Chupão da Riza
6 Sechste Kapitel - Surpresa!
Notas iniciais
A semana se passou vagarosamente para o nosso querido Coronel, ele achava que o tempo se triplicava quando ele estava longe de sua amada, ainda mais agora que ele ainda não conseguiu tê-la de volta.
Para a sua alegria, ou insatisfação, Havoc o parou na hora do almoço, o impedindo de sair de sua sala, dizendo-lhe que tinha o plano perfeito.
– Vamos Havoc! Diga-me de uma vez o que tem em mente.
– Isso é bem simples Coronel, e surpreendentemente barato.
– Como assim? Quer que eu ofereça algo barato pra Riza? O que ela vai pensar de mim assim? Que eu sou um homem mão de vaca, sovina...
– Calma, Coronel! Eu digo barato, por que você vai poder unir o útil ao agradável e sem gastar muito do seu bolso.
– Diz logo então.
– O Baile de Ano Novo, essa vai ser a ocasião perfeita para que você possa pedir a mão dela na frente de todos e com isso mostrar a ela que você a ama verdadeiramente e que não irá mais esconder o amor de vocês dois diante de todos.
– E deixe-me adivinhar, fecho essa cartada de declaração de amor, pedindo-a em casamento na frente de todos os presentes no baile de Ano Novo?
– Exatamente, você só irá gastar com o anel.
– Mas o anel eu já dei a ela.
– Hum... Então...
– Faça uma surpresa pra ela – disse uma voz feminina vindo da porta.
– Rebecca?!
– Que foi? Eu sou amiga da Riza desde que entramos para o exercito, até parece que eu não sei do caso de vocês Coronel.
– Então Senhorita Catalina, o que me sugere como surpresa pra Riza?
– Eu escutei toda a conversa da porta, e tenho que concordar que a ideia do Havoc é boa, mas se quiser impressionar a Riza, você vai ter que ralar muito, demonstrar que a conhece melhor do que ninguém.
– E como eu faço isso?
– Compre um vestido pra ela, ou talvez um colar bem bonito e lhe mande secretamente e coloque um cartão escrito para que ela use essa peça no dia do baile, e coloque também a observação de que terá uma surpresa pra ela nesse baile, de que mudará a vida dela para sempre.
– Hum... Não é de todo ruim essa ideia, mas eu não sei escolher um vestido feminino, prefiro ver a Riza em um ou até mesmo sem, e também não sei muito bem os gostos dela em joias.
– Eu estou aqui pra que? Eu sei de tudo que a Riza gosta, eu vou te ajudar nisso, mas com uma condição.
– E qual seria?
– Que o Havoc me acompanhe no Baile.
– O que? – disse o loiro surpreso deixando o cigarro cair de sua boca – V-Você quer ir comigo Rebecca?
– Uhum.
– Bom, já que essa cara de idiota que o Havoc está fazendo me parece positiva, eu acho que temos um trato de agora em diante Rebecca.
– Com certeza Coronel, e se depender de mim, o Senhor não se arrependerá.
– E para a sua sorte eu espero que não me arrependa mesmo.
– Isso é uma ameaça?
– Não, é uma ordem.
– Sim senhor. – disse batendo continência (no momento desnecessário).
Fora do Quartel, Riza já se preparava para voltar à rotina no dia seguinte e ter que encarar o seu superior novamente. Ela estava confusa, não sobre os seus sentimentos, mas sobre os sentimentos de Roy, pois ele parara de tentar fazer ela se aproximar novamente dele.
Será que ele a esquecera? Será que ele encontrou outra mulher que o faça mais feliz? Ou será que ele estava a sua espera? Será que ele estaria se embriagando, para tentar esquecê-la? Ou será que simplesmente ele estava esperando alguma atitude de sua parte para querer voltar?
