Cidade dos Sonhos Mestiços

4 Uma Ameaça por Lâmina


Notas iniciais
Quero saber o que acharam deste ;)

Percy segurou com força a mão de Annabeth ao encontrar os olhos do estranho adolescente com asas de morcego, na longa de cheia fila de uma boate rodeada de luzes azuis, em contraste com o crepúsculo. Na entrada da boate, estava a palavra PANDEMÔNIO em letras brilhantes.

– Annie, o que é aquilo? — perguntou para a namorada, desviando o olhar do garoto estranho — é algum ser da mitologia?

Annabeth franziu o cenho e ele pôde ver em seus olhos um brilho prateado de frustração. Ela não sabia, e odiava não saber de qualquer coisa que fosse.

– Não faço ideia — respondeu — não parece nenhuma criatura que eu já tenha conhecido antes...

– Percy! Annabeth!

Os dois viraram o rosto. Atravessando a rua e indo de encontro a eles, estava Nico Di Angelo. Percy não achou que iria se surpreender ao vê-lo, mas o garoto mudara muito desde a última vez que se encontraram... Para começar, estava mais alto e alcançando Percy. Além disso, havia algo diferente nele, os cabelos negros estavam maiores e presos num rabo de cavalo, ele vestia uma camisa preta comum sobre a calça jeans — onde a espada estava presa.

Parecia estar com mais... Confiança, talvez.

Nico abraçou Annabeth, que estava meio sem jeito, e apertou a mão de Percy.

– Que bom que vieram — disse, parecendo genuinamente agradecido.

– Hã... Nico — Percy falou, coçando a raiz dos cabelos — é bom te ver, mesmo quando passou dois anos sem dar notícia, mas... Pode dizer o que estamos fazendo numa boate chamada Pandemônio?

O tom de Nico ficou mais baixo.

– Criaturas vem para cá, e se misturam com mortais. Há todo o tipo de coisa, semideuses, monstros, demônios, feiticeiros...

– Espera! — Annabeth interrompeu, a cabeça de Percy estava a mil por hora — demônios? Do que você está falando Nico?

Ele a encarou nos olhos.

– Lembra que Quíron diz que todos os mitos são verdade, para os novatos?

Ela assentiu. Os dois pareciam estar tendo uma conversa falada e a outra com os olhos, pois se encaravam fixamente, parecendo mandar palavras-chaves pelos olhares.

Percy não gostava de ficar de fora.

– E...? — ele perguntou, esperando que Nico completasse.

– Ele tinham razão. TODOS os mitos são reais.

Percy franziu o cenho.

– Quer dizer...?

Nico olhou para ele.

– Quero dizer vampiros, lobisomens, fadas, bruxos, demônios e... — seu olhar foi para uma perplexa e confusa Annabeth — Caçadores de Sombras.

Os olhos dela brilharam.

– São uma lenda... — balbuciou. Percy nunca a tinha visto assim, tão confusa.

– Não — Nico insistiu — Alabaster, um filho de Hécate, falou comigo. Ele me contou algumas coisas e resolvi pesquisar por mim mesmo depois disso... Conversei com seres que nunca havia visto em minha vida, anteriormente. Procurei saber mais sobre esse "novo mundo", e todos os caminhos levavam a eles. Aos Nephilim.

Percy ainda assim ficou com a mente embaralhada. Sabia que a Névoa privava coisas tanto de mortais, quanto de semideuses, mas não tinha noção do quanto escondia. Santo Zeus, como vampiros podiam existir sem ele nunca ter visto um? Quer dizer, só teve Kelly, no 4º ano, mas ela era uma empousa, não vampira.

Olhou para Nico fixamente.

– Quer dizer, que a mitologia grega não é a única verdade?

Nico balançou a cabeça.

– Não, as criaturas...

– Nico — Annabeth disse com urgência, interrompendo a fala dele — como descobriu sobre os Nephilim?

Nico desviou os olhos negros de Percy para ela, devagar.

– Duas noites atrás encontrei Alabaster numa casa de shows, haviam alguns deles lá... E ontem fui ao Central Park e ouvi um deles falando sobre Magnus Bane, conhecido como Magnífico Feiticeiro do Brookylin. Elizabeth disse que precisava da ajuda de um Feiticeiro, mas Alabaster não confia muito nela...

Percy franziu o cenho.

– Espere, quem é Elizabeth?

