Chupão da Riza
9 Das Ende
Notas iniciais
Quando Roy estava prestes a beijar a sua amada esposa, um estrondo enorme interrompe o casal e todos os presentes no salão. Havia uma boa quantidade de fumaça, vindo de onde se foi escutado o estrondo e quando a fumaça causada pela pequena explosão foi se dissipando, era possível ver um pequeno grupo de mulheres aos prantos.
Muitas dessas damas eram pelo menos um pouco familiares para o moreno recém casado, que já havia dispensado uma boa parte delas. Roy assim que as viu, congelou, ele não sabia onde enfiar a cara ou pelo menos se esconder daquele bando de mulheres iludidas como uma possível chance de casamento com o mesmo.
– Riza... Vamos sair daqui antes que...
– Olha ele lá! – Uma das mulheres gritou – E ainda por cima com uma loirinha sem sal! Peguem ela!
– Mas o que!? – A loira ficou indignada quando viu que se tratava dela.
– Riza, amor...
– Pra trás Roy, essas mal amadas vão ver agora quem é a “loirinha sem sal”.
– Riza, o que você vai faz...
O moreno não teve tempo de acabar de se pronunciar antes de ver a sua esposa com duas armas em mãos e começando a atirar em pontos estratégicos do salão, impedindo que aquele bando de mulheres com dor que cotovelo chegassem próximo de onde ela se encontrava.
Muitas das mulheres saíram correndo gritando – “Aquela mulher é louca!”-“Ela vai matar todas nós!”-“Como o Mustang pôde preferir ela?”-“O que ela tem que eu não tenho?”. Depois desse pequeno descarrego de emoções e de muitas balas, muitas das mulheres saíram correndo dali, já algumas ficaram por ali e começaram a se atirar nos braços de alguns oficiais se fazendo de vítimas traídas pelo Mustang.
Roy nesse momento de total espanto e orgulho de sua esposa, acalmou-se e se aproximou de sua mulher, que no momento guardava as suas armas novamente, prendendo-as na sua cinta liga.
– Está mais calma, amor?
– Agora sim, mas aquelas atrevidas me fizeram esgotar boa parte da minha munição, agora vou ter que recarregar quando chegarmos em casa.
– Não se preocupe com isso, quando nós chegarmos em casa não vou te fazer pensar em mais nada que não seja eu.
– O que está insinuando?
– É a nossa noite de núpcias, eu não estou pensando em nada além disso.
– Roy Mustang contenha-se, ainda estamos em uma festa...
– Mas a verdadeira festa começa em casa, com apenas eu e você.
– Deixe de ser bobo, vamos aproveitar um pouco mais aqui e lhe prometo que quando chegarmos em casa faremos o que você quiser.
– Claro, mas... Onde paramos mesmo, entes de toda essa confusão?
– Você continua o mesmo... – Disse aproximando-se dele e lhe selando os lábios rapidamente – Roy! Olhe aquilo!
– O que foi? – Assim que ele olhou na direção em que a loira apontava, ele pode avistar, sentados em um sofá no canto, um casalzinho de loiros no maior amasso, esses que ele reconhecia muito bem sendo os seus padrinhos de casamento – Aqueles dois... Eles nunca me enganaram.
– Nem a mim, sempre soube que algum dia ela iria pegar ele de jeito.
– E por acaso você soube que algum dia ia me pegar de jeito também?
– Não, mas eu sempre sonhava com isso quando era adolescente.
– Então eu posso dizer que estou sendo seduzido desde que eu morava na casa do seu pai?
– Olha só quem fala, o garoto que tentava me espionar enquanto eu tomava banho.
– Eu não te espionava, só garantia a sua segurança durante um momento em que você estava com a guarda baixa.
– E no dia que você me agarrou no chuveiro foi o que?
– Ai não vale, nós já estávamos ficando juntos, então podia.
– Quem te disse isso?
– Você não me impediu.
– Eu não queria te impedir, é diferente, daria muito trabalho e também era a minha primeira vez.
– Eu sei, também foi a minha.
– Vamos deixar o passado de lado e vamos nos focar no presente, como agora, estamos juntos, casados e felizes, você quer algo melhor que isso?
– Mas é claro, a nossa noite de núpcias ainda não aconteceu, e você já me deixou na seca durante um bom tempo Sra. Mustang.
– Não se esqueça de que eu estou gravida, não podemos nos exceder.
– Mas só de estar com você já vai ser o suficiente pra mim.
– Sabe Roy, e pensar que essa confusão toda começou a acontecer porque eu cheguei no quartel com uma pequena marquinha.
– Quem diria que aquele chupão que eu fiz em você naquele dia me renderia tudo isso, e sabe, não me arrependo nem um pouquinho do que fiz, ao contrario do que você me disse naquela ocasião.
– Sabe que eu também não me arrependo, apesar de ter morrido de vergonha quando os rapazes viram...
– Que bom, assim agora eu vou poder te marcar sem medo, você agora é minha mesmo.
– Só agora não, eu sempre fui sua.
– Assim como também eu sempre fui seu.
– Jura? Queria que meu pai tivesse escutado isso.
– Se ele tivesse escutado, eu não estaria mais vivo para ter me casado com você agora.
– Ou ele teria te forçado a se casar comigo.
– E quem te disse que eu iria forçado... Mesmo se ele apontasse uma arma para a minha cabeça, eu ainda assim iria dizer que te amo, e iria fazer de tudo para ficar com você.
– Eu sei, assim como eu iria ao inferno por você, eu si que você também não pensaria duas vezes em fazê-lo por mim, essa é mais uma das razões pela qual eu amo você.
– Juro que se você já não estivesse grávida eu te pediria um filho agora mesmo, ainda nem sei como não te pedi isso antes.
– Você tem trauma com crianças, sempre disse que nenhuma criança vai com a sua cara.
– Será que com o nosso filho também vai ser assim?
– Duvido, ainda mais se for uma menininha...
– Se for uma menina, eu torço para que puxe o sorriso e os olhos da mãe.
– E eu espero que nosso filho puxe a sua determinação, seu espírito, e que seja tão encantador quanto o pai.
– Formamos o casal perfeito sabia? Te amo Riza.
– Também te amo.
Das Ende.
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