Chá verde

4 IV. Convite


O vento agitava os meus cabelos, o calor me aquecia a pele. Começando a ficar preocupado olhei para o céu com poucas nuvens. Eu não poderia sumir por longas horas, e se eu fosse procurar ela?

Um beijo inesperado em meu pescoço arrepiei-me da cabeça aos pés, foi uma atitude tão pessoal.

Segurei nas mãos que vieram sobre o meu peito.

— Oi gatinho. Outro beijo no mesmo lugar e um abraço dado por trás. Aurora era muito carinhosa, e eu não estava acostumado a tantas demonstrações de afeto, mas gostava de como ela era.

Eu estava disposto a lembrá-la de algo.

— A bela Aurora está pronta para ir a um lugar comigo? Perguntei misterioso.

Ainda de joelhos dobrados ela abraçou os meus ombros e encostou a cabeça na minha nuca.

— Aurora não se lembra de nenhum convite. Referiu-se a si mesma na terceira pessoa.

Eu fiz cara de ofendido, mas ela não viu.

— Como não? Você não se lembra do convite que eu fiz no dia que a gente se conheceu? Perguntei ultrajado.

Aurora riu ao se desprender de mim e me puxar pela mão, apoiado nos meus pés, eu vi que ela estava usando um modelo de biquíni com a base do sutiã em formato triangular. A barriga à mostra, cintura fina, quadris largos dentro do short de onde saem duas pernas bronzeadas completavam o vestuário.

— É claro que eu não esqueci bobinho. — Falou ao me dar um beijo de esquimó. — Só não acreditei que você estava falando sério naquele dia na loja da minha tia.

— Falei sério naquela vez e estou falando sério agora.

Ela me beijou rapidamente no rosto.

— Aceitei antes e aceito hoje.

Sua resposta me deixou feliz.

— Então vamos ao piquenique aquático.

— Sim, senhor — Fez um gesto de continência no jeito Aurora de ser.

Tudo já havia sido preparado, à mesa de praia com guarda-sol, as cadeiras postas estrategicamente numa área afastada. Foi fácil a finalização do plano, o maior empecilho foi à escolha do lugar, pois, era comum realizar o piquenique próximo do Resort, a minha mãe não havia gostado de me ver falando com Aurora, imagine se me flagrasse com ela?

Guiei-a até o lugar reservado indicado pelo funcionário, em cima da bonita mesa de plástico estava um delicioso piquenique de churrasco ao estilo polinésio com carne grelhada e salada, suco de manga com hortelã, abacaxi fatiado, dois cocos e alguns pequenos potes de compota de damasco e baunilha.

Ao ver meu arranjo ela exclamou.

— Você realmente levou isso a sério!

Isso que um homem ganha ao ser romântico…

Ao ver a minha insatisfação, ela tocou os lábios nos meus.

— Não seja tão sério. Pediu ao se afastar.

Eu sorri para agradá-la.

— Um banho de mar cairia bem, não?

Eu faria o que ela quisesse.

Joguei a camisa na areia vendo-a tirar o short, sem a peça de roupa pude vê-la apenas de biquíni azul marinho, o corpo cheio de curvas não era magro.

Mesmo com aquele rosto de menina, sem dúvidas Aurora já era uma mulher feita.

A corrida até a água foi ganha por ela, ainda na parte rasa eu a alcancei. Nós não iríamos longe, só queríamos curtir o momento.

Beijei sua boca e sem dificuldade puxo-a para mim, a água calma e quentinha, quase na temperatura da nossa pele, era agradável.

Afastei suas coxas, colocando suas pernas em meus quadris.

Fui acolhido por um sorriso, às mãos de Aurora veio para o meu pescoço, o seu coração batia tão forte que fiquei preocupado sobre o que ela estaria pensando.

Segurei em sua cintura.

— Não se preocupe, não vamos avançar o sinal. Tentei acalmá-la usando um tom divertido.