Nico contou uma história sobre seu encontro com o filho de Hécate e a Mensagem de Íris para uma garota mestiça, com sangue de deus e de Caçador de Sombras. Nico realçou o quanto ela e o irmão são poderosos, e o mesmo poderia tomar o Olimpo se ninguém o impedisse.

Ótimo, Percy pensou, o mundo em perigo mais uma vez.

Não o disse em voz alta, com medo de soar egoísta demais.

Nico o encarou por um instante.

– Elizabeth implorou que eu te procurasse... Pelo visto conhece suas vitórias. E disse para nós procurarmos Clarissa Morgestern, uma Nephilim poderosa, e eu a vi hoje, há pouco tempo.

Annabeth olhou para ele, parecendo finalmente voltar a si.

– Viu? Onde ela está?

Nico deu um sorrisinho misterioso.

– Está vindo para cá — respondeu — procurando um feiticeiro.

– Deixe-me adivinhar — Annabeth disse com sarcasmo — Magnus Bane?

O sorriso de Nico cresceu.

– Ah, sim. Magnus Bane.

Percy segurou com força a mão de Annabeth ao encontrar os olhos do estranho adolescente com asas de morcego, na longa de cheia fila de uma boate rodeada de luzes azuis, em contraste com o crepúsculo. Na entrada da boate, estava a palavra PANDEMÔNIO em letras brilhantes.

– Annie, o que é aquilo? — perguntou para a namorada, desviando o olhar do garoto estranho — é algum ser da mitologia?

Annabeth franziu o cenho e ele pôde ver em seus olhos um brilho prateado de frustração. Ela não sabia, e odiava não saber de qualquer coisa que fosse.

– Não faço ideia — respondeu — não parece nenhuma criatura que eu já tenha conhecido antes...

– Percy! Annabeth!

Os dois viraram o rosto. Atravessando a rua e indo de encontro a eles, estava Nico Di Angelo. Percy não achou que iria se surpreender ao vê-lo, mas o garoto mudara muito desde a última vez que se encontraram... Para começar, estava mais alto e alcançando Percy. Além disso, havia algo diferente nele, os cabelos negros estavam maiores e presos num rabo de cavalo, ele vestia uma camisa preta comum sobre a calça jeans — onde a espada estava presa.

Parecia estar com mais... Confiança, talvez.

Nico abraçou Annabeth, que estava meio sem jeito, e apertou a mão de Percy.

– Que bom que vieram — disse, parecendo genuinamente agradecido.

– Hã... Nico — Percy falou, coçando a raiz dos cabelos — é bom te ver, mesmo quando passou dois anos sem dar notícia, mas... Pode dizer o que estamos fazendo numa boate chamada Pandemônio?

O tom de Nico ficou mais baixo.

– Criaturas vem para cá, e se misturam com mortais. Há todo o tipo de coisa, semideuses, monstros, demônios, feiticeiros...

– Espera! — Annabeth interrompeu, a cabeça de Percy estava a mil por hora — demônios? Do que você está falando Nico?

Ele a encarou nos olhos.

– Lembra que Quíron diz que todos os mitos são verdade, para os novatos?

Ela assentiu. Os dois pareciam estar tendo uma conversa falada e a outra com os olhos, pois se encaravam fixamente, parecendo mandar palavras-chaves pelos olhares.

Percy não gostava de ficar de fora.

– E...? — ele perguntou, esperando que Nico completasse.

– Ele tinham razão. TODOS os mitos são reais.

Percy franziu o cenho.

– Quer dizer...?

Nico olhou para ele.

– Quero dizer vampiros, lobisomens, fadas, bruxos, demônios e... — seu olhar foi para uma perplexa e confusa Annabeth — Caçadores de Sombras.

Os olhos dela brilharam.

– São uma lenda... — balbuciou. Percy nunca a tinha visto assim, tão confusa.

– Não — Nico insistiu — Alabaster, um filho de Hécate, falou comigo. Fiz umas pesquisas ontem. Há coisas que a Névoa não revela por segurança, há um mundo em Nova York que não fazemos parte... porque não o vemos.

Percy ainda assim ficou com a mente embaralhada. Sabia que a Névoa privava coisas tanto de mortais, quanto de semideuses, mas não tinha noção do quanto escondia. Pelos deuses, como vampiros podiam existir sem ele nunca ter visto um? Quer dizer, só teve Kelly, no 4º ano, mas ela era uma empousa, não vampira.

Olhou para Nico fixamente.

– Quer dizer, que a mitologia grega não é a única verdade?

