“11 de Setembro de 1766”

“"Deus.... Deus finalmente ouviu minhas preces, ele se comunicou através dos... Não sei como era possível, mas foi..."

19/02/1991 — Terça-feira

Quiiiquii

Acordei no meio da madrugada com um chiado estranho, liguei o abajur e olhei o relógio, era 3:13 AM.

– Ah, cara, que barulho irritante é esse.

Me levantei devagar, ainda estava confuso e sentindo um sono de quase cair no chão. Segui o som até a gaiola do rato. Ele não parava de se mexer para todos os lados e gritar.

Passei a mão no cabelo. – Meu Deus, por que você não cala a boca!!

Peguei a gaiola, e a levei para a mesa da sala no andar de baixo. Voltei para o andar de cima e me deitei na cama, fechei meus olhos mas o barulho não parava, como um rato pode gritar tanto?

Voltei rapidamente para baixo, e peguei a gaiola.

– Você vai acordar todo mundo, eu preciso dormir diacho!

Levei ele até o porão, quando cheguei aos pés das escadas, ele ficou parado em completo silêncio.

– Tá de sacanagem comigo.

Trouxe ele de volta comigo para o quarto, graças a Deus ele ficou quietinho. Me deitei novamente, e na hora que eu tentava desligar o abajur, eu observei a gaiola novamente, ele estava lá, parado com seus olhos vermelhos brilhando, finalmente apaguei o abajur e voltei a dormir.

***

– ALYYYY, ALYYYY ACORDA MENINO, VOCÊ VAI SE ATRASAR.

Me levantei no susto. – O que?

Olhei o relógio e já tinha passado do tempo de ir para a escola.

Abri os olhos rapidamente. – MEU DEUS.

Me levantei o mais rápido possível, fui ao banheiro, troquei de roupa e comecei a escovar os dentes, desci as escadas, peguei uma torrada em cima da mesa e corri rumo a escola.

***

Cheguei na escola e fui direto para sala de aula, eu estava com tanta pressa que abri a porta e ela bateu com força na parede.

Eu suando disse. – Perdão a demora.

A professora olhou o relógio. – Ahh o senhor chegou né, já é quase hora de ir embora.

A classe inteira começou a rir e eu fiquei parado morrendo de vergonha.

Eu virei o rosto de vergonha – E...eu p..posso entrar?

– Vem, entra mas que isso não se repita.

Enquanto eu ia em direção a minha carteira, olhei para todos, e percebi que Luiz não estava lá.

Me sentei no meu lugar, Samn sentava sempre atrás de mim e Thomas ao meu lado, me virei para trás, para perguntar onde estava Luiz.

– Ei, cadê o Luiz?

– ALYSSON, Você já chegou atrasado, agora que atrapalhar a aula também?

Me virei para frente em segundos, decidi escrever em um papel e mandar para Samn.

“Cadê o Luiz?”

O amassei e joguei em cima da mesa da Samn, rapidamente ela escreveu de volta.

“Ele faltou, deve estar doente”

Hum, que estranho, Luiz nunca falta, porem faz sentido ele faltar por estar doente.

Seguimos com o resto do dia normalmente, mas na hora de embora Thomas me chamou.

Thomas colocou as mãos em meu ombro – Alysson, espera!

Me virei – O que foi?

– Vou junto com você, quero passar na casa de Luiz.

– Ahh eu pretendia passar lá, vamos juntos.

– Bora! Espero que ele esteja bem.

– Também espero...

***

Durante o caminho Thomas desenhava em seu bloquinho.

Olhei curioso para Thomas. – Cara como se consegue andar desenhando?

Ele levantou um sorriso esnobe. – Heh, já sou profissional.

Olhei o bloco. – Tá desenhando o que?

Apontando a folha do caderno para mim. – Tô desenhando o Ale. Olha aqui:



Comecei a rir – Hahahah ele com o rato frito.

Thomas continuou desenhando – Hehehe quero ver a cara dele quando ele ver isso.

Chegamos rapidamente na casa de Luiz, sua casa tinha um tamanho médio, sua cor era azul, e em seu quintal havia uma estátua de Jesus Cristo bem no centro.

Thomas olhando a porta disse — Será que tem alguém em casa?

– Espero que tenha..

Nós aproximamos da porta e tocamos a campainha.

Ding Dong

Esperamos alguns minutos, mas ninguém respondeu, Thomas apertou novamente a campainha.

