Christmas' Magic

4 Brothers Do Not Kiss | Neville + Luna


Notas iniciais
Olá meus amores, tudo bom com vocês? Espero que estejam gostando dos OneShots. PRÉVIA DO CAPÍTULO: O resto aconteceu em câmera lenta. Ela viu o menino diante dela avançar, levantando seu rosto com o polegar. Luna pensou em desviar, mas ela não queria. Ela queria beijar Neville, queria sentir seus lábios quentes roçando nos próprios. Queria explorá-los como nunca havia feito com ninguém. [...] Luna sabia que beijar seu irmão era errado, mas ela não se importava com aquilo no momento, ela só queria beijá-lo.

Assim que Luna Lovegood descobriu que seu pai estava noivo de Alice Longbottom, seu mundo virou de cabeça para baixo. Ela teria que ir morar na mesma casa que Neville Longbottom: o esquisitão da turma.

Era apenas uma questão de tempo até que ela própria passasse a ser chamada de esquisitona por morar com ele. Sua vida social seria extinta. E não havia nada que ela pudesse fazer para impedir.

* * *

– O café esta pronto, Luna. — seu pai, Xenofílio Lovegood, bateu na porta de seu quarto duas vezes.

– Já estou descendo, pai. — Luna resmungou enquanto terminava de vestir seu uniforme escolar.

Ela penteou os cachos loiros rapidamente e desceu as escadas, juntando-se ao pai para o rotineiro café da manhã.

– Tudo certo para o grande dia? — seu pai exclamou, cheio de entusiasmo.

Puta merda! Como pude esquecer?, Luna pensou com ela mesma. Esquecer uma lição de casa ou a data de uma prova era normal, mas esquecer o dia em que mudaria para a casa de Neville Longbottom era inaceitável.

– Claro, papai. — Luna forçou um sorriso.

Depois que sua mãe morrera em um trágico acidente, Luna nunca mais vira seu pai como antes. O homem feliz e tagarela que ele era se foi no momento em que ouviram a trágica notícia. Luna pensou que nunca mais fosse ver o velho pai de volta, até o dia em que ele conheceu Alice Longbottom. Foi amor à primeira vista.

Alice também tinha perdido o marido a pouco tempo e os dois se conheceram em um grupo de apoio para viúvos e viúvas.

Depois do café, Luna agarrou sua mochila lilás e entrou no carro do pai. Aquele provavelmente seria o pior dia de sua vida, mas ela não podia deixar com que seu pai soubesse. Ela tinha que fazer isso por ele.

* * *

O dia na escola passou lentamente. Parecia que as aulas duravam o dobro do que o normal — o que já era demorado demais.

Neville Longbottom sentou ao lado de Luna na carteira dupla na aula de Biologia. Luna se segurou para não mudar de lugar. Ela não podia ser tão rude com seu futuro irmão. A palavra embrulhou seu estômago.

Depois da aula, Luna andou para casa relutante. Ela insistiu para que o pai não fosse buscá-la, para que tivesse tempo de arrumar os móveis na casa nova.

Ao chegar em sua casa, assustou-se ao ver a casa vazia. Totalmente vazia. Todos os móveis já tinham sido levados. Luna sentiu uma pontada no coração. Aquilo doía muito para ela — se mudar da casa em que vivera sua infância toda — mas ela tinha que fazer aquilo por seu pai.

***

Os portões da grande residência dos Longbottom se abriu lentamente.

Luna se surpreendeu ao ver o tamanho da casa: era enorme. Na verdade, enorme era pouco; era gigantesca.

– Seja bem vinda, Luna! — Alice Longbottom exclamou alegremente ao ver a menina — boquiaberta — parada diante do portão.

– Obrigada, sra. Longbottom. — Luna forçou um sorriso.

A mãe de Neville a convidou para a casa e mostrou os cômodos. Ela nunca imaginou que Neville Longbottom vivesse em um lugar daqueles. A casa era arrumadíssima e os móveis eram modernos e estilosos.

– Este será seu quarto. — a sra. Longbottom abriu uma porta de madeira clara, guiando-a a um quarto três vezes maiores do que o seu antigo.

Luna ficou boquiaberta.

Aquele quarto era lindo. Sua cama e cômoda já estavam posicionadas e suas coisas estavam empilhadas em caixas, apoiadas sobre o chão de mármore.

