Chuva de flores

18 Aquele garoto não parece o Renato?


Notas iniciais
Capitulo especialmente adiantado em homenagem a Lariez, aniversário dela. Minha leitora linda e escritora de uma das minhas histórias favoritas, "O destino guarda as estrelas" (Sinx não tenha ciúmes u.u te love também, e não posso esquecer de dizer que amei seu comentário mais que tudo s2) Enfim... O que será que aguarda Michele nessa balada?

E então chegou sábado, e Suelen, junto com o seu chofer, foram buscar Michele.

As duas chegaram na balada, e depois de um tempo Michele disse que ia ao banheiro. Suelen a olhou se afastar, e pegou algo do bolso.

No caminho do banheiro, quem aparece para Michele? Cintia e Cecilia.

–O que faz aqui? — perguntou Cintia.

–Passeando, oras! É proibido?

–Não, mas a balada é meio cara... Com quem veio? F4?

–Não... Estou com a Suelen.

–Suelen? — repetiu Cecilia. — Não te falamos pra não ficar perto dela?

–E vocês mandam em mim por acaso?

As duas se entreolharam e se afastaram.

Michele voltou para o local após o banheiro, e Suelen disse que ia ao banheiro desta vez. Enquanto esperava, um rapaz muito bonito chegou ao lado de Michele. Ela olhou para ele, e seu rosto não lhe era estranho...

"Parece o Renato!" pensou Michele.

–Posso me sentar? — perguntou.

–Pode... Uma amiga já volta, mas ela não vai se importar.

–E onde ela foi?

–Ao banheiro, apesar que ela está demorando...

Os dois ficaram conversando, e Michele acabou esquecendo do tempo. Ele ofereceu para pegar uma bebida, e ela aceitou. Ao voltar com a bebida, ele a chamou para outro canto da festa, mais afastado. Ao chegar lá, após alguns goles... Michele desmaiou.

Ao lado do misterioso rapaz, alguém sorria maliciosamente.

***

No dia seguinte, Michele acordou, e como estava mole, acreditava ela de sono, acabou enrolando na cama. Foi então que ela se lembrou da noite passada, e acabou abrindo os olhos, assustada. Não estava em sua cama; estava em uma cama de casal, em um quarto todo branco. Ela levantou as cobertas com tudo; felizmente, estava vestida. Porém ela não estava nada feliz com a situação: o que aconteceu na noite passada? Assustada, ela saiu correndo. Ao sair do prédio, ela notou que estava em um motel.

Chegou em casa, ofegante; felizmente, se lembrou que a mãe e o irmão foram viajar, e ela decidiu ficar em casa, pois havia combinado de sair com Suelen (seus pais eram separados).

Mas a pergunta que ficava em sua cabeça:

O que aconteceu aquela noite?

No dia seguinte, ela chegou a escola, e todos estavam no saguão. Ela chegou, e todos a olharam com cara feia, inclusive Cecilia e Cintia. Deram espaço pra ela passar, e todos começaram a tacar balões d'água na coitada!

Sem entender nada, ela olhava, atordoada, para seus agressores. O que havia acontecido?

–O que houve? Por que estão fazendo isso comigo? — gritava Michele.

Então eles pararam, e um rapaz do terceiro ano trouxe uma pilha de fotos, e jogou no chão, em frente a Michele. Ela olhou as fotos: era ela, naquele quarto! E ao seu lado estava aquele rapaz que conheceu na festa.

Michele não acreditava no que via. E nisso chegou o F4, e ela preferia estar morta do que ter que encarar Fernando naquele momento.

Fernando se aproximou, pegou uma das fotos, e olhou para a cara dela.

–É verdade isso?

–Não! Eu juro pela minha vida! Eu não sou de mentir.

Ele olhou para ela, e a pegou no colo. Abriu espaço entre todos e passou com ela. Enquanto andavam, sussurou em seu ouvido:

–Acredito em você. Te darei esse voto de confiança, ok?

Michele fez que sim com a cabeça. E começou a chorar, encostando o rosto no peito dele.

Fernando a levou para sua casa (não havia ninguém; sua mãe e Andreia já haviam voltado para os EUA), onde Michele tomou banho, e após isso, Fernando lhe ofereceu carona para o trabalho.

No caminho, Michele perguntou:

–Por que acreditou em mim?

–Algo me dizia que aquelas fotos não eram reais. Só queria ouvir da sua boca que não era verdade para acreditar. — e ele olhava pela janela, evitando olhar para Michele. Não sabia o que sentia ao olhar para ela.

Michele suspirou.

***

No sábado, Michele, Iago, Sara e Gelse foram dar uma volta juntos, no parque do carmo. Eles adoravam ir ao parque juntos, ver a natureza.

–Olha que lindo, mana! — Iago apontava para o lago cheio de peixes.

Sara e Michele sorriam, enquanto Gelse ia mais atrás.

–Que tal uma foto dos três? Eu tiro. — disse, e retirou a câmera da bolsa. Gelse levava sempre bastante coisa quando ia passear: garrafas com água, lanche, dinheiro, o bilhete do ônibus, sua câmera...

Michele se ajeitou para a foto, junto com seu querido irmão e sua melhor amiga.

No ônibus de volta para casa, Michele, ao olhar as fotos, percebeu algo. Sara notou ao ver a cara da amiga, mas fingiu que não vira nada.

–Mãe... Sara pode dormir em casa?

–Mas é claro! Vou ligar agora mesmo para os pais dela.

De noite, no quarto:

–Agora me diga, o que foi que você percebeu ao olhar as fotos?

–Bom... — disse Michele, retirando da mochila uma das fotos que foram expostas na segunda. Seu sexto sentido lhe disse que era preciso guardar uma delas. — Olhe só esta foto. obviamente não é uma "selfie", então alguém estava lá!

Sara observou a foto, e percebeu que a amiga tinha razão. Ela sabia que Michele conseguia perceber pequenos detalhes, que a maioria das pessoas deixava passar.

–A questão é: quem estava lá?

–Boa pergunta...

Notas finais
Aliás, feliz natal a todos! Um beijo especial para vocês que acompanharam minha história este ano, e que sigam ano que vem também ^^