Choose your words! - a Swan Queen challenge

32 Dragão - grito - sacerdote - maldição - alma - parte 1


Notas iniciais
Oooooiii pessoal o "It's been 84 years..." 8'D Desculpem minha ausência por aqui, é que a faculdade é um lugar selvagem u_u Trouxe o pedido da Nerve Frost *_* Desculpe a demora XD Então, quando vimos suas palavras a ideia do RPG veio na hora kkkk E eu precisei de uma introdução pro jogo hehe Por isso o cap ficou gigante e vamos ter parte dois o Que é onde eu vou usar realmente as palavras que você pediu kkk Espero que gostem =D Parte dois sairá em breve... Fic by ThEvilqueen ;)


Henry chegou ao escritório e foi direto se sentar na poltrona. Antes da maldição ser quebrada, ele aguardava a mãe ali todos os dias após a escola. Com a chegada de Emma, as visitas à prefeitura ficaram restritas às quartas e sextas, que era quando a loira tinha de fazer turno noturno e não podia buscá-lo. Regina estava concentrada assinando alguns documentos, e apenas dirigiu-lhe um "boa noite, filho". Henry retribuiu e deixou a mochila no chão, jogando-se sobre as almofadas.

– Vai demorar, mãe? — perguntou.

– Só mais alguns minutos... — Regina respondeu, sem tirar os olhos dos afazeres.

O garoto suspirou. Não é que ele não gostasse de ir embora com a morena... É só que a prefeitura não estava no topo de lugares mais divertidos para crianças em Storybrooke e quando era a vez de Emma pegá-lo na escola, eles geralmente tomavam sorvete depois ou passeavam um pouco pela cidade. A primeira opção costumava ser omitida no relatório do dia à prefeita.

Ajeitou-se por ali, mas algum tempo depois, observando o olhar que a mãe tinha sobre o trabalho, percebeu que aquilo ainda iria demorar um pouco. Sem entusiasmo para passar o restinho da tarde entediado, levantou-se e foi dar uma olhada nas prateleiras de livro próximas à parede. Correu o dedo por alguns volumes, mas nada chamou sua atenção, até... Em meio a diversas obras de direito, com suas capas frias e sem vida, Henry encontrou um livro um tanto diferente. Puxou o volume e sentou-se no tapete. Só pela capa, o garoto pôde confirmar que ele era realmente singular: cores vivas, detalhes em alto relevo e muitos desenhos fantasiosos... Nada como o restante dos outros volumes sérios. Abriu e folheou algumas páginas.

– Henry, vamos pra ca... — Regina interrompeu a própria fala quando notou o que o menino tinha em mãos — Que está fazendo?

Henry só então notou a presença da mãe, estivera imerso no conteúdo do livro por tempo indeterminado.

– Ahn? Ah, eu só to lendo esse..._

– Onde achou isso?? — com um rápido movimento, o livro já não estava mais com o garoto. Regina colocou-o de volta no lugar vago da estante.

– O que era aquilo, mamãe? — ele estava desapontado por ter perdido seu objeto de diversão, mas ainda assim, empolgado com o que tinha acabado de descobrir.

– Nada — a prefeita fingiu que nem era com ela e começou a arrumar a bolsa para irem embora — Vamos.

Apagou as luzes e esperou pelo filho no vão da porta. Henry obedeceu, mas o tempo de convivência com a outra mãe havia lhe ensinado alguns truques e antes de deixar o escritório ele furtivamente escondeu a nova aquisição dentro da mochila.

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Emma chegou para o jantar e eles já a aguardavam à mesa. Regina havia preparado o prato predileto dos dois: uma suculenta lasanha. Receita clássica da família Mills.

– Nossa! — a loira sorriu — Qual a ocasião especial dessa noite?

Regina levantou-se e foi em direção à esposa, recolhendo sua jaqueta e conduzindo-a até seu assento. A prefeita usava um vestido preto neutro mas extremamente elegante, e mantinha o avental elaboradamente trabalhado. Não precisava mais dele, mas sabia que Emma gostava da imagem. Aquele especificamente, era o preferido da loira e tinha histórias pra contar de algumas noites passadas. Pelo olhar que a xerife lhe dirigiu, Regina soube que havia acertado na escolha. Sorriu discretamente para sua esposa e puxou a cadeira pra que ela sentasse.

– Nada, meu amor... Só fiz um jantar merecido para as pessoas que eu amo...

Emma deu uma olhada no garoto, algo que Henry interpretou como "o que sua mãe ta tramando??", e ele riu disfarçadamente.

