Notas iniciais
Bem, eu sou o Forrest, prazer! ^^
Adoro jogos de fantasia, animes, livros de fantasia também, e histórias repletas de aventuras e batalhas épicas...
Por isso estou postando essa fic, minha segunda nessa conta.
Caso goste de drama/comédia/romance, leia também minha outra história:
http://fanfiction.com.br/historia/499595/The_Ghosts_Inside_Me/
Capítulo novo daqui a uns 5 minutos... obrigado! ^^

Chronicles of Abenaille prólogo

Em alguma caverna lugar do país de Drachora — Continente de Mensheid

- Arf... puff... arf... — um ser, talvez um ser humano afarva em uma caverna totalmente escura, exceto pelas chamas no chão que iluminavam a caverna, e a quantidade de tesouros de ouro e prata nela encontrada.

O ser que estava arfando tinha um corpo todo ferido:

Estava ensanguentado, cheio de ferimentos, arranhões, queimaduras e cortes mais profundos.

Ele vestia o que parecia ser uma armadura destroçada, a seus pés, havia uma lâmina vermelha detalhada destruída, feita em vários pedaços.

O próprio ser — alguém bem alto, perto dos 1,90 de altura — parecia também ter sido feito em pedaços.

A parte direita de seu rosto estava totalmenta queimada, exceto por seu olho. Já o olho esquerdo, não mais funcionava, pois era visível um corte que começava na sombrancelha, e terminava perto do queixo. Seu braço direito também já não existia mais. Contudo, o que mais chamava a atenção naquele ser, era um líquido dourado que o encobria.

Ele se virou e se sentou, olhando para o que estava à sua frente:

Um enorme repitiliano morto, de escamas vermelhas e asas semelhantes às do morcego. A ponta de sua cauda formava uma ponta de lança óssea. Sua cabeça era similar a de animais crocodilianos, embora o fucinho fosse mais curto, a cabeça fosse bem mais gorda e ela também possuía um par de chifres semelhantes aos de um búfalo.

Em suma, um dragão.

O ser se levantou, cambaleando, mas esboçou um sorriso, e andou desajeitadamente até o dragão.

- Você me deu muito trabalho, sabia?! — falou enquanto andava. — Mas o dever de todos os homens do clã Siegfried, o clã que governa Drachora é matar um dragão. Por isso, eu, Luram Siegfried, o Quinto Princípe de Drachora prefiro estar neste estado deplorável, ou até mesmo morrer do que viver tendo fugido ou fracassado...

Dito isso, Luram caiu e desmaiou.

Duas semanas depois...

Luram caminhava em um corredor luxuoso, decorado com armas, tochas e armaduras. O princípe e agora matador de dragões nem parecia a mesma pessoa de quando estava na caverna.

Seu olho esquerdo havia voltado, assim como a parte direita de seu rosto já não se encontrava mais queimada, e seu braço direito estava de volta no lugar.

Seus cabelos semi-longos e olhos vermelhos flamejantes, assim como sua altura e seu corpo atlético lhe davam um olhar imponente, assim como sua armadura. Era uma armadura vermelha, que parecia ter sido feita com escamas e ossos de dragões, além de algum tipo de metal. Era uma armadura óbviamente pesada, que não deixava nenhuma abertura sequer em seu corpo, contudo Luram parecia totalmente confortável nela. Em seu peitoral, duas esmeraldas com fendas negras no meio e dois "espinhos" ósseos imitavam uma cabeça de dragão, suas ombreiras redondas também possuiam tais "espinhos" ósseos. Ele ainda segurava um elmo em formato de cabeça de dragão em seu braço direito.

Mas o mais impressionante, era sem dúvidas a espada em suas costas:

Uma espada gigantesca, cujo cabo era um osso de dragão e que o guarda punho também era outro osso. Sua lâmina era serrilhada, e parecia ter surgido da combinação de ossos de dragão com algum outro metal. Seu centro era decorado com escamas vermelhas de dragão e uma esmeralda com uma fenda negra bem no centro, novamente para imitar o olho de um dragão.

Luram continuava a andar, e quando chegou ao final do corredor, viu uma grandiosa porta de madeira, com o brasão dos Siegfried estampado nela:

Um escudo vermelho de bordas douradas com um dragão dourado voando e cuspindo fogo no meio, com a o lema da família escrita: "A chama mais quente jamais irá se apagar".

Após ler o lema da família, Luram sorriu, abriu a porta e entrou.

O que estava dentro da porta era um gigantesco quarto, cujo chão era coberto por um grandioso carpete vermelho. O quarto era decorado com mais armas e armaduras, só que elas eram tão ou mais impressioantes que as de Luram, além dos crânios de dragões e os quadros de cada rei de Drachora que já dormiu naquele quarto.