Ela me abraçou acompanhado de um beijo que não passou de um roçar de lábios, em seguida veio mais um beijo rápido, depois outro demorado, até nós ficarmos completamente envolvidos naquela sensação prazerosa, comigo a segurando pela cintura, enquanto suas mãos se entrelaçaram em meus cabelos. Eu não podia continuar, o meu corpo tinha vontade própria. Separei os nossos lábios respirando forte, Aurora estava tão afetada quanto eu, os seios subiam e desciam na busca por fôlego.

— Eu acho melhor a gente sair daqui.

— Tem certeza?

Não me tente.

Aurora parecia querer me ver fazendo uma loucura.

— Não.

Ela sorriu ao se levantar.

— Vamos.

Isso. Continue, gata brincando com fogo e com a minha mente.

Eu sou um pobre turista mentiroso, consumido por tudo o que envolve você.

Seguia seu andar sexy a cada balançar envolvente dos seus quadris, ela parou onde havia largado o short e o vestiu sem malícia ao contrário de mim.

— Está olhando o que, hein?

Peguei a minha camisa e a joguei no ombro.

— Não sei do que está falando.

— Que mentiroso. Sorriu.

Sim. Você estava certa. Sou um mentiroso.

— Vamos ao banquete.

Aurora realmente gostava de frutas, ela se deliciava e até me deu um pedaço de abacaxi na boca. O jeito que ela agia, o sorriso de sol, a pele tropical e os cabelos negros me faziam olhá-la fixamente por minutos.

— Você é tão bonito. Falou em um tom tendencioso.

Pareceu-me um tom errado para se usar quando se tenta elogiar alguém.

— Por acaso isso é ruim?

Ela balançou a cabeça de maneira negativa.

— Muito pelo contrário, é inegavelmente bom.

Fiquei feliz em saber que ela gostava da minha aparência.

— Você já pensou em ser modelo?

Controlei a vontade de rir.

Aurora tinha cada pergunta.

— Nunca.

— Como pode não ter alguém de olho em você.

Dei de ombros.

De forma encantadoramente simples Aurora levou cada um dos dedos da mão a boca para lambê-los.

— Você já beijou alguém com os lábios sujos?

Ela desenhou os próprios lábios com as pontas dos dedos.

Que raio de pergunta era essa?

— Por que eu faria isso?

Numa piscada inocente ela me olhou de lado.

— Não sei, por vontade momentânea?

Aurora molhou os lábios e me perguntou.

— Quer me beijar?

Mais perto respirei seu cheiro adocicado para finalmente sussurrar.

— Eu quero.

O contato de nossas bocas acelerou a minha pulsação em adrenalina pura, enfiei a mão nos cabelos da sua nuca com um sentimento de posse, ela mexia com tudo o que havia em mim.

Fazia-me querer coisas que eu não deveria sequer pensar.

Eu estava apaixonado por ela, só não tinha coragem de admitir para mim mesmo.

A minha vontade era ficar ao lado dela todo o tempo disponível, entretanto, ficou mais difícil ir ao seu encontro. Depois que a pele de Anna voltou ao normal, ela retornou às atividades ao sol como ir até o vilarejo de Vaitape. A minha mãe iria também, e como o mentiroso que me tornei inventei que precisava ligar para o meu pai em seu tempo livre. Moscou estava há 13 horas à frente de Bora Bora e por mais coerente que eu fosse a dá os pretextos, a minha ausência trouxe de volta as desconfianças da minha mãe.

Evelyn iria à loucura se soubesse dos meus sentimentos, eu sinceramente gostaria de entender o porquê dessa oposição.

Além de eu estar lutando contra o tempo, ainda tinha Anna que continuava a chamar-me para passeios ao redor da ilha, todavia, nada me afligia mais do que a minha falta de confiança em revelar toda a verdade para Aurora.

