Notas iniciais
Estava pensando em postar algo na conta, e achei que essa em especial merecia ser postada (motivos: Feels.) Espero que gostem ♥

A neve fofa caía naquela noite de véspera de natal como sempre. Fofa e branca como nuvens em um céu de primavera. As luzes de natal piscavam e coloriam o quintal dos Holmes, que mais cedo estava coberto pelo branco bonito e ao mesmo tempo sem vida da neve.

O senhor e a Senhora Holmes estavam sentados confortavelmente na sala, como faziam durante todos os natais, esperando a hora da ceia. Eles tinham dois filhos, com um ano de diferença cada, que agora brincavam pela sala e pela casa, ouvindo as músicas de natal que tocavam no rádio.

-Mããããe! — Sherlock, o mais novo, correu até a sala. Ele usava um tapa-olho e um chapéu de pirata, que combinavam com seu pijama listrado. — Mycroft não quer brincar de pirata!

-E por que ele não quer brincar de pirata? — Perguntou Senhor Holmes, virando cautelosamente uma taça de vinho em seus lábios.

-Porquê eu sou adulto. — Mycroft entrou pela sala, com seu pijama, por sua vez sem estampa, e um livro de figuras de baixo do braço esquerdo. — Não fico por aí com uma espada de madeira.

-Não é só uma espada. — Retrucou Sherlock, sentando-se ao lado dos pais. — É a minha espada.

-Não é só um livro. — Disse Mycroft, arregalando os olhos em forma de ironia:- É um livro de figuras!

-Achei que estavam brincando pela casa. -Disse a mãe calmamente, pegando Sherlock pelo tronco e colocando a criança de 3 anos no colo. — Hoje é natal, não podem ficar discutindo.

Mycroft rolou os olhos e sentou-se na cadeira que ficava ao lado da lareira, olhando pros pais. Abriu seu livro e começou a observar as figuras.

-Myke, o que acha se começarmos a usar as coroas de natal agora? — Perguntou a mãe, rindo com o menor pulando em seu colo de alegria.

-Ahhhhh, mamãe... — Mycroft respondeu, deixando o livro de lado. Seu pai se levantou, pegou Mycroft no colo e girou com ele pela sala, até chegarem no sofá onde Sherlock e sua mãe estavam.

-Que mau humor, Mycroft. — Brincou a mãe, segurando o nariz do mais velho. — Vamos, Sherly, vamos pegar coroas para o seu irmão rabugento.

Sherlock e a mãe saíram da sala, enquanto o menor brandava sua espada aos ares. Sherlock voltou alguns segundos antes da mãe, sentando-se entre o pai e o irmão que estavam abraçados, segurando pacotes. A mãe veio logo atrás, sentando-se ao lado do filho mais velho.

-Me ajude, Mycroft! — Pediu o irmão mais novo, todo risos, para o mais velho. Mycroft, com a cara emburrada, segurou o outro lado do pacote que se abriu em um pequeno estouro, revelando uma coroa azul. O mais novo não colocou a coroa na cabeça, pelo contrário, a pôs na cabeça de seu irmão. Mycroft relutou nos primeiros segundos, porém sua mãe o abraçou e lhe deu um beijo na bochecha, contra a sua vontade.

-Tome essa. — Disse o pai dos irmãos, colocando uma coroa também azul em cima do chapéu de pirata do filho mais novo. Sherlock olhou para o pai, sorrindo.

-Sou o rei dos piratas. — Ele disse cheio de si, enquanto pulava do sofá para o chão. Mycroft bufou.

-Você não é o rei dos piratas. — Ele falou, cruzando os braços.

-Isso porque ainda não sou mais velho! — Respondeu Sherlock, mostrando a língua para o irmão. Por sua vez, Mycroft retrucou:

-Você não vai ser um pirata!

Sherlock olhou para o irmão, triste. Ameaçando choro, como qualquer criança de três anos, ele fez um bico com os lábios. A mãe, percebendo o quase choro, levantou-se pegando o menor.

-Os dois vão ser o que quiser. — Ela falou decisiva. — Mas agora quero os dois correndo para lavar as mãos enquanto eu e o papai esperamos com a ceia. Vão!

A jovem Holmes olhou para o seu marido, que antes observava a cena orgulhoso. Ela estendeu a mão para o seu amado, que a segurou e se levantou, indo até a copa, que estava com a mesa farta, decorada com luzes natalinas e desenhos dos dois irmãos.

Os dois pequenos logo se juntaram aos pais, chegando e sentando a mesa com empurrões e implicâncias. A mãe olhou feio para os dois, que ficaram calados em um instante, porém Mycroft ainda beliscava o irmão por debaixo da mesa.

-Que tal falarmos coisas boas? — Sugeriu a mãe, como também havia sugerido no natal em que Sherlock começara a falar. — Mycroft, será que pode falar uma coisa boa pra gente?

Mycroft parou, olhou para os familiares na mesa e disse, envergonhado:

-Feliz natal.

A mãe se aproximou e beijou sua testa. Sherlock se balançava na cadeira de bebê, com as mãos pro alto.

-Pode falar, Sherlock. — Disse seu pai, colocando a mão sobre a mão da esposa.

-Quando eu crescer, vou deixar o Mycroft entrar no meu navio.- Ele disse, com a ingenuidade de uma criança. Os pais riram, e afagaram a cabeça do menor. Os dois irmãos então, depois desse lindo momento ingenuo, continuaram a brigar e a se beliscar, enquanto a mãe colocava a ave natalina no centro da mesa e o pai tentava fazer com que seus filhos se acalmassem.

''Imagine os jantares de natal''

Notas finais
Ok, acho que essa foi uma boa forma de começar a postar aqui, porque nada me dá mais feels do que esses dois irmãos (mentira, eu shippo johnlock cara). Obrigada por lerem ♥ -Iza
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!