– Então... — ela brincou com o garfo enquanto esperava Regina acomodar-se novamente — Que foi? Ta precisando de dinheiro?

A morena ergueu a sobrancelha. Só ai Emma percebeu o quão idiota era aquela colocação.

– Deixa pra lá — consertou.

Henry teve que fazer esforço pra não rir. A prefeita apenas balançou a cabeça negativamente. "Ainda bem que é bonita.." — pensou.

– Como foi no trabalho? — Emma voltou a parecer adulta.

– Bem. E você? Exaustivo o turno hoje?

– Ah, claro... — brincou — Tive que perseguir um esquilo por quatro quarterões... Acho que ele vai aprender e não roubar mais as nozes da Vovó.

As duas riram. A família jantou alegremente e depois de todos satisfeitos, Regina começou a retirar a mesa. Emma e Henry empilhavam os pratos enquanto a morena se dirigia à cozinha.

– E você, kid? — a loira puxou conversa — Novidades?

Henry sorriu ao ser indagado sobre o assunto.

Na verdade...– ele sussurrou — Tenho uma coisa pra te mostrar...

Sabendo que era segredo, Emma interessou-se ainda mais. Henry notou que a outra mãe já voltava e completou:

– Te mostro la no quarto depois, antes de dormir... Oi mãe! — e acenou para Regina — Tava uma delícia!

– Que vocês estavam cochichando? — a morena desconfiou.

– Quem? — Emma entrou no jogo.

Regina voltou a erguer a sobrancelha.

– De você eu cuido depois... — e virou-se novamente para o filho — Vá escovar os dentes.

Henry obedeceu, não queria prolongar a conversa. Assim que ele terminou de subir as escadas, Regina voltou-se para a xerife.

– Que era?

– Nada, amor... — Emma aproximou-se, colocando-se por detrás da prefeita. Deslizou as mãos pela silhueta da morena e deteve-se numa das amarras do avental. Levou os lábios ao pescoço da mulher e sussurrou em seu ouvido — Vem... Eu te ajudo a... Lavar a louça.

Regina sorriu maliciosamente. Não sabia o que aqueles dois estavam tramando, mas tinha algo melhor para atentar-se agora.

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Antes de dormirem, Henry pulou na cama das mães para dizer boa noite.

– Ai, seu gordo! — Emma brincou.

Regina aninhou o garoto nos braços e ele lhe deu um beijinho na bochecha.

– Boa noite mãe...

– Boa noite, meu anjo... — ela retribuiu.

Discretamente então, ele lançou um olhar para a loira.

– Ahn... — Emma levantou-se — Vou colocá-lo na cama. Já volto, amor...

Regina estava cansada demais para discutir ou questionar, portanto apenas assentiu. Henry acompanhou a mãe até seu quarto. Fechou a porta.

– Que você aprontou dessa vez? — a loira foi logo perguntando.

– Shhh..! Olha!

O garoto retirou o livro da mochila.

– Woow! — Emma pegou o volume — Que isso aqui?

Henry tinha certeza de que ela iria se interessar. De fato, Emma achou aquilo a coisa mais linda do mundo.

– Onde arrumou isso?

– No escritório da prefeitura...

– Ow, ow, ow... Pera ai. Por que ta escondendo dela então? — olhou desconfiada — Henry.... Cê roubou isso aqui da sua mãe?

– Claro que não! — ele se fez de inocente — Eu só... Peguei emprestado.

A loira teve que rir. O garoto a lembrava muito de si própria.

– U-hum. Mas o que é, afinal?? — a curiosidade falou mais alto.

– Olha! — ele pegou o livro, sentou-se na cama e abriu-o sobre o colo — Parece um tipo de jogo...

Emma sentou-se a seu lado, observando as gravuras.

– Mas isso..._

– É a Enchanted Forest, uhum — ele confirmou — E aqui está a vovó, e o vovô...

– E como tem um jogo com eles num livro...? — ela interrompeu a própria frase ao notar que conhecia aqueles padrões de informação contidos ali — No. Way.

– O quê?? — quem estava curioso agora era o menino.

– Deixa eu ver isso direito — e pegou o livro. Estudou as gravuras e a escrita por alguns segundos, folheando várias páginas — Regina, sua safada! — sorriu.

– Me conta!! — Henry ia ter um treco.

– Emma??– uma voz veio do corredor. Aparentemente a prefeita havia decidido que já estava tempo demais sem a loira na cama.

– Já to indo, amor..! — ela gritou de volta — Kid, guarda isso aqui. Vou recolher mais informações sobre ele — ela piscou para o filho.

