Notas iniciais
É dia de festa! Mil anos de Guardia!
Ano 1000 D.C.

Tudo está em paz. Truce está em paz. Na verdade, toda a Guardia está em paz. As gaivotas sobrevoam o reino, enquanto os operários, já acordados, estão terminando os preparativos para a feira. Os comerciantes já montaram suas barracas. Soa o sino de Lena: é um dia de festa. Todo o povo está excitado. Um cheiro de grama se espalha pelos ares, devido à floresta próxima.

Aquecido sob os cobertores, um garoto, de nome Crono, com os cabelos peculiarmente espetados e ruivos, é chamado pela mãe, que, assim como a maioria do povo, já está completamente acordada, mas não para ir à feira, mas para seus serviços de casa.

_Crono! Acorda Crono!_ela diz.

Ele se mexe entre resmungos, os olhos semicerrados. Ela abre a janela. O sol lá fora está nascendo. Não há nuvens no céu, e a lua ainda teima em permanecer, no outro lado do céu.

_Você me ouviu?! Levanta!_diz ela, já irritada, e desce as escadas.

Passam-se alguns minutos. Crono se levanta vagarosamente, ainda tonto. Põe sua roupa, pega a sua espada de madeira, para o caso de ser necessária, e vai, na esperança de não estar tão atrasado para a feira.

Os degraus da escada de madeira estão úmidos. Chovera aquela noite. Sua mãe o espera ao pé da escada. O seu gato, a quem a mãe insistira em dar o nome de “Gatinho”, passava por entre suas pernas enlouquecidamente.

_Ah, finalmente, aliás, aquela sua amiga... ah, você sabe, aquela inventora... como é mesmo o nome dela?

_Lucca_responde ele, desanimado. A mãe sempre se esquecia das coisas.

_Não se esqueça de que ela o convidou para ver o seu novo invento.

_É sim, eu já estou indo para lá, mas, antes, será que você poderia me dar...

_Te dar o quê?_havia uma expressão de desconfiança no rosto da mãe.

_Minha mesada, claro.

_Ah, claro já ia me esquecendo de sua mesada, querido. Vá e divirta-se.

Duzentas moedas. Míseras duzentas moedas. Era com isso que ela esperava que ele se divertisse?

Corria um boato pelo povo de que na floresta havia dinheiro. Crono iria verificar.

Sua casa era perto de tudo: perto da floresta, da taberna, das lojas, da prefeitura e perto da feira; mas, porque nunca tinha caminhado por ali antes, lhe parecia um longo caminho o que levava à floresta.

O solo neste caminho estava cheio de pedras e pequenos arbustos. A chuva que ocorrera durante a noite não fez efeito nenhum sobre o solo daquele caminho: continuava rachado. Passaram por ele alguns homens que vinham no sentido contrário, com ar de contentamento. Ocorreu a Crono que não seria prudente perguntar àqueles homens se vinham da floresta, e assim fez. Após uns quinze minutos, Crono chegou à floresta. A Floresta Guardia, que cercava o castelo, tinha um aspecto tenebroso e imponente.

Quando Crono chegou, teve a nítida sensação de que estava sendo observado pelas árvores ou por algo nelas. As árvores se erguiam juntas, num intrincado e sempre igual ambiente. Majestosa e intocável. Crono estava às “portas” da floresta.

Ao entrar, viu logo uma placa de madeira, na qual estava esculpida a seguinte mensagem:

“A Floresta vai para o norte, para o castelo”

Será que era esse o motivo da lenda de que quem entrava na floresta encontrava riqueza? Será que eles roubavam o castelo? Crono não iria pensar nisso por muito tempo...

