Cigarette

1 PRÓLOGO - Virgin Cam


Notas iniciais
Só postarei o prólogo por enquanto, para ver a reação de geral quando ler, se vão gostar, se não vão, os dois primeiros capítulos já tão prontos, mas vo escrever mais um pouco antes de ir postando. Deixe reviews, por favor. Se voce ja leu essa historia antes, bem, é complicado. Ignore o que voce ja leu antes, por que essa é a original.

O aviso piscava incessantemente na tela. As letras azuis tentavam em vão avisar ao leitor em frente ao monitor do perigo iminente. Por pré-definição, o alarme real só seria ativado após a senha correta ser digitada nos 10 espaços em branco da tela. Mas não havia nínguem na frente do teclado para digitá-la. Logo, a porta que ficava a alguns metros do computador deslizou para a esquerda, deixando a mulher entrar. Ela verificou seu jaleco, ajeitou seus óculos e deu alguns passos não muito bem calculados. O resultado disso foi um tropeço em um dos fios que estava no chão do local. O monitor que inutilmente tentava avisá-la do perigo se desconectou do fio, exibindo apenas sua tela preta ao cair no chão.

"Droga! O que essa merda tava fazendo aqui?"

Puxou o fio, encontrado o plug que deveria estar no monitor para que este executasse normalmente suas funções. Segurou o monitor e o colocou em seu lugar de origem, reconectando o cabo logo em seguida. Após 3 segundos de espera, o aviso que antes não surtia efeito fez a mulher entrar em um estado de pânico.

"Logo agora... Não, não pode ser conhecidência."

Olhou para a direita, onde estava o laboratório, e para a esquerda, que era o lugar mais seguro para ela no momento, já que a terceira porta que estava de frente para o laboratório era de onde a ameaça vinha. Depois de um momento de reflexão, decidiu não soar o alarme, poderia tomar conta daquilo ela mesma. Com o mouse, levou o ponteiro até o botão 'Cancel' e o aviso de invasão já não estava mais na tela. Pegou a pistola ao lado do mouse e rumou para a esquerda.

"Invadiram o laboratório errado."

A porta se fechou logo que ela passou, deixando o ambiente escuro. Ouviu mais algumas trancas se fecharem na porta, tornando aquela sala pouco acessível. Quando as trancas já haviam concluído seu trabalho, um monitor a sua frente se acendeu. Era o sistema de vigilância do local. A ameaça era na verdade 8 homens armados que andavam sorrateiramente pelo corredor. O símbolo nas costas de suas fardas foi o que mais irritou a mulher.

"O que a BioTera está fazendo aqui?!"

O grande teclado abaixo do monitor se acendeu. Teclou a tecla 'L' e logo toda as luzes da Ala Norte se apagaram. O modo de visão noturna das câmeras se ativou. Os homens pareceram pouco abalados com o ocorrido, mas, de forma preventiva, colaram-se na parede, cada um mirando seu M16 para um lado.

"Estão pensando que sou um exército? Bem, vou mostrar a eles o quão forte posso ser."

Teclou 'P' e logo uma passagem se abriu, oposta à entrada. Os corredores secretos eram iluminados por luzes de emergência, que eram fracas mas conseguiam mostrar o caminho. Pegou o silenciador de seu bolso e o equipou na pistola, não queria chamar muita atenção. Dobrou a primeira a direita, dando mais alguns passos até chegar a uma encruzilhada. Continuou em frente, dobrou a esquerda e depois a direita. O botão luminoso amarelo estava logo a frente. Fechou os olhos e inspirou. Iria sair no corredor Leste, o que faria ela ficar atrás dos homens, lhe dando alguma vantagem. Apertou o botão, fazendo com que a silenciosa passagem deslizasse para a esquerda, dando espaço para ela

passar e assim o fez. O corredor estava escuro e silencioso. Uma nuvem que passava em frente a lua fez as sombras dominarem o local, o que fez com que ela conseguisse ir ainda mais furtiva em direção a Sala Social. A divisão entre o corredor e a sala era feita por um arco, não por uma porta, o que poderia entregar sua localização facilmente. Mas, com a ajuda das sombras, logo localizou um dos homens, que ficara para trás vigiando. Com uma calma extrema, mirou a pistola na cabeça do homem e disparou. O disparo quase não fez som, assim como a caída do corpo do homem. Ajoelhada, movimentou-se até o homem caído e o tirou do meio do corredor, que agora estava deserto.