Ding Dong

Mas novamente ninguém respondeu, ao lado da porta havia uma janela sem que a cortina o tampasse, então demos uma olhada através dela.

– Vê algo estranho Alysson?

– Por enquanto... Pera o que é aquilo?

– Onde, Onde?

– Ali na sala, parece que os móveis estão bagunçados.

– Que saco, não dá pra ver direito, o que será que aconteceu?

Nós afastamos da janela e Thomas observou a casa por alguns segundos.

– Descendo a mini escada, Thomas disse. – Vamos para os fundos.

– O que? Pra que?

– Vamos ver se achamos alguma pista melhor.

Não discordei de Thomas, mas quando íamos para os fundos... Algo tocou em nossos ombros.

– BUUUU!!

Eu e Thomas gritamos. – AHHHHH!

Quando viramos, era o Ale que estava atrás da gente.

– Que susto porra!

– Caralho, Ale!

Ale rindo igual uma hiena disse. – Meu Deus esses são os cabras machos mesmo?

– O que cê tá fazendo aqui? — disse Thomas

– Vim ver o Luiz ué.

Thomas cruzando os braços disse. – Nem tenta, já tocamos a campainha, ninguém atende.

Ale fez uma cara de decepcionado – Humm... que droga, mas onde eles estão?

Eu respondi – Talvez eles foram resolver algo importante, sei lá...

– Vamos dar uma olhada nos fundos Ale, vem com nós?

– Clarinho que sim né!

Fomos para os fundos, a porta da parte de trás estava entreaberta.

Thomas encarou a porta – Estão pensando o mesmo que eu?

Eu olhei para Thomas. – Não, não e não, se tá ficando maluco? Não podemos invadir uma casa assim.

– E se tiver alguém ferido lá dentro? Você viu como a sala estava bagunçada?

Ale indo para o lado de Thomas disse. – Estava é? Isso é bem suspeito, devemos verificar!

Thomas colocou seu braço atrás do pescoço de Ale– Ótimo, dois contra um!

– Porra...

Enquanto eles subiam as pequenas escadas, eu cedi e fui junto. Ao entrarmos, o silêncio tomava conta da casa, passamos pela cozinha e dela fomos para a sala.

Ale botou a mão no queixo. – Hum, que esquisito, parece que estavam tentando revirar a sala igual uns doidos.

Eu me agachei no chão e mexi em algumas tralhas jogadas. – Ou pode ter sido uma briga...

Thomas começou a mexer em algumas coisas. – Verifiquem se não tem nada suspeito aqui.

Começamos a revirar aquela bagunça inteira.

Thomas apontou para o pé da mesinha que segurava a TV. – Olhem, olhem, isso são gotas de sangue?

Me aproximei e encarei aquelas manchas. – Será que é sangue mesmo?

Ale agachou perto das gotas. – Então sua teoria pode estar certa Aly, pode ter tido uma briga aqui...

Thomas se levantou. – Briga? O que aconteceu aqui...

BOOM

De repente um barulho alto veio do andar de cima.

Ale começando a suar e ficar nervoso disse. – Meu Deus, tem alguém aqui, tem alguém aqui, vamos embora!!

Thomas foi até o pé da escada e disse. – Parece que alguma coisa caiu, vamos verificar.

Ale olhando para Thomas. — Cê tá ficando maluco? Se for os pais de Luiz? Eles vão surtar e chamar a polícia.

Thomas olhou para mim. – Alysson? E se for alguém precisando de ajuda? Pelo o que vocês disseram teve uma briga aqui e se alguém machucado estiver lá em cima?

Ale pegou em minha mão. – O que cê tá ficando doido? E se ladrão machucado estiver lá em cima? Vamos embora Aly.

Eu olhei para Ale. – Thomas pode estar certo... E se alguém estiver machucado lá em cima?

Eu soltei a mão do Ale e fui em direção a escada.

Ale colocou a mão em sua cabeça. – Porra... Velho.....

Ale logo cedeu e ficou atrás de mim enquanto subimos as escadas lentamente. No segundo andar, havia três portas, mas só uma delas estava entreaberta. Nós aproximamos lentamente, empurrei a porta devagar. O quarto estava escuro, as cortinas fechadas e algumas coisas espalhadas pelo chão. Percebi um pé caído ao lado da cama.

Dei mais um passo e vi um homem estirado no chão.

