Notas iniciais
Bom, primeiramente eu gostaria de pedir um milhão de desculpas por ter praticamente "abandonado" essa fic, mas como no comunicado anterior eu passei por uma perda muito grande e a minha vida passou por grandes mudanças e minha rotina foi drasticamente mudada. Sempre que eu tentava escrever um final, eu lia e não gostava, muitas vezes eu travava e ficava sem ideia nenhuma, mas hoje consegui fazer algo, não muito, mas consegui pelo menos me despedir desta fic. O final, ao meu ver não está laaa aquelas coisas, mas foi o que deu pra fazer, espero que nos encontremos novamente... Bjão, obrigada de coração por lerem e acompanharem até o final. Boa leitura ^^

Quando Roy estava prestes a beijar a sua amada esposa, um estrondo enorme interrompe o casal e todos os presentes no salão. Havia uma boa quantidade de fumaça, vindo de onde se foi escutado o estrondo e quando a fumaça causada pela pequena explosão foi se dissipando, era possível ver um pequeno grupo de mulheres aos prantos.

Muitas dessas damas eram pelo menos um pouco familiares para o moreno recém casado, que já havia dispensado uma boa parte delas. Roy assim que as viu, congelou, ele não sabia onde enfiar a cara ou pelo menos se esconder daquele bando de mulheres iludidas como uma possível chance de casamento com o mesmo.

– Riza... Vamos sair daqui antes que...

– Olha ele lá! – Uma das mulheres gritou – E ainda por cima com uma loirinha sem sal! Peguem ela!

– Mas o que!? – A loira ficou indignada quando viu que se tratava dela.

– Riza, amor...

– Pra trás Roy, essas mal amadas vão ver agora quem é a “loirinha sem sal”.

– Riza, o que você vai faz...

O moreno não teve tempo de acabar de se pronunciar antes de ver a sua esposa com duas armas em mãos e começando a atirar em pontos estratégicos do salão, impedindo que aquele bando de mulheres com dor que cotovelo chegassem próximo de onde ela se encontrava.

Muitas das mulheres saíram correndo gritando – “Aquela mulher é louca!”-“Ela vai matar todas nós!”-“Como o Mustang pôde preferir ela?”-“O que ela tem que eu não tenho?”. Depois desse pequeno descarrego de emoções e de muitas balas, muitas das mulheres saíram correndo dali, já algumas ficaram por ali e começaram a se atirar nos braços de alguns oficiais se fazendo de vítimas traídas pelo Mustang.

Roy nesse momento de total espanto e orgulho de sua esposa, acalmou-se e se aproximou de sua mulher, que no momento guardava as suas armas novamente, prendendo-as na sua cinta liga.

– Está mais calma, amor?

– Agora sim, mas aquelas atrevidas me fizeram esgotar boa parte da minha munição, agora vou ter que recarregar quando chegarmos em casa.

– Não se preocupe com isso, quando nós chegarmos em casa não vou te fazer pensar em mais nada que não seja eu.

– O que está insinuando?

– É a nossa noite de núpcias, eu não estou pensando em nada além disso.

– Roy Mustang contenha-se, ainda estamos em uma festa...

– Mas a verdadeira festa começa em casa, com apenas eu e você.

– Deixe de ser bobo, vamos aproveitar um pouco mais aqui e lhe prometo que quando chegarmos em casa faremos o que você quiser.

– Claro, mas... Onde paramos mesmo, entes de toda essa confusão?

– Você continua o mesmo... – Disse aproximando-se dele e lhe selando os lábios rapidamente – Roy! Olhe aquilo!

– O que foi? – Assim que ele olhou na direção em que a loira apontava, ele pode avistar, sentados em um sofá no canto, um casalzinho de loiros no maior amasso, esses que ele reconhecia muito bem sendo os seus padrinhos de casamento – Aqueles dois... Eles nunca me enganaram.

– Nem a mim, sempre soube que algum dia ela iria pegar ele de jeito.

– E por acaso você soube que algum dia ia me pegar de jeito também?

– Não, mas eu sempre sonhava com isso quando era adolescente.

– Então eu posso dizer que estou sendo seduzido desde que eu morava na casa do seu pai?

– Olha só quem fala, o garoto que tentava me espionar enquanto eu tomava banho.

– Eu não te espionava, só garantia a sua segurança durante um momento em que você estava com a guarda baixa.

– E no dia que você me agarrou no chuveiro foi o que?

– Ai não vale, nós já estávamos ficando juntos, então podia.

– Quem te disse isso?

– Você não me impediu.

– Eu não queria te impedir, é diferente, daria muito trabalho e também era a minha primeira vez.

– Eu sei, também foi a minha.

– Vamos deixar o passado de lado e vamos nos focar no presente, como agora, estamos juntos, casados e felizes, você quer algo melhor que isso?

– Mas é claro, a nossa noite de núpcias ainda não aconteceu, e você já me deixou na seca durante um bom tempo Sra. Mustang.

– Não se esqueça de que eu estou gravida, não podemos nos exceder.

– Mas só de estar com você já vai ser o suficiente pra mim.

– Sabe Roy, e pensar que essa confusão toda começou a acontecer porque eu cheguei no quartel com uma pequena marquinha.

– Quem diria que aquele chupão que eu fiz em você naquele dia me renderia tudo isso, e sabe, não me arrependo nem um pouquinho do que fiz, ao contrario do que você me disse naquela ocasião.

– Sabe que eu também não me arrependo, apesar de ter morrido de vergonha quando os rapazes viram...

– Que bom, assim agora eu vou poder te marcar sem medo, você agora é minha mesmo.

– Só agora não, eu sempre fui sua.

– Assim como também eu sempre fui seu.

– Jura? Queria que meu pai tivesse escutado isso.

– Se ele tivesse escutado, eu não estaria mais vivo para ter me casado com você agora.

– Ou ele teria te forçado a se casar comigo.

– E quem te disse que eu iria forçado... Mesmo se ele apontasse uma arma para a minha cabeça, eu ainda assim iria dizer que te amo, e iria fazer de tudo para ficar com você.

– Eu sei, assim como eu iria ao inferno por você, eu si que você também não pensaria duas vezes em fazê-lo por mim, essa é mais uma das razões pela qual eu amo você.

– Juro que se você já não estivesse grávida eu te pediria um filho agora mesmo, ainda nem sei como não te pedi isso antes.

– Você tem trauma com crianças, sempre disse que nenhuma criança vai com a sua cara.

– Será que com o nosso filho também vai ser assim?

– Duvido, ainda mais se for uma menininha...

– Se for uma menina, eu torço para que puxe o sorriso e os olhos da mãe.

– E eu espero que nosso filho puxe a sua determinação, seu espírito, e que seja tão encantador quanto o pai.

– Formamos o casal perfeito sabia? Te amo Riza.

– Também te amo.

Das Ende.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Ficou uma merda? sejam sinceros e espero vê-los em breve.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!