Ele, em seus primeiros passos na floresta, pisou sem querer em um cogumelo. Este começou a crescer de maneira assombrosa, até ficar quase de seu tamanho; inchado e gosmento. O cogumelo deu-lhe uma cabeçada e ele caiu para trás, estarrecido com o fato de ter sido atacado por um cogumelo. Mas ele não era um cogumelo, era um monstro, uma criatura mágica! O que algo assim fazia ali? Não havia tempo para perguntas. Sem esperar, Crono desembainhou a espada e cortou o cogumelo. Fazê-lo foi quase tão fácil quanto cortar um cogumelo comum. Ao fazer isso, ele se encolheu novamente, a gosma caindo no chão e formando outros cogumelos. Crono precisaria tomar muito cuidado ao andar por ali.

Passou-se algum tempo até Crono decorar onde estavam todos os cogumelos, mas, depois disso, não caiu mais em nenhuma armadilha. Começou a ventar mais forte. Ao norte, realmente estava o castelo; uma monumental construção onde ficavam o chanceler, o cozinheiro e seus ajudantes, soldados, e, é claro, o rei e a rainha do próspero reino de Guardia.

Mas, antes da enorme escada que acabava nos portões do castelo, outra placa. Agora um aviso:

“O castelo está em frente. Não ultrapasse”

Mais pela obediência pelo qual ele era conhecido do que pelo medo de saber o que realmente havia atrás daquelas portas de mármore, Crono tentou sair da floresta. Mas a curiosidade não deixou de impeli-lo à uma parte desconhecida da floresta, uma parte ainda mais sombria e cerrada. Havia outra placa:

“Há um campo sem saída em frente”

Ele seguiu em frente. Realmente, viu um campo sem saída, cercado por árvores, que agora mais do que nunca pareciam estar olhando para ele. Mas no campo, ao longe, via-se um estranho ponto preto. Crono foi naquela direção. Lá, ele viu que era um baú, com um rosto humano entalhado. Algo brilhava intensamente lá dentro. Mas não havia como abri-lo. De nenhuma forma. Até golpes com a espada Crono desferiu ao baú, mas a única coisa que conseguiu foi danificar a espada. Pensou que se talvez o levasse para casa... Mas desistiu, logo que viu que o peso dele era com certeza o mesmo de um elefante. Com certeza era um objeto mágico que havia ali.

Desistiu. Saiu do campo e deu de cara mais uma vez com a floresta. Iria sair dali. Ao contrário do que Crono havia pensado, foi bem fácil, bastava seguir os rastros das gosmas dos cogumelos que ele havia matado. Assim, saiu; e em alguns minutos depois estava na feira. A Feira do Milênio!!! Ninguém conseguia acreditar... 1000 anos de Guardia!!!

A alguns metros de distância, já era possível ouvir os gritos dos comerciantes, apregoando seus produtos, e gritos (façam suas apostas! Façam suas apostas! Dou 20 moedas a quem acertar!). O que estavam apostando? A festa prometia ser ótima!!!

Logo à entrada, havia um homem, com barbas longas e um chapéu laranja, que parecia bêbado; apoiado, cambaleante, sobre a sua bengala de madeira. Seus sapatos estavam um pouco sujos. Falou, visivelmente embriagado:

_Bem vindo, meu amigo, a Feira do Milênio!!!

A praça era um lugar agradável. Aquele dia, porém, estava ainda mais do que de costume. Ao centro, havia uma fonte, que jorrava, de uma estátua de uma sereia, uma água límpida e cristalina. Sobre ela, uma menininha estava sentada.

Atrás, havia dois músicos: um com uma harpa e outro com um pífaro. Tocavam alegremente.

Um pouco mais à frente, havia um homem com bigodes enormes. Seu chapéu lembrava o de um pirata, só que azul. Seus óculos enormes ampliavam seus olhos azuis. Sua roupa também era azul, com medalhas que davam a ele um ar militar. Anunciava espadas para vender. Crono precisava de uma, visto que a sua havia sido danificada anteriormente; mas não tinha dinheiro. Ao lado dele, havia uma moça, que aparentava ter uns 30 anos. Estava falando alegremente com o vendedor.

Ele notou que havia um colar ali. A pedra que estava nele era algo que brilhava tão intensamente como o que havia naquele baú na floresta. Mas não pegou nele. Tinha uma moral sólida, que não lhe permitia roubar as coisas alheias.