Nós olhamos aquela situação e Thomas correu para acender as luzes.

Thomas com as mãos na cabeça começou a gritar – O que a gente faz? O que a gente faz?

Eu tentei respirar e lembrar dos primeiros socorros que aprendi no colégio militar. – Ale desce lá embaixo e chama uma ambulância.

Ale desceu as escadas desesperadamente e foi até o telefone fixo, eu e Thomas continuamos lá em cima.

– Thomas me ajuda, tira os móveis de perto dele!!

Thomas apenas me obedeceu calado.

– Rápido me passa o travesseiro que está na cama.

Thomas jogou o travesseiro em minhas mãos e eu o coloquei em baixo da cabeça do homem, seu corpo estava fervendo de febre e ele se mexia inquieto, aos poucos o homem começou a tremer menos até que seu corpo parou por completo. Eu virei sua cabeça junto com o corpo, Ale logo subiu de volta para cima.

Eu comecei a chamá-lo. – Ei pode me ouvir? Você está me ouvindo?

Ele não respondia nada...

Com uma cara de desespero, Ale disse. – Liguei para a Ambulância.

Thomas rapidamente virou o rosto e vomitou no chão.

Ale com a mão na boca. – Aí que nojo mano, vou nem olhar.

Eu estava ofegante, eu sentia como se meu coração fosse pular pela boca, Ale desceu e ficou a frente da casa até a ambulância chegar. Quando os paramédicos chegaram eu estava lá paralisado... E Thomas estava no canto do quarto com uma cara de acabado, como se não dormisse há dias.

Um dos paramédicos, nos ajudou e ligou para nossos pais, ficamos sentados na escada em frente a porta principal da casa em completo silêncio e com uma cara de choque

Minha mãe chegou desesperada e ofegante. – ALYSSON, ALYSSON!

Ela correu até mim e me deu um abraço. – Aí meu filho, você está bem?

Eu vi em seu rosto que ela estava prestes a chorar, eu apenas a olhei e continuei em completo silêncio. Meu pai logo chegou atrás.

Meu pai segurou em meus braços – Alysson, Alysson está tudo bem?

Ele me levantou e segurou meu corpo.

– Vou leva-lo para casa.

Minha mãe olhou Ale e Thomas e disse. – vou ficar aqui com Alefh e Thomas até seus pais chegarem...

Meu pai apenas acenou com a cabeça e me levou para casa.

***

Passei a tarde inteira sentado no sofá em choque, meu irmão tentava me alegrar balançando o rato de um lado para o outro. Minha mãe a cada hora perguntava se eu estava bem... Eu apenas queria ficar em silêncio para raciocinar tudo que aconteceu. Tempos mais tarde, mamãe ligou a TV, e lá estava meu pai.

– Boa tarde, estamos aqui na Rua São José onde três adolescentes encontraram o filho mais velho do casal Mus em estado catatônico e com febre alta em sua própria residência. A polícia constatou que o filho mais novo deles, Luiz Mus está desaparecido. Os pais dos jovens chegaram à casa há poucas horas e se depararam com toda a situação. Caso qualquer morador tenha informações sobre o paradeiro de Luiz, a orientação é entrar em contato imediatamente com a polícia local.

Após ouvir a palavra “desaparecido” eu... fiquei em silêncio e abaixei minha cabeça, eu não consegui segurar, comecei a soltar lágrimas. Minha mãe me vendo, me deu um forte abraço e começou a acariciar minha cabeça, ela ficou ao meu lado a noite toda...

***

Eu não fui para a escola no dia seguinte, eu não tinha forças para me levantar naquela manhã, eu só queria ficar quieto e sozinho em meu quarto. Aos poucos comecei a me movimentar mais pela casa, minha mãe sempre me oferecia ajuda e me apoiava, meu irmão tentava ficar o mais tempo possível ao meu lado, eles... Me ajudaram, eles eram minha força.

***

Após esse dia quieto, consegui erguer forças para ir para a escola, eu... Precisava ver como meus amigos estão...

Quando cheguei na escola, lá estava o lugar de Luiz vazio, Samn mantinha a cabeça baixa e soltava pequenos sons, como se fosse chorar. Ale estava inquieto, com o rosto vermelho. Thomas estava rabiscando mas seus rabiscos não formavam nada, ele estava com um olhar cansado como se não tivesse dormido a noite. Eu... Estava mal, e eles.... Também, nenhum de nós queria conversar...

