Cidade de Ossos
7 Capitulo 7
Notas iniciais
[...]
Depois tivemos aula com um Cláudio um professor meio louco que dava aula de Espanhol.
No lanche o Leon sumiu, tipo desapareceu da face da terra eu passei meu recreio com a Cami, o Diego e seus amigos que são meio chatos, quando voltei para a aula o Leon também não estava, na outra também não, acabou as aulas e fomos liberados eu arrumei as coisas dele e o esperei na saída e ele também não estava, fui para casa e deixei as coisas dele na sala peguei um fio de cabelo que tinha dele e fui para meu espelho, joguei pó de borboleta no espelho e coloquei seu fio de cabelo para saber onde ele estava e era na escola eu não entendi deixei aquilo de lado e fui almoçar com o Diego em um restaurante pois ele tinha me mandado uma mensagem marcando isso. Eu fui e almocei normalmente com ele, conversamos mas nada de importante, voltei para casa e decidi começar uma faxina, separei todas minhas roupas sujas e como não tinha maquina de lavar, levei a uma lavanderia, depois guardei algumas bagunças nos lugares corretos nisso demorei bastante tempo mas o dia ainda não avia acabado e minha necessidade de sangue humano voltou. Eu estava com fome e geralmente os alimentos não faziam mais efeito agora eu precisava de sangue, sangue humano, eu estava fraca e só isso que me deixava melhor, fui ate aquela pequena cidade e procurei minha vitima com cuidado, um homem muito forte seria difícil de matar pois eu estou muito fraca, as mulheres gritam alto e seu sangue é pouco e ruim principalmente se ela tiver mais de 20 anos, uma criança seria perfeito leve de carregar, indefesa, e idiota, o sangue de uma criança vale muito mais do que de um homem o sangue novo e saudável, agora já tenho em mente a criança só preciso achar uma que esteja sozinha.
Ao leste em uma casa tinha uma menina por volta de 6 a 7 anos, uma presa fácil não vi nenhum sinal de adulto, o que seria um grave problema pois se alguém me descobrir eu não vou conseguir lutar ou ate mesmo fugir, cheguei bem próxima dela já sentia seu coração, aquele pequeno coração batendo forte para liberar o seu sangue aos outros órgãos e ao seu corpo, eu estava fraca mesmo que não consegui atacar do jeito que pretendia, então fingi ser apenas uma garota normal, perdida talvez.
–Oi lindinha, qual é seu nome?
–Oi meu nome é Sophia.
–Sophia aonde esta seus pais?
–Lá dentro! Eu vou chama-lo pra você.
Ela disse apontando para a casa e entrando lá.
–Francesca?!
–Leon?!
–Fran você esta estranha...
–Me desculpe!
Eu disse pegando a Sophia e saindo correndo o Leon correu atras de mim mas eu estava franca e acabei desmaiando.
Acordei em um hospital o bom era que eles estavam me aplicando sangue então eu devia estar melhor, um medico entrou e falou que eu avia perdido muito sangue ,mas, já avia resolvido tudo e que eu podia voltar para casa e foi o que eu fiz eu fiquei umas 2 horas no hospital apenas, o sol ainda brilhava no céu e minha cabeça não parava de pensar no Leon o que ele achou de mim? O que aconteceu? Eu acabei matando a filha dele? E como assim a filha dele? As perguntas sem respostas me perseguiam então decidi voltar a casa dele, talvez eu pudesse explicar o que houve, fui ate lá e o Leon que atendeu primeiro ele me olhou assustado depois parecia surpreso eram varias reações ele pediu para eu entrar e mandou a Sophia subir.
–Eu não sei o que houve... Você que me ajudou?
–Sim... E eu sei que você tem milhões de perguntas pois eu também tenho...
–Ok... Eu vou começar, aquela é sua filha? Por que você sumiu hoje de manha?
–Não ela é minha irmã mas eu cuido dela desde quando ela nasceu e ela acha que eu sou o pai dela e que a mãe morreu no parto... Eu sei que é errado mentir mas a verdade é muito pior... Eu não sumi, eu só fui na reunião da Sophia... O que foi aquilo? Por que correu com a Sophia?
–Leon se eu te contar vai ser por que confio em você, e se você não quiser mais me ver eu vou entender.... Eu sou uma feiticeira!
Ele me olhou sem reação primeiro parecia um pouco assustado e com duvidas e não disse nada, por um tempo ele me olhou dos pés a cabeça e depois de alguns minutos que pareciam durar horas ele falou.
–Só não intendo o que iria fazer com minha ir... Filha!
Ele disse e olhou para a Sophia que nos observava ele me levou para fora e sentamos em um troco de uma árvore.
–Eu me alimento da sua comida mas para viver eu preciso de sangue.
–Então você é uma Vampira?
–Não eu sou uma feiticeira de sangue.
Eu continuei já que ele não esboçou nenhuma reação.
–Eu vou embora e você finge que não me conhece... Não quero falsas amizades...
–Mas eu não estou com medo, eu gosto de ser seu amigo e nada vai mudar.
–Você deve querer saber varias coisas sobre mim não é?