Muitas dúvidas a atormentavam, mas seria inútil e inevitável tentar fugir dele agora, pois estava prestes a voltar ao seu posto e encará-lo novamente. E como o conhecia melhor do que ninguém tinha certeza que ele faria de tudo para que os dois ficassem a sós em algum momento.
– Droga... O que eu faço? – ela olha para o cão – Eu o amo Black Hayate, mas e se ele já tiver desistido de mim?
– Eu nunca faria isso – disse uma voz grossa e muito sexy em suas costas.
– Roy?! O que você está fazendo aqui?
– A rua é pública, não é?
– É, mas...
– Eu queria te ver, sinto a sua falta todos os dias – ele disse se aproximando mais da loira – E sobre o que você disse antes, eu quero que saiba mais uma vez que eu também te amo, e vou amá-la para sempre.
– Roy... Como pode ter tanta certeza que eu vou acreditar em suas palavras? Você acha que assim vai me reconquistar?
– Eu vou reconquistá-la, nem que custe a minha vida pra fazer isso, você vai ver com seus próprios olhos Riza Hawkeye, que de você eu não vou desistir jamais, você é a única em minha vida.
– É o que eu espero.
Assim como ele apareceu em sua frente, ele também se foi. Notou que ele ainda estava fardado, por isso deveria estar dando mais uma de suas fugas para fugir do trabalho burocrático, mas sabia que ele precisava voltar.
Naquela mesma tarde, enquanto ela foi à mercearia comprar algumas coisas as quais faltavam em sua casa, ela teve uma pequena tontura e quase desmaiou e por sorte um rapaz a ajudou e serviu-lhe um copo de água.
– A Senhorita está bem?
– Estou, obrigada, foi só mais uma tontura.
– Como assim? A senhorita vem sentindo isso há muito tempo?
– É sim, ultimamente essas tonturas ficaram mais frequentes e junto com elas uma falta de apetite, mas também só de sentir o cheiro de alguns alimentos e eu já começo a ficar enjoada.
– A Senhorita tem algum namorado?
– Err... Quase isso, mas por que a pergunta?
– Nada não, só curiosidade, é que a minha mulher tinha esses mesmos sintomas quando estava grávida do nosso filho, por isso pensei que a Senhorita poderia ter o mesmo.
Riza imediatamente coloca a mão sobre a boca e fica em um estado de choque – Meu Deus, eu não acredito que...
– Senhorita? Você está bem?
– Err... Estou melhor, obrigada, só me lembrei de algo e preciso ir para casa imediatamente – ela disse num tom de voz que parecia mais que ela tinha deixado o fogão aceso ou algo do tipo e saiu depressa do lugar, neste momento ela precisava pensar.
Por todo o curto trajeto até a sua casa, a loira não deixava de pensar nas palavras do rapaz “minha mulher tinha esses mesmos sintomas quando estava grávida do nosso filho”. O que mais a atormentava nisso tudo é que as suas regras estavam justamente atrasadas naquele mês.
Quando chegou em casa, ela foi imediatamente para o banheiro, sabia que tinha um teste de gravidez em algum lugar daquela casa. Não que ela soubesse que iria engravidar do cara mais galinha do país, nada disso, mas é que ela sempre foi muito prevenida, e sempre soube que com o Roy por perto era melhor ter esse tipo de coisas para qualquer desencargo de consciência.
Por fim, achou o teste, debaixo de algumas toalhas de rosto, dentro de um saquinho plástico de farmácia. Ela pegou-o imediatamente e foi tirar a pequena dúvida que a atormentava. Para ela, fazer o teste era o de menos, o ruim mesmo era esperar os malditos 60 segundos para saber do resultado.
E como por alguma obra ou ironia do destino, o teste lhe mostrava claramente um “positivo” como resposta. Ela não pôde acreditar no que estava acontecendo, como contaria isso pra ele? Como reatariam? Isso se eles reatariam, ela não o queria somente por responsabilidade de um filho, ela o queria como sendo dela, o seu Roy e de mais ninguém, ela apenas queria ser chamada de MINHA Riza novamente por aquela voz sexy, rouca e inebriante que lhe dava paz e acalmava o seu espírito.