À direita, havia uma tenda vazia (com listras azuis), um homem sobre uma mesa, com uma garrafa de uma coisa estranha e um copo. Parecia também bêbado. Também havia um palco, onde homens vestidos de forma peculiar tocavam tambores e dançavam, gritando a toda hora:

_Jurássico!

O povo em volta deles os seguia naquela dança maluca.

Uma mulher andava de um lado para o outro, preocupada. Quando Crono lhe indagou sobre isto, ela lhe respondeu:

_Há quatrocentos anos, houve uma batalha terrível contra um feiticeiro. Graças a Deus está tudo bem agora.

Mas foi mais ao norte, quase no fim da praça, Crono viu a coisa que lhe chamou mais a atenção: uma garota, de cabelos longos e louros amarrados num elegante nó, de olhos verdes; procurava algo avidamente. Ela portava uma besta.

Crono passou por ali distraído, e, visto que a garota estava olhando para baixo à procura da coisa que havia perdido; ambos deram um encontrão. A garota levantou-se rapidamente e perguntou:

_Ai, desculpa. Você está bem?

_Ah, sim, claro... Estou. Você também está?

_Estou, mas, eu perdi meu pendante... Eu não sei onde ele pode estar...

Seria aquele colar que ele vira anteriormente? Ele simplesmente não falou nada, apenas se foi e pegou o pendante. Voltou e perguntou:

_È esse?

_Ai, é sim. Ele tem um valor sentimental muito grande para mim. Poderia me devolver?

_Claro.

_Obrigada._ela sorriu_Você mora por aqui, não? Porque vim ver o festival, mas estou me sentindo meio deslocada... Poderia me acompanhar?

Crono gaguejou:

_Cl... Cla... Claro!

Ela demonstrou visível felicidade.

_Mas qual é o seu nome?_ele perguntou.

_Meu nome é bem... huh..._“alguém poderia esquecer o próprio nome?”, pensou Crono_Marle. E o seu?

_Crono.

_Crono?! Que nome bonito! Prazer em conhecê-lo. Vamos.

Crono fizera uma nova amiga. O pensamento que lhe ocorreu foi de que sua mãe deveria saber disso. Marle concordou, e não se passou muito tempo, chegaram à casa da mãe de Crono.

Ao entrar, ela já perguntou:

_Nossa, que bom. Eu até hoje só a vi com a Lucca, quem é esta sua nova e linda amiga?

Marle corou. Respondeu, timidamente:

_Olá... Sou Marle.

_Marle?! Eu tenho certeza que já a vi em algum lugar querida, mas onde foi?

Crono preferiu deixar a mãe fazendo suas indagações. Ela já havia o encabulado demais.

Mas ela o lembrara de uma coisa importante: Lucca! Ele se esquecera de ver o seu invento!

Regressaram à feira. O novo invento de Lucca era o assunto mais falado. Mas ao irem aonde deveria estar o invento, encontraram um homem, ao lado de uma loja de doces, que falou:

_O invento de Lucca está quase pronto. Voltem daqui a alguns minutos. Vocês já sabem das últimas fofocas?

Crono demonstrou indignação. Era para isso que ele estava, ali, para fofocar? Mas Marle já o interrompeu:

_Não, quais são?

Ele abaixou a voz para um sussurro quase inaudível:

_Não contem pra ninguém, mas o rei está furioso. Sua filha anda aprontando umas que o estão deixando estressado.

Marle fez uma expressão estranha. Crono apenas esperou ela comprar alguns doces e foram-se. Andaram por algum tempo, apostaram em alguns corredores – e ganharam! –, Crono mostrou a ela algumas coisas na praça e, quando viram, já havia dado a hora de irem. Mas ele queria antes comprar uma nova espada. Com o dinheiro das apostas, já havia mais do que suficiente. Foi ao vendedor de espadas da feira.

_Olá, garoto, você aqui novamente?! Veio comprar uma espada, suponho.

