Chronicles Of Namira
3 A meada de Hogwarts
Notas iniciais
Acordo num dia extremamente congelante. Ainda consigo ver alguns flocos de neve caírem levemente sobre o rodapé de minha janela. Se não fosse pelo motivo de que hoje é o dia de pegar o expresso de Hogwarts, eu não sairia daqui nunca.
Meu irmão, como sempre, dorme na parte de cima do nosso beliche, infelizmente. É horrível compartilhar todos os inúmeros roncos que ele emite durante toda a noite. Agora ele já está acordado, preparando-se para o seu primeiro ano em Hogwarts. Como eu estou no terceiro ano, as coisas começam a complicar. Não só pelo fato de agora eu ter 13 anos e literalmente meus pais vivem dizendo sermões, mas para meu desagrado aquela idiota da Carmélia da Sonserina continuará a encher minha paciência. No primeiro ano, eu costumava ignorá-la, mas no ano passado as coisas pioraram, e comecei a xingá-la brutalmente enquanto esfregava um dos meus ingredientes, que estava presentes no meu caldeirão, em sua cara. Mas acredite, eu não faria isso sem um motivo plausível. Isso me resultou em umas boas semanas de detenção.
Levanto da cama, e me dirijo á cozinha. Meus pais estão dispostos á uma mesa retangular, comendo panquecas, como de costume. Meu pai, homem sério e, como diz minha mãe, misterioso, trabalha no departamento de Cooperação Internacional em Magia (bem importante, por sinal) e minha mãe, jovem, bonita e amigável, uma curandeira (obviamente trabalha no St Mungos). Sento ao lado do meu pai.
–Bom dia, querida. -dizem os dois em uníssono.
–Bom dia. – olho para a panqueca em minha frente, e para minha surpresa, há uma carinha feliz feita de ketchup. – Essa panqueca está ótima. Anh... E obrigada, João, pelo retrato de si mesmo em minha comida.
– Hahaha, muito engraçado... – responde ele.
Após um silêncio perturbador, minha mãe diz:
–Preparados para irem para o expresso? Já são nove horas, vão se arrumar. Ah, e Jennifer, pegue, por favor, esse bisbilhoscópio e esse livro e leve para dentro.
– Ah mãe! Eu queria terminar de ler!
– Mas não agora, minha filha. Por favor.
–Ah, ta bom... – Caminho para o meu quarto, e deixo os objetos em cima da cama. Depois de me trocar, meu irmão entra, e com um aceno de varinha, arrumo minha mala.
– Nossa! Bem que eu queria aprender esses truques... Pagou quanto para te ensinarem?
– Pelo menos mais que você. –respondo sorridente.
Ele fecha a cara, rapidamente. Realmente ele não gosta que eu dê muitas respostas frias e curtas, mas para alguém tão incrivelmente pirracento, é bom receber alguns queimas de vez em quando.
Após meia hora, já estamos na plataforma. Após um longo tempo de tentativas, meu irmão consegue passar, depois de mim. Atravesso a calçada e vejo, deslumbrantemente, o trem vermelho ao fundo. Porém, logo ao lado, vejo minha melhor amiga, Amanda. Corro em direção á ela, empurrando várias pessoas, quando, surpreendentemente, a criatura aparece em minha frente.
– Oi menina... Estou procurando uma mongol junto com sua amiga idiota. Acho que o nome dela é... Hum, me deixa lembrar... Ah! Jennifer. E sua amiga, Amanda cara de panda. Você as viu?- pergunta Carmélia.
–Humm... Infelizmente só estou vendo uma, bem na minha frente. Mas vai andando pra lá – apontei em direção as garotas da sonserina- que você acha muito mais.
–Oi gente! Que clima pesado é esse em? Ta pior que a catinga da sua axila, Carmen... Ou melhor, floresta amazônica. – Chega Amanda, com seu sorriso arrasador.
É quando o trem começa a apitar, sinalizando que está prestes a sair.
–Ah, olha só, parece que vou ter que deixar as duas mongóis aqui... Bem, enfim, a gente se encontra muito em breve. – sai Carmélia, com um sorriso perturbador.
– Uh, como eu a odeio... – Eu disse.
– Ah, não liga. Quanto mais a gente se esquecer dos bichos horrorosos desse mundo, melhor é.
–Tem razão. – Olho em volta, e vejo meus pais me chamando. – Só um minuto, Manda. Vou me despedir dos meus pais.
Depois de me despedir e perceber que meu irmão começa a ter um ataque elétrico (acontece quando ele está muito nervoso) corro para ao trem, passando pelas minhas colegas de turma do ano passado. ''Como podem ter crescido tanto?'',penso, e sento num vagão ao lado de Amanda. Porém, ao sentar, percebo que esmaguei algo. Olho com atenção e... BUM! A bomba de bosta espalha-se por todo o vagão. Carmélia passa por mim, ás gargalhadas, ao lado de suas lacráias, que nos observa com desdém. É quando Amanda diz:
–Eh, amiga... Vai ser uma longa viagem.
Fale com o autor