Notas iniciais
oiiiiiiiiiiiiiiiiiii
td bem????
eu realmente espero que vocês gostem
não usem essa fic como motivação par começarem a se cortar
se vcs gostarem por favor comentem, favoritem, recomendem
bjssssss

Annabeth:

Eu não aguentava mais tanto sofrimento meus pais haviam se separado, por causa de varias traições de ambos. Tinha descoberto também que o meu namorado desde o inicio do nosso namoro me traia com a minha suposta melhor amiga, e como se não bastasse meu namorado só estava comigo por causa de uma aposta idiota que dizia que a menina mais nerd da escola iria cair de amores por um jogador de futebol super popular.

Fui humilhada diante toda a escola, todos riam e jogavam bolinhas de papel em mim, e eu sem forças para reagir somente abaixava a cabeça e chorava.

Estava tentando arrumar uma maneira de aliviar a minha dor, quando lembrei que havia feito um trabalho de escola sobre a automutilação, para fazer esse trabalho tinha lido várias testemunhas de pessoas que tinham feito isso e todas diziam a mesma coisa: a dor física superava a dor psicológica. Porem essas mesmas pessoas diziam que aquilo não resolvia os problemas e sim piorava a situação.

Minha vida já estava toda arruinada, não tinha mais nada a perder, por isso peguei quebrei um apontador e peguei a lamina e passei no meu braço. No começo a dor foi incomoda porem me senti aliviada, como se todos os meus problemas tivessem indo embora a cada corte.

Por isso continuei fazendo isso varias e varias vezes, quando não tinha mais jeito de fazer machucados em meu braço comecei a fazer nas minhas pernas, barriga, enfim em todo o meu corpo.

Por causa das cicatrizes não podia usar minhas adoradas regatas e meus lindos shorts e saias, usava somente calças e blusas de manga comprida. Morria de calor, mas não queria que ninguém descobrisse o que eu fazia com o meu corpo.

Na escola tinha me afastado de todos os meus amigos, menos da louca da Silena, aquela patricinha falsa não desgrudava do meu pé.

Estava encostada em uma arvore no pátio aberto da minha escola lendo um livro, quando um ser sentou do meu lado.

— Oi Annie, como você esta? – era o meu ex amigo de infância Percy Jackson, assim como os meus outros eu havia me afastado dele.

Percy Jackson era capitão do time de futebol e o menino mais lindo do colégio. Porem ao contrario da maioria dos meninos daquela escola, ele não era metido e nem idiota, quer dizer, só um pouquinho, ate porque todos os meninos são pelo menos um pouco idiotas.

Como eu queria distancias da maioria das pessoas, ignorei ele. Mas ele continuava tentando falar comigo, ate que em um momento eu perdi a paciência e gritei:

— O QUE VOCÊ QUER COMIGO, PERCY? POR QUE VOCÊ SE IMPORTA?

— Ei Annie, calma! Eu tava preocupado com você, desde que aquilo aconteceu você esta estranha, não esta andando e nem conversando com a gente. Confia em mim, eu sou seu amigo. – seus olhos mostravam que eu podia realmente confiar nele, porem preferi não arriscar, quem poderia me garantir que ele me entenderia, quem poderia me garantir que ele não iria me julgar.

Pode parecer idiota, mas sai correndo deixando ele sem resposta. Eu não era a mesma pessoa que ele conhecia, eu tinha mudado. Eu era uma granada que em algum momento iria explodir e machucar todos aqueles que estavam a minha volta.

Percy tinha as mesmas aulas que eu, e como estivesse tentando me irritar, sentava sempre do meu lado ou atrás de mim. Ele tentava puxar assunto, mas eu o deixava no vácuo eterno.

Quando finalmente a aula acabou eu fui correndo para casa afim de não encontrar ninguém, porem ao entrar em casa me deparei com uma horrorosa surpresa: meu pai estava agarrado com uma mulher qualquer no sofá. No fundo eu tinha esperança que os meus pais iriam voltar e nos seriamos uma família feliz novamente.

Quando meu pai percebeu a minha presença tentou falar comigo, porem foi correndo para o meu quarto, me trancando no meu único local de segurança e sossego. Peguei minha melhor amiga, a lamina, e comecei a cortar os meus braços.

Comecei com cortes superficiais, porem quando comecei a fazer os cortes mais profundos, meu celular apitou. Eu sabia que era a Silena, pois eu tinha mudado o meu numero e a única que tinha ele era a si e os meus pais.