_Sim, vim!

_Ah, que bom, mais um sábio jovem que vem comprar minhas espadas. São as melhores do reino! Veja, tenho espadas de aço, longas, e muito mais.

Mas no chão foi que Crono viu a espada que mais lhe interessou. Sua lâmina parecia cristal líquido, seu cabo se adaptava completamente à mão da pessoa que o segurava, e no fim do cabo, havia uma pedra brilhante que parecia um rubi estava incrustada, no centro das inscrições:

“Guardia à vitória”

_Quanto custa esta?_perguntou Crono.

_Oh, bela escolha rapaz, uma espada longa para soldados. Relíquia; sabia? Eu mesmo as fabrico. 1 metro e 12 centímetros, maleável, porem certeira e afiada. Bela escolha rapaz...

_Sim, mas quanto custa?

_Sim, vamos ao preço.

Ele olhou atentamente para a espada, parecia que estava lendo algo que só ele poda ler. Ao final, falou, naturalmente:

_4000 moedas.

Crono fez uma cara de espanto. 4000 moedas! Ele não tinha juntado tanto dinheiro, nem esperava que as espadas fossem tão caras assim!

_Não, obrigado_falou Crono. Iria ao vilarejo ao sul ver se não havia nenhuma outra espada que fosse mais barata, porém com o mesmo poder de ataque.

O vendedor pareceu decepcionado, seus longos bigodes caíram. Mas, ainda sim, perguntou olhando para Marle:

_Que bela moça, e mais belo ainda seu colar. Você me venderia por quanto?

_Não, não vou vender. Vale mais para mim do que dinheiro.

_Hum, que pena. Rapaz_ele se virou bruscamente para Crono_será que poderia conhecer a jovem a vender-me?

Ele olhou para Marle. Ela indicou com o dedo que não. Crono não ia forçá-la a fazer uma coisa que ela não queria. O vendedor também percebeu isso, portanto falou:

_Muito bem então... Foi um prazer não fazer negócio com você e volte sempre. A propósito, me chamo Melchior, e moro na Vila Medina, a leste. Se quiserem me visitar algum dia... Estarei de portas abertas.

Crono não iria nunca à Vila Medina. Havia um boato que lá havia monstros. Assim se despediu do vendedor.

Não seria fácil ir até o vilarejo ao sul. Era muito longe, mas Crono estava disposto.

Saiu da feira e em mais ou menos uma hora estavam na Ponte de Senan. Ao passar por ela, viu que várias pessoas vinham no sentido contrário, e falavam sobre a feira. Isso o lembrou do invento de Lucca, mas não poderia ir sem uma espada. Algo dentro dele lhe dizia isso.

Bastou ele e Marle chegarem ao final da ponte que o vento já começou a empurrar grãos de areia em seus rostos. Lá sempre ventava muito fortemente. Aquela parte de Guardia era cercada por várias montanhas. O povo dizia que antigamente, uma mulher, Fiona, tentou plantar uma floresta ali, mas não conseguiu, visto que todas as árvores morreram misteriosamente. Mas sua mãe sempre lhe ensinara: “o povo diz muitas lorotas, filho. Não se crê em lendas”. Era um lugar estranho, visto que em seu meio, era tudo deserto, porem em volta, havia quase tanta grama quanto na Floresta de Guardia.

O vendedor da loja de lá tinha preços mais baratos, porém não era tão simpático. A loja era bem desorganizada. Crono comprou uma espada de aço, um peitoral e um elmo.

Voltaram.

Quando chegaram à feira, obviamente o invento de Lucca já estava pronto.

_Crono! Quanto tempo!

A amiga correra para num abraço que quase o derrubou.

_Que saudade...

Lucca era um pouco mais baixa que Crono, os cabelos ruivos ocultos pelo capacete onde ela mesma instalara um comunicador. A roupa, como sempre, suja de graxa e os bolsos cheios folhas com projetos e cálculos complexos.

