Cidade dos Ratos
2 A fazenda!
23 de Agosto de 1766
“Essa praga está matando todos, por favor Deus, me diga o que fazer”
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06/02/1991 — Quarta-Feira
Bem, o dia da suspensão acabou rapidamente, infelizmente tive que voltar para a escola, espero que nada anormal aconteça, tentei pesquisar no computador do meu pai eventos paranormais ligados a portas fechando e som de ratos, mas por a internet ser uma merda e o meu pai precisava usar o computador o dia todo, não consegui encontrar nada.
***
Quando chego na escola, passo rapidamente o olho pelo mural de avisos, há várias fotos de crianças, me aproximei e comecei a ler.
“Robert Santos 13 Anos, Estado atual: Desaparecido desde 05/01/1991, qualquer informação, por favor contate o número da polícia imediatamente — 190”
“Alerrandra Ferreira 16 Anos, Estado Atual: Desaparecida desde 07/01/1991, qualquer informação, por favor contate o número da polícia imediatamente — 190”
Havia tantos cartazes que alguns estavam pregados um sobre o outro, que sinistro a quantidade de crianças que sumiram nesses últimos meses, quando eu estiver em casa preciso falar sobre isso para mamãe, para que ela possa vigiar Alex melhor. Após isso, fui direto para a sala de aula, me sentei ao lado de Thomas, ele apenas me deu um bom dia e ficou quieto o resto da aula, será que ele queria evitar conversar sobre o que aconteceu? Digo, tivemos tempo para digerir tudo isso, mas se ele não queria falar sobre, por mim estava tudo bem.
Quando faltava alguns minutos para o recreio, Thomas falou comigo.
– Eii, Alysson
– Hum.. que foi?
– Quer passar o recreio com nós?
– Nós?
– Sim, eu e meu grupo de amigos.
– Eh... pode ser.
– Bele cara!
Bem, querer eu não queria, mas eu não queria ficar sozinho, por enquanto eu vou ficar com eles enquanto não faço novos amigos. Passamos os minutos restantes daquela aula calados, mas quando o sinal tocou todos se levantaram e foram para o recreio, Thomas estava me esperando no porta junto com mais 2 meninos e uma 1 menina.
– Aqui pessoal, esse aqui é o Alysson.
– Oi...
– OIII ALYSSON — disse a menina
Os outros meninos apenas me deram um oi comum, sem muita emoção.
– Deixa eu te apresentar Alysson, essa daqui é a Samantha, esse o Alefh e por último esse é o Luiz.
Os quatro pareciam completamente diferentes entre si, tipo, na minha cabeça eu imaginava que grupos de amigos fosse formado por pessoas parecidas, tipo os atletas andam com os atletas, nerds com nerds... mas aquele grupo parece que foi montado por sorteio.
Os cabelos de Alefh pareciam grandes chamas de fogo, seu rosto possuía mais sardas do que estrelas no céu a noite.
Samantha possuía uma cara de cansada e distraída, como se não dormisse bem a noite, seus cabelos eram escuros e caíam sobre os ombros, ela carregava consigo uma câmera.
Thomas era o contrário da Samantha, seus cabelos eram claros como o sol e sua jaqueta de couro mostrava que ele tinha uma vida confortável.
Luiz tinha um cabelo grande, era um bem daora, ele tinha um sorriso encantador que fazia sua aparência doce. Ele passava uma vibe calma e tranquila.
A gente foi para o recreio e sentamos em volta de uma árvore do pátio, Samantha logo se levantou e segurou a câmera que carregava e começou a tirar foto dos pássaros.
Ela veio até mim e me mostrou as fotos — Eles não são uma gracinha?
– São sim.
Alefh e Luiz se sentaram um pouco afastado de nós e ficavam cochichando, eu não queria parecer grosseiro então não me intrometi na conversa, me sentei ao lado de Thomas que estava com um papel e lápis desenhando.
– Se esta desenhando o que?
– Você.
– O que, sério?
– Sim haha, eu gosto de desenhar pessoas novas que conheço, quando eu terminar eu te mostro.
– Bele.
Alguns segundos depois Luiz e Alefh, se levantaram e vieram para perto de nós, Luiz se sentou ao meu lado.
– Eu percebi que você não trouxe nenhum lanche, você quer um pedaço do meu?
– Sério mesmo? Eu.. muito obrigado cara.
– Heh, espero que você goste, eu que preparei.
– Se prepara, Luiz faz os melhores bolos da cidade — Disse alefh enquanto mastigava.
Luiz me deu um pedaço de bolo de chocolate com uma cobertura de brigadeiro, e meu Deus, que coisa deliciosa.
– PORRA, isso é muito bom.
– Fico feliz que você gostou.
– Você sabe preparar um bolo muito bem, haha.
Luiz abriu um sorriso no rosto — Muito obrigado.
