Nick parecia estar sonhando. Vendo a linda loira que entrou na agência ao lado da mesa de McGee.

Ele sempre teve uma queda por mulheres cheias de curvas. Mas essa era quase um crime de tão linda.

Por um momento ele teve a impressão que ela poderia ser solteira e ele pudesse tirar aquele vestido no final do dia.

— Pen! – Outro homem latino como ele entrou. – Você esqueceu seu computador.

— Obrigado. – Ela sorriu.- Te devo uma Luke.

— Sempre. – O homem chamado Luke beijou a bochecha dela. – Seu escravo.

— Um dia, posso aceitar a oferta. – Ela riu. – Então agente McGee. Quero conhecer seus colegas.

Nick sabia eu ela era fofa. Então ela olhou para ele diretamente quando se virou.

— Prazer. – Ela estendeu a mão para ele. – Penelope Garcia.

— Ni-Nick Torres. – Ele gaguejou. – Quero dizer, Agente Nick Torres.

— Oh! – Ela falou e riu. – Você também é latino?

Nick sorriu. Luke por outro lado, fechou o sorriso e estava de olho em Penelope.

— Eu acho que sim. – Ele respondeu. – Quem é seu amigo?

— Ele é Luke Alvez. – Penelope puxou Alvez. – Estamos ensaiando um namoro.

— Prazer. – Luke estendeu a mão, como se Nick fosse algum Unsub. – Agente especial supervisor Luke Alvez do FBI.

— Muito prazer. – Nick estava triste com a atitude dele.

— Ah... – Pen teve medo de interromper. – Agente McGee? Eu preciso ver o computador.

— Por aqui. – Nick respondeu antes de Tim. – Eu posso levar você.

— Se importa se eu for com vocês? – Luke era um macho alfa agora. – Ela está sob minha supervisão.

— Deixe o homem das cavernas, Luke. – Pen o socou. – Fique com McGee. Torres não vai me comer na mesa do laboratório.

McGee corou quatro tons de vermelho escarlate, enquanto Bishop aparecia no fim do corredor rindo. Torres parecia querer rir e Luke se sentou ao lado de McGee como uma criança com birra.

— Eu vou descer depois. – Ele disse a contragosto. – Fique avisado, Agente Torres.

Penelope seguiu Torres até o elevador e ambos entraram.

— Obrigado. – Ela disse quando ele lhe passou a bolsa. – Peço desculpas por Luke. Ele não age racionalmente quando um lobo está em cima de mim.

— Eu entendo. – Torres sorriu. – Você deve ser protegida, Penelope.

— É que todos têm esse temperamento desde que eu levei um tiro. – Ela disse casualmente. – Eles acham que todos vão me matar. Ou tentar.

Nick olhou para ela e um silêncio caiu no elevador.

— Você foi baleada? – Nick estava mais do que surpreso. – Porque?

— Ele era um herói homicida que estava matando gente. – Ela deu de ombros. – Ele fingiu gostar de mim e me levou a um encontro, então ele pegou a arma e me baleou.

— Por que você? – Nick estava vermelho raiva.

— Eu acredito que nada acontece por acaso. – Ela respondeu. – Eu tive uma briga com meu amigo Derek naquele dia.

— Diga que ele está morto. – Nick apenas precisava disso.

— Minha colega JJ o matou. – Pen parecia confortável. – Para ser sincera ele teve o que mereceu.

— Com certeza. – Nick estava ainda mais apaixonado agora.

Quando as portas do elevador se abriram, ele a levou pelo caminho até o laboratório.

— Então Abby finalmente largou isso aqui? – Pen tinha uma certa tristeza. – Ela sempre foi boa de alma.

— Sim. – Torres ainda sentia a falta dela. – Ela quase morreu e resolveu viver a vida diferente.

— Eu sinto muito pelo seu amigo. – Ela o abraçou. – Sei que ele era importante.

Torres sentiu a maciez de Penelope e não pode deixar de suspirar. Então ela se afastou e ele gemeu em desacordo.

Ela foi para frente e ele ficou admirando o belo traseiro dela balançar. Ele precisava de uma assim.

Luke estava com Timothy, mas sua cabeça estava no laboratório e no agente Torres com a sua garota.

— Me de um minuto, sim, Tim? – Luke se desculpou e foi ao encontro dos dois. – Se ele tentar tocar ela, eu quebro os dentes.

Quando o elevador parou no andar do elevador Luke saiu.

— Meu deus, Torres! – Veio a exclamação de Penelope. – É tão grande e grosso.

— E é todo sou. – Torres riu. – Pode pegar se quiser.

Tendo entendido tudo errado, Luke ferveu as orelhas e entrou sem bater.

— Se afaste dela, Torres! – Luke o empurrou para longe. – O que você está aprontando com Penelope aqui?

— Agente Alvez. – Torres tentou se explicar.

