Cicatrizes de Ouro - O Legado de Katherine
9 O Corpo se Fecha!
UNIVERSIDADE DE NOVA YORK — SALA DE REUNIÕES
Segunda-feira, 14h30 — Quatro dias após a primeira entrevista
Katherine estava sentada em uma mesa de mogno polido no 15º andar do prédio administrativo da Universidade de Nova York, cercada por diretores financeiros e acadêmicos. A reunião de rotina sobre parcerias entre o Hospital Vitalis Aeternum e a universidade havia se estendido por três horas, discutindo orçamentos para pesquisas, programas de intercâmbio e bolsas de estudo.
— Dra. De Médici, disse Dr. Robert Harrison, diretor financeiro, os números do programa de residência são impressionantes. A taxa de aprovação em especializações é realmente 100%?
Katherine assentiu, tentando manter o foco profissional apesar da tensão dos últimos dias:
— Sim, Dr. Harrison. Nosso programa é rigoroso, mas oferece suporte completo aos residentes. Investimos não apenas em conhecimento técnico, mas em desenvolvimento humano.
Dra. Margaret Foster, diretora acadêmica, folheava os relatórios:
— E sobre a recente... exposição midiática? Isso pode afetar nossa parceria?
Katherine sentiu o estômago se contrair, mas manteve a compostura:
— Dra. Foster, são alegações infundadas que estão sendo tratadas legalmente. Nosso compromisso com a excelência médica permanece inalterado.
A reunião continuou por mais uma hora, com Katherine respondendo perguntas técnicas e financeiras, mas sua mente estava dividida entre os números na tela e a preocupação com o que Valéria poderia estar planejando.
HOSPITAL VITALIS AETERNUM — 2º ANDAR17h45
Alessandro estava no auditório do 2º andar, revisando protocolos com os seniors quando seu celular vibrou. Uma mensagem de Katherine:
"Reunião terminando. Chegando aí em 20 minutos. Como estão as coisas? — K"
Ele respondeu rapidamente:
"Tudo tranquilo aqui. Te espero na recepção. Te amo. — A"
Nicolas notou a expressão preocupada de Alessandro:
— Dr. Alessandro, algum problema?
— Não, Katherine está voltando da universidade. Só estou ansioso para que ela chegue em segurança.
Luana se aproximou:
— A segurança está redobrada, não é?
— Sim, mas depois daquela primeira entrevista, não sabemos o que esperar.
Rafael ajustou os óculos:
— Dr. Almeida conseguiu impedir a segunda entrevista, certo?
— Por enquanto. Mas Valéria não vai desistir facilmente.
Nicole comentou:
— Os residentes estão preocupados também. Perguntaram se deveriam evitar falar com a imprensa.
— Absolutamente. Qualquer contato com jornalistas deve ser encaminhado para o jurídico.
Hinata observou pela janela:
— Dr. Alessandro, há movimento estranho na entrada principal.
Alessandro se dirigiu à janela e franziu a testa. Várias vans de emissoras de TV estavam estacionadas na rua, e ele podia ver câmeras e equipamentos sendo preparados.
— Merda, ele murmurou. Eles estão esperando Katherine.
ENTRADA PRINCIPAL DO HOSPITAL18h10
O Bentley Continental prata de Katherine dobrou a esquina e se aproximou da entrada principal do Hospital Vitalis Aeternum. Ela estava ao telefone com Alessandro:
— Amor, estou chegando. A reunião foi produtiva, mas...
— Kate, há jornalistas na entrada. Muitos jornalistas.
Katherine sentiu o coração acelerar:
— O que eu faço?
— Entre pela garagem do subsolo. Vou descer para te encontrar.
— Não, Alessandro. Se eu me esconder, vão dizer que tenho algo a esconder. Vou entrar pela frente.
— Kate, não é uma boa ideia...
— Preciso enfrentar isso. Não posso me esconder para sempre.