– Hâ...? — Disse Samantha enquanto olhava fixamente para o nada.
– O que foi Samn? — disse Alefh
– Está tudo bem? — perguntou Luiz
– É que... não foi nada gente..
Vendo essa situação, fui ao ouvido de Thomas e cochichei.
– Cara o que foi isso?
– Relaxa, cara, ela faz isso de vez em quando.
– E vocês acham isso normal?
– Acho que já nós acostumamos.
– Fala sério..
– Olha cara, depois eu te conto mais..
– Mais? Você disse mais? Então tem mais coisa.
– É...
Pouco tempo depois, o sinal do recreio tocou e tivemos que voltar, eu.. até que gostei deles, tirando a parte em que a Samantha agiu estranho, foi bem divertido. Enquanto íamos para sala veio uma conversa:
– Você vão fazer o que hoje a tarde? — disse Alefh
– Eu.. pretendia ficar pintando em casa- respondeu Thomas
– Eu vou ajudar a mamãe — disse Samantha
– Eu.. vou arrumar o jardim lá de casa. — disse Luiz
– Então larga isso pra depois e bora lá pra casa, pra gente ficar conversando e brincando com os animais.
– Mas é claro que vou — disse Thomas sem pensar duas vezes
– AI MEU DEUS, eu preciso fazer carinho nas vaquinhas — disse Samantha com bastante empolgação.
– Eu adoraria, a gente poderia fazer um mini piquenique, o que acham? — perguntou Luiz.
Todos concordaram com a ideia de Luiz, porém eu não sabia se Alefh estava me convidando também, sabe acabamos de nós conhecer, Alefh não deve me considerar amigo ainda...
– E você Aly? Vêm tbm? Tem problema eu te chamar de Aly? — disse Alefh.
– Eu... eu.. vou sim, sem problemas em me chamar de Aly.
Eu achei que, por termor acabado de se conhecer, ele não fosse me chamar, mas... ele realmente me convidou, eu estranhamente me senti feliz e ansioso.
Thomas me olhou e disse — Você mora onde Aly? Eu passo lá e a gente pode ir juntos, a fazenda do Alefh é um pouco longe.
Enquanto voltávamos para a sala, expliquei ao Thomas onde ficava minha casa. Pelo visto, aquela tarde seria bem diferente do que eu imaginava quando acordei.
Quando cheguei em casa, fui atrás da minha mãe para alerta-la sobre os sumiços mas chegando perto da cozinha eu podia ouvi-la conversando com meu pai.
– Eu.... eu....
– Cuidado redobrado com Alex e Alysson, se algo acontecer com eles... eu....
Quando olho pela porta da cozinha, vejo meus pais se abraçando, o que será que aconteceu? Será que estão falando sobre os sumiços? Voltei alguns passos para trás e gritei que cheguei em casa para não parecer que estava ouvindo a conversa.
– CHEGUEI!
– Ah, oi filho, está com fome? Vem comer algo.
– Um pouco, vou comer sim.
Meu pai rapidamente subiu de volta para o seu escritório. Eu sabia que estavam falando sobre os desaparecimentos, então deixei para lá, mas como eu ia para casa do Alefh? Eles nunca me deixariam ir pra lá sabendo que muitas pessoas estão sumindo....
– Mãe, eu fiz alguns amigos..
– Sério? Que incrível filho.
– Um deles me chamou para ir na casa dele, eu não iria sozinho, meu amigo Thomas vai comigo e os pais do Alefh vão ficar presentes.
– Alysson, não sei se é uma boa ideia não.
– Poxa mãeee, queria me divertir com meus novos amigos, vai dar tudo certo, eu sei me cuidar e a família do Alefh vai estar lá para qualquer coisa.
– Eu sei que você sabe se cuidar, mas......
– Por favor, mãe, eu já confirmei que ia, eles vão achar que avacalhei com eles.
– Ta bom..., mas você vai levar uma mochila com algo pra se defender e quando chegar lá você vai usar o telefone da casa deles pra me ligar imediatamente!
Eu corri para abraçar minha mãe – obrigado mãe, obrigado.
Ela deve estar morrendo de medo de algo acontecer comigo, mas ela sabe que sou responsável e qualquer coisa é só eu botar o que aprendi na escola militar à prova!
***
Chegou as 3h13 da tarde, e ouço uma batida na portão, minha mãe foi até ela e à abriu, era Thomas.
– Oi, boa tarde, aqui é a casa do Alysson?
– Sim é aqui mesmo.
--É que eu e seu filho vamos para casa de um amigo.
– ALYSSON SEU AMIGO CHEGOU.
Peguei minhas coisas e fui correndo até a porta, quando cheguei lá, não estava só Thomas, Luiz estava no jardim esperando.