"Eles já conseguiram entrar na Sala de Monitoramento, droga!"

Colocou o homem atrás de um sofá e rumou para o corredor. Deu o primeiro passo, mas logo que viu movimentação a frente, dobrou para a abertura da esquerda. Não sabia se o homem que estava ali a viu ou não, mas não esperou muito tempo para descobrir. Auxiliada pelas sombras, tirou a cabeça do esconderijo, procurando o homem, que parecia ainda imóvel, e atirou no mesmo local em que atirara no outro. Levou seu corpo para a próxima abertura no corredor, para que não o achassem se decidissem sair dali. Voltou a abertura em que havia se escondido antes e procurou o botão embaixo da mesa em que haviam flores em um jarro. Assim que o apertou, uma escada desceu do teto, abrindo espaço para os tubos de ventilação do local. Subiu a escada e a puxou assim que chegou ao topo. Se orientou rapidamente e seguiu rumo a direção da sala em que os homens se encontravam. Rumou para a abertura mais próxima, percebendo que havia apenas um na sala.

"Estão me subestimando..."

Pegou um grampo de cabelo e jogou pela abertura da grade. O homem percebeu o barulho e rumou para sua fonte, vendo o grampo no chão. A mulher chutou a grade, que caiu por cima do homem, e se jogou logo após, dando uma forte coronhada na nuca do homem, o bastante para deixá-lo desacordado algumas horas. Sem mais ameaças, foi até o computador e apertou 'Enter', fazendo com que uma caixa de texto aparacesse. Digitou 'Sistema de Vigilância — Cam 8' e apertou 'Enter' novamente. A tela mudou para uma
imagem colorida de um laboratório, onde os homens esvaziavam as prateleiras que cotinham frascos com líquidos de variadas cores e densidades. A mulher esboçou um sorriso de deboche e apertou 'Enter' novamente, fazendo com que a caixa de texto voltasse. 'Executar plano de evacuação. Lacrar laborátorio. Emergência Nível 3. Incineração de material tóxico. Todo o complexo.'. Apertou 'Enter' e o sorriso permaneceu no rosto enquanto ouvia as trancas da porta do laboratório e carregava o homem pela passagem secreta que usara a pouco, levando-o até seu carro no estacionamento.

– 15 segundos para descontaminação — Falou uma voz digital feminina, para todo o complexo.

Mas ela já estava fora do complexo nesse momento. Pisou fundo no acelerador e ainda pôde ver o grande clarão no céu quando a construção inteira se desfez na explosão.

–--

Saiu de lá a passos largos e apressado. Não tinha mais tempo a perder. A reunião que acontecera a poucos minutos apenas reforçava a tese de toda a ACB(Agência de Combate ao Bioterrorismo). A BioTera estava envolvida de fato em todos os crimes de bioterrorismo que estava sendo acusada. Nesta noite, o CEO da empresa havia convidado todos os membros diretores da compainha, junto com outros figurões do sub-mundo do bioterrorismo, para uma reunião. A reunião era um leilão pela venda de um vírus desenvolvido pela empresa, ágil e eficaz, em alguns aspectos, seria de grande uso para qualquer um (leia-se terrorista) que estivesse disposto a gastar a quantia mínima. A noite seguiu com as diversas explicações do homem sobre os benefícios do uso desse vírus, em como ele traria poder e lucros imensuráveis. Bem, foi isso. Por receio dos investidores, o leilão seria realizado na outra noite. E essa era sua chance. A câmera que ficava em seu paletó gravou todo o encontro e agora ele estava quase chegando a seu carro. Mas quando ouviu a arma sendo engatilhada atrás de si, fechou os olhos e esperou o tiro. Mas ele não veio. Quando abriu os olhos, Maxem Orckwood estava a sua frente.