SILENA

OIIIIIIIII MIGA LINDA DO MEU CORAÇÃO

ENTÃO...

O POVO TA INDO NA PRAIA E A GENTE VAI VIU

ISSO NÃO É UM CONVITE, É UMA INTIMAÇÃO

VOU PASSAR EM 15MIN PHOFA DO MEU CORAÇÃO

BJSS DA SUA AMIGAAA MAIS DIVA E ROSA

Eu sabia que eu teria que ir de qualquer jeito, pois quando a Silena colocava uma coisa na cabeça ninguém consegue convencê-la do contrario.

Limpei o sangue do chão e tomei um banho e vesti uma regata, porem coloquei uma blusa de frio e uma calça jeans, peguei alguns livros e fui encontrar com a Lena.

Passei pelo meu pai em silencio e fui esperar aquela louca na rua da minha casa. Porem para minha surpresa quem estava me esperando não era a Silena Beauregard, mas sim Perseu Jackson.

— O que você esta fazendo aqui?

— A Silena me mandou vir aqui te buscar para a gente ir à praia.

— E você obedece àquela patricinha da vida? – perguntei indignada.

— É claro que sim, eu nunca mais quero ver a Barbie nervosa. Eu acho melhor a gente ir. – ele disse abrindo a porta do carro para mim, que sem escolha entrei no seu lindo Maserati azul conversível.

Ele me olhava de forma estranha, mas não comentou nada durante todo o caminho. Quando finalmente chegamos na praia, Lena veio nos receber gritando e pulando feito uma doida.

— OI PESSOINHAS LINDAS DO MEU CORAÇÃO. – eu sabia que ela havia bebido Coca-Cola, pois ela tava doida, doida.

O açúcar presente na Coca-Cola tinha o mesmo efeito que o álcool nas pessoas normais, por isso ela meio que ficava bêbada sem ter que beber.

Ela chamou a gente para entrar no mar, porem eu recusei o seu convite e resolvi ficar na areia lendo o meu lindo livro do Nicholas Sparks (Querido John).

Já estava chegando na parte III, quando senti dois braços fortes me levantando e tentando tirar a minha blusa de frio.

— Vamos entrar na água sabidinha, e tira essa blusa de frio, ta muito quente aqui.

— Eu não quero, me deixa quieta aqui.

— Nem pensar Annie a gente veio aqui pra se divertir.

Antes que eu pudesse revidar ele, de um jeito muito estranho, conseguiu tirar a minha blusa de frio revelando assim os meus cortes.

Ele me olhou assustado, como se não acreditasse o que seus olhos viam tentou falar comigo, pedir uma explicação. Mas eu fui mais rápida e consegui sair do seu colo e fui correndo para qualquer lugar longe dele.

Eu não queria que ninguém descobrisse principalmente ele. Eu nutria um sentimento com ele desde pequena.

Agora ele saberia que eu sou uma menina problemática, que ninguém gostaria de me ter por perto. Porem para a minha surpresa, quando pensei que havia despistado ele, ouvi o meu nome sendo chamado por ele.

Tentei sair, mas ele me segurou pelo punho e me fez olhar para os seus lindos olhos cor de esmeraldas.

— Porque Annie? Porque você faz isso?

— Você não vai entender.

— Eu entendo Annie. – ele me mostrou o seu pulso e nele havia uma pequena cicatriz de um corte.

—Quando meu irmão morreu, eu pensei que não superaria, e a melhor solução que eu achei foi a de começar a me cortar, mas depois de um tempo eu percebi que eu só tava aumentando a minha dor. Por isso eu resolvi pedir ajuda e mudar de vida.

Eu me lembrei dessa fase do Percy, o seu irmão mais novo Tyson, tinha morrido de um câncer no pulmão.

Quando ele disse isso, me joguei em seus braços e comecei a chorar, eu não queira aquela vida para mim.

— Me ajuda...Percy- eu disse soluçando.

Posso afirmar que aquela foi a melhor decisão que eu já fiz, o Percy jogou todas as minhas laminas fora e me ajudou toda vez que eu tinha uma recaída. No final, para a alegria da Lena, nos começamos a namorar.

Eu voltei a falar com os meus amigos e a me divertir, eu posso dizer que enquanto eu me cortava, eu não era feliz, e ao invés de me ajudar eu estava criando cada vez mais problemas para mim. Infelizmente meus pais não voltaram, porem eu superei.

Se você se corta ou pensa em fazer isso, não faça pois seu corpo ira virar a sua prisão. Procure ajuda em seus amigos ou seus familiares, mas não faça isso.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!