Cidade das Sombras

28 Pesadelo . . . Plano . . . Ajuda!


Notas iniciais
Olaaaa Boa leitura!!!!

Londres — 1878.

— Então . . . agora que está mais calma, pode me explicar direito que historia é essa de futuro? — Perguntou Gabriel a Clary.

Clary estava espremida entre ambas as Tessas e de frente para Gabriel. A garota suspirou e olhou para o garoto.

— Me desculpe pela grosseria, não podia ter descontado em você, mas Jace me deixa maluca e Alec ter ido sem mim não ajuda!

— Tudo bem, só me explique o que está acontecendo, estou confuso já faz um tempo, por que tem duas Senhoritas Gray e dois Magnus Bane? E essa historia com Alec?

Gabriel estava bastante confuso, já fazia um bom tempo que queria perguntar sobre isso, mas a oportunidade não surgia.

— Nós vinhemos do futuro, pelo menos um século no futuro, através de um portal de Magnus que deu errado. Tanto Tessa quanto Magnus são feiticeiros, ou seja, imortalidade são alguns de seus dons, Jace, Alec, Izzy e eu, somos de certa forma descendentes de vocês. Isabelle e Alexander Gideon Lightwood, são seus descendentes, eu pertenço a família de Charlotte e Jace de Will, apenas Simon não tem nenhum grau de descendência de caçadores.

— M-mas como isso é possível? Quero dizer, olhe para Isabelle e Alec, eles são praticamente cópias de Will, não tem nada de Lightwood neles! E Jace, ele não se parece em nada com um Herondale!

— As gerações vão mudando com o passar do tempo, quanto a Jace, digamos que não seria impossível que algum descendente de Will se casasse com alguma loira! E quanto a Alec e Izzy, bem digamos que Herondales e Lighwoods vão cruzar o mesmo caminho.

Gabriel olhava horrorizado para a ruiva, como assim Herondales e Lighwoods vão se cruzar no caminho? Não quero aquela peste daquele Will na minha família!

— Não quero Will na minha família. — Resmungou o garoto.

Ambas as Tessas abafaram uma risada, enquanto Gideon revirava os olhos ao lado de Gabriel, na verdade ele não estava nem um pouco se importando para quem entraria em sua família, tudo o que queria era que Sophie que ficara com Jessamine, estivesse bem.

— Gabriel, não creio que você possa mudar algo em relação a iss . . .

Tessa não pode terminar a frase, sentiu uma forte dor na cabeça, levou as mãos aos cabelos e soltou um grito de dor. Sua visão ficou embaçada e tudo o que via eram borrões.

— Clary! O que houve? — Ambas as Tessas perguntaram juntas.

Clary não respondeu, a dor era forte demais, começou a puxar os próprios cabelos, lagrimas saiam de seus olhos, e não conseguia conter alguns gritos de dor.

Tessa do passado segurou as mão da menina para que parasse de puxar os próprios cabelos.

— Clary olhe para mim, o que você tem?

Clary olhou para ela mas não a enxergou realmente, através de sua visão embaçada, pode ver um nevoeiro espesso, confusa olhou ao redor e percebeu que não estava mais na carruagem, estava rodeada pela neblina, não conseguia enxergar um palmo a sua frente. O desespero começou a tomar conta, onde estão os outros? Onde eu estou?

Ouviu um barulho, e virou-se em direção a ele, mas nada, apenas a maldita neblina, mais uma vez o mesmo som, apurou os ouvidos e percebeu que o som era suave, mais pareciam asas! O som era um bater de asas!

Em pânico começou a olhar ao redor, não conseguia ver nada, mas sentia o bater de asas cada vez mais perto, de repente, além do bater de asas, ouviu também um tic tac, cada vez mais próximo. Começou a correr, mas sem conseguir ver por onde ia, acabou tropeçando. Virou-se desesperada em direção ao som que agora estava praticamente em cima dela.

Ouviu um lamento terrível, o mesmo daquela vez, olhou para cima e viu os mesmo olhos azuis, irados e vingativos, pareciam queimar como fogo, um fogo azul e muito intenso. Gritou de pavor.

— Clarissa.

Ouviu uma voz cavernosa, não conseguia ver o rosto, apenas os olhos, aqueles olhos que lhe causavam um medo terrível. Nunca sentira tanto medo na vida.

— Clarissa. — Repetiu a voz.

— O-o q-que q-quer-r? — Perguntou com um fio de voz.

— Vingança! Liberdade! — Disse a voz cada vez mais irada.

De repente começaram a aparecer labaredas de fogos por todos os lados, Clary gritou de pavor, tentou correr mas algo a impedia.

