Cicatrizes
14 Capitulo 14 - conhecendo Dan
Notas iniciais
Sakura e eu saímos a noite para beber, ela deixou Sarada com os pais dela e eu deixei Dan com meu velho amigo Genma, ela me contou tudo sobre sua filhinha, mas eu evitava ao máximo falar de Dan, pois sabia que chegaríamos no assunto de “quem é o pai dele?”, ela me contou sobre Sasuke, sobre o casamento deles, sobre o dia em que ela tivera Sarada e que surpreendentemente quem fez seu parto foi Karin, mais tarde Naruto se juntou a nós, mas preferiu ficar no lamen e disse para eu ir com calma, já que voltaria para o hospital já na manhã seguinte e por fim Tsunade-sama também se juntou a nós. Quem fez a pergunta que não queria calar é claro que foi Naruto, ele parecia se segurar desde o momento que chegou ali.
— Shizune-neechan o Dan é realmente um garotinho muito fofinho, mas quem é o pai hein? Hein? ttebayo.
— Naruto! – Sakura o repreendeu. – Não seja enxerido, Shizune-chan nos contaria se quisesse claro. – dizia a rosada, mas estava visivelmente tão curiosa quanto o loiro, eu sorri, eles continuavam os mesmos de sempre.
— Ah está tarde, não está? Eu acho melhor eu voltar, realmente amanhã começo no hospital e ainda tenho que levar o Dan para a academia. Não vejo a hora de conhecer Sarada, Boruto e a Himawari, e tenho tanta gente para rever, tenho certeza que eles se darão muito bem com o Dan. Boa noite Naruto-kun, Sakura, Kurenai.
E foi assim que eu fugi da pergunta, voltava para casa na rua deserta quando Tsunade-sama me alcançou.
— Shizune! – ela me chamou, trazia Ton ton, mas tinha um ar sério e quase aborrecido.
— Sim, Tsunade-sama?
— Shizune, você não pode continuar com isto. – ela disse muito séria, de modo que parei de andar para prestar atenção no que ela dizia, já fazia uma ideia do que ela diria. – Precisa contar a ele e ao Dan também.
— Eu... Eu sei, Tsunade-sama, e vou dizer, mas ele nunca vai me perdoar e... – suspirei entristecida. – Só estou esperando o momento certo.
Tsunade assentiu e eu voltei para casa.
[...]
Para acordar na manhã seguinte foi um sacrifício. Acordei atrasada, era meu primeiro dia no hospital, primeiro dia do Dan na academia, segundo dia de volta à vila e eu já estava na correria novamente. Coloquei o kimono negro e escovava os dentes enquanto vestia Dan, arrumava minha bolsa enquanto dava café da manhã ao meu filho, tudo ao mesmo tempo.
Saía de casa carregando a bolsa, penteando o cabelo e segurando a mão de Dan em um lado, a situação era cômica e era tão difícil, estava acostumada a ter a ajuda de Tsunade-sama, mas agora não estávamos mais morando juntas, não estávamos mais em quartos de hotéis, eu tinha voltado ao meu pequeno apartamento em Konoha.
Ainda tinha cara de sono, mas peguei Dan no colo para irmos mais rápido, já que eu estava atrasada, e como se fosse uma sina, com tantas horas oportunas para eu me encontrar justamente com ele, tinha que encontra-lo naquele momento, toda atrapalhada e atrasada, eu tinha que esbarrar justo em Uchiha Itachi.
— Devia ter mais cuidado. – ele disse frio, parecia aborrecido e não usava o sobretudo da Akatsuki, nem as vestes de um ANBU, usava apenas uma blusa de manga comprida negra e de tecido fino, calças e sandálias comuns, os longos fios amarrados, mas parecia estar sempre com o sharingan ativado agora.
— Ah... Ér, desculpe, eu... Eu estou meio atrasada e ainda tenho que levar o Dan para a academia e não tive tempo nem de tomar café da manhã, eu estou faminta, acordamos atrasados, eu... Eu estava desacostumada com esta rotina, aliás, eu nunca tive essa rotina. Droga, eu costumava ser tão organizada, mas... – respirei fundo. – Desculpe, não é um bom momento.
— Shizune, Shizune, calma. Humpf, eu levo o garoto, vá para o hospital.
— O que?! Por que? Ér, não, não precisa.
— Não vou fazer nada hoje, Kakashi me impediu de ir para qualquer missão durante uma semana, diz que não tenho folga há muito tempo e é para eu aproveitar. – ele revirou os olhos.
— Devia aproveitar mesmo. – eu sorrio. – Bom, já que é assim, obrigada. Dan, esse é o tio Itachi, ele é amigo da mamãe e vai levar você para a academia, tudo bem?
— Ha-hai. – disse meu filho tímido e indo com Itachi.
— Prazer em conhece-lo Dan. – disse Itachi bagunçando os cabelos de Dan, o que fez o pequeno sorrir, mas depois ele foi seco comigo. – Humpf, você é patética andando por aí com esta criança sem o pai, estão falando de você na vila.
— O que? E... Patética? Está mais parecido com Sasuke do que nunca, não me chame de patética.
— Estão te chamando de coisas piores pelas suas costas.
— Ah sim e quer que eu te agradeça pela sinceridade?
— Hai, ja ne Shizune. – semicerrei os olhos para ele e saí pisando fundo, xingando o Uchiha e achando que não tinha sido uma boa ideia, aliás tinha sido uma péssima ideia ter deixado ele levar Dan.
POV Itachi
— Você vai gostar de conhecer minha sobrinha Sarada, sabia? – digo andando com o garoto, sou bom com crianças, ajudava mais Sakura com a garota do que Sasuke que vive em missões fora da vila e mesmo que eu estivesse furioso com Shizune, o garoto não tinha nada a ver com isto.
— Tenho certeza que sim. – ele dizia, já não parecia mais tão tímido, mas sim curioso. – Então é assim que é o sharingan.
Eu sorri e o peguei no colo, ele parecia bem entusiasmado com sharingan.
— É sim, não é tão legal quanto parece.
— É sim, é incrível, aposto que você faz um monte de jutsus irados com ele, aliás, sei que sim, eu vi o que você fez no portão da vila, foi demais, não vejo a hora de ter o meu.
— Ahm... Você não pode ter o sharingan, Dan, somente um Uchiha pode despertar, mas você vai para a academia e vai aprender outros jutsus poderosos sem precisar do sharingan.
— Claro que vou ter o sharingan, você é meu pai, aliás, foi ótimo te conhecer, eu sabia que meu pai era alguém incrível.
— Que? O que está falando garoto? Impossível, eu não sou o seu pai. – digo e vejo o rosto do pequeno se entristecer, suspiro, eu não queria chateá-lo, eu o coloco no chão e me abaixo para ficar de seu tamanho, já chegamos na academia e as outras crianças correm para dentro do edifício. – Por que acha isso? Por que acha que eu sou o seu pai?
— Porque vi como a mamãe fica quando te vê, ela se atrapalha e fica com as bochechas vermelhas, ela não é assim normalmente. – não pude deixar de sorrir com o comentário do garoto. – E queria tanto saber quem é meu pai.
— Você vai descobrir, mas não saia falando essas bobagens por aí. Vamos fazer um acordo, eu vou te ajudar a descobrir.
Eu bagunço o seu cabelo e me levanto quando seu rosto se ilumina novamente e ele dá um sorriso largo.
— Obrigado tio Itachi. Ja ne.
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