– Neville fez isso pra você. — a senhora indicou a cama de Luna com o olhar. — Ele gastou bastante tempo nisso, espero que use.

Luna ficou confusa. Caminhou até a cama lentamente e, foi lá que viu: uma grande pintura sobre o lençol branco.

Era uma tela, quase do seu tamanho, pintada com delicadeza. Era um quadro abstrato — Luna se atreveu a pensar — pincelado com diversas cores. Aquele quadro a lembrou de sua mãe.

– Neville fez isso? — Luna se virou novamente, mas a sra. Longbottom já havia saído do quarto. Ela deu de ombros e continuou a admirar a linda pintura.

Aquela era a pintura mais linda que já vira. Os tons claros se misturavam com os escuros, dando uma impressão de vida e conforto. Era magnífico.

– Você gostou? — Luna arrepiou-se ao ouvir a voz de Neville vinda da direção oposta.

Ela olhou para a porta, dando um sorriso sincero. Talvez ele não fosse tão ruim assim. Se ela parasse para pensar, ele até era bonitinho.

– Adorei. — Luna sorriu. — Não sabia que você pintava...

– Adoro pintar. — Neville deu um sorriso largo. — Desde que meu pai morreu...

Seu sorriso se fechou e ele olhou para o baixo, encarando o chão. Luna se sentiu mal por ele. Ela também sentia muita falta da mãe, e apostava que ele sentia saudades do pai tanto quanto ela.

– Sinto muito pelo seu pai. — Luna deu um passo em sua direção, parando diante dele.

Ela admirou seus olhos castanhos por um momento.

– E eu sinto muito por sua mãe. — Neville deu um sorrisinho.

Os dois se olharam por um momento. Luna não era o que Neville esperava: uma menina mimada que só se importava consigo mesma. E Neville não era o menino idiota que Luna julgava ser.

O silêncio uniu os dois por um segundo. Eles se encararam por um longo período, sem dizer nada, até que a sra. Longbottom os chamou para jantar.

***

A janta estava deliciosa. Luna comera de tudo um pouco, rezando para não esquecer da dieta.

Depois de ajudar a recolher os pratos da mesa, Luna subiu para seu quarto. Ela sentou na cama e admirou o quadro por longos minutos. Aquilo sim era arte. Ela sorriu.

Ela assustou-se ao ouvir batidas na porta. Provavelmente era só seu pai, desejando-lhe boa noite. Ela sussurrou um "Está aberta" baixinho, sem olhar para a porta.

– Luna. — ela ouviu uma voz familiar vinda da porta. Os pêlos de seu corpo arrepiaram-se.

– Neville. — ela sussurrou, encarando o menino parado diante dela.

Ela levantou-se da cama e caminhou até a porta, sorrindo para o menino. Há dois dias atrás, Neville Longbottom era apenas um menino por quem ela não ligava se existia ou não. Mas se perguntassem para ela agora, quem era Neville Longbottom, ela não saberia dizer. Ele era um menino simpático, bonito e um ótimo pintor. E ele também tem ótimos lábios, pensou consigo.

Luna parou diante do menino, admirando-o.

– Só vim desejar boa noite. — ele sorriu, exibindo seus dentes alinhados.

Luna sorriu em resposta. Ela avançou um pouco, depositando-lhe um beijo rápido na bochecha.

Ela viu Neville corar. Ele corou, que meigo, Luna pensou.

O resto aconteceu em câmera lenta. Ela viu o menino diante dela avançar, levantando seu rosto com o polegar. Luna pensou em desviar, mas ela não queria. Ela queria beijar Neville, queria sentir seus lábios quentes roçando nos próprios. Queria explorá-los como nunca havia feito com ninguém.

Sentiu o menino chegando cada vez mais perto e passou a se aproximar também. Quando seus lábios se encontraram, seus dentes se chocaram, mas os dois não pareceram se importar.

Luna sabia que beijar seu irmão era errado, mas ela não se importava com aquilo no momento, ela só queria beijá-lo.

Os lábios de Neville eram quentes e suaves. Eles se beijaram suavemente por um longo período. Aquele beijo fora manso e calmo, diferente dos outros caras que Luna já havia beijado; não havia malícia naquilo, apenas paixão.

Um beijo apaixonado era tudo que Luna precisava naquele momento. Ela precisava de Neville assim como ele precisava dela. E então eles continuaram a se beijar.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!