Cidades azuis
2 Zé Pequeno
De manhã, todos acordam e voltam a rotina padrão, só que agora com um plano.
*E*—Amanhã nós pegamos o Zé Pequeno. — Disse Eros, com sangue no olho.
*J*—Como assim?
*JP*—A gente pega e mata ele, ué.
*J*—Ele é mais poderoso que a gente.
*E*—Isso é o que você pensa seu imbecil pão-duro. Nós somos muito mais espertos e se você largar a mão de ser pão-duro e gastar um pouco do dinheiro a gente ganha de boa.
*J*—Puta que pariu, a gente vai morrer.
*JP*—Relaxa, eu vou chamar meus irmãos.
*E*—E eu já falei com um povo.
*J*—Podem ir vocês, eu vou ficar aqui cozinhando amanhã.
*E*—Covarde do caralho.
*J*—Covarde esperto.
No outro dia, todos se reúnem novamente no laboratório.
*E*—Cadê seus irmãos? — Diz Eros à João.
*JP*—Já vão chegar, relaxa.
*J*—E sua cambada, Eros? Pisaram na bola?
*E*—Relaxa.
*E*—Preciso de 3 mil reais.
*J*—CARALHO!
*J*—Pra que tudo isso? O povo é ninja?
*E*—É que tem muita gente...
*JP*—Tipo quantos?
*E*—São 30 pessoas no total.
*J*—É... A gente tem uma chance então.
Logo depois que Jorge disse isso, duas pessoas entraram.
*E*—Chegou, porra.
*JP*—Galera esse é o Jorginho e o Vitor, são meus irmãos.
*JI*—E aí seus filhos de uma maconheira aidética do caralho, bora passar esse filho da puta, porra.
*J*—Calma, pigmeu, quanto palavreado. Ta exaltado?
*JI*—O que é um pigmeu?
*J*—Pigmeu é o termo usado para pessoas muito baixas, geralmente vindo da...
Vitor interrompe Jorge.
*VI*—Cala a boca, vamos passar esse negro logo porque eu quero comer uma bucetinha daqui a pouco.
*E*—Você tem 11 anos seu minecraft, nem mijou leitinho ainda, e parem de falar palavrões vocês todos.
*VI*—Sua mãe não disse isso ontem.
O povo que Eros contactou chegou.
*POVO*—CADÊ NOSSO DINHEIRO?!
*E*—Ta aqui.
Eros entrega 100 reais para cada pessoa.
*JP*—BORA MATAR O ZÉ PEQUENO E FICAR RICO!!!
*E*—BOOOORA!!!
Todos, exceto Jorge, foram na Cidade de Deus abater o Zé Pequeno.
*JP*—A CASA CAIU FILHO DA PUTA!!!
João Paulo acerta uma facada no olho de Zé Pequeno, que morre; O resto fica brigando com os aliados de Zé, e Eros esperando na Brasília.
*E*—NÓS SOMOS COZINHEIROS!!!
45 minutos depois estava todos (João e Eros) voltando pro laboratório.
*J*—Quem morreu?
*JP*—Zé Pequeno, ué.
*J*—Aí sim, cara.
*E*—Sobrou 8 pessoas do bando só.
Jorge começa a rir.
*J*—E seus irmãos, João?
*JP*—Paguei uma nota pra cada e eles foram no puteiro.
Jorge riu mais ainda.
*J*—Sacanagem eles não terem morrido.
*JP*—Sacanagem mesmo.
*E*—Agora a gente fica rico.
*JP*—Vamos comemorar nossa vitória, porra!
João abriu a geladeira e pegou 8 garrafas de pinga, todos beberam tudo e depois de meia hora estavam todos embriagados e deitados no chão.
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