Aurora estava sentada de costas entre as minhas pernas, eu a envolvia pelos braços ao redor dos seus ombros, cheirei seus cabelos bonitos e funguei seu pescoço de aroma adocicado.

— O que você pensa para o futuro?

— Terminar a escola.

— Só?

— Por agora.

Ela ponderou.

— Eu quero iniciar a faculdade de biologia, casar e ter uns 3 filhos.

— Apenas três? Provoquei.

— Acha pouco? Podemos mudar para 5. Ela falou divertida.

Eu ri.

Filhos?

Eu não os teria tão cedo, nem sequer pensei nisso.

— O que teus pais fazem?

— A minha mãe trabalha em um pequeno restaurante na cidade e o meu pai trabalha no mercado.

— E você?

— Eu divido o meu tempo entre cuidar da casa e ajudar a minha tia na loja.

Aquela senhora era a tia dela.

— Não tem irmãos?

— Uma irmã de 15 anos.

— Você já saiu alguma vez da Polinésia Francesa?

— Não.

Ela só conheceu e viveu aquela realidade. Seria difícil se adaptar a outra?

— Pensa em morar em outro lugar?

— Não. Eu gosto daqui.

Eu também gostava do lugar.

— Aurora não é um nome comum por aqui, o que me instiga a querer saber como escolheram esse nome para você.

Ela se aconchegou mais ao meu corpo.

— A minha mãe já estava com a gravidez avançada e ainda não havia escolhido um nome, no dia do parto ela conheceu uma enfermeira e se encantou com a sua dedicação que era mais do que competência, era amor à profissão e para homenageá-la, deu-me o seu nome.

Apoiei meu queixo no ombro dela.

— E você conhece o significado?

Ela negou.

— Aurora vem do latim e significa “aquela sendo como o nascer do sol”, está intimamente relacionada com a palavra “aurum”, que significa ouro. O nascer do sol tem um brilho que se parece com o brilho reluzente do ouro.

Eu havia pesquisado.

— Tem um bonito significado.

Beije-lhe o rosto.

— Combina perfeitamente com você.

— Obrigada.

Ela depositou um beijo em cima da minha mão.

Se eu tivesse coragem para falar tudo o que eu precisava…

Conte a ela de uma vez Alek você vai se sentir melhor e ambos saberão lidar com a situação.

Puxei uma respiração.

— Aurora, eu…

Quando eu pensava ter conseguido, ela virou para ficar de frente, apoiou os joelhos na lateral das minhas coxas, tocou os meus cabelos e me beijou no nariz.

— Você foi a melhor coisa que me aconteceu.

A intensidade de suas miradas fez-me recuar. Um abraço apertado cheio de ternura e confiança, ela veio toda amorosa com seus beijos de amor que acabavam com a minha coragem e resistência.

— Eu nunca me senti assim.

— Nem eu. Jamais pensei que eu poderia conhecer alguém como você numa viagem.

Como eu queria poder levá-la comigo para Moscou…

O sentimento melancólico queria me fazer de refém.

— Uma sombra tristonha apareceu bem aqui. — Ela tocou a minha testa franzida.

Peguei seu dedo e o beijei, eu não queria mentir, mas ainda não estava pronto para dizer-lhe a verdade.

Iniciei um beijo de menor intensidade, a sensação de angústia dera lugar ao prazer do toque, porém Aurora não me deixou esquecer ao transformar os nossos beijos em pequenas trocas de carinho até pararmos por completo, ela me olhava centrada de um jeito esperto.

— O que está deixando-o de semblante caído?

Olhei em seus olhos avelãs, engoli em seco.

— Me faltam palavras para lhe explicar. Toquei sua face morena, vendo-a se inclinar sobre a minha palma, acariciei sua pele com as pontas dos dedos.

— Seja o que for, esperarei que me diga. Ela sorriu. — Afinal de contas temos tempo.