– Olha Alysson, responsabilidade tá? Não se desgruda dos seus amigos, e volte antes de escurecer! Qualquer coisa se defende e foge pra longe, ok?
– Ok mãe...
– Eii pessoal
– Oizinho — respondeu Luiz
– Eai cara. — disse Thomas
– Não sabia que o Luiz ia vir com nós.
– Eu moro algumas casas daqui, então aproveitei para vim com vocês.
– Sério? Que massa.
– Então vamos?
Durante o caminho, o Thomas me mostrou o desenho fez de mim.
– Olha, Alysson, terminei seu desenho.

– Cara, que isso, você desenha muitoo!
– Nossa Thomas, realmente ficou muito lindo — disse Luiz
Thomas estava com um sorriso enorme em seu rosto — Obrigado galera, pena que não trouxe as que fiz do resto do grupo, outro dia eu mostro.
– Aposto que são lindas — eu disse
– Você vai se tornar um grande artista no futuro, Thomas — disse Luiz
– Infelizmente, vou seguir na carreira da saúde.
– O que? Por que?
– Minha família inteira segue nessa carreira, meu pai quer que eu siga também...
– O que? manda seu pai se foder, você que decide o que quer. — eu disse indignado
– Relaxa cara, está tudo bem, eu até que gosto de cuidar das pessoas.
– Thomas, acho que você deveria seguir o que seu coração pede, sabe. — disse Luiz
Thomas deu apenas um risada e seguimos caminho em silêncio. Até que eu me lembrei do que Thomas me prometeu dizer mais cedo.
– Ei Thomas, e aquela papo da Samantha? Você disse que ia me contar algo sobre depois...
– Aê, é que a Samn faz isso dês que nos conhecemos.
Luiz nós olhou e disse – As vezes eu acho que ela fala com Deus.
– Com Deus?
– Sim, o pai dela é pastor sabe, dizem que o pai dela fala com Deus, talvez ela deve ter herdado isso dele ou sei lá — Thomas complementou
– Ela não parecia ouvir a voz de Deus não ein.
– Bem não sei, é só uma teoria que a gente criou, não sabemos o que realmente acontece. — disse Thomas
– E se ela for esquizofrênica?
– Cara... não fala assim dela... — disse Luiz
– Perdão, perdão, eu....
Eu apenas me calei a partir disso, e continuamos o caminho em silêncio, droga cara, acho que estraguei tudo... Demoramos para chegar na fazenda, ela era realmente um pouco longe da cidade.
Ao chegarmos lá, Alefh e Samantha estavam nos esperando na porteira.
– Eii pessoal, finalmente vocês chegaram venham, venham.
– Oioi gente, Alysson você precisa ver os animais, da vontade de aperta eles de tanta fofura — disse Samantha
– Vem Alysson, vamos fazer um mini tour para você conhecer a fazenda.
A fazenda era bem maior do que eu imaginava. Ao lado da casa havia um grande silo e, logo atrás dele, um curral cheio de vacas. Em frente à casa se estendia um enorme campo aberto, com uma única árvore bem no meio. Mais ao fundo, começava uma imensa plantação de milho que parecia não ter fim. Paramos por alguns minutos ao lado do curral.
– Essa daqui é a Mimosa, é a vaca mais velha daqui, heh — disse Alefh
– Meu Deus ela é uma gracinhaaaaa! Dá vontade de morder — disse Samantha
– Imagina ela em um prato hehe- brincou Thomas
Todos riram enquanto a Samantha abraçava a cabeça da vaca a chamando de tadinha. Do nada escutamos latidos e vieram correndo os dois cachorros do Alefh.
Enquanto estava agachado no chão acariciando os cachorros, Alefh disse — Ei pessoal conheçam o Scooby e a Paçoca.
– Awwn, eles são tão fofinhos — disse Samantha acariciando suas cabeças.
– Meu sonho é ter um cachorro, mas meus pais detestam — disse Thomas
– Heh, quando eles criarem, eu te dou um pra você levar para casa escondido.
Pouco tempo depois Alefh nós levou até em baixo da árvore, onde havia um grande pano vermelho onde íamos fazer o piquenique, o vento balançava e o milharal fazia um som acolhedor, a sombra da árvore deixava o calor da tarde mais leve.
– O que vocês trouxeram? – Perguntou Alefh – Meu pai fez algumas pamonhas pra gente.
– Eu trouxe um suco natural de morango do meu jardinzinho — disse Luiz.
Samantha dando uma risadinha disse:
– Aqui lhes ofereço a maior gostosura da terra, MINI COXINHAS
– MEU DEUS, ISSO DEVE ESTAR TÃO BOM — disse Thomas enquanto tentava pegar uma.
Samn deu um tapa em sua mão — Nananinanão, mostra o que se trouxe.
Thomas tirou de sua mochila um pote com torta de frango — Foi minha mãe que fez, heh deve estar uma delícia.