Nico balançou a cabeça.

– Não, as criaturas...

– Nico — Annabeth disse com urgência — como descobriu sobre os Nephilim?

Ele a encarou.

– Duas noites atrás encontrei Alabaster numa casa de shows, haviam alguns deles lá... E ontem fui ao Central Park e ouvi um deles falando sobre Magnus Bane, conhecido como Magnífico Feiticeiro do Brookylin. Elizabeth disse que precisava da ajuda de um Feiticeiro, mas Alabaster não confia muito nela...

Percy franziu o cenho.

– Espere, quem é Elizabeth?

Nico contou uma história sobre seu encontro com o filho de Hécate e a Mensagem de Íris para uma garota mestiça, com sangue de deus e de Caçador de Sombras. Nico realçou o quanto ela e o irmão são poderosos, e o mesmo poderia tomar o Olimpo se ninguém o impedisse.

Ótimo, Percy pensou, o mundo em perigo mais uma vez.

Não o disse em voz alta, com medo de soar egoísta demais.

Nico o encarou por um instante.

– Elizabeth implorou que eu te procurasse... Pelo visto conhece suas vitórias. E disse para nós procurarmos Clarissa Morgestern, uma Nephilim poderosa, e eu a vi hoje, há pouco tempo.

Annabeth olhou para ele, parecendo finalmente voltar a si.

– Viu? Onde ela está?

Nico deu um sorrisinho misterioso.

– Está vindo para cá — respondeu — procurando um feiticeiro.

– E estamos procurando o mesmo feiticeiro para encontra-la? — Annabeth supôs.

Nico assentiu, alargando um pouquinho mais seu sorriso.

– Exato. E é melhor que sejamos rápidos, ouvi dizer que Magnus Bane se entedia facilmente.

. . .

Jace estava com o celular grudado ao ouvido novamente, atravessando as ruas de Nova York sem nem mesmo olhar se vinha algum carro. Milhares de taxistas o xingaram em sua travessia. Suas mãos tremiam só de pensar em falar com Liz Blackwell de novo, e em como praticamente estragou a vida dela no passado.

Não fez nada demais, afinal. Ela era filha de Blackwell, e na época achava que o mesmo havia matado seu pai (quando ainda achava que era filho de Michael Wayland). Ele até havia poupado a garota e o irmão, não os matou nem os entregou à Clave...

Não, disse uma voz amargurada no fundo de sua mente, só os jogou em um Portal para longe de Nova York e sabe Deus como ele conseguiram sobreviver.

Na época, é claro, os conceitos de Jace eram diferentes. Ele ainda acreditava cegamente no Bem e no Mal, e que qualquer filho de um causador da Ascensão era tão ruim quanto os pais...

Sem saber que ele mesmo era uma dessas crianças.

– Alô? — disse uma voz feminina do outro lado da linha.

– Liz? — chamou incerto — estou indo ver Magnus. É um feiticeiro poderoso, cujo poder se estende sobre toda Nova York. Se estamos procurando alguém, ele com certeza sabe quem é e onde está.

Ela suspirou, e Jace nunca havia visto alguém tão aliviado antes.

– Que bom. Depois de conversar com ele, me ligue para nos encontrarmos. Quero buscar os outros heróis com você.

Jace piscou.

– Espere um segundo — disse — heróis? Não sabia que precisava de mais algum... Eu já sou um herói que vale por um exército inteiro!

Liz, porém, não riu. Sua voz se tornou sombria do outro lado da linha, e Jace pôde sentir o medo na respiração dela.

– Não contra Andrew — foi o que disse antes de desligar na cara dele.

– Maravilha — Jace sussurrou consigo mesmo — estou atrás de alguém para lutar contra um novo Sebastian... Merda!

Ele gritou, não por frustração, mas por esbarrar sem querer em uma garota na fila do Pandemônio — onde Magnus disse para ele que estaria. A garota, de costas, parecia mais uma patricinha; com cabelos loiros encaracolados presos num rabo de cavalo alto. Jace sentiu de longe um cheiro forte de sabonete de limão e achou que estivesse lidando com mais uma riquinha de Manhattan.

Quando ela se virou, viu que não.

Os olhos dela eram cinzas como nuvens de tempestade, e ele nunca vira olhos daquele tipo em toda a sua vida. Sua blusa era de um laranja chamativo, mas não foi isso que chamou a atenção dele, mas sim a adaga dourada que ela tinha presa ao cinto.

