Cicatrizes
13 Capítulo 13
Nick não conseguia pegar no sono. Começou a andar de um lado para outro numa pequena sala que o separava das outras pessoas. Esperava que Sabina não viesse procurá-lo.
A porta se abriu.
O que ele temia aconteceu.
-Desde o primeiro instante, não me concentro em nada. a não ser em você!
-Sabina, eu...
-Não sei o que acontece comigo. Por favor, me desculpe.-e saiu, sem dar chance ao Nick de dizer algo.
O desabafo o deixara mal.
No dia seguinte, Amarah deixou Gil estudando e resolveu andar.
Olívia a intercepta:
-Bom dia, Amarah!
-Bom dia, Olívia.
-Sabe, eu estava pensando em uma coisa.
-O quê?
-A Gil está levando muito tempo para conseguir o antigene, e se alguém mandasse uma bomba de nêutrons no centro da cidade? Poderíamos vencer as bestas de uma vez só!
-Sei que está com pressa, mas a ideia é ruim. Primeiro, porque não temos como fazer isso, depois, é perigoso, as pessoas refugiadas nas bases não sobreviveriam!
-Por que raios nenhuma ideia minha vale?
-Olívia, relaxa! Eu também estou cada vez mais tensa, mas precisamos manter o conceito de humanidade para ajudar as pessoas!
-Tá, já entendi! Mas eu não aguento mais esperar!
-Temos que ser pacientes.-interveio Sabina.
-Ela tem razão, Olívia. Ei, Sabina, e o Nick?
-Acho que ele está numa sala nos fundos do salão principal.
-Entendi. Ás vezes, ele é meio estranho, mesmo! Acho que se acostumou a passar a maior parte do tempo sozinho e aqui ele se sente um "peixe fora d'água".
"É mais do que isso", pensou Sabina, que permaneceu calada. Queria saber o que o faz evitar as pessoas. "Seria algo relacionado com seu passado", concluiu.
As horas passavam rápido, mas pareciam passar em câmera lenta. Ninguém mais aguentava esperar pela solução.
O único que parecia não notar mais nada era Nick.
As palavras de Sabina pareciam atordoá-lo, mas não era capaz de querer parar de pensar nelas.
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