Katherine desligou o telefone e respirou fundo. Ela vestia um conjunto social preto impecável, cabelos presos em um coque elegante, aparentando total controle — uma máscara que escondia a ansiedade crescente.
O carro parou na entrada principal, e Katherine saiu, sendo imediatamente cercada por uma nuvem de repórteres que surgiram como abutres famintos.
— Dra. De Médici! Dra. De Médici!
As vozes se sobrepunham em um coro ensurdecedor:
— É verdade que negou tratamento à sua própria mãe?
— Como a senhora se sente sabendo que sua mãe está morrendo?
— Por que abandonou uma mulher que daria a vida pela senhora?
Katherine tentou caminhar em direção à entrada, mas os repórteres a cercaram completamente. Microfones eram empurrados em sua direção, câmeras piscavam incessantemente, e o espaço ao seu redor diminuía a cada segundo.
— Eu... eu gostaria de esclarecer que... Katherine tentou falar, mas foi interrompida.
— A família De Médici sabe que a senhora está manchando o nome deles?
— Seus sogros aprovam seu comportamento?
— Como uma médica pode negar ajuda à própria mãe?
Katherine sentiu a respiração se tornar difícil. As vozes pareciam ecoar em sua cabeça, misturando-se em um ruído ensurdecedor. Ela tentou novamente:
— Por favor, deixem-me explicar... As alegações são...
— É verdade que disse à sua mãe para morrer sozinha?
— Quantos bilhões a senhora tem enquanto sua mãe sofre?
— Que tipo de filha faz isso?
As perguntas vinham como rajadas de metralhadora, sem dar tempo para resposta. Katherine sentia o mundo girando ao seu redor. Suas mãos começaram a tremer, e ela agarrou a alça da bolsa com força.
— Eu... eu nunca... ela não... Katherine gaguejava, tentando formar frases coerentes.
— A senhora se considera uma boa médica negando tratamento?
— Sua filha sabe que tipo de mãe a senhora é?
A visão de Katherine começou a escurecer nas bordas. Sua respiração se tornou superficial e rápida. As pernas tremulavam, e ela sentia que ia desabar a qualquer momento.
— Por favor... eu preciso... não consigo... ela sussurrou, mas sua voz se perdeu no tumulto.
— Responda às perguntas, Dra. De Médici!
— O público tem direito de saber!
— Sua mãe está morrendo por sua causa!
Katherine levou a mão ao peito, sentindo o coração disparar descontroladamente. O ar parecia ter se tornado espesso, impossível de respirar. Suas pernas fraquejaram, e ela se apoiou instintivamente na parede do hospital.
Foi então que ela sentiu braços fortes a envolvendo por trás, um perfume familiar — amadeirado com notas de bergamota — que reconheceria em qualquer lugar.
— Alessandro... ela sussurrou, aliviada.
Alessandro a puxou contra seu peito, criando uma barreira protetora entre ela e os repórteres:
— Afastem-se. Agora.
Sua voz carregava uma autoridade que fez alguns jornalistas recuarem ligeiramente.
— Dr. De Médici, o senhor vai responder às perguntas?
— Não faremos declarações públicas sobre mentiras difamatórias, Alessandro disse firmemente, mantendo Katherine protegida em seus braços. Qualquer questão deve ser direcionada ao nosso departamento jurídico.
— Mas Dr. De Médici, sua esposa...
— Minha esposa não tem nada a declarar sobre alegações falsas.
Alessandro gesticulou para os seguranças do hospital, que finalmente conseguiram abrir caminho através da multidão. Ele guiou Katherine em direção à entrada, seus braços nunca a deixando.
— Dr. De Médici, a família do senhor aprova...
— Sem comentários, Alessandro cortou, focado apenas em levar Katherine para segurança.