Finalmente chegou o recreio, a sala inteira saiu e ficamos lá dentro... O clima estava pesado, ninguém falava nada...

...

...

...

...

Eu... Eu não podia deixar ficar assim, eu sentia que tínhamos que fazer alguma coisa, eu sentia que a polícia estava perdida em tentar encontrar as crianças desaparecidas, eu... A gente precisava fazer alguma coisa, eu finalmente tomei coragem e me levantei da carteira, Ale me olhou com um olhar confuso, Samn levantou a cabeça e Thomas parou de rabiscar no caderno.

– N... Nós precisamos fazer algo! Não podemos ficar aqui sem fazer nada sei que todos estão tristes mas ficar parados remoendo não vai ajudar o Luiz em nada!

Thomas me encarou como se soubesse o que eu pretendia fazer e se levantou, ele hesitou por alguns segundos mas finalmente se levantou da carteira.

– Isso mesmo... Se a polícia não faz nada a respeito dos desaparecimentos, nós devemos fazer algo! Eles não mexem um pauzinho para resolver os problemas, até hoje não encontraram uma criança sequer, mas nós podemos tentar, nós podemos conseguir!!

Samn, limpou as lágrimas e se levantou.

– Eu.. acredito nisso, eu acredito que podemos ajudar, nem que seja pouco!

Ale continuou sentado com seu rosto todo avermelhado.

Samn chegou ao seu lado e estendeu sua mão. – Vem Ale, podemos fazer isso, fazer isso pelo Luiz...

Ale hesitou por alguns segundos, mas pegou na mão de Samn. – Eu vou fazer pelo Luiz...

Decidimos nós encontrar na biblioteca de tarde para repassar tudo que sabíamos e como íamos procurar ele.

***

Eu fui um dos primeiros a chegar na biblioteca, ele estava completamente vazia, dizem que ela era um dos lugares mais velhos da cidade passando por até casos de assassinatos, ela era toda feita de madeira e suas estantes pareciam acabadas, apenas estava eu e a bibliotecária.

– Oii, boa tarde...

– Boa tarde mocinho, está procurando algum livro específico?

– Ah não heh, só estou aguardando meus amigos.

– Ah.. entendi, fica a vontade viu temos diferentes tipos de livros.

Olhei para as prateleiras. – Hum... onde tem livros de mistério e investigação criminal?

Ela abriu um sorriso e me levou até uma prateleira, ela voltou para seu lugar e enquanto olhava alguns livros, Thomas chegou.

– AEEE CARA.

– SHIUU!

Thomas olhou assustado para a bibliotecária e eu soltei um riso silencioso.

– Oii Thomas.

– Cê está procurando o quê?

– Não sei, só tó olhando...

Depois de um tempo Samn e Alefh finalmente chegaram, nós fomos até o final e sentamos na mesa do canto da biblioteca. Então repassamos o que aconteceu na casa de Luiz para Samn.

– Humm, isso tudo é muito estranho... Luiz não estava dentro da casa mas seu irmão estava no andar de cima super doente. — Ela botou a mão no queixo e começou a pensar – Será que vocês chegaram depois do responsável sair de lá?

– Boa Samn, pode fazer sentido! A casa estava revirada e o sangue no chão estava fresco se eu não me engano, a porta dos fundos estava entreaberta como se alguém tivesse acabado de sair às pressas.

Thomas me completando disse. — Será que a pessoa saiu correndo? Porque ninguém nem fechou a porta.

Ale enroscando seu cabelo no dedo. – Mas é o irmão? Ele estava no andar de cima, ele não fez nada para ajudar?

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

Até que Samn deu um palpite. – É se o suspeito, drogou o irmão de Luiz? Faz sentido não?

Eu parei para raciocinar um pouco. — Sim, pode até ser. Só que, se alguém tivesse dopado ele, por que ele só caiu no chão quando nós já estávamos na casa?

Samn botou as mãos em sua cabeça. – Ai que confusão...

Thomas botou a mão em seu ombro. – Calma, você levantou um bom questionamento. O que aconteceu com o irmão de Luiz?

Ale pensou rápido. – Huum, por que não perguntamos à ele? Bem, podemos visitar ele no hospital, certo?

Samn se levantou e deu um grande abraço no Ale. – Booa migles heh.

– Boa, Ale!

