Choose your words! - a Swan Queen challenge
1 Corrente - Capacete - Janela - Esmalte - Projetor
Notas iniciais

Emma passou correndo pela porta de uma casa abandonada bem a tempo de se esconder de uma flecha que voava em sua direção.
– Regina! Vem logo! – ela acenou para a mulher do lado de fora.
Regina repetiu o movimento.
– Que grande idéia hein, Swan! Que diabos de jogo é esse?
Emma deu-lhe um sorriso sarcástico, quase malicioso.
– Que foi, Madam Mayor? Achei que as rainhas não tivessem medo dessas coisas... Ta com medo de estragar o esmalte?
– Na verdade, só pra sua informação, eu fiz a unha sim! E você vai pagar uma nova ida à manicure. E continuando, eu não estou com medo! Só não é o tipo de esporte que mais me agrada...
– Ora Regina.. Pense nisso como uma partida de paint ball... Só que mais medieval
– Ta... Acha que não sei que isso é uma grande desculpa pra me ver vestida com essa armadura?
Emma engoliu a mulher com os olhos. Na verdade, era sim. E também para poder lutar um pouco, mesmo que de mentirinha. Tinha pegado gosto pela coisa com tudo o que vinha ocorrendo na já não mais tão pacata Storybrooke.
– Ah ta.. E acha que eu não sei que só topou porque era uma grande oportunidade pra você poder dar umas espadadas no Neal?
O sorriso malicioso veio agora de Regina.
– Certo... Vamos dar uma trégua. Precisamos trabalhar juntas ou não vamos derrotar aqueles dois.
Como em resposta àquilo, Henry apareceu ao longe e atirou uma flecha que caiu bem próxima a elas, passando pelo vão da porta.
– Ok.. Vamos ver o que temos aqui – Emma se apressou e vasculhou o aposento abandonado com os olhos, procurando por qualquer coisa que pudessem usar.
Achou um capacete jogado por ali e o colocou na cabeça.
– Toma! – estendeu o objeto para que Regina o pegasse.
– Uma corrente?? Sério Swan??
Emma deu de ombros.
– Ué, melhor que nada..
Regina pegou a corrente a tempo de ver Neal invadindo a casa, balançando sua espada no ar.
– Corre! – a loira gritou.
Henry entrou logo atrás, com o arco em mãos.
– Vamos pai! Agora elas não escapam!
As mulheres correram até o outro cômodo da casa abandonada, o dois quase em seu encalço.
– Regina! A janela!
Uma janela com alguns poucos resquícios de vidro quebrado ainda presos na madeira era a única saída dali.
– Que quer que eu faça??
– Sente e penteie os cabelos... O que você acha??! Pula logo!
Neal e Henry chegaram ao quarto. Regina não teve escolha.
– Swan...! Você me paga por essa!
Regina se jogou contra a janela, acabando de quebrar o que restava da estrutura de madeira. Ela aterrissou no chão do outro lado e Emma logo a seguiu. Regina tinha terra por todo o corpo e algumas folhas no cabelo agora ligeiramente desgrenhado. Não fosse a situação (e a raiva já aparente da prefeita) Emma teria se divertido até com a cena.
Henry e Neal não perdiam tempo. Pareciam bem dispostos a vencer a batalha. Emma avaliou o local.
– Ali! Vamos para detrás daquela colina!
Elas correram para se esconder, mas Regina já estava ficando cansada daquela estratégia. Não que o jogo em si fosse de todo atraente a ela, mas a idéia de perder para Neal não a agradava nem um pouco.
– Vamos armar uma emboscada... – ela cochichou no ouvido da loira – Eis o que vamos fazer...
Ela explicou o plano rapidamente para Emma. Elas então se dividiram. Neal e o garoto logo chegaram ao outro lado da colina e para sua surpresa, ao invés de correr deles, Emma passou como um raio por entre eles. Passado o desentendimento inicial, os dois seguiram a loira, sem nem ao menos se perguntarem onde estava a prefeita. Emma correu por entre as árvores, desviando-se de uma ou outra flecha atirada por Henry. Já estava ficando difícil e Neal estava quase chegando até ela. Por sorte o local combinado estava perto. Mais uma, duas, três árvores... Finalmente. Emma forçou o corpo um pouco mais e passou o quarto tronco de madeira. Neal estava agora a centímetros dela, mas assim que a loira ultrapassou o carvalho e ele a seguiu, o homem sentiu seu corpo se abalar e ele foi ao chão. Henry que vinha logo atrás assistiu a cena, mas não teve tempo de brecar. Foi questão de segundo até ele próprio estar estirado em meio à grossa camada de folhas no solo, o corpo de Regina em cima do seu. Emma voltou até eles e abriu um largo sorriso. Neal estava jogado na terra, as correntes presas e envolvendo suas pernas. Henry tinha sido subjugado pela rainha.
– Acharam mesmo que iam nos vencer? – Regina sorriu vitoriosa – Meus queridos... Uma rainha nunca perde. Ninguém ensinou isso a vocês?
Henry riu e Neal também não conseguiu se manter fora dessa. Regina se ergueu e estendeu a mão para o filho, ajudando-o a ficar de pé novamente. Emma embainhou a espada. O jogo havia acabado.
– Hey! – Neal gritou quando percebeu que eles começavam a caminhar para longe dali – Ninguém vai me ajudar aqui??
Regina se voltou para o homem ainda estirado ao chão. Um sorriso maldoso se formou nos lábios da morena.
– Se me lembro bem... Você me atingiu mais cedo com isso.. – ela apontou – que chama de espada... Agora, sofra as conseqüências. Vai ter um tempo para pensar em repetir alguma vez o que fez, antes de conseguir se soltar.
Não era uma ameaça real ou rancorosa, mas a prefeita aproveitava as oportunidades que tinha. Neal riu inconformado.
– Nunca perde a majestade né?
– Você nem imagina – Regina piscou sarcasticamente para ele.
A morena então se juntou aos outros dois que riam mais a frente e eles caminharam para fora do estúdio. O projetor foi desligado e o cenário voltou a ser apenas uma sala ampla e vazia. Neal, no entanto, continuava da mesma forma. Tentando se soltar o mais rápido possível para não perder o jantar no Granny’s ele ainda ouviu a gargalhada da prefeita ao longe.
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