Todos começaram a me olhar, esperando que eu mostrasse o que eu havia trazido, eh...
– Eu... não tive tempo de preparar algo e não tinha nada feito, então eu trouxe alguns chips.
– Hehe, eu amo os chips dessa marca — disse Luiz.
– Sério?
– Clarinho que sim, agora vamos para parte mais importante? — Luiz falou.
Samantha enfiando a mão na bacia de pamonha de Alefh gritou — ATACARRR!
– Cara, que coxinhas gostosas — dizia Thomas enquanto mastigava umas duas delas.
– Ale, seu pai arrasou nessas pamonhas — dizia Luiz após engolir um pedaço de uma.
– É receita de família, um dia vou fazer melhor que ele — respondeu Alefh dando uma leva risada.
– Porra Thomas, sua mãe sabe fazer uma torta heh — eu disse.
– Minha mãe faz um monte para festa de aniversários, ela arrasa muitooo — respondeu Thomas
– Os morangos que você plantou tem sorte de ter você para cuidar deles ein Luiz – disse Samantha.
– Obrigadinho Samn — disse Luiz sorrindo.
Ninguém elogiou os salgadinho que minha mãe comprou no mercado, mas dava pra entender o porque. Estava tudo tão delicioso, após alguns minutos a Samantha se levantou e disse:
– Gente, gente, vamos tirar uma foto, façam uma pose.
Samantha estava de pé com a câmera em uma mão e uma mini coxinha na outra, Thomas levantou bem alto umas das pamonhas do Alefh, Luiz estava segurando um dos salgadinhos abertos que eu trouxe como se tivesse tomado posse, Alefh estava sentando com seus dois braços abraçando seus cachorros enquanto um deles tentava roubar a torta de frango de Thomas e eu estava segurando em uma mão um pedaço de torta e na outra o suco que Luiz fez.
– Digam XIIS.
– XIIS! — Gritamos todos.
– Boa galera, ficou muito boa a foto hehe.
Depois de chegar nesse fim de mundo, eu finalmente consegui me sentir feliz. Pela primeira vez desde a mudança, eu sentia que aquele lugar me pertencia. Após terminávamos de comer, decidimos brincar de algo.
– Que tal pega-pega? — disse Samantha.
– Acho uma boa ideia! — disse Luiz
– Vai zerinho ou um pra ver quem vai pegar primeiro — Thomas disse.
ZERINHO OU UM... — Todos gritaram
– Droga cara, serio que só eu botei um? — eu disse.
– Heh, tenta nós pegar Aly — disse Alefh
Enquanto eu corria atrás de Alefh, seus cachorros o seguiam sem parar.
– Ahf.. ahf caramba se corre demais.
Eu desisti de pegar Alefh e fui correndo atrás da pessoas mais perto.
– Eu vou te pegar Luiiiiiz
– Eu duvidooo, te faço um bolo se você me pegar! — Luiz disse enquanto dava uma leve risada.
Então finalmente toquei no Luiz.
– Te peguei, ta com você e ta me devendo um bolo heh.
– Ah seu safadinho.
Continuamos brincando até entardecer, o sol já estava querendo sumir do céu.
– Porra, preciso ir pra casa, prometi minha mãe que chegaria cedo.
– Relaxa Aly, acho melhor todos irmos para casa, ta tendo muito relato de gente desaparecendo.
– Eu não quero ir para casa sozinha não — disse Samantha tremendo.
– Tudo bem, nós acompanhamos você — disse Thomas
– Isso aí, quero os machos levando a bela moça para casa, hehe.
Nós despedimos do Alefh e fomos para à caminho de casa. Acompanhamos a Samantha até a igreja que ficava no caminho para casa do Alefh.
– Tchau Samn, até amanhã — disse Luiz
– Amanhã a gente se vê — disse Thomas
– Se cuida Samantha — eu disse enquanto acenava.
– Cara por que você não a chama de Samn também? Muito mais rápido e fácil! — disse Thomas
– Acho que chamar por apelido é mais para pessoas já íntimas.
– Não se preocupa, a Samn não se importa.
Seguimos ao caminho de casa, conversamos sobre o que a gente deveria fazer em breve. Até que finalmente chegamos na minha casa.
– Foi muito bom passar tempo com você Aly — disse Luiz
– Tchau cara, até amanhã — Thomas me dizia.
Eu acenei até entrar dentro de casa, minha mãe estava no sofá me esperando.
– Finalmente, finalmente você chegou, eu não conseguiria dormir sabendo que você estava na rua ainda.
Ela correu para me abraçar, e em seguida fomos para cima, eu fui ao banheiro escovar os dentes e minha mãe finalmente conseguiu dormir
O dia foi tão bom, eu não tinha um momento de conforto desses já tem um tempo, já não vejo a hora de ir para escola amanhã encontrar eles.
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