Henry queria que ela lhe contasse o que tinha descoberto agora, mas sabia que era melhor não levantar mais suspeitas. Emma despediu-se e correu de volta para o quarto do casal.

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– Voltei — a loira fechou a porta do quarto atrás de si.

– Que vocês estavam conversando? — a morena desconfiou da demora.

– Nada, amor... — Emma jogou-se na cama, apoiando a cabeça na barriga da morena — Ele só estava me contando umas coisas da escola...

Regina sentou-se, deixando o rosto da loira cair sobre o colchão.

– E por que ele não contou pra mim também?

– Talvez pela sua aparente delicadeza...– a xerife resmungou baixinho.

– Disse alguma coisa? — Regina encarou a esposa.

– Não! — ela recuperou-se do "tombo" e sentou ao lado da morena — Nada não. Então... Não era nada de mais, Regina... Coisa de criança.

– U-hum — a esposa não parecia ter aceitado o argumento numa boa e emburrou-se.

– Ah, qual é! — Emma abraçou a prefeita — Vem cá.

Com a atenção toda nela e as carícias da loira, Regina logo começou a ceder e retribuiu o abraço. Elas ficaram assim por algum tempo, Emma apoiada no ombro da mulher e a prefeita acariciando seus cachos loiros.

– Amor..? — Emma chamou.

– Hum?

– Que você costumava fazer aqui antes da maldição.. Bom... Ser quebrada?

– De onde tirou isso agora?

– Curiosidade — mentiu.

– Bom, eu... Me entretinha da melhor forma possível.

Emma esboçou uma careta ao recordar-se que esse "entretenimento" incluía eventuais noitadas com o ex xerife, mas queria manter o foco original da conversa e sendo assim, não disse nada.

– Hum... E que coisas estavam incluídas nisso? Quero dizer, deve ter sido um pouco entediante pra você a mesma rotina durante tanto tempo...

Regina ergueu uma sobrancelha. Onde a loira queria chegar com aquele assunto repentino?

– Coisas, Swan...

– Você costumava ler muitos livros, ou sei la... Escrever histórias?

A prefeita afastou-se da esposa.

– Emma. Swan. — ela disse pausadamente — O que vocês estão aprontando?? Henry trouxe o livro, não trouxe?

A loira arregalou os olhos.

– Como descobriu?? — afastou-se da esposa para poder encara-la nos olhos.

– Emma, eu já fazia isso muito antes de você nascer.

E eu acredito...– murmurou.

E com esse comentário a loira ganhou um tapa no braço.

– Au!

Regina cruzou os braços e deu-lhe as costas.

– Ohh amor... Vem cá — ela abraçou a esposa por trás — Henry achou muito legal... Eu achei muito legal. O que tem de mais? É brilhante!

Os vários elogios seguidos ajudaram a amaciar o ego da morena.

– Acha mesmo?

– Claro que eu acho... — Emma puxou o rosto da prefeita para si.

Regina encarou as íris esmeralda por alguns instantes. Arrumou uma mecha do cabelo loira atrás da orelha da xerife.

– U-hum... Mas nem precisa pensar sobre o assunto.

– Whaa?? — Emma estava perplexa, novamente — Mas eu nem falei nada ainda!

– Mas eu sei o que vai dizer. — disse a morena, virando-se e puxando a coberta sobre si.

– Ah é??

– U-hum.

– Então o que era? — agora a loira queria dar o troco. Ela odiava quando a esposa fazia aquilo.

– Você ia pedir pra gente jogar. E a resposta é não.

A esse ponto, Emma já havia se encaixado atrás do corpo da morena, seu rosto bem colado ao pescoço da prefeita.

– Já que a senhora é tão boa em previsões... Aposto que já sabe sobre o desafio que eu vou propor então... — provocou.

Pareceu surtir efeito na mulher e ela virou a cabeça para encarar a xerife.

– Que desafio?

Emma sorriu vitoriosa. Queira se vingar por Regina ser tão sabichona e, é claro, queria conseguir seu objetivo. E curtir os momentos no processo, as well.

– Se eu... Aguentar você.... A noite toda... — a loira pausava cada trecho para um beijo provocante no pescoço da prefeita — Do jeito que quiser... — uma longa pausa desta vez — Nós jogamos.

Apesar de não estar habituada a desafios dirigidos a sua pessoa, Regina achou aquele em específico muito interessante. E uma rainha que se preze não recusaria uma batalha.

– A noite toda? — ela checou o relógio, eram apenas nove e cinquenta — Do jeito que eu quiser?

– U-hum... — o beijo desta vez foi acompanhado de uma leve mordida na pele da morena.

Aquilo a fez arrepiar involuntariamente. Emma sorriu, maldosa.

