Christmas wedding planner

1 O bolo de Frutas Vermelhas.


A neve caia lá fora de forma regular, o que fez Nymphadora pegar seu casaco e coloca-lo por seus braços, protegendo-se do frio que fazia nas ruas de Londres aquele ano. Narcissa havia decidido que o jantar de noivado seria no dia vinte e três e Dezembro, o que daria exatos um ano e dois dias para planejar o casamento de Natal perfeito. Mesmo que isso fosse tempo mais que suficiente para Tonks planejar o casamento da tia, ela sabia que havia um enorme empecilho para fazer a loira feliz: Druella Black. Cerrou os dentes antes de se colocar a andar para a cafeteria, enviando uma mensagem rapidamente.

Estou atrasada, tão atrasada que ela já me ligou duas vezes, mas nada como um bolo de frutas vermelhas para deixar vovó Druella com uma expressão melhor e mais calma, certo?

Aprendi com você essa tática, se não der certo, cobro depois.

Amo você muito.

Entrou na cafeteria e foi em direção a fila sem olhar para os lados e trombou em um corpo maior que o seu, fazendo-a dar dois passos para trás antes de olhar um pouco para cima e poder olhar no que havia trombado, ou melhor, em quem.

O homem deveria ser dez centímetros mais alto que Tonks, ele sorriu sutilmente e ajeitou os olhos, encarando a mulher, até que ela umedeceu os lábios e lhe deu um sorriso fechado.

— Me desculpe. — pediu ela enfiando o celular no bolso e levantando as mãos, em um sinal de rendição e uma careta culpada.

— Você está bem? — o homem de cabelos escuros perguntou, sem deixar o sorriso sair de seus próprios lábios.

Distração. A mente dela gritou naquele momento que seus olhos não se desgrudavam.

— Sim. Me desculpe… Foi minha culpa. — Nymphadora respondeu prontamente, passando a mão em uma mecha de seu cabelo, colocando-a atrás da orelha — Eu deveria prestar mais atenção por onde ando. — completou sem graça, rindo de forma leve.

— Depois de você. — fora a vez dele responder, apontando para a ausência de fila com a mão.

— Olá! Bem vinda a cafeteria da Madame Puddifoot, onde nosso café te faz sorrir! Gostaria de um café Natalino? — o atendente atrás do balcão os cumprimentou, fazendo com que a mulher colocasse o corpo de lado e fizesse um gesto, para que o homem fosse primeiro.

— Depois de você. — ela repetiu a frase que ele falara um pouco antes — É o mínimo que posso fazer.

— Tem certeza?

— Sim. — respondeu.

— Então… Obrigado. — o homem sorriu e se colocou diante do balcão — Olá.

— Olá! Bem vindo a cafeteria da Madame Puddifoot, onde nosso café te faz sorrir! Gostaria de um café Natalino? — o atendente repetiu, com um sorriso animado.

— Você tem que falar isso toda vez? — o outro perguntou, em um tom de sarcasmo, quando o funcionário concordou com a cabeça, ele passou a mão pelos cabelos — Certo, eu vou querer doze cafés com açúcar e creme separados, doze muffins e um bolo de frutas vermelhas. — pediu, fazendo com que a mulher atrás olhasse para cima.

Chegaria ainda mais atrasada, e Druella não deixaria um pedacinho de Nymphadora para contar qualquer história.

Nesse exato momento seu celular tocou, mostrando o contato de Cissy na tela, quando a morena o pegou rapidamente.

— Oi. — ela disse para a tia, mudando o peso do corpo para a outra perna.

— Oi. — a voz de Black respondeu animada — O que você acha de uma escultura de gelo em forma de floco de neve? — perguntou — Combina com o meu tema de inverno, certo?

— Eu.. Sim, claro. Vou ver o que consigo fazer.

— E veja se eles conseguem fazer em gelo prateado.

— Ok, tentarei, conversamos depois. — Tonks respondeu, antes de desligar o aparelho.

No segundo seguinte o aparelho dela voltou a tocar, mostrando o nome de sua avó, ela revirou os olhos e deslizou o botão de chamada, colocando o celular na orelha em seguida.

— Olá. — atendeu, séria.