Pegamos nossas coisas e fomos até o único hospital da cidade.. ela era bem longe e demoramos quase uma hora para chegar lá.

Ao chegarmos, fui direto na recepcionista.

Apertei o sino que estava sobre a bancada. – Ei, boa tarde.

Ela me olhou com uma cara meio esnobe. – Boa tarde, o que vocês gostariam?

– A gente, quer fazer uma visita...

– É? Me diz o nome do paciente.

– Gustavo Mus.

Ela começou a digitar no computador algo.

– Só podem entrar dois por vez...

Nós encaramos.

– Então quem vai?

Thomas botou a mão na barriga. – Cara, eu não vou não.

Ale me olhou. – Eu vou, sem problemas.

– Ótimo!

Olhei para Samn. – Vai querer ir Samn?

Samn balançou a cabeça. – Eh.. melhor não, vai você, se estava lá no dia.

– Tudo...bem...

Voltei minha cabeça para recepcionista. – Vamos eu, Alysson, e Alefh

Ela imprimiu dois papeis com nossos nomes e nos entregou, colocamos eles na blusa.

– Ele está no quarto 31, só seguir esse corredor.

– Ok, obrigado.

Fomos em direção ao quarto dele, aos poucos íamos chegando até a porta.

– É esse aqui Ale.

Empurramos a porta devagar, e lá estava ele deitado, nós aproximamos e sentamos nas cadeiras que haviam lá.

Eu peguei em sua mão. – Gustavo... Gustavo..

Ale me olhou. – Cara, acho que ele não vai acordar...

Mesmo assim, tentei mais uma vez.

– Gustavo, por favor acorda, queremos saber sobre seu irmão.

Depois de uns minutos ele finalmente abriu os olhos lentamente.

Ale abriu um sorriso. – Ufa, ainda bem que não viemos aqui à toa heh.

– Gustavo?

Ele olhava confuso pelo quarto. – Quem... quem são vocês?

Eu olhei Ale e logo voltei meus olhos a ele. -- Somos amigos do seu irmão Luiz...

Seus olhos se arregalaram. — Não... Não... os... os... RATOS!

Ele começou a olhar desesperadamente para a porta. — Onde... onde... ele está?

— O Luiz desapareceu...

O rosto dele perdeu toda a cor. — Não... Não... Eu tentei...

Ele começou a se debater.

– Luiz? LUIZ, MEU DEUS LUIZ!!

Ale se levantou rapidamente e encostou na parede. – AAAHHHH

Eu vendo que segura-lo poderia machuca-lo me afastei da cama. Ele continuava gritando.

– LUIZZZ, ME... DES.... LUIIIIZZZZ

Ao ouvir os gritos uma enfermeira veio logo correndo para o quarto. Ale estava hiperventilando e saiu correndo para fora do quarto, eu corri atrás dele para ver se ele estava bem. Mas ao sair do quarto nós deparamos com o Sr. e a Sra. Mus. O pai de Luiz foi correndo para dentro do quarto, porem a sua mãe continuou fora.

– O que vocês estão fazendo aqui?

Ale estava paralisado, ele não conseguia dizer uma palavra.

– A... a.. gente....

Segurei sua mão e disse. – Calma senhora, apenas viemos ver se ele estava bem!

Ela vermelha, parecendo que ia perder a paciência disse. – Vocês não entendem, ele precisa descansar vão embora!!

Eu puxei a mão do Ale e fomos em direção à recepção. Quando chegamos a recepção eu apenas passei reto de Thomas e Samn dizendo.

– VAMOS! VAMOS!

Corremos para o mais longe do hospital e paramos em frente a praça mais perto, Ale se recuperava do que aconteceu, eu me sentei e comecei a me acalmar e tentar contar o que aconteceu.

Thomas confuso disse. – Mas que merda que aconteceu?

Eu ainda ofegante disse. – Eu.. eu não sei, ele estava bem antes de eu falar Luiz....

Samn parou por um minuto e disse. – Huum, tem coisa aí!

Ale conseguiu se acalmar depois de um tempo. – Meu.. Deus... que assustador...

Olhei para Ale. – Está se sentindo melhor?

Ele com a mão no peito. – Estou sim...

Estava ficando tarde, decidimos deixar para investigar e repassar tudo que aconteceu amanhã... Mas uma coisa estava clara para todos nós, algo terrível havia acontecido na casa de Luiz.