A culpa me quebrou em milhões de pedaços, se ela soubesse…

Eu deveria ter dito-lhe desde o começo sobre a minha estadia. Isso teria me poupado de toda essa angústia. Mas as coisas não ocorreram dessa forma, agora eu era refém das minhas mentiras.

O dia que passei com Aurora, cobrou seu preço assim que passei pela porta do bangalô, com o pôr do sol prestes a acontecer. As duas mulheres estavam sentadas no sofá.

— Aleksandr Dushkin onde você se meteu o dia todo!

Evelyn estava nervosa.

— Andando por aí.

Ela semicerrou os olhos em minha direção.

— E não pensou que eu estaria preocupada com você?

Não. Eu não pensei, resolvi dizer.

— Eu estou bem.

— Aleksandr, nós não estamos em casa.

— Eu sei.

— Pare de ficar rodando sozinho por esse lugar.

— Eu gosto.

— O que tanto faz por aí que não pode fazer tendo companhia?

Encontrei uma garota incrível e fico com ela.

Dei de ombros, não querendo aumentar a mentira.

Se ela me transmitisse sinais de confiança para uma conversa, nós não teríamos tantos problemas e eu não tinha virado um mentiroso.

— Vai jantar conosco? Evelyn perguntou.

Querer eu não queria, porém seria muita afronta, já havia me ausentado por longas horas.

— Se vocês me esperarem tomar banho, eu irei sim.

Os olhos delas ficaram felizes, entretanto, Anna que havia ficado até o momento calada foi quem me deu uma resposta.

— Claro.

Assentir indo para o meu quarto, banho de mar era bom, mas o chuveiro tinha suas vantagens.

Vesti-me com uma roupa qualquer e sem vontade nenhuma passei as mãos nos cabelos os penteando com os dedos para sair da sala.

— Demorei?

As duas mulheres se levantaram do sofá, mas foi a mais jovem que respondeu.

— Não. Anna era sempre gentil. Impecável na sua postura e trajes praianos.

Nós caminhamos até o Restaurante Reef onde haveria um evento de dança típica.

O local não estava lotado, eu gostei disso, pedimos pratos diferentes, Risoto de Camarão e Lagosta para a minha mãe, sopa do dia para Anna e peito de frango para mim.

Olhei para os lados como se pudesse encontrar Aurora.

À direita.

Uma família com dois adultos e uma criança estava degustando sua refeição

À esquerda.

Uma jovem mulher sozinha ocupava a mesa, perdida em seus pensamentos que pareciam ser tranquilos, ao perceber que eu a olhava sorrindo, mas eu não sorria de volta.

Anna virou a cabeça olhando de mim para ela.

— Está procurando alguém?

Ela tinha que prestar atenção em mim!

Espetei um pedaço da carne.

— Não.

Abusando do resto de paciência que sobrou na minha mãe, assim que terminei de comer, e fugir da apresentação para ficar na praia com Aurora. Cobrimo-nos com uma manta vermelha devido ao frio e ficamos abraçados de rosto colados, enquanto admiramos as estrelas uma iluminação cortante atravessou o céu de maneira flamejante.

— Você viu?

— Sim. — Faz um pedido minha Linda.

Ela fechou os olhos, minutos depois sorriu serena ao reabri-los.

— Não vai me contar? Perguntei curioso.

Aurora balançou a cabeça.

— Não se pode contar o que se pediu.

— Tem a ver comigo?

Ela demorou a responder e quando voltou a me olhar era de maneira profunda, sua mão acariciava o meu maxilar.

— Sobre nós.

Um pouco mais perto eu disse.

— Me parece um bom começo.

Beijei mais uma vez aquela menina-mulher que possuía um jeito único de me fazer sentir especial. Toda aquela energia que nós dois tínhamos nos distraía quando nos tocamos. A praia não era um bom lugar para ficarmos juntos. A viabilidade nos colocava em risco naquela ilha turística, então não era esperto abusar da nossa sorte. A cabana simples de acesso ao Resort era o lugar de descanso de alguns funcionários, a noite ficava desocupada. Aurora descobriu o local através da tia que namorava um funcionário que usava o pequeno espaço no intervalo do seu turno.

