Por um momento Rachel não conseguia pronunciar uma só palavra. Uma única lágrima escapou do canto de seu olho direito. Ficaram calados, apenas fitando-se, por alguns minutos. Ele com medo do que Rachel faria. Ela com medo de perdê-lo para sempre. Isso não poderia estar acontecendo? Por quê? Eles não haviam sido feitos um para o outro? Não eram almas gêmeas ou o quer que se assemelhe? Por que logo agora que iriam se casar? Logo agora que viveriam felizes para sempre? Mais uma lágrima escapa. E mais uma. E mais milhões. Ela desaba em prantos. Ele não sabe o que fazer, apenas levanta-se de sua cadeira e abraça-a forte. Como se fosse a última vez.

Os outros clientes começam a olhar, estranhar. Sentem-se desconfortáveis e saem. Rapidamente, só todos se foram e só Finn e Rachel ficam no restaurante, antes tão animado, agora com um ar melancólico.

Rachel se solta dos braços de Finn e seca os olhos. Levanta-se, sem dizer nada, e dá sinal para que o garçom traga a conta. Ele pega o papel e vai até o caixa. Ela aproveita para escapar.

Ainda chove. Rachel corre com as gotas de água molhando suas roupas e cabelos. “Não pode ser. Não pode ser. Por quê?” Ela já andara por meia hora quando chegou à praça no centro de Lima. Essa estava vazia, apenas Rachel, molhada, chorando. Estava tão cansada. Tropeçou e cai em uma poça de lama. Não se levantou, pois achou que não valia a pena. Não tinha mais motivos para viver. O amor de sua vida estava à beira da morte. E por que ela viveria? Por que motivo Deus achava que a vida dela era mais valiosa que de Finn? Não sabia a resposta. Mas acho que ninguém sabe. Talvez apenas o próprio Deus.

Ela foi rastejando até debaixo de um banco qualquer e lá achou uma garrafa com um líquido incolor, mas, como estava muito escuro e a única luz era a trêmula do poste, não tinha certeza. Não sabia o que fazer, estava com muita dor, então, bebeu. Bebeu. E bebeu mais, até que o líquido acabou e ela desmaiou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.