1. Conflitos & Decisões
POV Bella
Forks, Washington — dias atuais
Meu pai estava extremamente confuso quando eu o conduzi até a cadeira e fiz com que o mesmo se sentasse.
Estava suando frio, não sabia como dar a notícia a ele, mas sabia que tinha de dar… de alguma forma.
Meu coração estava a mil e meus nervos agitados, tremedeira foi só uma consequência.
Charlie me observava atentamente esperando que eu dissesse o porque daquela preparação toda.
— Pai, tenho algo que gostaria de compartilhar com o senhor! — disse por fim quebrando o silêncio.
— Estou esperando Bells! — completou.
Abaixei a cabeça envergonhada pela decepção que estava prestes a lhe dar.
— Estou grávida! — sussurrei desejando que ele não me batesse.
— O quê? — Charlie encrespou o cenho confuso e não soube compreender se estava descrente pela notícia ou se ele não havia compreendido o que havia dito.
— Estou grávida! — ressaltei mordendo o lábio me tremendo toda.
O silêncio perdurou por uns instantes e depois ele riu provavelmente acreditando ser uma brincadeira minha, mas quando tirei meus pés do chão e os encolhi no sofá começando a chorar ele compreendeu a seriedade de minhas palavras.
Ficou sem palavras, suas mandíbulas praticamente no chão.
E então a explosão esperada veio.
— Eu não posso acreditar nisso sua estúpida! Que diabos você está pensando da vida garota? Você tem 17 anos, não terminou seus estudos e quer trazer outra criança ao mundo? — gritou me encarando se controlando para não sair de seu assento para não me estapear. — Porra, como você pôde ser tão irresponsável? Você é burra Isabella?
A voz algoz e alterada de meu pai me insultando ainda persistia em me incomodar.
Bem lá no fundo sabia que ele, de certa forma, estava certo e que eu fui mesmo muito burra por estar nesta situação a que estou agora.
"— Você vai atrás daquele fedelho e o faça cair em si e juntos arranjem um jeito de resolver essa situação Isabella e rápido, se não quer que eu interfira e faça do meu jeito!"
Não queria cogitar quais seriam seus planos.
Matar Edward, obviamente seria sua primeira escolha, pois o mesmo deixou isso bem claro quando me colocou na rua para ir atrás dele, depois de ter dito que ele não queria mais saber de mim. Instintivamente levei minhas mãos para o pé de minha barriga ainda plana, algo me dizia que “resolver essa situação” para meu pai, implicaria também em tirar a vida de meu pequeno e já amado girino.
— Não! — rugi no silêncio da noite totalmente perdida e amedrontada.
Não permitiria que o machucassem.
“— Você sabe que agora sua vida terminou, certo?”
Ele tinha razão.
De repente a ficha havia caído.
Eu sou burra.
Estou grávida e de fato, minha vida está arruinada.
Chorei mais um pouco deixando toda a tensão e confusão em mim se amenizar.
Lembrei do quanto fui tola e ingênua por ter me deixado ser seduzida por aquele cretino gostoso e novamente suas palavras me fizeram chorar ainda mais:
"— Você quer que eu faça o quê? Se vira!"
Conversa típica de homem para se livrar da situação.
Basta!
Esse foi o sentimento que me fez parar de chorar, me levantar daquele banco de praça e me impulsionou a caminhar decidida a ir até o apartamento dele e exigir os direitos de nosso girino.
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