Luke nem quis explicações. Acertando um soco na cara de Torres, ele ganhou outro em retribuição. Penelope olhava chocada e congelada no lugar. Era a culpa dela eles brigarem.

Pegando um tubo de ensaio ela jogou no chão, o quebrando e passou por cima depois de tirar os saltos.

Eles pararam assim que o grito de dor veio. Olhando para ela, depois para o chão e os cacos de vidro cheios de sangue, eles sabiam o que ela tinha feito.

Ela fez eles pararem do jeito dela. Ambos estavam com olhos roxos e um lábio quebrado, mas Penelope ainda sangrava nos pés.

Luke a pegou e a colocou em seu colo, longe dos vidros enquanto Torres tentava parar o sangramento já pedindo para Palmer vir dar assistência.

— Eu sinto muito Penelope. – Luke a acalmava. – Eu sou tão estupido.

— Era um maldito cachorro quente. – Ela gritou e mais lágrimas caíram.

Luke olhou para Torres com carro de burro. Ele havia tirado conclusões e nem dado chance de defesa.

— Está tudo bem aqui? – Gibbs surgiu na porta do laboratório. – Penelope, seus pés.

— Está tudo bem. — Ela estava lentamente apagando.

— Ela perdeu sangue demais, Gibbs. – Torres levantou a cabeça. – Acho que precisamos levar para a autópsia.

— Sim. – Gibbs ajudou Luke a levantar Penelope. – Depois quero uma ótima explicação dos dois.

Palmer que estava chegando no corredor obedeceu a ordem silenciosa de Gibbs e seguiu para a autópsia.

Torres e Luke com cara de culpados ficaram no corredor enquanto Palmer, Gibbs e Timothy examinavam e faziam curativos em Penelope.

— Ela vai dormir por algum tempo. – Palmer disse. – Fiz uma anestesia nos pés para limpar os cacos. Sugiro que McGee fique aqui com ela.

— Tome conta dela com a sua vida McGee. – Gibbs pediu. – Vocês dois lá em cima, agora. – Ele disse a Torres e Luke.

Quando eles entraram no elevador, Gibbs parou no meio do caminho. Ambos engoliram em seco. Ah eles estavam muito ferrados.

— Comecem a explicar. – Gibbs disse.

— Ele veio e me agarrou. – Torres começou.

— Eu te agarrei? – Luke levantou as mãos. – Ele estava...

Gibbs se encheu e estapeou ambos.

— Um de cada vez. – Gibbs ordenou. – Ninguém vai pegar um trem para Porto Alegre.

— Desculpa chefe. – Torres disse.

— É. – Luke seguiu o exemplo. – Desculpas Agente Gibbs.

— Não se desculpe. – Gibbs deu outros dois tapas em ambas as cabeças. – É um sinal de fraqueza. Agora expliquem. Agente Alvez, você primeiro.

— Eu entrei no laboratório e ouvi a minha namorada e o agente Torres falando de um jeito suspeito. – Luke parecia bem envergonhado. – No entanto eu estava errado.

— Estávamos conversando sobre um cachorro quente duplo com picles. – Torres corou. – E Penelope estava sendo ela mesma.

— Então ela pegou um tubo de ensaio e quebrou. – Luke suspirou. – Ela caminhou sobre os cacos porque parecia ser a única coisa que faria a gente parar.

— Vocês parecem crianças. – Gibbs suspirou. – Tem sorte que ela não cortou nenhuma artéria.

Um texto vibrou no telefone de Gibbs.

Ela está acordando. Quer ver os amantes do clube da luta.

— Bem. – Gibbs guardou o telefone. – Vocês têm uma pessoa a se explicar.

Ele ligou o elevador e desceu de volta.

McGee os olhou de dentro com uma expressão cheia de raiva. Penelope estava em seus braços chorando.

— Pen. – Luke estava ao seu lado. – Eu sinto tanto.

— Eu nunca te dei motivos para duvidar. – Ela disse baixo. – Então não comece agora.

— Sinto muito Penelope. – Nick disse. – Nos deixamos levar por nossos atos inconsequentes.

— Da próxima vez que quiserem agir como selvagens. – Ela tentou soar ameaçadora, mas saiu fofa. – Beijem um cacto.

Todos riram. Essa era a Penelope que todos amavam.

— Vem P. – Luke a ergueu nos braços. – Vamos jantar. Agente Torres. – Luke olhou para o agora amigo. – Posso te pagar uma paella com símbolo de paz?

— Nunca recuso uma comida grátis. – Nick riu.

— Bem. – McGee observou. – Acho que Penelope mandar os dois beijar um cacto foi brilhante.

— É mesmo. – Gibbs concordou. – Eu teria dado cascudos até eles deixarem de briguinha boba.

— Quer ver os gêmeos Gibbs? – McGee mudou de assunto.

— Adoraria, Tim. – Gibbs disse.

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