RECEPÇÃO DO HOSPITAL18h25
Quando finalmente cruzaram as portas de vidro da recepção, Katherine estava visivelmente pálida e ofegante. Suas mãos tremiam incontrolavelmente, e ela se agarrou ao blazer de Alessandro como se fosse uma âncora.
— Alessandro... sua voz saiu rouca e desesperada. Ela vai acabar comigo. A Valéria vai me matar. É isso que ela quer.
Alessandro a segurou mais firmemente:
— Kate, respire. Você está segura agora.
— Não, você não entende... Katherine olhou para ele com olhos vidrados de pânico. Ela não vai parar. Nunca. Ela vai destruir tudo... o hospital, você, Lunna...
— Kate, olhe para mim. Olhe nos meus olhos.
Katherine tentou focar no rosto de Alessandro, mas sua visão estava embaçada. O mundo parecia distante e irreal.
— Eu não consigo... não consigo respirar... ela ofegou.
— Você está tendo uma crise de ansiedade. Vou cuidar de você.
Katherine tentou dar mais um passo, mas suas pernas cederam completamente. Alessandro a segurou quando ela desabou, seu corpo se tornando peso morto em seus braços.
— Kate! KATE!
MOBILIZAÇÃO MÉDICA18h27
A recepção do hospital se transformou instantaneamente em uma unidade de emergência. Sofia Martins, a secretária de Katherine, foi a primeira a reagir:
— Chamem os residentes! Agora!
Rebecca e Lucas apareceram correndo das escadas, ainda vestindo seus jalecos azul-celeste:
— Dr. Alessandro, o que aconteceu?
— Crise de ansiedade severa. Ela desmaiou.
Beatriz chegou com uma maca portátil:
— Vamos levá-la para a ala VIP. Quarto 1501.
Michael verificou os sinais vitais enquanto a transportavam:
— Pulso acelerado, respiração superficial, pressão arterial elevada.
Luara preparava medicação ansiolítica:
— Dr. Alessandro, ela tem alergia a algum medicamento?
— Não, pode administrar.
Os seniors chegaram em seguida. Luana assumiu o comando médico:
— Vamos para o 15º andar. Quarto VIP com monitoramento completo.
Nicolas ajudou a transportar a maca:
— Dr. Alessandro, o senhor está bem?
Alessandro caminhava ao lado da maca, segurando a mão inconsciente de Katherine:
— Estou. Só me preocupo com ela.
Nicole verificava os equipamentos:
— Vamos fazer todos os exames necessários. ECG, exames de sangue, monitoramento neurológico.
Rafael organizava o protocolo:
— Crise de ansiedade com desmaio. Possível síndrome do pânico. Vamos tratar com cuidado total.
Hinata preparava o ambiente:
— Quarto 1501 está pronto. Ambiente tranquilo, iluminação suave.
ALA VIP — QUARTO 150118h45
O quarto VIP do 15º andar era um ambiente que combinava tecnologia médica de ponta com conforto hoteleiro. Paredes em tons suaves de azul e branco, uma cama hospitalar disfarçada para parecer uma cama comum, equipamentos médicos discretamente integrados à decoração.
Katherine foi cuidadosamente transferida para a cama, ainda inconsciente. Alessandro se posicionou ao lado dela, segurando sua mão e acariciando seus cabelos.
Luana conectou os monitores:
— Sinais vitais estabilizando. A medicação está fazendo efeito.
Rebecca ajustava o soro:
— Hidratação e ansiolítico. Ela deve acordar em alguns minutos.
Lucas verificava a pressão arterial:
— 140 por 90. Ainda elevada, mas melhorando.
Alessandro não tirava os olhos do rosto de Katherine:
— Ela estava tão corajosa... queria enfrentar os repórteres. Eu deveria ter insistido para ela usar a entrada dos fundos.
Beatriz se aproximou:
— Dr. Alessandro, o senhor não podia prever que seria tão agressivo.
Michael analisava os resultados dos exames:
— ECG normal. Exames de sangue normais. Foi realmente uma crise de ansiedade.