Observou o fogo cada vez mais perto e percebeu que estranhamente ele não a queimava, observou as belas chamas douradas que tanto lembravam os olhos de Jace e pode ver imagens nelas.

Olhou com atenção e percebeu que era Jace, ele estava numa sala amarrado, estava deitado em cima do que parecia ser um circulo com símbolos que ela não conhecia, Lilith estava em pé ao seu lado, olhava para algo a sua frente, Clary não pode ver do que se tratava. De repente Lilith começou a entoar um canto estranho e sem aviso prévio, enfiou a adaga que trazia nas mãos no peito de Jace. O garoto soltou um grito de dor, seu sangue começou a escorrer por todo o círculo, formando um desenho esquisito que começou a brilhar. Clary viu horrorizada a luz se apagar dos olhos do homem que amava e ele dar um ultimo suspiro proferindo um ultimo e desesperado nome.

Clary.

Em choque ficou ali olhando o que se passava, de repente do nada ouviu uma risada que fez seus cabelos arrepiarem, do nada viu os olhos negros e frios de Sebastian a olhar com malicia e não conteve o grito de pavor.

De repente a imagem mudou e viu Tessa do passado chorando sentada no chão com a cabeça de Will em suas pernas, ela passava a mão pelo cabelo dele e murmurava seu nome numa suplica. Clary olhou para o garoto e pode ver que nada mais podia ser feito, Will estava morto.

A imagem mudou mais uma vez e agora ela pode ver Idris, mas esta estava em chamas, todas as casas, até mesmo as torres para impedir demônios queimava, pessoas corriam desesperadas sem saber o que fazer, choros e lamentações eram ouvidos por todos os lados, as criaturas de Mortmain atacavam quem apareciam a sua frente, e mais em cima, no prédio da Clave, Clary viu Sebastian de braços cruzados e um sorriso de dar calafrios, observando a cidade queimar. Ao seu lado Lilith, Mortmain e varias criaturas também observavam o caus que estava a cidade.

Clary chorava descontroladamente, o que aquelas imagens queriam dizer?

— Isso é o que acontecerá Clarissa. De-me minha liberdade, evite o futuro negro ao qual o mundo vai sofrer. Quero minha liberdade! — Rugiu a voz.

— Mas eu nem sei quem é você! Como posso dar sua liberdade e impedir isso? — Gritou a garota histérica.

— Clary!

Sentiu uma ardência na pele e focou seu olhar, o nevoeiro, as chamas e aqueles malditos olhos haviam sumido, olhou confusa e pode ver Magnus do futuro com a mão ainda levantada a olhando com preocupação.

A carruagem estava parada e ela pode ver que todos a olhavam com preocupação. Mas nada parecia faze-la focar, em sua cabeça as imagens mostradas pelo par de olhos ainda dançavam em sua cabeça. Jace morrendo, Will morto, Sebastian vivo, Idris queimando . . . Jace morrendo!

Sentiu um forte enjoo e a bile subir pela garganta, empurrou Magnus para longe e saiu para fora da carruagem em disparada, quando sentiu o ar gélido em sua pele, não conseguiu se segurar e jogou todo o conteúdo de seu estomago para fora, se sentia doente, estava tremula e apavorada, ainda com as imagens rodando em sua cabeça.

* * *

— Eu deveria saber que você iria insistir em vir Will. Mas isso foi até bom, assim Mortmain pode ficar um pouquinho mais feliz quando finalmente se livrar de você. — Disse Lilith com um olhar cruel.

— Nem pense nisso! O combinado era eu vir, e aqui estou eu! — Disse Jace.

Estavam numa sala de estar bem aconchegante, havia duas poltronas confortáveis marrom escuro, um sofá grande preto, uma estante enorme cheia de livros, um tapete persa e uma lareira com um fogo quase extinto. Porém Jace e Will não se sentiam confortáveis, estavam de pé, amarrados em frente a Lilith que estava sentada numa das poltronas e os olhava com o mais puro ódio.

— Tolo, como se eu realmente fosse deixar passar a oportunidade de acabar com esse maldito Herondale que tanto inferniza meus planos!

— Onde eles estão Lilith? Eu exijo vê-los! — Disse Jace.

— Você não está em condições de exigir nada! Paimon, leve Will para junto dos outros. Quanto a Jace, leve-o para onde esta Mortmain.

Sem um palavra o demônio empurrou Will e Jace em direção a um longo corredor, conforme foram passando Will e Jace observavam tudo, o corredor era sinistro, era escuro e sombrio, em dado momento perceberam que estavam indo para baixo conforme o chão ia inclinando. Logo pararam em frente a uma porta preta, as criaturas mecânicas que seguravam Will amarrado abriram a porta e o empurraram para dentro, o garoto tentou resistir mas com as mãos presas não conseguiu nada mais que atrasar um pouco.