– Sabe, não gosto de pessoas que não prestam atenção quando estou falando... e você, Will, definitavemente não estava.
– Sr.. eu...
– Shh... Não precisa se explicar, de forma alguma, Will. Sei que você teve muito trabalho nessa última semana. Mas, antes de ir pra casa, deveria ajeitar esse seu paletó. Não queremos que sua esposa ache que o marido está perdendo o interesse nela.

Max se aproximou perigosamente de Will, de forma que o segundo achou até que ele iria beijá-lo.

"Seria melhor do que ele vai fazer."

As mãos do diretor da BioTera mecheram em seu paletó, deixando-o alinhado perfeitamente. Abotou-o e ajeitou a gravata. Depois disso, deu dois tapinhas no bolso direito do paletó e dali tirou a pequena câmera.

– Ora, ora, o que temos aqui?
– Sr...
– Traição, Will. Depois de tudo que lhe fiz?
– Seu terrorista de merda, você vai pag...!

Mas a resposta não foi completa. Max tirou de seu paletó uma seringa e sem demora injetou seu líquido na barriga de Will.

– Vocês darão um bom exemplo para os investidores.

Will foi se sentindo pesado, sentindo o sono vir e logo desmaiou no chão. Quando acordou, estava no banco do motorista de seu carro, na entrada da cidade de Auttlise. Piscou algumas vezes os olhos, acostumando-se com a iluminação local e imaginou se tudo fora um sonho. Pegou o celular no bolso e checou data e hora. Não, não foi um sonho. Mas como havia ido parar no local, ele não sabia. Ligou o carro e acelerou, seguindo a estrada em direção a cidade. No caminho, vizualisou o celular.

"Para quem eu ligo?"

Em dúvida em relação a ligar para a esposa ou para a ACB, resolveu ligar para a ACB, para reportar o acontecido. Se o pior acontecesse, sua esposa já sabia dos riscos do trabalho.

– Will, onde você estava? Ligamos a noite toda desde que a reunião acabou!
– Robert...
– Will, pelo amor de Deus, precisamos das provas!
– Robert, me escute! Maxem descobriu tudo! Ele pegou a câmera e injetou algo em minha barriga. Eu desmaiei e acordei na entrada da cidade.
– Oh, meu Deus... Will, você precisa...!

O carro de Will chocara-se com outro, e a batida foi tão forte que os dois foram projetados a muitos metros de distância. O motorista do carro azul, que estava virado de cabeça para baixo do outro lado da estrada, olhou para seu GPS. O aviso de batida já fora enviado a seguradora que estaria alertando a ambulância e levando um guincho ao local.

Tendo ainda condições de se mover, soltou o cinto e saiu pela janela aberta do carro. O outro parecia bem mais destruído que o seu, mas talvez o motorista tivesse sobrevivido.

Deu alguns passos fracos, suas pernas doíam, na direção do carro prata e chamava pelo motorista.

– Olá? Você está bem?

Não sabia qual era a emoção que sentiu quando viu o outro motorista sair de seu carro da mesma maneira que ele. Se apressou para perto dele, oferecendo uma mão para ele se levantar.

– Está bem, amigo?

Mas o homem não respondeu. E recusou a mão, levantando-se sozinho. A íris de seus olhos ia lentamente mudando para a cor da pupila e sua boca ia se abrindo, ao mesmo tempo que dela saía um gemido rouco.

– O que está acontecendo?

Mas ele não respondeu. Um irreconhecível Will avançou para o outro, mordendo e arranhando todas as partes do corpo visíveis do homem. E logo, o guincho e a ambulância chegariam...


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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.