Cidade do Pecado
1 Arco 1 : Inicio - A Garota da Floresta
Notas iniciais

Nossa, o cansaço tem tomado conta de mim ultimamente, depois de dias andando sem parar, eu tinha que descansar, assim que vi essa floresta, ela me aparentou ser segura, não avia ninguém atrás de mim nesse momento, então nada melhor do que guardar minha espada e meu escudo e me deitar, o mundo é estranho, muitas pessoas tem problemas, ninguém gosta do barulho e multidões, eles tem raiva e estresse do dia a dia, tem raiva das casas, dos filhos, da esposa, da própria vida, mas em um lugar como essa linda floresta, ninguém visita, ninguém se importa, isso é o mais estranho, pelo menos eu posso me deitar aqui, com a certeza que ninguém ira vim me incomodar.
Certo, eu sou ingênuo, pois assim que me deito, dez minutos depois, como se estivesse esperando eu relaxar, ouso um barulho em meio à floresta quieta.
– Vamos minha princesa, não seja tímida, nos deixe te mostrar como os “plebeus” como nos fazemos – diz um estranho homem, que aparenta ter seus 22 anos nas costas, usando uma roupa bem simples, olho para ver oque fazia, ele, junto a quatro outros homens ridicularmente fortes (típico, um idiota pra fazer coisas erradas precisa de outros idiotas acompanhando ele), eles puxam uma moça, ela usa trajes de princesa, não deve ser uma princesa, isso não é possível, mas isso não importa agora, de tanto puxar ela com força, seu braço esta tão vermelho quanto seus cabelos ruivos, ela é bem bonit... digo, ela precisa de ajuda, acredite ou não, não é sempre que eu salvo uma princesa.
Os cinco covardes homens soltam a moça no chão, que esta chorando sem parar, sua pele branca chega a estar vermelha por causa do choro, eles começam a rir dela e começam a falar – Oque foi linda? Algum problema? Não quer brincar com nos? – um deles dá um tapa forte na bunda que faz ela cair no chão, ela tenta falar ainda chorando – Por....favor...não , não me machuquem – ela soluça enquanto fala, pelo visto o choro não faz muito bem pra voz, os homens riem dela, um deles segura uma faca e vai corta o vestido dela.
Nesse mesmo momento jogo o meu escudo em cima da cabeça de um deles que estava ao lado da arvore, o escudo fica estancado na arvore, ele se assusta, é possível ver seus cabelos caindo pelo corte que fez o escudo, todos olham na direção do escudo e me vem com a espada na mão e o turbante de paladino, já olho pra eles com um sorriso e digo normalmente – Vocês tem duas escolhas, ou vão embora e deixam a garota em paz, ou ficam e eu acabo com vocês um por um – já fico preparado com minha espada.
– VOCÊS ESTA MALUCO CARA???? SABE COM QUEM ESTA SE METENDO? – diz o homem de cabelo recentemente cortado e com muita raiva.
– Não e não ligo pra quem são vocês, vão soltar a moça ou não?
Um dos amigos fala um pouco mais baixo – Ei, olhem as roupas dele, é um paladino – todos me analisam e dão um sorriso, rapidamente falam – Esta bem longe dá igreja “servinho” de cristo, sabe que aqui você não tem poder algum certo?
– Vão soltar a menina ou não? – Falo já sem paciência
– Ela é o nosso brinquedo de hoje amigo, e não vamos reparti com ninguém.
– Que bom, mas tem um problema, como vai brincar sem sua cabeça? – Jogo minha espada ao lado dele, lhe fazendo assustar, rapidamente corro e lhe dou um soco na cara, ele vai para o lado por causa disso, pego minha espada, o homem com a faca parte pra cima de mim, já corto sua perna e lhe acerto com a bainha da espada fazendo ele cair, um terceiro vem me dar um soco, seguro seu soco e bato forte minha cabeça sobre a dele, fazendo cair para trás, dois ficam olhando sem saber oque fazer, eu olho pra eles e falo – Ainda dá tempo pra correr – E eles dois saem correndo.
A garota no chão fica me olhando, bem assustada, eu fico olhando os dois irem embora, mas como sempre digo, tenho que parar de desviar minha atenção, ouso o barulho da arma sendo engatilhada, me viro pra atrás e vejo o cara com um revolver .380 apontado diretamente para mim.
– Eu disse paladino, você tá muito longe de casa, se eu te matar aqui, ninguém da igreja ira descobrir – Dá pra ver nos olhos dele que ele nunca matou ninguém, sua mão esta tremendo enquanto segura a arma, era oque me faltava, um estuprador que não tem sangue frio.
Vou ate ele andando normalmente, chego em sua arma e a coloco em minha cabeça, ele ainda treme muito – Ouça irmão, vai ser o seguinte – digo calmamente – meu escudo esta aqui no chão, eu vou acerta meu pé nele com força e ele vai vim para o alto e acerta seu braço, com a dor e o susto você vai atirar, mas seu braço vai estar para cima e eu vou ter abaixado e você não acertara ninguém, no mesmo momento irei pegar minha espada e lhe dar um corte superficial em suas pernas, levantarei e pegarei seu braço com a arma e o quebrarei, você ira deixar a arma cair e eu o jogarei no chão e você ira correr de medo.
Ele me olha com raiva agora – Seu maluco – Quando vejo que ele vai puxar o gatilho, acerto meu pé no escudo, o mesmo acerta seu braço, o fazendo atirar para cima, abaixo no mesmo momento e corto suas pernas, ele grita de dor, me levanto, pego seu braço e o quebro, sua arma cai e o atiro no chão, ele me olha com medo, me viro pra ele e digo — Agora essa é a parte que você corre de medo – Ele sai correndo de medo no mesmo momento, a menina ainda esta chorando no canto.
– Fique calma, esta tudo bem garota? – Falo olhando pra ela, ela se levanta, limpando o rosto e no mesmo momento aponta a arma pra mim, ela deve ter pegado o revolver do cara, serio, eu mereço... – Oque você esta fazendo? – falo estranhando a atitude.
– Você é um cruzado, vocês matam homossexuais – Ela fala com raiva, ela não mostra o mesmo medo de atirar do outro.
– Não sou um cruzado, não mais, apenas não tenho outra roupa pra usar princesa – falo olhando para a roupa dela.
– Oque? Eu não… — ela olha para a própria roupa e fica vermelha na hora, pelo visto não tinha lembrado disso – Eu estava fazendo uma peça no teatro.
– Então, as roupas enganam, pode me dar um credito? acabei de te salvar – falo tentando escapar daquilo
– Sim, desculpa, estava assustada – falo abaixando a arma
– É lesbica?
– Não, mas isso não importa agora, tenho que voltar pra casa, mas estou sem bateria no celular pra ligar pra alguém.
– Eu te levo, aqueles dois que correram podem vim atrás de você.
– Obrigada, pelo visto, o tempo passa, o tão aclamado futuro chega, mas as pessoas agem como se fosse a era medieval – diz a moça se virando para a grande cidade de Neverdie.
– Bem, muitas vezes não vejo diferença entre as trevas que tinha na era medieval para a que tem agora. – falo indo para a cidade – siga-me, vou te levar para casa, qual é seu nome?
– Elizabeth e o seu? – ela me fala, já me olhando com um olhar mais calmo.
– Edward, prazer – Lhe comprimento.
O mundo as vezes parece um cenário medieval e nem lembramos do mundo sombrio e futurista que vivemos, pois as pessoas ainda agem como se estivéssemos na época medieval.
Fale com o autor