Chuva

1 Chuva


Notas iniciais
Olá pessoas!

Aqui estou eu postando uma one nova! Por acaso achei ela perdida no meu pc, li e resolvi postar.

Recomendo ouvirem Bodaiju, da Tsukiko Amano, enquanto a leem, afinal foi ela que me deu a inspiração para escrever essa história! (E a cantora é muito f#da)

Link: https://www.youtube.com/watch?v=ujp1Hign6_0

Enfim, desejo a todos uma boa leitura XD

A chuva caía pesadamente, com grossas e pesadas gotas, enquanto o céu cinzento e o vento forte faziam questão de juntar-se à ela. Tirando o som sonoro dela, o silêncio era sufocante e doloroso.

Embaixo de uma árvore velha e gasta, uma jovem estava encolhida. Seu corpo possuía inúmeros machucados e sua respiração era forte e forçada. A dor lhe fazendo companhia fazia questão de não ir embora.

Abraçando a si mesma ela chorou, com as lágrimas escorrendo por sua face e misturando-se a aquela chuva melancólica. Ela tinha se sacrificado por seus amigos, ficado para trás e lutado contra os inimigos sozinha, para que assim seus companheiros sobrevivessem.

Os machucados profundos, ao serem tocados pelas gotas da chuva, ardiam sem parar. Ela não conseguia se mover, pois a dor lhe paralisava em questão de segundos.

Estava sozinha.

Lembrava-se dos gritos de desespero, dizendo para seus amigos fugirem. Recordava suas expressões perplexas quando ela colocou-se em suas frentes e gritou que ficaria para trás, ordenando para que eles fossem embora.

Ela era a líder, e de acordo com sua lógica, líderes tinham de fazer tudo o que estivesse ao alcance para salvar seus subordinados. Mesmo que isso custasse sua vida.

Mas mesmo assim, ficar sozinha não era legal.

Eles tinham ido embora. Virado as costas para si e se colocado a correr para salvar as próprias vidas. Ela tinha enfrentado os inimigos com garra, determinação e esperança de vencer, para que assim os salvasse.

Sangue voava, gritos de dor eram ouvidos e a chuva caía pesadamente. Os inimigos não recuavam, muito pelo contrário: vinham a seu encontro, ofendendo-a e berrando por sua morte. Sua espada cortava-os em todas as partes do corpo, perfurando-os e os matando.

Sem hesitação, sem dó.

Mas agora ali estava ela: encharcada pelo sangue dos outros e de si mesma, machucada e cansada, com a morte aproximando-se aos poucos, rastejando para tomar sua vida e sussurrando que ela não poderia escapar.

Conseguindo-se mover, ela recostou-se na árvore. Os olhos verdes, que antes tinham um brilho vivido, agora estavam opacos e cansados de tudo que já tinham visto. Sua mente fazia questão de lhe lembrar de todas as vidas que tinha tomado há pouco, fazendo com que ela ouvisse os gemidos de dor dos inimigos, que morriam aos poucos, sussurrando coisas que só faziam sentido para si mesmos.

Forçando a respiração, encarou o céu cinzento sem prestar atenção. Queria que a chuva parasse, queria que a dor sumisse, queria poder estar perto de seus amigos.

Estava certo de que ela tinha tomado a decisão de os salvar e ficar para trás, mas mesmo assim, queria que eles estivessem ali. Gostaria de poder os ver novamente.

Mas somente a solidão a acompanhava.

Em seu campo de visão pôde ver um homem aproximar-se, ele estava mancando a sangrando bastante, porém não hesitava em vir ao seu encontro. Pôde visualizar a espada em sua mão e, soube no mesmo instante, que tudo acabaria ali.

Suspirando, encarou novamente o céu.

Queria morrer vendo ao menos a luz do sol, assim como o mesmo. Gostaria de ouvir novamente o canto dos pássaros e as risadas das crianças de sua vila. Adoraria poder ver o sorriso de seus companheiros, rir e brigar com os mesmos.

O homem sussurrou algo, amaldiçoando-a e dizendo que nunca iria perdoa-la por matar seus colegas. Ela não respondeu, aquela era a essência da guerra: ódio gerar mais ódio, em um ciclo sem fim.

Gostaria de poder ter mudado isso.

Infelizmente era só um desejo, que não poderia ser realizado,

O desconhecido puxou sua espada, gritou algo e lhe perfurou o coração, retirando a arma em seguida. O sangue dela espirrou e um gemido de dor pôde ser escutado, enquanto lágrimas escorriam por sua face pálida e cansada.

Os olhos verdes começaram a perder o brilho, enquanto a mesma sorria tristemente.

Estava acabado, ela tinha salvo seus amigos e morrido como uma heroína. A morte estava abraçando-a com ternura, enquanto sumia com sua dor. A chuva caía fortemente, adquirindo mais força a cada minuto passado.

No fim, aquilo somente representava a guerra: amigos sacrificando-se para salvar os outros, pessoas morrendo, sangue sendo derramado e mais ódio sendo gerado. Um ciclo sem fim.

Notas finais
Hey o/

Espero que tenham gostado dessa one! (Eu mesma adorei escrever ela) (adoro ferrar a vida de personagens -qqq).

De qualquer maneira, ficaria grata com reviews XD

Um abraço!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!