Chuva de Inverno

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Olá o/ Acho GraJu muito fofo então eu quis tentar. Boa leitura!

O dia amanheceu de forma agradável para Gray. Acordou, fez sua higiene matinal, tomou café e seguiu para guilda, essa era a sua rotina normal, mas aquele não era um dia normal. Assim que ele chegou o Mestre avisou sobre uma missão que tinha chegado para ele.

A missão era simples, ele tinha que ir até a Cidade do Gelo para o Festival de Patinação. Todos os anos os lagos dessa cidade eram congelados para que os concursos fossem feitos, mas dessa vez em específico eles não conseguiram congelar todos a tempo, nada melhor do que um mago de gelo para realizar o serviço.

Por ser uma missão relativamente fácil, Gray chamou Juvia, sua namorada, para ir com ele, assim poderiam aproveitar o festival depois que a missão estivesse completa.

Os dois se prepararam e pegaram um trem, chegando pela noite na cidade, onde o Prefeito da mesma já os esperava. A cidade era muito bonita, mas tinha algo que a diferenciava das demais: lácrimas espalhadas por todo o céu. O Prefeito explicou que era assim que eles garantiam a neve para o festival, e também congelavam os lagos, porém as lácrimas deram problema no dia anterior.

Gray não demorou mais do que cinco minutos para congelar todos os lagos da cidade, instantaneamente dando início ao festival. O local inteiro estava iluminado e tinha barracas para todos os lados e de todo tipo, além dos eventos de patinação.

O casal andou e se divertiu nas barracas, mas logo mudaram seu foco para o evento principal no lago central da cidade.

Tudo estava correndo perfeitamente, Juvia olhava encantada para os patinadores enquanto eles dançavam e faziam incríveis acrobacias, fazendo o público gritar e aplaudir. Mas essa animação não durou por muito tempo.

Explosões, pessoas gritando, o som de barracas sendo quebradas, foi assim que o evento foi interrompido e todos se viraram na direção do barulho. Ao longe todos puderam ver os causadores da confusão: uma guilda das trevas.

Aquela não era uma guilda das trevas qualquer, aquela era a Dark Sky, uma guilda formada recentemente, mas que já era procurada pelo Conselho Mágico como se fossem a pior de todas. Pouco se sabia sobre elas, boatos diziam que as únicas pessoas que tiveram a coragem de lutar com eles não sobreviveram para contar o que descobriram.

Os magos sabiam que se deixassem aquilo continuar seria um problema, olharam-se em silêncio e concordaram e lutar pelo bem daquela cidade. Assim iniciou-se a batalha.

A guilda tinha ao total sete membros, três homens e quatro mulheres, sendo que uma delas estava mais afastada, provavelmente era a Mestra. Todos, sem exceção, portavam uma espada e não aparentavam usar magia, o que era um tanto quanto estranho.

A batalha foi mais fácil do que imaginavam. Os seis pareciam mais preocupados em manter suas aparências intactas do que em realmente lutarem, então qualquer ataque fazia com que gritassem de forma histérica e, enquanto estava ocupados olhando assustados os próprios reflexos em espelhos, Gray e Juvia os nocautearam sem muito esforço. Faltava apenas a Mestra deles.

A mulher era alta e ruiva, vestia um vestido completamente preto com um capuz, em sua mão tinha uma espada tão vermelha quanto seus cabelos e maior do que sua dona.

A ruiva continuou parada no mesmo lugar, parecia atenta aos adversários, mas não demonstrava a menor vontade de lutar. Gray preparou um ataque de longa distância, porém antes que completasse o ataque, o chão começou a tremer violentamente, fazendo com que ele e a azulada caíssem.

O moreno tentou se levantar e acabou se desequilibrando de novo quando o chão começou a rachar, algo estava saindo lá debaixo. Ao olhar para frente, a ruiva estava com os braços erguidos para cima enquanto olhava para baixo, parecia que estava falando algumas palavras.