– Droga! O que eu faço agora Black Hayate? Estou grávida do sujeito mais mulherengo e mão de vaca de todo o país, e mais cedo ou mais tarde todo o quartel vai saber que estávamos juntos.
O cachorro ficou ao seu lado durante o resto de todo o dia, desde a sua súbita choradeira a sua louca vontade de acabar com todos os potes de sorvete de chocolate da cidade, mas por fim, ela adormeceu exausta no sofá da sala.
Na manhã seguinte, ela chegou impecavelmente no seu horário rotineiro de sempre no quartel. Agora ela estava de volta, e querendo ou não teria que encarar o moreno, mesmo que não pretendesse contar a ele sobre a sua “novidade”, pois já estava decidida de que contaria somente depois de ter um exame médico concreto em suas mãos e escutar esta notícia da boca de um médico.
– Bom dia!
– Bom... Coronel, o que faz tão cedo no quartel?
– Trabalhando oras.
– Mas que eu saiba você sempre chega depois do meio dia.
– Desde que você tirou as suas férias, eu me vi obrigado a trabalhar...
– E agora que voltei, pretende dormir como sempre?
– Hum... Talvez.
– Coronel, sinto lhe informar que hoje você não poderá tirar o seu rotineiro cochilo no escritório.
– Por quê? Hoje tem inspeção?
– Não, mas eu vou ter que me ausentar no final da tarde para ir ao médico.
– O que houve? Você está bem? Onde está doendo? – ele dizia se levantando e se aproximando dela.
– Não é nada de mais, eu apenas estou com um mal estar ultimamente e para que isso não influencie no meu trabalho, eu gostaria de ir a um médico e me certificar se está tudo bem.
– O que você está sentindo?
– Nada com que possa se preocupar Coronel.
– Mas eu me preocupo com você Riza, não como seu superior, mas como um amigo, um companheiro.
– Tudo bem Roy, eu juro que são só umas quedas de pressão.
– Se você diz... Mas eu vou com você ao médico.
– O que? – ela diz incrédula.
– Quero me certificar que você não tem nada e se tiver não vai me esconder o que têm afinal seu pai me pediu que cuidasse de você.
– Também não precisa ser super protetor.
– Precisa sim, e eu não quero escutar discussões sobre isso, nós vamos ao médico do quartel depois do almoço e já está decidido.
– Ok.
Depois disso nenhum dos dois trocou mais nenhuma palavra que não fossem trivialidades e assuntos do trabalho. Na hora do almoço Roy foi para uma mesa junto com os rapazes, enquanto Riza sentava-se em uma mesa mais afastada junto com Rebecca.
– Riza o que houve? Não vai comer?
– Não estou com muita fome, e sei que se eu comer agora, daqui a alguns minutos vai estar tudo pra fora mesmo.
– Como assim? Você está se sentindo bem?
– Ultimamente não muito, venho passando um pouco mal e daqui a pouco vou passar com o médico do quartel para confirmar as minhas suspeitas.
– Suspeitas? Por acaso você não acha que está... Você sabe.
– O pior é que acho, o teste de farmácia deu positivo e para piorar a situação o Roy quer ir comigo ao médico hoje, ele tem medo que eu esteja escondendo alguma coisa dele.
– Riza isso quer dizer que...
– É Rebecca, você vai ser titia.
– Não é isso, quer dizer que agora vocês dois se acertam de vez?
– Não sei...
– Dá uma chance pra ele Riza, o Roy ultimamente vem fazendo um plano atrás do outro, junto com o Havoc para te reconquistar.
– Com o Havoc? Ele está sabendo sobre a gente?
– É, parece que ele não se esqueceu do que viu certa vez entre vocês dois.
