Choose your words! - a Swan Queen challenge
7 Mary Margaret – sexo – outro filho – guarda-chuva
Notas iniciais
O dia amanheceu ensolarado. Pelo menos isso está, pensou Regina. A morena revirava na cama, recusando-se a levantar.
– Amoor... – Emma chamou sacudindo a mulher.
– Nãaaao... – ela resmungou com a cara enterrada no travesseiro.
– Ah qual é Regina... Vai ser divertido...
A prefeita se virou para encarar a loira.
– Nossas concepções de “divertido” são realmente diferentes, Swan...
Emma cruzou os braços e sentou-se na cama.
– Olha aqui Regina... Se não quer fazer isso por mim, faça por Henry pelo menos. Ele está todo animado – a xerife se dirigiu à porta do quarto — Dê um jeito nesse seu mau humor.
Emma deixou o cômodo e consequentemente, a prefeita sozinha. Regina socou a cama e chacoalhou as pernas como uma criança.
– Arrrg!
Depois do breve “showzinho” de descontentamento ela se endireitou e arrumou o cabelo. Querendo ou não, teria de enfrentar aquele dia “em família”. Um dia inteiro na presença do casal Charming já seria ruim por si só, mas agora ter de dividir sua piscina nova (e diva) com aqueles dois seria massacrante. A idéia do churrasco na mansão foi de Mary Margaret. Claro né... Coisa de pobre. E nem ainda por cima oferece a própria casa!, resmungou mentalmente. Além de aturá-los ainda vou ter que encher a barriga desse povo.
A prefeita revirou os olhos e reunindo muita força de vontade conseguiu se trocar. Foi até o banheiro e encarou seu reflexo no costumeiro espelho. Seja legal... – ela se lembrou das palavras da loira mais cedo. Fingiu um sorriso torto, mas o resultado não foi muito satisfatório. Imaginou-se então estrangulando a professorinha ou afogando-a na piscina e um sorriso largo e sincero (apesar de um tanto maldoso) surgiu em seus lábios. É... Vai servir... — pensou antes de deixar o quarto.
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Regina andou pelo corredor até o quarto de Henry. O garoto corria pra lá e pra cá juntando uma porção de coisas que iria levar para baixo. Bóias e alguns brinquedos para piscina estavam no meio. Além de toalha e protetor solar. Regina sorriu. Ao ver o quanto Henry estava feliz ela até se esqueceu um pouco dos avós estorvo.
– Bom dia meu amor...
Henry virou-se na direção da voz. Aquele sorrisinho era a coisa mais fofa que Regina já havia visto.
– Bom dia mamãe! – ele correu e abraçou a prefeita.
Antes o garoto batia em seu peito. Hoje em dia, já não era mais tão pequeno. Incrível o que apenas dois anos podem fazer... – ela pensou, abraçando o filho de volta.
– Você está de... Short? – Henry sorriu largo.
Regina corou. Nunca (pelo menos que ela se lembrasse) tinha usado shorts, mas naquela ocasião, ela simplesmente não tinha o que vestir em seu armário. Roupas sociais na beira da piscina seria uma cena para os Charmings se lembrarem o resto da vida. Ela não daria esse gostinho a eles. A peça de roupa então tinha sido “roubada” do armário da loira. A regata que ela vestia, também. E nem tinha sido muito difícil de escolher. Não eram assim taaaaantas opções.
– Ahh — hn... – ela gaguejou – Pois é... Bom acho que.. Não vou correr o risco de molhar um dos meus vestidos, não é?
Henry riu e concordou com ela. De qualquer maneira, era divertido (e imagina essa cena: Regina de shortinho! Meu deus! *infarto* ) ver a mãe daquele jeito. Regina então começou a questionar se de fato suas roupas sociais chamariam mais atenção do que as que ela usava agora. Pela cara de Emma quando entro no quarto, ela soube na hora que não. A loira arregalou os olhos e engoliu a prefeita, percorrendo cada centímetro daquele corpo (agora em roupas mínimas). O sorriso no rosto de Emma foi até engraçado. Como se ela nunca esperasse por uma situação assim.
– Que?? – Regina resmungou. Ser o centro das atenções, nessa situação, a estava deixando desconfortável – Achou que eu fosse usar minhas roupas pra fazer churrasco?? Sonha...
Emma riu alto.
– Claro... Claro que não usaria... – a loira ainda continuava controlando o riso — E ai pra isso você pega as minhas?
– Ora Swan, deixe de ser besta não é tãaao chocante assim – Regina fez um bico e cruzou os braços.
– Não e tão chocante assim?? Um macaco dirigindo, hoje em dia, não seria tãaao chocante assim. Mas isso?? Isso é mais que chocante!
A xerife continuava rindo e agora nem Henry conseguia segurar.
– Vai rindo Swan... – Regina passou por Emma, em direção à porta. No caminho, ela fez questão de dar uma cotovelada na loira. Mas nem isso fez com que ela cessasse o ataque de risadas – Vamos ver quem vai rir por último hoje à noite.