— Will! — Jace começou a se debater nas garras das criaturas.

— Vamos, sua parada não é aqui e não sei se isso é bom ou ruim pra você. — Disse Paimon com um sorriso macabro começando a empurrar Jace pelo corredor.

Andaram por uns quinze minutos até que chegaram em uma porta vermelha. Paimon abriu e as criaturas mecênicas carregaram Jace para dentro, piscando Jace olhou ao redor e percebeu que se tratava de um laboratório, bem sinistro na verdade, membros mecânicos espalhados por todo o lugar, sangue respingados nas paredes e no chão, tubos esquisitos por todas as mesas.

Um movimento chamou sua atenção, olhou para o fundo da sala e percebeu que havia alguém ali, curvado sobre uma maca. Forço a vista na pouca luz de velas e pode perceber que era Mortmain, não sabia como o reconheceu, já que nunca o havia visto antes, mas podia dizer com toda certeza que se tratava de Mortmain.

Abaixou os olhos para a figura deitada na maca e sentiu o coração parar, era Sebastian! Como isso era possível? Sebastian havia sido cremado, ele foi com Clary jogar as cinzas do garoto no lago! Mas não havia duvida, os mesmo cabelos loiros, o rosto bonito e bem desenhado. O garoto parecia morto, mas era Sebastian.

— C-como?! — Perguntou pasmo.

Mortmain que até então estava distraído olhou para atras e sorriu ao ver que sua visita chegara.

— Ora ora, não é que você veio. — Disse sorrindo macabramente.

— Sim ele veio para a festa Axel! O que achou Jace? Meu menino logo logo estará de volta! Um pena você não viver tanto para ver. — Disse Lilith.

* * *

Will foi empurrado para dentro da cela sem a menor cerimonia, olhou feio para as criaturas mas estas pareceram nem notar, trancaram a cela e saíram o deixando ali parado.

— Will? Oh! Não pode ser Will, eles pegaram você também?

Will olhou sobressaltado para atras e viu três figuras encolhidas, a mais pequena se levantou e correu até ele o abraçando com força. Surpreso Will demorou um pouco para perceber que se tratava de Charlotte. A observou atentamente e percebeu que ela estava toda machucada. Sentiu uma raiva imensa, faria Mortmain pagar caro por isso. Se afastou um pouco da líder do instituto e olhou para as outras duas figuras. Simon estava tão machucado quanto Charlotte, mas o que lhe chamou a atenção foi Isabelle, a garota estava em um estado deplorável, Will não sabia como ela ainda podia estar consciente.

— Pelo Anjo! O que eles fizeram com vocês? — Perguntou enquanto desamarrava suas mãos com facilidade.

A primeira parte do plano havia sido cumprida, encontrara Charlotte, Isabelle e Simon, gravara o lugar pelo qual voltar, agora o próximo passo seria sair e tira-los dali além de ainda ajudar Jace com Lilith e Mortmain. Abaixou-se e pegou a estela que havia escondido nas meias.

— Antes de mais nada, vamos cuidar desses ferimentos, vocês estão horríveis!

— Obrigada Will, uma garota se sente nas nuvens com esses tipos de elogios. — Disse Isabelle encolhida num canto da sala, não tinha forças para sair do lugar.

— Will! E Henry? Como ele está? Ele se salvou não é? E Sophie e Jessamine? — Perguntou Charlotte com lagrimas nos olhos.

— Eles estão bem. Todos eles. Mas vamos logo, deixe eu fazer logo essas iratzes, pois nosso tempo é curto, Jace está tentando ganhar tempo para que eu possa tirar vocês daqui.

— Jace?! Não! Não podiam ter deixado Jace vir! Era isso que Lilith queria!

— Nós sabemos, por isso temos um plano, primeiro tirar vocês daqui, depois acabar com Mortmain e Lilith. — Disse Will simplesmente.

— Vocês estão ficando loucos! Ela quer trazer aquele monstro de volta! — Gritou Isabelle desesperada enquanto Will a olhava confuso.

* * *

— O que estamos fazendo aqui Alec? Achei que iríamos para Cadair Idris! — Disse Jem confuso.

— E nós estamos, apenas não estamos no mesmo lugar que eles. Temos que encontrar alguém antes.

— Alguém? Quem?

— Vamos é aquela casa. — Disse Alec apontando para uma pequena e modesta casa branca no fim da colina.

— Quem mora ali Alec?