— Gosto das construções feitas aqui.

Sentei-me perto da janela.

— Essa é a finalidade dos donos do Resort atrair turistas como você.

— O que me atrai é você.

— Eu ainda custo a acreditar que você olhou para mim. Ela ficou triste.

Por que eu não olharia?

A beleza me atraiu no primeiro instante, hoje eu conhecia sua autenticidade e a achava incrível.

— Impossível seria não olhar para você.

Eu nunca havia me sentido daquela maneira, o sentimento repousava em meu peito e estava cansado de se manter longe das palavras.

— Eu estou apaixonado por você.

— Não mais do que eu.

O prévio beijo de esquimó deu lugar a um mais demorado.

Aurora com sua beleza tropical me incendiava completamente e me induzia a fazer loucuras por ela.

Nos braços dela, eu conseguia esquecer-me de tudo, só existindo nós.

Quando a toquei pela primeira vez, me senti em êxtase.

Fiquei parado por algum tempo, além do desejo eu sentia algo mais.

Ela se mantinha de olhos fechados e estava totalmente relaxada. Repousei a minha cabeça em cima dos seus seios, sentindo-a acariciar os meus cabelos. Se eu pudesse eternizar aquele momento, eu o faria.

A malícia e a simplicidade daquela mulher me faziam um homem realizado e feliz, eu não conseguia tirá-la da minha cabeça e pela primeira vez havíamos adormecido juntos envolvidos pelo momento compartilhado.

Acordei com os gritos de Evelyn na cabana, descontrolada, me puxava da cama para rapidamente girar pelo quarto, enquanto recolhia as minhas roupas para jogá-las contra mim. Ainda grogue pelo sono eu estava desnorteado.

— Eu suspeitava que os seus sumiços fossem para esconder alguma coisa. Ela olhou ferozmente em direção a Aurora que estava assustada. — Ou melhor, dizendo esconder alguém!Você está louco Aleksandr Dushkin? O que está acontecendo com você! Que decepção meu filho, além de ingênuo é manipulável. Empenhada em me rebaixar ela continuou a falar em como eu era uma decepção, pois segundo ela um filho bom não faria uma mãe passar por aquilo, Evelyn estava tão nervosa, o que estaria tão errado aos olhos dela? Eu só havia dormido com a minha garota, não matei ninguém.

Um pouco tonto por não estar totalmente desperto, tomei a iniciativa. — Não posso negar o que a senhora viu aqui, eu estou envolvido e se escondi foi por saber que veria essa reação. Comecei a vestir a minha bermuda, embaraçado pelo seu escândalo.

— Eu falei para você ficar longe dessa garota! Ela não é para você. Será que não enxerga que ela está te usando?

Encolhida na cama, com o rosto banhado em lágrimas, Aurora tentou se defender.

— Senhora, eu acredito que esteja enganada, eu não sou a...

— Cala a boca garota! Eu não estou falando com você, então, não fale comigo!

Eu nunca ouvira tantos absurdos vindos da minha mãe, ela estava surtada, a minha única opção foi gritar para ela se calar.

— Não seja louca! Para de falar sobre o que você não sabe!

Resolveu previamente, já que eu nunca havia levantado a voz para Evelyn, até ela me bater na face.

Uma bofetada na cara foi o que tinha acabado de acontecer.

O choque atravessou o meu corpo e sem reação eu não fiz nada para impedir que ela me empurrasse para fora do quarto, estático pelo choque eu fui sem resistência.

A última imagem que vi de Aurora foi o seu rosto banhado em lágrimas, enquanto segurava o lençol que cobria a sua nudez.

Movimentei os lábios para lhe dizer.

— Voltarei para te buscar.