– Espera ai amoor... – Emma gritou, se contorcendo no chão – você está linda! É só que... Ah espera ai Regina!
Emma começou a correr atrás da mulher, deixando Henry rindo sozinho no quarto. Como ele amava aquelas duas.
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Emma usou sua persuasão (seu charme e seu corpo colado no da prefeita) para acalmar Regina. A xerife foi receber os convidados e levá-los até a área de lazer do lado de trás da mansão, enquanto a morena pegava o necessário na geladeira da cozinha. Com todos já curtindo o sol ao lado da piscina, Emma voltou para ajudar a mulher. Regina carregava um punhado de vasilhas cheias de coisas para o churrasco e a loira ajudou a esvaziar um pouco de seus braços abarrotados de potes antes que ela derrubasse algo. Henry passou correndo por elas, com suas próprias utilidades em mãos.
– Henry! – Regina gritou – Não se esqueça de pegar os ventiladores! Tá um inferno de quente lá fora.
O garoto assentiu.
– Ai que drama Regina. Nem tá tão quente assim.
Elas abriram a porta dos fundos e Mary Margaret, sentada sobre uma toalha na beira da piscina, já estava começando a ficar vermelha. Storybrooke nunca tinha visto um verão como esse.
– Não né? Depois que a sua mãe virar um camarão a gente conversa de novo.
Emma teve que rir. É estava bem quente para a cidadezinha. Foi então que Regina viu que tinha um convidado a mais ali. Neal. Droga. *Alerta vermelho* *Recuar! Recuar!* A prefeita deu meia volta na hora, mas a mão de Emma em seu colarinho a impediu.
– Regina....- ela tentou acalmar seus nervos – Foi Henry quem chamou... Tenha um pouquinho de paciência...
– Mais??! – ela resmungou por entre os dentes.
– Relaxa... – ela sussurrou na orelha da morena – Você é muito mais gata do que todos eles.
– Disso eu sei, e daí?
Emma riu.
– Vem... Vamos nadar.
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Elas colocaram as vasilhas na geladeira da área de lazer e David se encarregou da churrasqueira. Emma começou a servir os copos com refrigerante bem gelado. Neal estava sentado na mesa perto dela quando Regina se aproximou.
– Bom dia, Regina.. – ela cumprimentou.
– Ahn- ram.
A morena passou reto por ali e se serviu de um dos copos que Emma enchia. Henry voltou com o ventilador na mão.
– Toma mãe!
O garoto parecia desesperado para entrar logo na piscina e quase jogou o objeto para a morena, correndo para a água.
– Passou o protetor? – ela perguntou quando o menino já pulava na piscina.
– Ahn.. Esqueci – ele deu um sorrisinho torto.
– Então volta já aqui pra passar ou vai ficar como sua avó... – a última parte ela sussurrou, mas Emma conseguiu pegar.
A loira repreendeu a mulher com o olhar, mas Regina nem ligou. Já estava se esforçando demais, não custava nada dar umas tiradinhas de vez em quando.
– Ah deixa o menino Regina... Tem um pouco de sombra na piscina.. – Neal foi quem falou.
Regina nem se virou para responder.
– Vai querer cuidar dele depois que pegar uma insolação? Vai vir aqui se ele ficar com febre?? Não, aposto que não. Então sossega que do meu filho cuido eu.
Neal arregalou os olhos e percebeu que a prefeita não estava para brincadeiras hoje.
– Que bicho mordeu sua mulher hoje? – ele sussurrou para a loira.
Emma deu de ombros.
– Acontece de vez em quando...
– Como agüenta? – ele brincou.
A loira riu.
– As vezes eu até me pergunto... Mas o sexo é tãaao bom... – Emma brincou de volta.
Foi ai que ela percebeu que a morena ainda segurava o ventilador e olhava agora direto para os dois ali.
– Swan, eu tenho um ventilador e não tenho medo de usá-lo.
Emma gargalhou alto. Neal e David riram também.
– Ohh meu amor... – ela se aproximou e abraçou a morena pela cintura – Brincadeirinha. Você sabe que eu te amo.
Regina não esperava por aquela e corou. Tudo bem. Talvez ela estivesse exagerando um pouco hoje. Relaxou os ombros e abraçou Emma de volta. Deixou as desavenças de lado por algum tempo e curtiu o momento.
– Tudo bem... Vamos dar uma trégua – ela piscou para os três ali perto.
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Henry chamou a morena para nadar com ele e na hora de entrar na piscina, Regina não resistiu. Deu um ponto e cobriu a professorinha de água. Mary Margaret levou um susto tão grande que nem David conseguiu conter uma risada. Depois do seu mergulho inicial de *sou diva*, Regina emergiu a tempo de ver o olhar zangado da loira.
– Foi a última. Eu juro – ela sorriu maldosa.