O chão rachou completamente e um monstro gigante, feito se terra e magia, surgiu. Gray nem teve tempo de raciocinar, o monstro o pegou como se ele não passasse de um boneco de plástico e começou a chacoalhar o moreno para cima e para baixo, logo o jogando com tudo na parede de uma casa que, por já estar muito destruída, acabou cedendo em cima dele.

Gray tentou se levantar, mas o peso em cima de si não o deixava se mexer, muito menos respirar direito. Ainda com muita dificuldade ele levantou a cabeça quando ouviu gritos: seus amigos estavam se aproximando. Eles tinham sido chamados para ajudar pouco depois que eles saíram, o Conselho previu o ataque antes dele acontecer.

Antes de todos chegarem perto o suficiente para impedir que algo pior acontecesse, o monstro pegou Juvia e fez o mesmo que com o moreno.

— Juvia... — chamou com dificuldade, estava desesperado e tentou se levantar mais uma vez, sem sucesso.

A última coisa que ele viu antes desmaiar, foi sua namorada sendo jogada em sua direção.

—— // ——

O corpo inteiro doía, a cabeça girava, mesmo assim Gray se esforçou para abrir os olhos. Estava na enfermaria da guilda, seu corpo coberto por faixas e nenhum sinal de seus amigos. Olhou ao redor prestando mais atenção, até que seus olhos capturaram algo que o assustou: Juvia.

A azulada estava na cama à sua esquerda e parecia pior do que ele. O corpo não só estava enfaixado, como vários equipamentos também estavam ligados em si.

O moreno, em um momento de desespero, tentou se levantar, mas a dor era tanta que não conseguiu. Antes que tentasse de novo, Polyushka apareceu e o impediu.

A médica explicou o que tinha acontecido desde que ele desmaiou. A batalha tinha sido ganha, Juvia tinha pequenas escoriações, mas o maior problema era o veneno inserido pela criatura.

O veneno congelava a pessoa de dentro para fora, Juvia por ser uma maga de água não teve escapatória. Gray também tinha sido afetado, mas sua magia o salvou facilmente.

O tratamento era lento, mas eficaz. Polyushka conseguiu fazer o antídoto sem maiores problemas, agora o que restava fazer era só esperar.

E foi exatamente isso que Gray fez.

Esperou até se recuperar, esperou depois de se recuperar, esperou enquanto as horas passavam, as semanas corriam e os meses chegavam.

—— // ——

Três meses depois.

Gray permanecia firme ao lado da cama onde Juvia repousava, ninguém conseguia fazê-lo sair dali. A vida do moreno agora se resumia em ficar sentado na poltrona, revezando entre olhar para a azulada e a janela.

O clima estava frio, pois já era inverno. A neve caia do lado de fora, deixando a janela embaçada. O frio não o incomodava, mas temia que com o tempo assim a azulada piorasse, por isso optou por colocar mais cobertas por cima da mesma.

Polyushka passava todos os dias de manhã, de tarde e de noite. No dia anterior ela disse que o antídoto tinha feito o máximo de efeito possível e que logo a maga acordaria.

Juvia já tinha mexido a mão, virado na cama e até espirrou, mas seus olhos não abriram em momento algum, para o desespero do mago de gelo que esperava ansioso para o momento em que ela finalmente olhasse para ele.

Um barulho na janela chamou sua atenção. Gray levantou-se surpreso, ainda nevava no lado de foram, mas ao mesmo tempo chovia. Aquilo era tão diferente para ele, nunca tinha visto nada parecido antes, era tão surreal.

Voltou a se sentar ainda com os olhos arregalados, virou-se para Juvia e arregalou ainda mais os olhos, ela estava acordada e o olhava com um sorriso divertido nos lábios. O sorriso que ele tanto amava.

E foi então que Gray se deu conta de que até o céu era testemunha de que a água e o gelo podiam sim viver juntos e em harmonia, sem um afetar negativamente o outro, assim como ele e Juvia.

Para o jovem casal aquele dia ficaria eternamente marcado em suas vidas. O dia em que Juvia acordou, o dia em que os dois se sentiram um só com o clima, o dia em que água e gelo se misturaram.

O dia em que aconteceu uma bela e agradável chuva de inverno.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!