Notas iniciais
Demorou quase dois mesmes mas está aí mais um Kapitel fresquinho e pronto p/ vocês se deliciarem e ainda mais que as coisas tomaram um rumo um pouquinho diferente na vida do casal, não vou dizer mais nada, boa leitura!

A tarde se passou calma no QG, sem nenhum alarde aparente, bom... Pelo menos até aquele instante, quando uma moça muito bem arrumada adentrou a porta da grande sala do Coronel e correu em sua direção lhe chamando.

— Royzinho!

— Vanessa?! O que você faz aqui?

— Vim te ver oras, faz tempo que você não aparece para me ver.

— Err... Mas esse é o meu local de trabalho e ultimamente não tenho tido muito tempo para isso.

— Eu sei... Madame Christimas está uma fera por que não te viu mais, ainda mais agora que chegou um boato de que você estava com alguém, mas eu sei que você não é disso, não é Royzinho? – disse se aproximando dele e lhe dando um selinho.

Naquele momento Roy estava com os nervos a flor da pele, pois Riza observava tudo e ele não sabia até quando ela iria se agüentar.

— Vanessa por que você não vai dar uma volta por aí? E diga para a Madame Christimas que irei vê-la em breve.

— Ah Roy! Eu venho até aqui pra te ver e você já está em mandando embora? Vai dizer que você arranjou alguém mesmo, e que ela é melhor que eu? Isso é impossível.

— Err... Vanessa, vamos lá pra fora.

— Hum... Então quer dizer que a batalha não está tão perdida quanto eu imaginava? – sorriu maliciosa.

— Err... – Roy pensou em dizer alguma coisa, mas depois que olhou novamente para Riza e a viu quebrar um lápis ao meio, desistiu de imediato – Vamos logo Vanessa.

Assim que ele saiu da sala com a mulher, Riza organizou os papéis com uma calma que vinha sei lá de onde, e após terminar, começou a redigir algum documento. Algum tempo depois Roy voltou a sua sala como se nada tivesse acontecido – ele basicamente demorou cerca de meia hora.

O Coronel não teve tempo de fazer nada depois que se sentou em sua cadeira, pois Riza se aproximou e entregou-lhe o documento que estava redigindo anteriormente.

— O que é isto?

— Minhas férias.

— E quando pretende tira-las?

— Se não se importar, hoje mesmo.

— E posso saber o motivo?

— Assuntos pessoais, eu creio que não seja da sua conta Coronel, assim como não é da minha conta o que o senhor conversava com aquela senhorita.

— Desde que tenha um bom motivo para...

— Os meus deveres já estão cumpridos, a minha papelada está toda em ordem, e já faz três anos desde que não tiro férias, eu acho que mereço algum descanso, não concorda senhor? – ela disse quase fuzilando-o com o olhar.

— Sim Tenente.

— Obrigada Senhor.

Dito isso Hawkeye pegou suas coisas e saiu porta afora, sem ao menos olhá-lo. Roy sentiu que havia algo de errado com ela, mas não saberia dizer o que... Até que Havoc chega há sua mesa para começar as fofocas.

— Xiiii Coronel, ainda bem que você deu férias para a Tenente ou com toda certeza ela iria matá-lo depois da visitinha da sua amiga.

— O que quer dizer com isso Havoc?

— Até parece que você não viu como ela ficou depois que aquela moça entrou aqui – ele para pára acender o cigarro – Eu no seu lugar já estaria correndo atrás dela e pedindo desculpas o mais rápido possível, ou pelo menos antes que ela te mate com uma bala no meio do peito.

— Ela está tão brava assim?

— Imagina – disse sarcástico – Ela só quase lhe enterrou vivo na hora que viu aquela mulher te chamando de “Royzinho”, e ficou pior na hora em que você saiu com ela e demorou todo este tempo para voltar, imagina só o que ela deveria estar pensando?!

— Ainda mais com a nossa conversa de que o Coronel estava no maior agarro com ela no corredor – Breda dizia como quem não quer nada enquanto comia um lanche.

Roy passa a mão pesadamente pelos cabelos e rosto – É hoje que eu morro.

— Por que Coronel? Ela é só sua braço direito, imagina se fosse ela a sua namorada? Ou noiva? Aí sim você estaria ferrado – Fuery falava naturalmente.

— Er... Rapazes eu acho que esqueci um documento em casa e vou sair para buscá-lo, não sei se volto hoje ”ou vivo até amanhã”.

Roy saiu apressadamente do quartel, deixando para trás um bando de fofoqueiros que estavam com a língua pegando fogo.

— Vamos apostar que ele foi atrás da 1° Tenente Hawkeye?

— Se liga Havoc, você vai perder essa.

— Que nada, e eu aposto em dobro na minha teoria de que eles estão juntos.

— Falo então, essa eu já vou ganhar fácil, e o que vamos apostar?

— O salário inteiro do mês está bom pra você Falmam?

— Ótimo! E vocês? Não querem entrar no páreo?

— Eu entro, e estou com o Havoc nessa.

— Que isso Breda, vai perder feio essa, eu estou com o Falmam por que essa já está ganha.