Em frente a Luram existia uma enorme cama de casal. Luxo era o que não faltava naquela cama. Deitado embaixo de um cobertor vermelho-flamejante, estava um homem que parecia ser a versão mais velha de Luram, porém possuía um cavanhaque e cabelo mais curto, que aos poucos começava a esbranquiçar.

Luram se ajoelhou do lado dele.

- Meu Rei, o que deseja?

- Luram, — começou o rei. — pode me chamar de pai.

- Então, o que deseja... pai?

- É necessário algum motivo especial para um pai querer ver seu filho?

- Não.

- Sabe, Luram, eu realmente me orgulho de você! A duas semanas atrás, você era o quinto princípe, e agora se tornou o terceiro! Foi difícil vencer seus irmãos?

- Bem... — o garoto parecia meio nervoso. — Laram foi fácil de derrotar, Loram já foi mais difícil que ele, já Leram... ele estava apenas brincando comigo o combate inteiro...

- Fico surpreso Laram, meu primeiro filho, ser hoje o quinto princípe... mas a vida é assim, a supremacia pertence aos mais fortes... — e suspirou. — Enfim, como foi a luta com o dragão?

- Eu me feri muito... — respondeu o princípe dando um sorriso amarelo e depois estendendo seu braço direito a sua frente para observá-lo. — ... mas aquele sangue, é incrível.

- O sangue e a carne — corrigiu o pai. — Essa é a dádiva dos matadores de dragão...

- Acho que sim — concordou Luram. — Hoje me sinto mais forte do que qualquer outro dia da minha vida...

- Eu também me senti assim quando devorei o dragão que matei. Eu cheguei a pensar que poderia me tornar forte a ponto de derrotar exercítos inteiros sozinhos... e consegui! — e o rei, Kuram Siegfried, soltou uma gargalhada. — Mas, agora, falando sério, eu quero te dar uma missão.

- De que tipo?

- Bem, você sabe que, há 150 anos, os humanos do sul conseguiram um metal mágico chamado de "Managane", certo? — Luram assentiu. — Enfim, o Managame deu a humanidade, algo que eles nunca possuíram: poderes mágicos. Contudo, o império dos magos, Trollkarl, não concordaram por acharem os humanos ambiciosos demais para porem as mãos em tais poderes, assim eles deram um ultimato a humanidade...

- "Ou vocês, humanos que pertencem ao continente de Mensheid abdicam do direito de usarem os poderes do Managane, ou nós, o Grande Império Trollkarl, que governa o continente de mesmo nome, declarará guerra a toda Mensheid." — disse Luram.

- Exato. Continuando, Mensheid e Trollkarl entraram em uma guerra que de 150 anos para cá continua sem vencedores e que aparentemente está longe de seu fim.

- E aonde você quer chegar com isso meu pai?

- Bem... — começou o rei. — Ao devorar um dragão, o matador de dragão se torna mais poderoso que o dragão que devorou, e o mais fraco dos dragões não teria dificuldade em matar um exército de mil homens bem armados e bem treinados. Por isso, quando o primeiro rei Siegfried, Baram Siegfried, nosso ancestral assumiu o trono, o país perdeu quase todo o contato com o resto do mundo. Baram achava que não havia sentido entrar em conflitos que sabia que iria ganhar, e todos os povos sabiam que não conseguiriam nada de bom fazendo o rei matador de dragões se tornar seu inimigo. Por isso nunca tomamos partido nessa guerra, mas, meu filho: o que acha de me ajudar a acabar com ela?

- E o que o senhor ganharia com isso, meu pai?

- Simples — O rei conhecido como Kuram, o Sobrevivente sorriu. — Glória, honra, respeito, admiração, e até medo. Drachora já tem tudo isso, mas está quase sendo esquecida pelo mundo por ter se isolado deles. Deveríamos refrescar a memória do mundo sobre nós.

- Hm... talvez o senhor esteja certo... mas como eu poderia ajudá-lo?

- É simples... — o rei pegou seu travesseiro e tirou um pergaminho de lá. — ... envie essa mensagem para os representantes de cada país de Mensheid e para o imperador de Trollkarl. Faça-a ser ouvida, pelo bem ou pela força. Entendeu?

- Sim, meu pai — dito isso, Luram se levantou, pegou o pergaminho e saudou seu pai. — Estarei me retirando para meus aposentos, onde me preparei para tal missão. — dito isso, Luram se retirou do quarto.

Ao fechar as portas do quarto real, Luram sorriu e pulou, comemorando.

- Finalmente... poderei realizar meu sonho de conhecer o mundo!

Notas finais
Gostaram? Bem, espero que sim, tentarei postar o próximo em menos de uma semana. Fiquem a vontade para criticar, etc. Até mais! ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.