Choros e lamentações
6 Tragédia existencialista de um velho amor sem pé nem cabeça
Notas iniciais
Frequentemente não temos todos os nossos planejamentos
Necessariamente realizados
E nunca a realidade é tão binária
Às vezes mesmo momentos fugazes de alegria
São afogados por inibriantes desapontamentos pessoais
mil e uma noites de especulação
vinte e quatro perguntas sem respostas
e mais de duas palavras não ditas
como continuar?
Frequentemente nos calamos diante da nossa realidade
Necessariamente montanhando neves
E nunca deixamos de querer viver
Às vezes só é difícil permanecer
São partes de um processo interminável de armaguras
duas partes de amor
vinte e quatro de rancor
mil e uma vez um negativo
como deixar positivo?
Frequentemente ponderamos nossa importância
Necessariamente inexistente
E nunca fundamentada
Às vezes frustrados
São momentos de profunda auto-piedade
vinte e quatro momentos de inutilismo
duas viagens para a dor
mil e um reais
como recuperar?
Raramente pensamos em estabilidade
Efemereamente realizamos sentimentos e sonhos
Sempre ignoramos positividade
Quase nunca usamos razão
São momentos de pura emocionalidade
como navegar a vida?
duas instâncias de alegria
mil e uma de putaria
vinte e quatro de miséria
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