–Sim... Mas antes de tudo eu queria saber se... você quer...ir patinar no gelo comigo... Agora o lago congelou então podemos ir.
–Obrigada Leon eu quero sim e não se preocupe não farei mal para sua princesinha...
–Ok, vamos amanha tudo bem? Vi na previsão e não vai fazer sol..
–Bem ele estão enganados vai ter sol das 13:00 não errei das 12:57 ate as 13:35 mas é bem fraco.
–Nossa...
–Tem varias coisas que você ainda não sabe sobre mim...
–E nem você sobre mim...
–Ah é então um dia nós dois iremos nos conhecer... Que tal depois da escola em um restaurante podemos ir quarta?
–Ok mas lá não é ruim para conversamos você sabe.
–Verdade então você vem na minha casa para prepararmos um almoço. Ri comigo mesma. -Se não sair comida sai uma bomba...
Ele soltou um sorrisinho e a Sophia chamou ele.
–Papai eu queria...
Ela me encarou com um pouco de receio mas depois me ignorou continuando.
–Eu queria sorvete, de molango!
Ele a pegou no colo e se levantou.
–Então vamos tomar sorvete! Você vem Fran?
–Sim claro... É melhor pegarem algumas jaquetas.
Pisquei para o Leon que entendeu o recado e pediu para a Sophia pegar e nos deixou sozinhos novamente.
–Você poderia conversar com ela um pouco só para ela não ficar com medo.
Assenti.
–Aqui papai! Ela entregou as jaquetas pra ele e ele a ajudou a colocar, eu achava crianças criaturas estranhas e aquela era adorável. Seguimos em direção a uma sorveteria a Sophia ficava saltitando e brincando com as outras crianças enquanto eu e Leon a olhava tomando nossos sorvetes quando eu fui olhar pra ele o mesmo olhou pra mim e sorrimos da situação a Sophia chegou ate ele que nem notou sua presença, e cochichou algo no ouvido dele e ele negou com a cabeça e ela me olhou um pouco depois saiu, ele riu e olhou pra mim eu o olhei sem saber o que estava acontecendo e ele percebeu isso.
–A Sophia acha que estamos namorando...
–Você não esta com ninguém?
–Não...
–Eu pensei que você tinha namorada e que ela iria arrancar meu pescoço se me visse andado com você...
–Nossa você viaja legal hein! Não gosto de ter namoradas pois a Sophia se apega muito e cria ilusões na cabecinha dela, uma vez eu estava namorando uma menina já tinha quase 1 ano e meio e ela adorava a Sôsô que é a Sophia eu costumo chamar ela assim, então a Sôsô a chamava de mamãe e acabamos terminando pois ela viajou para outro país e eu sabia que iria me esquecer... Eu ainda gosto um pouco dela mas não como namorados, ela era engraçada, simpática, romântica, feliz... Melhor eu parar de falar.
–Não, é fofo ver alguém apaixonado dessa maneira eu nunca me senti assim... E nem consegui me imaginar assim.
Um vento estranho passou entre nós fazendo ate minha coluna arrepiar eu dei um chilique chacoalhando a cabeça e o Leon me olhou.
–O que foi Fran?
–Apenas uma sensação ruim... A Sôsô!
Corri ate ela e a abracei e percebi alguém atras de mim e era o Diego.
–Por favor ela não!
–Por que?
–Ela é irmã do meu amigo!
Eu já tinha soltado ela e a mesma voltou a brincar, Diego olhou pra mim e depois para o Leon que se aproximava e saiu como se nada tivesse acontecido, meu coração se aliviou e apenas suava frio, o Diego é um ótimo caçador mas alguns segundos e a Sophia teria morrido abracei Leon e acabei encostando minha bochecha no seu pescoço.
–Fran você esta muito fria... Toma pega minha jaqueta.
–Não Leon!
–Eu não estou pedido Fran!
–Ta bom...
Coloquei a jaqueta dele e me senti melhor talvez o que eu tivesse era mesmo frio, chamamos a Sophia e ela veio correndo e quase caiu, o Leon pegou ela e seguimos para a casa dele, cheguei lá e eu senti outro arrepiou e muito frio me sentei no sofá e coloquei as mãos entre a cabeça pois estava tonta, quando minha testa tocou minhas mãos eu percebi que estava com febre, o Leon desceu com uma blusa mais quente e me fitou por alguns estantes.
–O que você quer saber Leon?
–O que o Diego foi fazer lá.
–Outra hora eu te explico, agora me ajuda por favor!
–O que foi você esta me assustando.
–Eu estou com febre e minha cabeça esta latejando de dor...
–Vem Fran descansa.
Ele disse segurando minha mão e me guiando para as escadas de lá para um quarto, me sentei lá e aguardei ele com um remédio, tomei pois era um dos únicos fazia efeito.
–Descanse, dorme aqui. Vou pegar cobertas para você.
Ele abriu o guarda roupa e pegou duas cobertas grossas e me cobriu.
–Qualquer coisa me chame e não vá embora!
–Ok..
Eu disse sonolenta e acabei dormindo.
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