— Feito então, Eu e o Breda contra o Falmam e o Fuery, que vença os melhores!

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Enquanto isso, não muito longe dali em uma casa simples de certa loira sniper...

— Ai Black Hayate o Roy me paga, ele que não venha para o meu lado de novo com aquelas historinhas para boi dormir, que comigo isso não vai mais funcionar, a qualquer deslize ele já está com outra e ainda por cima, na minha cara.

— Au! Au!

— Eu sei que eu amo ele, mas bem que ele está merecendo uma lição Black, quem sabe assim ele passe a me respeitar mais e para de ficar dando trela para a primeira que aparece, ainda mais aquelazinha que teve a audácia de chamar ele de “Royzinho”... AHHHH que ódio!

Riza continuaria seu desabafo com o seu cãozinho se não fosse interrompida por algumas batidas na porta. Ela pegou sua arma e foi andando calmamente até a porta e quando encostou atrás da mesma, e viu quem era pelo olho mágico não pode acreditar de que era ele.

— Vai embora Roy Mustang! Eu estou de férias do quartel e de você.

— Riza, abre essa porta e vamos conversar... Você não pode me tratar friamente desse jeito, até perece que eu fiz algo de errado.

— Finge que me engana que eu finjo que acredito.

— Riza!

— Roy!

— Pare com isso e abra de uma vez essa porta.

— Não!

— Por favor...

— Eu não quero te ver Roy, por que você não vai lá ver aquelazinha lá e para de me perturbar?

— Então é isso... Você está com ciúmes.

Ela dá uma gargalhada – Eu? Ciúmes? Faz-me rir Roy Mustang, você não é o centro do universo, muito menos da minha vida, eu tenho coisas mais importantes para me preocupar do que ficar por aí com ciúmes de você.

— Então abre a porta e me prove isso.

— Não!

— Por quê?

— Por que percebi que ficar com você foi um erro, talvez o pior que eu já tenha cometido – ela esboça um sorriso amarelo pra si mesma – Em pensar que algum dia o maior Don Juan de toda cidade Central iria mudar por causa de uma mulher... Eu fui realmente tola em acreditar nesse pensamento, hoje mesmo a presença daquela moça me fez perceber que Roy Mustang nunca poderá ser mudado.

— Riza! Isso não é verdade eu...

— Chega Roy! Eu não quero mais te ouvir dizer que me ama, essas palavras já não fazem mais nenhum sentido pra mim quando são transmitidas por sua boca, você jamais irá mudar não importa o quanto tente e se algum dia conseguir, não serei eu a mulher que estarei ao seu lado.

— Então é assim? Você vai desistir do nosso amor sem ao menos lutar por ele?

— Pra que lutar em uma batalha perdida?

— A batalha pode até estar perdida, mas ainda não perdemos a guerra e sei que enquanto estivermos juntos jamais a perderemos.

— Como você pode ter tanta certeza disso?

— Eu não tenho, mas com você ao meu lado eu sei que posso fazer de tudo.

— Inclusive me trair?

Naquele instante Roy congelou, não sabia o que responder a ela, muito menos sabia que ela pensava que algum dia ele poderia lhe fazer isso, mas ele sabia que não podia perdê-la, ela era tudo em sua vida ou até mais, viver sem ela seria algo que ele jamais gostaria de imaginar.

— Eu jamais poderia lhe trair, nem mesmo se eu quisesse, eu poderia fazer tal coisa por que...

— Poderia perder a sua melhor guarda costas, subordinada e pessoa que lhe revelou os segredos da alquimia das chamas – ela lhe completou.

— Não... Eu não poderia traí-la por que a amo, mais do que qualquer outra mulher em minha vida.

— Então quer dizer que têm outras? Já era de se imaginar.

— Eu não disse isso.

— Você acabou de dizer: “...mais do que qualquer outra mulher em minha vida.” Pra mim isso está bem claro de que eu não sou a única, somente a que você mais simpatiza.

— Riza... Não complica as coisas.

— Eu não estou complicando nada Roy, por mim já tudo terminado entre nós e não voltemos mais neste assunto, eu quero aproveitar as minhas férias e de preferência bem longe de você.

— Riza...

— Por favor, saia daqui imediatamente ou serei obrigada a tomar medidas mais drásticas quanto a isso.

— Você jamais conseguiria atirar em mim.

— Dúvida? Os rapazes duvidavam que algum dia teríamos alguma coisa um com outro e você viu no que deu, atirar em você seria como... Assoviar.

— Então eu me enganei sobre você também, jamais imaginaria que você duvidava de mim e da minha palavra, dos meus sentimentos e das minhas declarações sinceras de amor pra você.

— Amor não se demonstra com palavras, mas sim com ações.

— Então abra esta porta e te mostrarei o que sinto por você.

— Roy...

— Por favor, Riza, me dê mais uma chance de mostrar que te amo, de que quero passar o resto dos meus dias com você, que quero ter filhos, construir uma família ao seu lado e em algum dia inevitável morrer segurando as suas mãos e olhando para os seus olhos.

— Eu não sei Roy, preciso de um tempo sozinha para pensar, aconteceu muita coisa hoje e não estou em condições de tomar qualquer decisão agora, pelo menos ao seu respeito.