— Alguém que vai nos ajudar a encontrar a casa de Mortmain e também vai garantir que o seu parabatai não resolva ser um mártir.

— E quem conseguiria esse milagre?

— Aquela é a casa dos pais de Will, nós precisamos encontrar Cecily, ela pode nos ajudar.

— Não! Alec nem pense em colocar a família do Will nessa história, eles estão bem, não precisam correr risco algum! — Disse Jem sério.

— Você não entende Jem, Cecily faz parte dessa historia, ela precisa estar nessa historia.

— Como assim? O que quer dizer Alec? — Jem estava cada vez mais confuso, mas não podia deixar Alec levar a irmã de Will para o perigo eminente.

— Jem, você nunca se perguntou como eu sendo um Lightwood posso ser uma cópia de Will?

Jem arregalou os olhos, Cecily se casaria com um dos irmãos Lightwood?!

— Você não pode estar falando sério!

— Mas estou, essa história já mudou drasticamente, não posso correr o risco de Cecily não se juntar aos caçadores, não só eu corro o risco de não existir como também minha irmã e toda a linhagem de Lightwood da parte de Gabriel! Eles precisam se conhecer e se casar, assim como Cecily precisa descobrir que nasceu para ser caçadora!

— M-mas ela não tem treinamento, pode acabar morta! — Balbuciou o rapaz.

— Não vamos manda-la para Mortmain, apenas quero que ela nos mostre a casa dele, nós iremos lá e resgataremos todos, Cecily pode ficar escondida nesse tempo, depois a levaremos conosco, assim podemos garantir que ela conheça o mundo das sombras.

— Seu plano só tem duas falhas Alec.

— Quais?

— Primeiro, acha mesmo que ela vai acreditar na nossa história? E segundo, se ela for um pouquinho parecida com Will, jamais concordará em ficar escondida nos esperando.

— Droga! Não havia pensado nisso! Mas não temos escolha, quanto mais demoramos, mais perigo nossos amigos correm.

— Por que acha que ela sabe onde Mortmain está?

— Porque na historia original é ela quem descobre onde Mortamin está. Não acho que isso possa mudar agora. E como eu disse, não posso correr o risco de Cecily ficar fora desse mundo.

Sem mais nenhuma palavra Alec e Jem começaram a descer a colina, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Chegaram a porta da pequena e modesta casa que não tinha nem ao menos uma cerca para marcar território, Alec se escondeu ao lado da casa e fez um sinal para que Jem batesse na porta, o prateado o olhou de olhos arregalados mas fez o que o outro pedia.

Passado algum tempo a garota que viram naquele dia quando foram visitar Starkweath abriu a porta. Jem a olhou pasmo por sua beleza e semelhança com Will.

— Posso ajuda-lo?

— Sei que pode parecer loucura, mas estou aqui para pedir sua ajuda, é um caso de urgência, preciso que me ajude a salvar Will. — Despejou Jem de uma unica vez fazendo Alec bufar e Cecily arregalar os olhos.

— Como? — A menina piscou pasma.

— O que ele quis dizer é que seu irmão corre perigo e você é a única que pode nos ajudar a salva-lo. — Disse Alec saindo de seu esconderijo.

Não queria ter se mostrado tão rápido para a garota, afinal todos diziam o quanto se parecia com Will, então não queria assusta-la.

— Will? — Perguntou a menina com um fio de voz.

— Não, eu sou Alec, mas posso te ajudar a rever seu irmão, o que me diz? Está disposta a nos ajudar a salva-lo?

A garota não respondeu entrou dentro da casa, os garotos já haviam começado a fazer o caminho de volta quando ela reapareceu, com um vestido cinza e simples que lhe facilitavam os movimentos, os belos cabelos negros presos em uma trança e a expressão decidida.

— Cecily? Onde você vai?

Os garotos ouviram uma voz desesperada perguntar a menina.

— Vou salvar Will mamãe, prometo que volto e com meu irmão!

Sem dar tempo para que sua mãe tentasse a impedir Cecily fechou a porta e com o queixo erguido passou rapidamente pelos garotos que a olhavam pasmos.

— Vamos, temos que salva o Will, não temos tempo a perder e tratem de me explicar essa historia direito! — Disse a garota olhando por cima dos ombros.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Então me digam o que acharam da Cecily entrar na história, sei que estou aglomerando a fic com vários personagens, mas gente não podia deixar a Cecily de fora, ela é uma parte importante da história! Ah e só para tranquilizar os fãs de Izzy e Simon, eles voltam no próximo!!!! Se tiverem alguma sugestão ou critica estou a disposição!! Bjsss até o próximo!!!!