Choose your words! - a Swan Queen challenge
43 Uma-fanfic-especial-de-natal
Notas iniciais
Regina estava na cozinha, tomando um enorme copo de água, quando a porta da frente se abriu.
–Família! Eu trouxe a árvore de natal! — Emma entrou trazendo uma planta num vaso.
Regina veio ver.
–Emma, o natal foi ontem. E isso é um cactus.
–É mais fácil de por os enfeites! — ela colocou a "árvore" num canto da sala. — E eu sei que foi ontem mas ninguém comemorou.
–Porque não somos cristãos! Jesus não existe na floresta encantada. A figura mais próxima que temos de Jesus, Deus, ou Papai Noel, é o Rumple. E eu me recuso a declarar feriado em nome dele.
–O rumple?
–Sim, uma figura trágica mas com ar festivo, punitiva, poderosa, que concede desejos e ao mesmo tempo dá lição de moral...
–Justo. Então faremos nosso próprio natal! Com jogos e...
–Não. — Regina se virou e voltou para a cozinha.
–Não se preocupe, mãe, — Henry se levantou. Ele estava deitado no sofá, lendo, esse tempo todo. — eu te ajudo a fazer o natal.
–Meu garoto! — ela abraçou o menino — Vamos decorar a árvore!
–Isso é um cactus...
–Eu sei.
***
Emma entrou na cozinha. Regina havia feito um lindo bolo de chocolate só para ela e estava comendo-o com uma colher de chá, apreciando cada pedacinho.
–Regina, — a xerife atraiu a atenção da prefeita, que não tirou a colher da boca — eu tirei a cobra do abajur. — Emma levantou o suéter, revelando uma jiboia enrolada em volta de sua cintura. — O nome dela é Shirley.
–Emma. Retire esse animal daqui.
A cobra se esticou e desceu, abandonando Emma. Henry veio fazer companhia.
–Mas ela gosta daqui, olha, já está se dando bem com o Henry!
Shirley havia envolvido o garoto, e já deslocava sua mandíbula para...
–Meu filho! — Regina fincou as unhas próximo a cabeça da cobra e libertou o menino.
–Tudo bem, mamãe... — ele não estava nem um pouco preocupado com o que acabara de acontecer.
–Calma, Regina, ela não tem veneno...
–Você também não e mesmo assim você come carne! — ela fez a cobra desaparecer numa nuvem de fumaça roxa.
–Mamãe, pra onde você mandou a cobra? — Henry sempre imaginara para onde iam as coisas envoltas pela fumaça roxa.
Regina o encarou em silencio por um momento.
–Sei lá. — ela respondeu finalmente.
***
Enquanto isso, em outra parte da cidade; Snow, acamada, com seu bebê nos braços, tentava espantar uma jiboia que subitamente apareceu a seus pés.
–David!
***
–Então... esse era meu presente pra você. — Emma se acomodou para beliscar o bolo, mas antes que pudesse, recebeu um olhar da prefeita, que a fez recuar.
–Mamãe... a gente decorou a casa. Vem ver pelo menos...
Relutante, a prefeita os acompanhou até a sala. A decoração era no minimo "criativa"; havia papel colorido espetado no cactus, e Henry organizou todos os abajures da casa em volta da planta, e tinha até...
–Tem um pônei na minha sala. — Regina disse lentamente tentando não gritar. — Amor... — ela dirigiu o olhar mais doce à esposa e deslizou a mão pelo rosto da loira. — por que tem um pônei na minha sala?
O animal estava parado ali, sem muito objetivo, com galhos de árvore presos na cabeça com fita adesiva.
–Não é um pônei, é uma rena! — Henry foi animadamente brincar com o bicho.
–O nome dele é Renan. — a xerife comentou.
–Renas macho perdem os chifres no inverno. — Regina cruzou os braços.
Emma analisou o animal.
–Por favor respeite a identidade de gênero do Renan.
–Preciso de álcool...
–Regina, na frente do Henry não... — Emma tentou ser discreta.
–...pra LIMPAR ESSA BAGUNÇA!
–Desculpe, mamãe... — o menino ficou sentido — eu levo o Renan lá pra fora.
Regina se arrependeu de ter esbravejado.
–Não, Henry... — ela chamou o menino — desculpe. A casa está linda, a árvore está linda, o Renan está lindo, vocês fizeram um ótimo trabalho. — ela o abraçou.
Emma foi participar.
–Tire esse pônei daqui. — ela disse baixinho para a xerife.
Emma correu para abrir a porta. Renan não fez questão de ficar ali.
–Feliz natal, mamãe.
Emma correu para o abraço.
–Feliz natal, querido. — Regina alisou o cabelo do filho.
–Feliz natal, amor. — Emma sorriu.
Regina apertou o rosto da loira e lhe deu um beijo.
–Feliz natal. — e sorriu — Nunca mais faça isso.
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