— Tudo bem, mas saiba que eu não vou desistir de você tão fácil, custe o que custar.

Ela não disse nada, ficou encostada na porta escutando ele se afastar da porta e entrar em seu carro e partir. Era difícil para Riza fazer isso com Roy, mas ele precisava entender e mostrar para as pessoas de que ele mudou, e que mudou por ela e que ele era somente dela, de corpo e alma, ela queria uma prova de amor.

Outro dia se iniciou na cidade central e com esse novo dia mais um dia de trabalho se iniciava, e com ele o mau humor de certo Coronel.

— Bom dia Coronel!

— O que o dia tem de bom hoje Havoc?

— Nada é que...

— Se não tem “nada” como o dia pode estar bom?

— É que o dia está bonito lá fora e...

— Mas está péssimo aqui dentro, então concentre-se em seu trabalho e pare de dizer bobagens.

— Posso só lhe perguntar uma coisa Coronel?

— Pode, mas fale logo.

— Esse mau humor é por causa de uma loira, atiradora e que ontem saiu daqui muito brava com certas pessoas?

Ele olha rapidamente e vê que só estavam os dois na sala – Tranque a porta.

— Mas por...

— Eu já mandei trancar.

— Sim senhor – Havoc foi até a porta e fez o que Roy lhe ordenou – Pronto.

— Havoc eu estou ferrado, aquela mulher quer acabar comigo, e agora deu pra inventar de que quer que eu demonstre a ela de que eu a amo e que não tenho mais ninguém.

— AHAAAAAA! Então eu estava certo, sobre vocês dois terem um caso.

— Não dá para falar mais baixo imbecil? Eu não quero que o quartel inteiro fique sabendo disso.

— Então é verdade?

— É sim, mas agora me ajuda. O que eu faço?

— Hum... A Tenente saiu muito brava ontem com o Senhor por causa da sua visitinha e ficou ainda pior quando você saiu da sala com ela, é obvio de que ela está com ciúmes, mas ela jamais irá assumir isso, então você só tem que provar pra ela que não tem nada com aquela outra moça e dizer tudo o que sente.

— A parte de dizer tudo que eu sinto eu já fiz, mas ela não me pareceu acreditar muito, eu preciso de um plano para fazê-la enxergar que eu a amo de verdade e de que ela é a única na minha vida, que abandonei a minha antiga vida e reputação por causa dela.

-Isso vai ser difícil.

— Eu não estou te perguntando o grau de dificuldade e sim o que eu devo fazer para tê-la de volta.

— Primeiro se acalme, que com esse seu humor não vamos progredir em nada.

— Que seja.

— Segundo, o que o Senhor foi fazer com aquela moça depois que saiu da sala?

— Isso não é da sua conta.

— Mas vai ser da conta da Riza se quiser ela de volta.

— Tudo bem... Eu fui com ela até a entrada do quartel e lhe expliquei que agora eu estava mesmo comprometido com alguém e que pretendia me casar com ela, e que aqui era o meu local de trabalho e que ela não poderia mais vir aqui por causa disso e por causa da Riza, que eu queria respeitá-la, e pedi para que ela avisasse a Madame Christimas que em breve eu iria levar a minha noiva para ela conhecer, me despedi dela e quando voltei para a sala a Riza me pediu as suas férias.

— Hum... E quem é Madame Christimas?

— Minha mãe.

— Sério?!

— É, mas ninguém por aqui sabe disso, você sabe? Por causa da profissão dela e das informações que ela consegue, eu prefiro que isso fique em sigilo.

— Ok, mas depois que a sua amiga lhe deu um selinho a Tenente virou outra pessoa aqui na sala, ainda mais depois que você saiu e os comentários rolaram soltos.

— Me deixe adivinhar? Você estava no meio desses comentaristas.

— Err... Por aí.

— Obrigado por ferrar com a minha vida Havoc.

— Calma, eu estou te ajudando a arrumar.

— Sei... Até agora não fez nada que prestasse.

— Calma, uma coisa por vez.

— E o que me sugere que eu faça primeiro?

— Hum... Deixe-me ver... Que tal encher a casa dela de flores? Mulheres adoram flores.

— Menos a Riza, um dia eu estava bêbado e comprei várias, e ela não quis nenhuma.

— Chocolates?

— Ela detesta doces.

— Bichinhos de pelúcia?

— Ela já tem o Black Hayate para satisfazê-la no quesito fofura e que eu saiba, ela detesta este tipo de coisas, desde criança.

— E quem sabe uma declaração de amor em praça pública?

— Aí sim ela nunca mais olharia na minha cara por fazê-la pagar esse mico na frente de tanta gente.

- Teremos muito trabalho pela frente.

— Com certeza Havoc.

Continua, eu prometo....

Notas finais
E aí? Cutiram? Mereço Reviews bons ou ruins? Prometo p/ vocês que o próximo chegará mais rápido desta vez, ele já está quase pronto e logo logo vocês poderão matar a sede de ler a continuação!
Ich liebe dich Lesern!
DAnke, Küsse!