Mais tarde eles comeram os hambúrgueres preparados por David e pouco depois do descanso, todos foram para a piscina juntos. Armaram uma rede na a piscina para jogar vôlei. O time foi dividido, como já era de se esperar, entre: Regina, Emma e Henry de um lado e Mary Margaret, David e Neal do outro. O jogo ia muito bem, até Neal “acidentalmente” (diz ele) acertar a prefeita com a bola em cheio. O olhar da morena quase cortou a rede ao meio, indo pousar direto no homem do outro lado.
– Oh-ow... – ele murmurou.
Regina saltou como se fosse arremessar a bola de volta, mas não foi bem isso que ela jogou. Neal conseguiu se abaixar na água bem a tempo de evitar uma fritada.
– BOLA DE FOGO!! – ela gritou enquanto uma esfera de chama saia de sua mão.
O objeto incandescente explodiu na água a poucos centímetros do homem submerso.
– Precisava gritar? – Emma revirou os olhos de forma engraçada.
– Tava no clima.
Neal emergiu ainda se defendendo com as mãos na frente do rosto de um possível próximo ataque da prefeita. Regina gargalhou como só ela sabia fazer.
– Calma, Neal... Se um dia eu for te matar.. Não vai ser em uma piscina.
Logo todos riram também. O restante da tarde foi até agradável. Eles nadaram mais um pouco e só saíram da piscina quando o sol já se escondia. Neal brincou de “tubarão” com Henry e Mary Margaret até elogiou o biquíni da prefeita. Emma e Regina por sua vez, deram uma escapadinha básica de dez minutos para... “Ir ao banheiro”, como elas disseram. Os últimos raios do sol banhavam a piscina pelos poucos minutos restantes quando os convidados foram embora.
– ... Tchau Regina – Mary Margaret acenou.
Regina abanou a mão de volta.
– Ah.. – ela se lembrou – Melhor levarem um guarda- chuva para a volta...
Regina riu por dentro. Mary Margaret não entendeu bem o que ela quis dizer com aquilo, mas decidiu não prolongar a conversa. Assim, Emma se despediu e a mansão voltou a comportar apenas seus integrantes originais. Henry ainda brincava como louco na piscina.
– Hey amor.. – Emma se aproximou da morena.
– Agora não, Emma. To tomando sol.
Emma ignorou o aviso e sentou no colo da mulher. Regina, que estava com a toalha na cara, levou um pequeno susto, mas não reclamou daquilo.
– O que foi aquilo com o guarda-chuva??
– Algo me diz que vai chover.
– Com esse sol??
– Pois é... To a fim de ver filme mais tarde.
– Ahhh... Entendi.
Regina tinha o costume de desconsiderar o resto do mundo e alterar o clima de vez em quando a seu bel prazer. Filme significava chuva e pipoca. A xerife riu. A morena então retirou a cobertura para poder ver Emma. Agarrou a loira pela cintura e ficaram ali por um tempo olhando o garoto na água.
– Onde é o botão que desliga esse menino? – Regina jogou.
Emma riu.
– Não tem. Ele é seu filho. Veio com pilha eterna.
Foi a vez de Regina sorrir, e de forma bem maliciosa.
– A gente pode ver isso mais tarde...
– Pode apostar, Madam Mayor... – Emma aproveitou que Henry estava mais que distraído consigo mesmo (e algumas bóias) e se inclinou beijando Regina nos lábios. O beijo foi intenso e elas só se separaram porque, ao contrário da suposta energia da prefeita, o ar delas não era tão infinito assim. Para surpresa das duas, Henry estava ali ao lado, encarando as duas mães com um risinho no rosto.
– Hramm.. – Regina limpou a garganta.
Emma se endireitou no colo dela.
– Henry... – a morena continuou – Achei que estivesse... Brincando.
– Eu tava... Mas não sou cego mãe – ele riu – Além do mais... Vocês fazem barulho sabia?
Regina ficou super vermelha. Super. Emma que era mais espontânea riu junto com o filho.
– Tuuuudo bem campeão... Você nos pegou. Agora vai. Junta as suas coisas e sobe pro chuveiro...
Henry continuou rindo da atual situação de Regina, mas obedeceu.
– Oh amor... Relaxa... – a loira ajeitou uma mecha do cabelo da prefeita.
Regina pegou um copo com água ali ao lado.
– Da um trabalho de vez em quando... – ela levou o vidro aos lábios.
– Ah jura que pensa assim..? – Emma abriu seu sorriso mais cafajeste – eu estava pensando seriamente em fazer outro filhou hoje à noite.
A mão da prefeita vacilou e o copo se estilhaçou no chão. Emma gargalhou como não fazia há tempos. Ela se levantou e puxou a prefeita atordoada.
– Brincadeira amor... Vem...
Regina passou a mão em volta de Emma, envolvendo-a pela cintura.
– Mas assim... Acho que podemos cogitar essa idéia pra daqui um tempo... – ela continuou, jogando verde.
Regina então sorriu.
– É... Quem sabe... Agora, vamos ver Star Wars e esquecer esse papo de filho! – ela ergue os braços.
Emma riu e agarrou a prefeita, carregando Regina nos braços até a porta de casa.
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