Cicatrizes

5 Uma noite de chuva


Notas iniciais
Olá pessoas, espero que ainda tenha alguém acompanhando e desculpem pela demora gente, estava sem inspiração Eu espero que gostem ;D

POV Shizune

Itachi e eu voltamos outras vezes ao campo de treinamento, eu ficava irritada dizendo que ele não devia usar o sharingan, mas ele não me ouvia. Eu já o acompanhava sendo sua ninja médica há cinco dias, dentro de dois dias teria que dar minha avaliação final para Tsunade-sama. Apesar de minhas preocupações ele estava se recuperando bem e logo voltaria para a ANBU, quando pensava nisto me chateava, pois certamente nos afastaríamos, sou mesmo uma egoísta, pensava.

– Atrás de você. — ele diz e eu me viro, mas não fui rápida o suficiente e ele me acerta e voo para longe, mas caio em pé, ofegante, lanço duas kunais em sua direção das quais ele desvia com facilidade.

Mesmo que o Uchiha não estivesse 100%, eu sabia que não podia pegar leve.

Paramos apenas quando anoitecia e eu me sentei exausta encostando a uma arvore.

– Taijutsu também? — digo surpresa, ele era muito bom em taijutsu, Itachi se aproxima de mim cambaleante e eu acho que tem algo errado.

– E você devia... Parar de usar esses venenos, eu acho que... Fui atingido por um. — ele diz caindo de joelhos e desmaia.

Preocupada, eu corro até ele, me ajoelhando ao seu lado.

– Droga, eu sabia que não era uma boa ideia se esforçar tanto. — digo prendendo o cabelo e colocando as duas mãos sobre seu peito. — Você não pode morrer Itachi!

Estava pronta para usar um ninjutsu médico, quando percebi que ele ria.

– Parece que já não me odeia tanto, Shizune-san.

– Você estava... fingindo?! — pergunto furiosa quando ele abre os olhos e ri, com toda a minha força eu soco seu braço, ele faz uma careta.

– Nunca mais faça isso, Itachi. — brigo com ele, respirando aliviada, ele se senta.

– Você devia se preocupar menos.

– Então já está se habituando novamente à vila? — pergunto e ele dá de ombros se levantando.

– Alguns ainda me odeiam, outros me temem, mas não importa, logo pedirei uma missão ao hokage para ir atrás do Sasuke. — ele diz sério me dando as costas, corro até ele antes que vá embora.

– Gomen, Itachi, mas Sasuke-kun sabe se cuidar. — digo tranquilizando-o, ele parece preocupado com Uchiha Sasuke, o que não é para menos com o que aconteceu da ultima vez que o garoto saiu da vila.

– Éh acho que você tem razão. — ele diz, mas seu olhar fica sombrio.

– O-o que houve?

– Eu devia estar morto, Shizune. Eu devia lutar com meu otouto e morrer em suas mãos, a reputação do clã Uchiha estaria a salvo com Sasuke e ele voltaria para a vila mais forte, com o mangekyou sharingan eterno. — ele cerrou os punhos. — Maldito Madara.

Hesitante, eu pousei a mão em seu ombro e balancei a cabeça para os lados.

– Não diga isto. Não era justo com você. — digo séria para depois abrir um sorriso tímido. — Considere uma chance de recomeçar.

Nós dois andávamos pelo vilarejo lado a lado conversando depois de comer doces, compartilhávamos este mesmo gosto e ele me falava das coisas que tinham mudado na vila de quando ele era pequeno.

– Oh eu saí da vila quando era muito nova, com a Tsunade-sama, ela era namorada do meu tio Dan, por isto ela é como a minha família.

Expliquei porque não me lembrava de alguns lugares que Itachi falava.

– Entendo.

Nós andávamos tranquilamente quando uma chuva forte começou, até chegarmos ao clã Uchiha que ficava no outro extremo da vila, estávamos ensopados. Quando chegamos, eu corri para dentro, mas Itachi me surpreendeu ficando na chuva e deixando que esta molhasse seu rosto.

– Itachi, saia daí, vai se resfriar. — eu gritava acenando, mas ele não me dava ouvidos, eu suspirei e o observei, acabei suspirando. — Está bem então.

Eu me juntei a ele na chuva. O meu cabelo grudava em meu rosto e as roupas também estavam colando e ficando pesadas, mas a sensação era maravilhosa, ele sorriu para mim.

– Shizune, obrigado. — ele disse agora tão próximo e quando eu percebi, ele já havia colado nossas testas, eu arregalei os olhos e fui eu quem colou nossos lábios em um beijo tímido. Ele me puxou para mais perto e tornou o beijo mais ávido, eu soltei seu cabelo que era longo e solto o deixava ainda mais atraente.

Em algum momento minhas pernas foram parar em sua cintura e ele me segurava sem dificuldade, mas eu me separei dele, espirrei e escondi o rosto em seu pescoço. Ele nos levou para dentro.

– Vou pegar uma toalha. — ele disse e me deixou sozinha.

Encostei-me a parede e deixei meu corpo escorregar até sentar no chão, os olhos arregalados, não acreditava no que tinha acontecido. Ele voltou com uma toalha pendurada em seu pescoço e me entregou outra, oferecendo sua mão para me ajudar a levantar.

– Itachi. — eu disse depois de me secar. — Eu... Isso não devia ter acontecido, eu sou profissional, pelo menos na maioria das vezes e você é meu paciente e me perdoe, não vai acontecer de novo, eu...

Ele voltou a me beijar.

– Você não está ajudando. — eu disse quando nos separamos, apesar do banho de chuva gelada que tomamos, seu corpo já estava quente, ele colocou a mão em meus ombros, o semblante preocupado.

– Você precisa de um banho quente e trocar de roupas.

– Você não está me ouvindo não é? — digo emburrada e ele riu.

– Minhas roupas vão ficar grandes em você, mas é melhor do que ficar assim. — eu desisti de contra argumentar.

Tomei um banho quente e coloquei apenas uma camiseta do Itachi, era quase como um vestido para mim, um pouco curto, mas estava bom. Fiquei no quarto de hospedes e ele foi até lá depois de seu banho.

– Está confortável? — ele pergunta gentil.

– Ha-hai. Estava... Preparando seu remédio. — ele fez uma careta e se sentou na cama, eu apenas sorri.

– Nunca pensaria que Uchiha Itachi tem medo de uma agulhinha. — brinquei.

– Eu não... — ele dizia, mas se calou quando apliquei o remédio sem lhe avisar. Ele ainda estava com os fios negros soltos.

– Prontinho. — digo guardando os medicamentos. — Dentro de dois dias você se vê livre de mim, Itachi-san. — digo e percebo seu olhar em mim, percorrendo meu corpo, sinto minhas bochechas esquentarem.

– Eu não sei se quero... Que você vá. — ele diz tão inexpressivo e vazio que acho que ele terá que praticar um pouco essa coisa de ser afetuoso.

Acabamos nos beijando novamente e dessa vez foi ainda mais intenso, ele era tão cuidadoso que foi impossível não me entregar, as carícias estavam se tornando mais ousadas quando ele parou se afastando de mim.

– O-o que houve?

– Desculpe, eu não posso, você merece alguém melhor, não alguém com um passado tão obscuro.

Ele saiu do quarto de hospedes antes que eu pudesse argumentar, eu suspirei.

– Uchiha. — pensei alto, por que eles tinham que ser tão complicados? E decidi ir logo dormir.

Notas finais
Então gostaram? Mereço reviews? Até o próximo Bjs