Ao final olhou para Marle, deu-lhe um aperto de mão e olhou para Crono, ironizando-o:

_Até que enfim, depois de tanto tempo, você arranjou uma namorada!

Marle corou tanto, que quem a visse poderia pensar que estivesse sofrendo de uma doença desconhecida.

Depois olhou, decepcionada para o chão:

_Ninguém quis testar meu invento... Veio essa gente_e apontou para uma pequena platéia observando a máquina, com medo. Cochichavam entre si._mas ninguém quis testar.

_Ora, eu vou.

Lucca pareceu espantada com a atitude. Mas antes que pudesse demonstrar seu espanto, ouviu-se uma voz masculina:

_Oh, Crono!

Era Taban, o pai de Lucca. Era o forjador de sinos mais famoso de Guardia. Tinha o cabelo e a barba curtos e negros. As roupas também sujas de graxa.

_Quanto tempo, meu amigo!_e Taban lhe deu um forte aperto de mão.

Crono foi testar o invento. Toda a platéia olhou para ele como se fosse um condenado indo para a guilhotina, e ele pode ouvir claramente a afirmação: “Ele é louco...”

O invento era, na verdade uma plataforma circular onde cabia uma pessoa cheia de luzes, fios e botões, conectada à outra plataforma igual. Ele subiu na plataforma. Lucca ligou a máquina. Crono fechou os olhos e cruzou os dedos. Nunca sentira algo tão estranho, era como se ele estivesse sendo cortado, mas como que por cócegas ou algo assim. O que aconteceu quando ele abriu os olhos e que ele percebeu que ele estava na outra plataforma.

Todos soltaram um “oohhh” de admiração. Lucca falou, visivelmente explodindo de felicidade:

_Crono meu caro, você acabou de ser tele-transportado!!!!!!!!

Ele não sabia se ria com ela também ou se corria pra longe.

_Logo vou começar a tentar com distâncias maiores, até poder viajar para o outro lado do mundo com isso!

_Eu também quero ir!_gritou Marle.

Taban então voltou-se para Marle e a platéia:

_Vejam a coragem desta menina enquanto sobe na máquina. Agora, vamos aplaudi-la quando ela reaparecer.

Ela caminhou até a máquina e falou:

_Crono, não saia daqui, eu volto num instante.

Ela subiu. Lucca falou, temerosa:

_Você ainda pode desistir, tem certeza?

_Claro que quero ir.

_Muito bem.

E Lucca ligou a máquina. Mas Marle não desapareceu. A pedra de seu pendante começou a brilhar. Raios apareceram entre os fios. Algo dera errado. Um vórtex surgiu entre as plataformas. Marle se desintegrou e foi para dentro do vórtex. O mesmo se fechou e Marle desapareceu, deixando seu pendante sobre a plataforma. Todos ficaram em êxtase achando que era parte do espetáculo. Mas a expressão no rosto de Lucca demonstrava o contrário.

_O espetáculo acabou. Por favor, saiam_falou Taban.

Todos saíram. Ninguém tinha explicação para aquilo. Lucca pensava alto:

_Não pode ter sido um problema na máquina. O pendante pode ter afetado a máquina...

Mas Crono não precisava de explicação. Sabia o que fazer. Foi à plataforma e pegou o pendante. Taban e Lucca olharam para ele.

_Tem certeza de que quer fazer isso, herói?_perguntou Taban.

Crono não estava acostumado a ser chamado de herói. Confirmou com a cabeça.

_Mas e se ele não voltar?_perguntou Taban a Lucca.

_Ele é nossa única esperança. Não sabemos para onde a máquina o irá levar, então Crono_ela olhou para o amigo_segure bem no pendante, ele pode ser a chave. Se algo por acaso der errado, eu o seguirei.

Assim Crono novamente sentiu aquela sensação. Mas desta vez, misturada ao medo do desconhecido.

E assim se foi para onde nem ele mesmo sabia.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Logo teremos o segundo capítulo. Para onde será que Crono foi? Onde está Marle? Saberemos no próximo capítulo: A Rainha Sumiu
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.