Nicolas colocou a mão no ombro de Alessandro:
— Ela é forte. Vai superar isso.
Nicole verificava a temperatura:
— 36,8°C. Tudo dentro da normalidade.
Rafael anotava no prontuário:
— Vamos manter observação por algumas horas. Ambiente tranquilo, sem estímulos estressantes.
Hinata ajustava as cortinas:
— Luz suave, temperatura agradável. Ambiente propício para recuperação.
DESPERTAR19h15
Katherine começou a se mover lentamente, seus olhos verdes se abrindo gradualmente. A primeira coisa que viu foi o rosto preocupado de Alessandro.
— Alessandro? sua voz saiu rouca e confusa.
— Estou aqui, amor. Você está segura.
Katherine tentou se sentar, mas Alessandro a manteve deitada:
— Calma. Você desmaiou. Está no hospital, sendo cuidada.
Katherine olhou ao redor, vendo os rostos familiares dos residentes e seniors:
— Vocês... vocês estão todos aqui?
Luana se aproximou:
— Claro que estamos. Você é nossa família.
Katherine começou a se lembrar dos eventos:
— Os repórteres... eles não paravam de fazer perguntas... eu não conseguia respirar...
Rebecca segurou sua outra mão:
— Você teve uma crise de ansiedade. É completamente compreensível.
— Eu sou médica, Katherine murmurou. Deveria conseguir controlar isso.
Beatriz sorriu suavemente:
— Médicos também são humanos, Dra. Katherine. Também temos nossos limites.
Alessandro acariciou seu rosto:
— Você enfrentou uma situação impossível. Qualquer pessoa teria a mesma reação.
Lucas verificou os monitores:
— Seus sinais estão normalizando. Como se sente?
— Cansada. Confusa. Envergonhada.
Michael se aproximou:
— Não há motivo para vergonha. Stress extremo pode causar reações físicas.
Katherine olhou para os rostos preocupados ao seu redor, sentindo-se grata, mas ainda vulnerável.
— Desculpem por isso. Eu não queria causar alvoroço.
Alessandro inclinou-se mais perto, seu olhar firme e protetor:
— Kate, você não causou alvoroço. O que aconteceu foi uma reação natural a uma situação insuportável. Você não está sozinha. Estamos todos aqui para você.
Nicolas interveio:
— E vamos continuar aqui. O hospital é sua casa, e você é parte da nossa família.
Katherine sentiu as lágrimas se acumularem em seus olhos:
— Obrigada, todos vocês. Eu... eu só queria fazer o que era certo.
Hinata sorriu gentilmente:
— E você está fazendo. A verdade sempre prevalecerá.
Katherine se virou para Alessandro, que ainda segurava sua mão:
— E você, amor? Como está lidando com tudo isso?
Alessandro sorriu, mas havia uma sombra de preocupação em seu olhar:
— Estou bem, mas preocupado com você. Você é a prioridade agora.
Katherine se sentou lentamente, ainda um pouco tonta, mas determinada a se manter firme:
— Precisamos nos preparar para o que vem a seguir. Valéria não vai desistir.
Rebecca assentiu:
— Estamos prontos para qualquer coisa. Vamos nos unir e enfrentar isso juntos.
Lucas acrescentou:
— E se precisar de um tempo, Dra. Katherine, nós cuidaremos do hospital. Você deve se recuperar completamente.
Katherine olhou para eles, sentindo-se fortalecida pela solidariedade da equipe:
— Obrigada. Eu realmente aprecio isso.
HOSPITAL VITALIS AETERNUM — QUARTO VIP19h45
Alessandro se levantou e foi até a porta, pedindo um pouco de privacidade para Katherine. Ele se virou para os residentes e seniors:
— Obrigado a todos por estarem aqui. Vamos garantir que ela tenha o tempo e o espaço que precisa para se recuperar.