– Ele te contou?
– Ele tentou contar pra todos os rapazes, mas ninguém acreditou, tirando o Breda, e eu que já sabia de tudo desde o início.
– Então chame o Havoc aqui e peça para ele impedir o Roy de ir comigo ao médico.
– Pra que?
– Assim que ganho mais tempo de contar a “novidade” para o Roy, isso se eu estiver realmente grávida dele.
– Shiiiiu... Fala isso mais baixo amiga, você não sabia que as paredes deste quartel têm ouvidos e bocas enormes para espalhar uma boa fofoca?
– Saber eu sei, esqueceu que tem quatro mexeriqueiros de plantão que trabalham na mesma sala comigo?
– Não, ainda mais que um deles vai comigo ao baile de Ano Novo.
– Quem?
– O Havoc.
– Ele te convidou?
– Não, se eu esperasse por um convite dele eu estaria ferrada, eu que o convidei junto com um acordo com o seu superior de ajuda-lo a impressioná-la e voltar pra ele.
– Até tu Brutus?
– Ah Riza! Você diz assim por que não viu como ele estava andando desolado por esses dias e sem animo pra nada, ele só pensava em você.
– E como você pode ter tanta certeza de que ele pensava em mim?
– Você já deve saber que quando ele dorme profundamente, ele fala enquanto dorme e em uma das vezes que ele fez isso no quartel, começou a dizer: “Riza, fica comigo!” ou “Volta meu amor” ou até mesmo “Acredite em mim, eu te amo”, sinceramente eu nunca o tinha visto assim.
– Sério?
– E por que eu mentiria sobre algo assim?
– Hum...
– Você pensa em perdoa-lo?
– Internamente eu acho que já perdoei, e qualquer coisa que ele me disser ou fizer pra mim, vai ser o suficiente para que eu volte pra ele.
– Hum... Isso sim que é amor.
– Para Rebecca!
As duas estavam rindo quando um moreno muito bem afeiçoado, um Coronel que tinha em mãos o coração de sua fiel Tenente, e que as interrompeu chamando a pessoa a quem amava.
– Com licença Tenente Hawkeye, mas está na hora da sua consulta, podemos ir?
– Ah Sim, vamos! Depois nos falamos Rebecca.
– Tudo bem Riza, e me conte depois o resultado, vou torcer que esteja tudo bem – ela disse piscando pra loira.
– Ok.
Roy e Riza andaram lado a lado e silenciosamente pelos corredores do quartel até chegarem à enfermaria. Assim que chegaram foram recebidos por uma das enfermeiras, e logo Riza foi atendida e fez os exames que o médico lhe pediu.
Assim que terminara a bateria de exames o médico chamou a ela e a Roy, que não a deixara por nenhum minuto, e foram à sala do médico para que ele pudesse lhes dizer o resultado dos exames feitos pela Tenente.
– Então doutor o que ela tem? – disse ele extremamente nervoso.
– Calma Coronel, ela não tem nada de mais.
– O que é Doutor, pode me dizer o que tenho? – ela dizia calmamente, apenas esperando que ele lhe confirmasse a sua hipótese.
– A senhorita já deve ter suspeitas do que seja não?
– Sim.
– E gostaria que eu lhe dissesse agora, na frente de seu superior?
– Err...
– Não tem problema, me diga de uma vez o que ela tem, e não adianta me esconder nada. – Roy disse impaciente e não sabendo do que se tratavam essas “suspeitas”.
– Posso senhorita?
– Sim, eu acho que ele tem o direito de saber, se claro, as minhas suspeitas estiverem certas.
– E posso lhe dizer que estão e meus parabéns Senhorita Elizabeth.
– Que suspeitas Riza? E parabéns pelo que? Doutor do que você está falando?
– A Senhorita Elizabeth está grávida de sete semanas.
Continua 31/12/2011...
Fale com o autor