– Está brincando com fogo, Swan... — Regina teve de se esforçar para que as palavras não saíssem num gemido.

– Então porque me parece que quem está com medo é você..? — provocou.

Aquilo também já era demais. Se Emma queria um desafio.. Era o que ela teria. A prefeita seria rainha esta noite e a xerife que se cuide. Regina girou o corpo com rapidez, ficando por cima da loira e prendendo-a entre suas pernas.

– Muito bem, Swan... — Emma adorava quando a esposa se dirigia a ela daquela forma. Significava ou que ela tinha aprontado alguma, ou que estava prestes a se dar muito bem...

Regina investiu sobre o corpo da xerife, distribuindo beijos e mordidas em seu pescoço enquanto apertava com força um de seus seios.

– Só mais uma coisa.... — ela interrompeu o que fazia, de repente.

– Sim..?

– Quando o dia raiar... Ainda vai ter que levantar e preparar o café.

Emma sorriu maliciosamente.

– Fechado.

E com um estalo de dedos da morena, Emma apareceu algemada na cama e com um venda sobre olhos. Regina passou a mão na alça da camisola de seda que vestia e deixou o pano escorregar para fora de seu corpo.

– Isso se sobreviver até lá...

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Henry acordou animado na manhã seguinte, doido pra saber se a loira tinha conseguido alguma nova informação para a operação RPG. Correu para o corredor, na direção do quarto das mães. Já se passava das nove da manhã de sábado e nenhuma delas ainda tinha ido acordá-lo, algo não estava normal.

– Mãaae! — ele bateu a porta uma vez, enquanto já se preparava para abri-la — Já estão acor__

– HENRY!! — a voz desesperada da loira veio de dentro.

O grito repentino assustou o garoto, que interrompeu o movimento de abrir a porta.

– Kid... Erm..- Emma tentou consertar as coisas — Já estamos saindo, só um segundo.

Henry decidiu não interferir no que quer que as mães estivessem fazendo lá dentro e puxou a porta de volta.

– Vá descendo. Já estou indo preparar as panquecas.

– Panquecas!! — isso o animou novamente.

O interesse sobre os assuntos misteriosos do quarto sumiu totalmente com a menção à comida feita pela loira. O menino correu então de volta para o quarto e calçou as pantufas, disparando escada abaixo na direção da cozinha. A xerife agradeceu eternamente por ele ainda ser uma criança e a estratégia da comida ainda lhe ser útil. Se bem que isso funcionava com ela até os dias de hoje, mas não era algo que vinha ao caso.

No interior do quarto do casal, Emma levantou-se da cama e caminhou até seu armário. Assim que ficou de pé, levou a mão às costas, arfando de dor. Regina ainda permanecia deitada sobre os lençóis de cetim, encarando a esposa com um enorme sorriso maldoso estampado nos lábios. A loira vasculhou o armário — que acabou por ficar mais bagunçado do que já estava — e amaldiçoou sua tendência a regatas. Precisava de algo para cobrir os hematomas, mas uma jaqueta de couro ali em cima iria mata-la de dor. Virou-se para a esposa.

– Nem pense. Não vou te emprestar nenhuma das minhas blusas caríssimas — Regina interrompeu a loira assim que ela abriu a boca para falar.

– Arrgh! Você é o capeta, sabia?

– Jura? Estava me chamando de rainha até poucos minutos atrás...

Emma cerrou os punhos, mas recebeu uma alta gargalhada da prefeita quando percebeu que até aquele movimento fazia todo seu corpo doer. A noite passada tinha realmente sido digna de um belo desafio e em certos momentos a loira até chegou a se perguntar se aguentaria realmente. Regina tinha explorado todas as suas fantasias sexuais e exigido tudo o que o corpo atlético da xerife podia oferecer. Ela estava um caco. Exausta era pouco.

Mas com um imenso esforço ela ainda mantinha-se de pé, não tinha chegado tão longe para desistir. Teve que escolher um pijama de inverno, era a única coisa com mangas compridas que não iria agredir seu corpo detonado. Regina riu ainda mais ao ver a esposa vesti-lo.

– Pretende passar o dia com isso, Swan?

– Ha-ha-ha. Vai rindo mesmo... Pelo menos eu ganhei a aposta.

– Ganhou, é? — Regina jogou em seu tom mais provocante — Tenho minhas dúvidas de quem ganhou o que aqui...