Os residentes saíram, mas não sem antes deixar palavras de encorajamento:
— Estamos com você, Dra. Katherine!
Assim que a porta se fechou, Katherine olhou para Alessandro, que voltou a se sentar ao seu lado.
— Você não precisa ficar aqui o tempo todo, ela disse, tentando se sentir mais leve. Tem trabalho a fazer.
Alessandro balançou a cabeça:
— Não vou deixar você sozinha. Não agora.
Katherine sorriu, mas a preocupação ainda estava presente em seu olhar.
— E se Valéria tentar algo mais?
— Então enfrentaremos isso juntos. Alessandro segurou sua mão com firmeza. Você é mais forte do que imagina, Kate. E eu estarei ao seu lado, não importa o que aconteça.
Katherine respirou fundo, sentindo a força dele a envolvendo. Ela sabia que a batalha estava longe de acabar, mas com Alessandro ao seu lado, sentia que poderia enfrentar qualquer tempestade.
HOSPITAL VITALIS AETERNUM — NOITE20h30
A noite avançou, e a equipe médica continuava a monitorar Katherine. Ela estava mais calma agora, mas ainda sentia a adrenalina da crise de ansiedade.
Alessandro se levantou para buscar um copo d'água e, ao voltar, encontrou Katherine olhando pela janela, observando as luzes da cidade.
— O que você está pensando? ele perguntou, se aproximando.
— Sobre o que Valéria pode fazer a seguir. Katherine suspirou. Ela não vai parar até me destruir.
Alessandro se sentou ao seu lado, olhando para o horizonte:
— Ela pode tentar, mas não vai conseguir. Você tem uma equipe inteira ao seu lado, e eu estou aqui para proteger você.
Katherine se virou para ele, seus olhos brilhando com gratidão:
— Obrigada por ser meu porto seguro.
— Sempre, Alessandro respondeu, segurando sua mão. E lembre-se, você não está sozinha nessa luta.
Katherine sorriu, sentindo-se um pouco mais forte. Ela sabia que a batalha estava apenas começando, mas com amor e apoio, estava pronta para enfrentar o que viesse.
HOSPITAL VITALIS AETERNUM — QUARTO VIP22h00
A equipe médica fez uma última verificação antes de deixar Katherine descansar. Dr. Martinez entrou, com um olhar sério, mas gentil.
— Dra. De Médici, como você está se sentindo?
— Melhor, Dr. Martinez. Obrigada.
— Ótimo. Vamos monitorar você durante a noite, mas se precisar de algo, não hesite em chamar.
Katherine assentiu, sentindo-se grata pela atenção.
— E sobre Valéria?
— Estamos prontos para qualquer movimento dela. A equipe jurídica está em alerta.
Alessandro se levantou:
— Obrigado, Dr. Martinez. Vamos garantir que Katherine tenha um descanso tranquilo.
Dr. Martinez sorriu:
— Isso é o mais importante agora.
MANSÃO DE MÉDICI — NOITE23h00
Enquanto a noite avançava, a mansão De Médici estava em silêncio. Lunna já estava na cama, e Anna havia se retirado para descansar. Alessandro e Katherine estavam sozinhos no quarto, a atmosfera tranquila, mas tensa.
Katherine se aconchegou na cama, ainda um pouco abalada, mas sentindo-se mais segura ao lado de Alessandro.
— Você está aqui, e isso é tudo que importa, ela murmurou.
Alessandro sorriu, acariciando seu cabelo:
— E estarei sempre aqui. Vamos enfrentar isso juntos.
Katherine fechou os olhos, permitindo-se relaxar pela primeira vez em dias. A luta estava longe de acabar, mas com amor e apoio, ela sabia que poderia enfrentar qualquer tempestade.
E assim, enquanto a cidade dormia, a família De Médici se preparava para a batalha que estava por vir, unida e determinada a proteger o que mais amava.
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