— Ouvi um papo de esculturas de gelo. Esse casamento não será uma bagunça de um navio cruzeiro, por favor, dê um jeito disso não acontecer. — a senhora Black apenas informou, em um tom de voz sério.

— Ok. Certo. Sem problema. — Nymphadora se atrapalhou nas palavras no momento em que iria responder — Vou dar um jeito. Vejo você depois. — respondeu rapidamente e desligou o celular, voltando-o para seu bolso.

O homem em sua frente estava recebendo seu pedido.

— Não beba tudo isso sozinho. — o atendente falou e riu.

— Não irei. — ele respondeu e repetiu a risada do atendente em deboche antes de pegar o pedido — Obrigado. — virou o corpo e pôde olhar para mulher que havia trombado — Obrigado por ceder sua vez.

— Tudo bem. — ela respondeu, dando os ombros quando ele saiu e se colocou em frente ao balcão.

Quando Nymphadora abriu a boca para fazer seu pedido e finalmente poder ir ao local do noivado, foi interrompida pelo atendente.

— Olá! Bem vinda a cafeteria da Madame Puddifoot, onde nosso café te faz-.

A morena não deixou ele terminar de falar e sorriu, de forma doce.

— Você já falou isso e eu já entendi. — disse apressadamente — Eu quero um bolo de frutas vermelhas. — pediu, com um sorriso.

— Desculpe… O nosso bolo de Frutas Vermelhas acabou… Acabei de vender o último para aquele cara. — disse, apontando a cabeça para o desconhecido — Eu ainda tenho um bolinho de cheddar e um bolo de mirtilos brancos.

— O que, sério? — perguntou e fechou os olhos, sentindo seu corpo tremer — Não, você não entende, eu preciso daquele bolo de frutas vermelhas.

— Um muffin de frutas vermelhas não ajuda? — ele perguntou, em uma careta.

Tonks suspirou, negando com a cabeça e voltou seu corpo para o homem desconhecido para o qual havia cedido ir primeiro.

Eu sou uma guerreira feroz.

Disse a si mesma internamente quando deu sete passos até o homem, que coloca açúcar em um dos cafés.

— Oi, com licença. — ela disse, parando em frente a ele.

— Olá. — ele disse, intrigado.

— Oi. — Tonks falou novamente e apontou para a embalagem com o bolo — Eu iria comprar o bolo de Frutas Vermelhas.

— Eles fazem o melhor da cidade.

— Sim, eu sei. — ela disse irritada e mordeu a bochecha, tentando manter uma conversa civilizada — Você pegou o último do dia e… Não é para mim, é para outra pessoa. Meu terapeuta diria que eu quero, desesperadamente, comprar o amor de alguém. O que pode… Ou não ser verdade. — dialogou consigo mesma e suspirou — De qualquer jeito… Eu preciso desse bolo, eu adoraria comprar de você e pagaria o dobro.

Ele fez uma careta de compreensão e deu os ombros, antes de dar um sorriso em deboche.

— Sinto muito, mas ele não está a venda.

— O triplo.

— Impossível.

— Certo… — ela respondeu nervosa e começou a procurar coisas em sua bolsa, fazendo-o segurar a risada com o desespero da desconhecida — Sete euros e esse vale presente de… Não sei onde. — confessou, com um sorriso animado — Você pode ter o dinheiro e o cartão, se me der o bolo, o que acha? — perguntou, mexendo o corpo de um lado para o outro.

Ele riu da reação dela e bagunçou os próprios cabelos.

— Realmente não posso. Sinto muito. — respondeu e sorriu — Com licença. — o homem pegou os cafés e saiu da cafeteria, seguindo seu próprio destino.

Nymphadora Tonks vez uma careta desacreditada, seguindo ele com o olhar e soltou o ar, irritada.

— Eu tenho um bolo simples, e frutas vermelhas para o meu jantar. — o atendente apareceu, com um sorriso no rosto.

— Obrigada. — ela disse e colocou outra mecha do cabelo atrás da orelha — Mas não.

E com isso ela saiu da cafeteria, sem o mínimo de esperanças de que Druella fosse se quer pensar em perdoar seu atraso.

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