Choose your words! - a Swan Queen challenge
29 Porta retrato - cortina - espelho - pano de chão - sombrancelhas
Notas iniciais
Regina estava pondo a mesa para o café da tarde. Henry estava na sala jogando Deáblo [não recebemos patrocínio, então...], e já estava na hora de Emma chegar. O que Regina ouviu não foi o costumeiro barulho do motor do fusca amarelo, foi algo diferente. Quando o barulho cessou, provavelmente estacionando em sua garagem, a prefeita dirigiu-se ao exterior da casa para investigar. Assim que abriu a porta deu de cara com a loira.
–Oi, amor! — Emma não perdeu tempo e roubou-lhe um beijinho. Regina não se incomodou.
–Por acaso você veio de carona...?
–Ah! Troquei de carro, venha ver!
A xerife guiou a esposa até a garagem onde encontraram o novo veículo de Emma, tão amarelo quanto o anterior.
–O que é isso? — Regina estava em choque.
–Uma brasilia!
–... ... ... Por que?
–Um cara de chapéu bizarro quis trocar comigo... olha, veio com esse CD! — Emma colocou o CD e começou a cantar junto. — "Mina! Teus cabelo é da hora!"
Regina jogou o cabelo involuntariamente e se recolheu em sua perplexidade, de volta pra dentro da casa.
–Calma, — Emma tentou argumentar mas a rainha já estava mais pra lá do que pra cá. — tem outros CDs, ouve, "Como uma Deusaaaaaaa..."
Regina entrou sem olhar pra trás. Emma, derrotada em seu esforço de aprender várias músicas pra cantar junto com a esposa, desistiu. Fechou o carro e entrou em casa também. Lá dentro, a sala estava coberta pela fumaça roxa de sempre.
–Que mágica você está fazendo? — Emma mal conseguia respirar no ambiente.
–Lavando as cortinas.
–Você usa mágica pra lavar as cortinas?
–Amor, olha a altura dessas cortinas, você pensa que é fácil tirar e lavar essas coisas enormes, e por de volta no lugar? Faz ideia do quanto a Cinderela sofria pra fazer isso a cada seis meses?
–Não tinhamos cortinas no orfanato onde minha infancia foi roubada. E quem diabos faria mágica pra isso? Tem mágica pra aumentar o alcance da wi-fi, não?
–No meu castelo nós só tinhamos cortinas, não wi-fi, sinto muito.
–Não dá pra inventar um agora...?
–Não é assim que funciona.
–E se--
–Tá com fome? tem lanche na cozinha! — Regina tinha suas estrategias pra despachar a esposa.
–Okay. — A xerife tomou seu rumo.
Na cozinha, Paola Cat estava enrolada num pano de chão, observando Emma entrar.
–Você se acha especial só porque parece que tem sobrancelhas. — Emma não gostava muito do gato.
Paola abaixou as orelhas e deu as costas para a xerife, se enrolando no pano para dormir.
–Bitch. — Ela se serviu um copo de leite.
–Pussy. — Uma voz respondeu.
–Paola? — Emma quase derrubou o copo.
–Não, mãe, sou eu. — Henry apareceu.
–Ah! Onde você estava?
–Atras da geladeira.
–Fazendo o que?
–Chorando, eu derramei leite perto da mesa. — Ele apontou, o chão já estava limpo.
–Não entendi.
–Não adianta chorar sobre o leite derramado, então fui chorar em outro lugar. Só não sei quem limpou o leite.
Os dois olharam para o canto onde o gato dormia sobre o pano de chão.
–O importante é que o chão está limpo e mamãe não vai brigar comigo! — Ele disse feliz, e se sentou para lanchar com a mãe.
Regina irrompeu pela porta, assustando Paola Cat pra cima da geladeira e Henry pra debaixo da mesa.
–Emma, eu quero uma lontra albina. — e pousou as mãos na cintura.
–E eu com isso? — Emma continuou lanchando.
Regina caminhou lentamente até a esposa. Inclinou-se, e sussurrou em seu ouvido.
–Se você não me der o que eu quero, eu não dou o que você quer. — E lambeu levemente a orelha da loira.
Emma arreglou os olhos e se levantou de imediato.
–Estou saindo. — A xerife pegou as chaves da brasilia e se retirou.
Regina sentou-se na cadeira, alisando o gato vilanescamente.
***
Do lado de fora, Emma entrou no carro e pôs-se a dirigir.
–Onde eu vou achar uma lontra albina... — ela jogou o celular no banco do passageiro. — $iri, onde eu acho uma lontra albina?
–Sua. Localização. É. Storybrooke.– O celular respondeu. — O local. Mais. Proximo. Para. Encontrar. "Lontra albina". É. "Represa de Storybrooke".
–Que conveniente! GPS, mostre o caminho para a represa de Storybrooke!
A brasilia não tinha GPS.
–Se bem que eu moro aqui, eu sei onde é a represa... — Ela se lembrou. Olhou o espelho retrovisor e fez a volta com o carro em direção à represa.
O lugar não era longe, e logo o cheiro de... represa(?) pode ser sentido dentro do carro. Emma se esforçava para prestar atenção na estrada enquanto imaginava como a esposa ficaria feliz com sua lontra albina; as coisas que ela faria-- UM CISNE NO MEIO DA ESTRADA!
Emma afundou o pé no freio e evitou o atropelamento do animal.
–Tia Zuleica! — Ela desceu do carro esbravejando com a pobre ave. — A senhora não tem condições de sair do asilo desacompanhada, muito menos tentar cruzar a rodovia!
O animal se levantou, abriu as asas e começou a correr em circulos na frente do carro.
–Titia, comporte-se, vou te levar de volta pro asilo! — Emma corria atras do bicho, tentando pega-lo. Mas tia Zuleica se concentrava mais em tentar voar para longe. Ela não gostava do asilo, não tinha sauna nem pista de boliche.
–Com licença... — um homem se aproximou.
Emma tinha finalmente conseguido conter o cisne em seus braços, apesar das asas batendo incessantemente em seu rosto.
–Cê quer comprar meu submarino pra ajudar minha família? — Ele segurava um porta-retrato com a foto de uma fazenda de formigas. — Ele é amarelo!
–Moço-- — Tia Zuleica conseguiu escapar e saiu voando na direção da represa. Emma não se importava mais, pois agora podia ver o rosto do homem. — O senhor tem cabeça de besouro gigante.
–Sim. — Ele respondeu. — Bem observado. Eu tenho espelho em casa também.
–Como você fala se besouros--?
–Quer o submarino ou não?
–Sim, eu troco por esse CD da Vanusa...
–Eu aceito. — Ele pegou o CD. — Agra posso salvar meu casamento! — E saiu feliz.
Emma correu até o submarino amarelo e entrou. Percebeu não sabia pilotar o veiculo. A xerife sentou no chão muito infeliz de não ter cumprido sua tarefa. O celular tocou.
–Emma?
–Oi, amor... — ela disse desanimadamente.
–Eu achei onde comprar lontra albina na internet, pode voltar pra casa, tudo bem.
–...
–Emma?
–A gente tem onde guardar um submarino?
FIM
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