Emma fuzilou a esposa com o olhar e desceu para cumprir o restante do trato. Regina estava tendo um incontrolável ataque de risadas com aquelas cenas, principalmente ao ver como a loira tinha de caminhar com o corpo todo doído. Assim que ela deixou o quarto, Regina puxou o lençol sobre si, curtindo alguns minutos a sós. Ela própria estava acabada, mas tinha de admitir que a loira havia se saído mais do que bem. Perderia a aposta e seria forçada a jogar com eles, mas depois da noite passada ela pouco se importava. Perderia um milhão de vezes mais.

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Emma até conseguiu fazer as panquecas direitinho. Não eram as melhores que ela já tinha feito mas estava aceitável. Tomaram café juntos e ela anunciou ao garoto a noticia de que iriam jogar hoje.

– Sério?? — ele queria perguntar como a loira tinha conseguido aquela proeza, mas conhecendo as mães como conhecia, achou melhor nem se meter — Uhull!! Vou chamar vovó e vovô! — e saiu correndo em direção ao telefone.

– O quê?! — Regina manifestou-se contra — Eu não concordei com isso ai não...

– Filha, você que fez a danação do jogo e não sabe que não da pra jogar só de dois?? — Emma provocou. Depois do esforço que tinha feito (não que ela estivesse reclamando), achou que merecia — Quer dizer, até da.. Mas ai fica chato.

Regina bufou.

– Tanto faz.

A xerife riu, vitoriosa. Agora começaria sua vingança.

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Após o almoço, todos já estavam reunidos no tapete da mansão Mills para dar início à partida. Mary e David aceitaram o pedido do menino, alegremente. A única expressão de sofrimento ali era a da prefeita.

– Emma isso ai é... Pijama? — Mary notou que a filha vestia algo incomum.

– Ahn... É uma longa história. — limitou-se a dizer.

A professora achou melhor não prolongar o assunto. Henry abriu o mapa que vinha dentro do livro, no centro do tapete. Ele continha uma ilustração linda com vários pontos estratégicos da Enchanted Forest.

– Nossa, Regina! — Mary estava admirada — Você fez isso?

– Ficou realmente incrível... — David concordou.

Regina ainda estava emburrada, mas reconhecimento nunca era ruim e a rainha não perdia uma chance de se vangloriar um pouco.

– Tem noção de como ficou chato viver quase o mesmo dia nessa cidade por vinte e oito anos?

Todos riram e isso ajudou um pouco no humor da prefeita. Um pouco.

– E dai a rainha simplesmente resolve escrever um RPG? — Emma brincou.

– Eu tenho muitas habilidades, Swan... Acho que sabe disso — a morena retribuiu.

– Te falei pra não dar aqueles dvds de Xena pra ela.. — Emma fez bico e sussurrou para o garoto.

Henry apenas riu e continuaram com os preparativos. O garoto seria o mestre, e portanto distribuiu a ficha do personagem para os demais jogadores.

– Agora vamos sortear os personagens... — Henry anunciou.

– Quê?? — Regina estava crente de que interpretaria ela mesma — Achei que cada um fosse ser... Bom... Cada um.

– Ah mãe, mas ai não tem graça!

A prefeita já estava pronta para protestar, mas como o filho é que havia pedido, ela deixou passar. Faria um esforço. Todos então retiraram um papelzinho com o nome.

– Hook! — David leu o seu.

– Ariel? Ai que saudade dela... — Mary descobriu que interpretaria a sereia.

– He-he-he... — a prefeita riu baixinho, mas aparentemente sua discrição não foi das melhores.

Todos olharam para ela. A prefeita endireitou-se e limpou a garganta.

– Hram... É um ótimo personagem...

Ninguém queria criar caso, portanto continuaram. Emma retirou o seu e logo foi a vez de Regina.

– Ahhhh não!! — a prefeita indignou-se — Tinha que ser a Snow? Mas é o personagem mais... — ao perceber que estava se manifestando em voz alta, conseguiu conter a última frase.

– Civilizado? — Mary completou, franzindo a testa.

– Há — Regina soltou, sarcástica.

– Gente, gente... Sem brigas fora o jogo — Emma acalmou os nervos — Mas agora adivinhem quem eu tirei.. — e ergueu o papel para que os outros pudesse ver.

– Não acredito! — a morena ficou mais brava ainda. Além de não poder interpretar ela mesma, ainda tinha que ver a xerife em seu lugar.

– Rala sua mandada.

O bico da prefeita não podia ser maior, mas o restante se divertia mais que nunca. Com as fichas prontas, Henry deu início à sessão.

Notas finais
Que acharam pessoal? XD Teremos o esperado jogo de RPG de mesa na parte dois ^^ Espero que tenham gostado, volto logo 8D/ Os pedidos pendentes também já estão a caminho o> Até o/