Encontrou os olhos dela novamente, irritados como se fosse trovoar.

– Você deveria olhar por onde anda, idiota! — gritou.

Ao lado dela, dois garotos trocaram olhares. Um deles parecia querer partir para cima de Jace e enchê-lo de porrada, mas o Caçador de Sombras ela bom demais para se intimidar com um mundano metido a briguento...

Apesar da suposta "namorada" dele não parecer uma mundana.

– É realmente uma estupidez — Jace disse a ela — pessoas se esbarrarem em outras numa fila como essa... Afinal, boates são lugares extremamente pacíficos, né amorzinho?! — olhou com desdém dela para o garoto de olhos verdes que parecia pronto para estrangular Jace — você e o namoradinho se perderam do Central Park?

Ela cerrou os punhos. Jace por um momento viu em seu olhar mortífero uma característica da irmã, Isabelle, que ficava pronta para matar com as próprias unhas qualquer um que tirasse sarro dela.

Mesmo assim, não recuou.

– Eu não vou perder meu tempo com você — ela disse, como se ele (Jace Lightwood) fosse um mundano qualquer — tenho mais do que fazer na vida.

– Tipo o que? Trocar de perfume? Sabia que sabonete de limão é bem fora de época? — ele sorriu de canto — ou talvez queira agradar seu namoradinho aqui... — fez uma pausa e a olhou de cima a baixo — ele é bem pateta para alguém como você, não acha?

– Ora, seu... — o garoto com cabelos negros segurou o de olhos verdes, que estava com o punhos preparados para Jace.

A garota, num movimento tão rápido quanto o próprio Jace teria feito, sacou a adaga e a apontou para o peito dele. O Caçador de Sombras olhou a arma surpreso, e procurou Marcas nos braços da menina. Ficou surpreso a saber que ela não tinha nenhuma, o que significava que ela não era Nephilim.

Então... o que era?

– Não adianta, Annie — o garoto de olhos verdes disse — ele é só um mortal, não consegue ver o perigo.

– Justamente porque não há nenhum — Jace falou com sarcasmo — aliás, eu e meus punhos podemos dar cabo de você, garotinha, segurando uma adaga ou não.

O braço da garota caiu, e os três encararam Jace como se fosse um fantasma.

– Como consegue ver a adaga?

Ele deu de ombros.

– Ela brilha — explicou.

– Mas... Mas...

Aproveitou a distração dela para sacar a Lâmina Seraphin que trazia consigo e dizer seu nome. Ele girou, rápido como um anjo, e a desarmou, depois segurou ela pelos cabelos enquanto a lâmina brilhante dele se encostava em seu pescoço e a adaga dela caía no chão da calçada.

– Consegue ver isso, princesa? — perguntou, percebendo a tensão dos garotos ao vê-lo ameaçando-a — é algum tipo de demônio novo que usa armas brancas?

– Larga ela! — o garoto de olhos verdes falou, colocando a mão no bolso da calça. O que ele iria pegar? O celular e ligar para a polícia dos Infernos?

– JACE!

Ouvir aquela voz fez seu coração parar de bater. Do outro lado da rua, Clary vinha correndo, olhando-o com preocupação e incredulidade. Simon vinha com ela, olhando de Jace para a garota que ameaçava como se ele a tivesse beijado e não encostado uma lamina no pescoço dela.

– O que está fazendo? — Clary perguntou, os olhos verdes como folhas arregalados em terror.

– Ela é um demônio, Clary! — Jace disse.

– Não é não! — o namorado da garota gritou, e agora ele tinha uma espada dourada em punho — ela é uma semideusa, do Acampamento Meio-Sangue, e se não soltá-la serei obrigado a cortar sua cabeça.

De canto, Jace pôde ver Simon congelar.

– Solte-a, Jace — ele falou, encarando do garoto para a garota, assustado.

– Simon, que diabos...?

– Isso mesmo, Lightwood — uma terceira voz disse, vinda da entrada da boate — não gosto quando ameaçam meus convidados, e você tem uma lâmina Seraphin no pescoço da minha convidada.

Todos se viraram para encarar um Magnus Bane vestindo um traje azul cheio de porpurina, que os observava com os braços cruzados e um meio sorriso entretido no rosto. Seus olhos de gato brilhavam com a luz do sol.

Relutante, Jace soltou a garota. Que abaixou para pegar a adaga no chão, e partiu para cima dele com ataques a curta distância.