Cicatrizes
1 Capítulo 1
Numa pequena cidade do interior de Alagoas, morava Annie. Uma mulher que beirava os 40 anos, olhos negros e tristes, tinha um rosto suave, até que bonito... Porém era coberto de profundas cicatrizes. Não só o rosto, o corpo inteiro. Nunca ninguém jamais soubera o por que.
-Annie, o que está acontecendo? – Indagava Marie sua melhor amiga.
Chegara à cidade sozinha, não possuía nenhum parente – aparentemente -.
— Marie algo horrível vai acontecer. Eu sei que vai – Dizia aos prantos.
Com o passar do tempo, fatos estranhos e inexplicáveis começaram a acontecer na cidade Alagoana. Duas pessoas já haviam sido assassinadas da mesma forma... A tesouradas. Judd Mcquen encontrada com o rosto desconfigurado em um campo de futebol abandonado. Nalin Amander, encontrada em uma estação de tratamento de esgoto desativada.
— È ele Marie, é ele. È o Gaster. – Dizia – Eu vou atrás dele.
E foi mesmo. Mas, aonde achá-lo? Ela sabia.
-Gaster? Você está ai? Gaster me responde. – Disse trêmula
-Eu – Disse uma voz grossa e áspera – O que quer comigo?
— Quero pedir um favor – retrucou
-Não presto favores a ninguém – respondeu
— Me ouve... Filho. Não saia por ai matando pessoas a tesouradas. Que modo cruel. Nenhuma morte justifica nada meu bem. Já fez muito mal a mim que sou sua mãe meu querido. Mas sabe que eu te perdôo – dizia com lágrimas nos olhos.
-Não me chame nem de filho, nem de querido, nem de meu bem. Não me chame de nada. Vou terminar o que eu comecei – disse pegando a tesoura de cima da mesinha de cabeceira do velho casebre.
Dentro de alguns minutos, caída em uma enorme poça de sangue, estava Annie Channell.
Morta pelo próprio filho, a tesouradas.
Fim
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