Choose your words! - a Swan Queen challenge
41 Amor - Sexo - Bebê - Irmã - Familia
Notas iniciais
Regina estava deitada em sua cama com um papel nas mãos; um envelope aberto ao lado. Emma veio se juntar a ela. A loira se esgueirou por debaixo das cobertas e abraçou a prefeita, deitando em seu colo.
–Que é isso? — a loira perguntou.
–Um convite. 20º Encontro Pacifico de Vilões...
–O que significa isso!? — Emma se levantou e cruzou os braços — A senhorita se comprometeu a não ser mais uma vilã, não foi?
–É, mas...
–Nada de "mas", me dá isso aqui. — a xerife tentou tomar o papel das mãos da prefeita.
–Não, espera, eles são meus amigos...
–COMO É? — Emma estava praticamente ofendida.
–Calma! O propósito do encontro é ficar longe do trabalho, nós só sentamos e conversamos sobre coisas...
–Eu vou com você. — Emma cruzou os braços.
–Hã?
–Isso mesmo, quer sair com seus amiguinhos, eu vou junto.
–O...kay... Não acho que você vai se divertir mas já que insiste...
–Onde vai ser? — a xerife se acalmou e parecia quase animada com o encontro.
–Num SPA.
–Onde?
–No SPA do Dr.Whale.
–O Dr. Whale tem um SPA? Aqui em Storybrooke? Onde vilões se reúnem periodicamente...?
–Sim, fica no subsolo do hospital. E já que Storybrooke é um cidade mágica protegida do mundo exterior, é o lugar perfeito para qualquer... reunião secreta.
Emma apenas refletiu sobre como sua vida era estranha. O pensamento não durou muito tempo, porque logo sentiu Regina beijando seu pescoço e as luzes se apagaram.
***
A cidade parecia completamente normal quando as duas entraram no carro e seguiram para o hospital.
–Tem certeza que o encontro é hoje? Não tem quase ninguém na rua... como sempre.
–Logico, amor, você acha que vilões se locomovem como pessoas normais? — Regina esclareceu — Eu estou indo de carro porque você está vindo junto, normalmente eu vou de fumaça roxa mesmo.
–Hm...
Em poucos minutos Regina estacionou na garagem do prédio e as duas seguiram por uma porta,que levava a um corredor. Um enorme salão com piscina, mesas de massagem e outras estruturas de SPA que Emma não tinha certeza do que eram, vieram em seguia. Entre duas pilastras havia uma faixa de boas vindas onde se lia "Todo vilão é seu próprio herói". Regina estava sorrindo e parecia muito confortável, acenando para várias outras pessoas igualmente sorridentes.
–São todos vilões? — Emma perguntou.
–E acompanhantes. Alguns são não-alinhados. "Vilão" é um termo muito relativo...
–Aquele é o Mr. Gold?
–Sim, ele sempre vem fazer um tratamento de pele... Oh, vamos ali fazer as unhas!
A prefeita saiu correndo e Emma se esforçou para acompanha-la. Regina se aproximou de um homem alto e loiro que conversava com uma mulher de longos cabelos ruivos e ondulados, ambos sendo atendidos por manicures.
–...e como vai sua família? O que tem feito? — ele perguntou com uma expressão neutra.
–Sexo. — ela respondeu.
–Olá! — Regina os cumprimentou.
Os dois se viraram.
–Regina, como vai? — a mulher sorriu.
–Regina! — o homem indicou uma cadeira próxima.
Emma abraçou a esposa por trás e pôs a cabeça sobre seu ombro, como se tivesse medo de perde-la no meio de tantos desconhecidos.
–Essa é sua irmã? — a ruiva encarou Emma.
–Não, Cersei, essa é minha esposa. — a prefeita explicou.
–Mesma coisa...
–Emma, essa é Cersei Lannister, — ela apresentou e a ruiva sorriu com um aceno — e esse é Thranduil.
–Quer ver fotos de bebê do meu filho? — Ele manteve a expressão neutra, puxando uma carteira do bolso.
Regina se sentou e puxou uma cadeira para Emma. Logo funcionários do SPA vieram atender, trazendo bebidas, petiscos, e oferecendo serviços.
Emma não estava nem um pouco enturmada e não conseguia acompanhar as conversas; o que ela lembrava dos diálogos do dia era mais ou menos isso:
"-Sabe o que eu odeio? Anões...
–Argh!
–Argh!
–E sabe o que eu adoro? Ouro...
–Humm...
–Yeaaah..."
Realmente aquelas pessoas estavam ali para relaxar e não pensar em trabalho.
–Amor, vou dar uma volta... — Emma anunciou se levantando.
–Okay... — Regina percebeu que ela não estava se divertindo tanto — só não vá muito longe!
Emma acenou e caminhou até um quiosque. Sentou no balcão, ao lado de uma morena de cabelos cacheados bebendo um drink escuro.
–Olá... — ela tentou fazer amizade.
–Olá. — a morena respondeu com um leve sorriso.
–Você é vilã também? — foi o primeiro assunto que lhe veio a mente — O que você faz?
–Sou uma vampira que seduz moças entre 16 e 19 anos... e você?
–Sou xerife... minha esposa que... é a convidada oficial...
–É mesmo? Minha namorada é reporter investigativa... Laura! — ela chamou, e uma loira baixinha toda sorridente acenou a alguns metros dali.
–Que legal... — Emma não pode deixar de notar o contraste entre as personalidades das duas moças. — Ela não liga de você seduzir outras pessoas?
–Na verdade ela e a outra namorada dela me obrigaram a parar.
–Outra...?
–Tá vendo aquela ruiva alta conversando com ela? — ela apontou. — Laura não quis decidir então ficou com nós duas. Fizemos um acordo.
–Vocês... como isso funciona?
–Bem... — ela virou o copo — Eu não gosto da ruiva e ela não gosta de mim. Então a Laura fica no meio sempre, e é isso aí.
–Hm...
Logo Emma retornou para junto da prefeita, que estava contando uma história para seus amigos.
–...primeira vez que meu carro quebrou, eu tentei alimenta-lo com feno, como o motor estava quente tudo pegou fogo...
Emma tentou não rir, diferente dos amigos de Regina, que estavam gargalhando.
–Oh, Emma? — a prefeita notou sua volta.
–Hm?
–Já acabou. Quer escolher o que faremos agora?
–Ah... — ela olhou em volta — eu não conheço aqui...
–Tem um parquinho ali... — ela apontou.
–EU PRIMEIRO! — Emma saiu correndo.
Quando Regina finalmente a alcançou, a xerife estava num pula-pula com um homem de preto, e um rapaz loiro tentava chamar sua atenção.
–Papai, por favor! O senhor respira com ajuda de aparelhos, não abuse! — o rapaz insistia.
–Luke! Não desrespeite seu PAI! — o homem de preto respondeu, e inseriu o canudinho de seu copo de refrigerante na mascara para tomar um gole.
–Moço, até eu sei que não se deve consumir alimentos no pula-pula, — Emma comentou, ainda pulando — você pode engasgar e...
Com um movimento de mão, o homem jogou Emma contra a rede lateral do pula-pula, derrubando-a.
–EI! — a xerife reclamou.
–Emma, saia já daí! — a prefeita ordenou.
A loira veio engatinhando pra fora do brinquedo.
–Você está bem? Machucou? — Regina veio toda preocupada recolher a esposa.
–Por favor — o rapaz se aproximou — desculpem meu pai, ele é muito idoso e acidentado...
–Não se preocupe, garoto... — Regina o apaziguou, e voltou a se preocupar com Emma — Deixou cair alguma coisa? Sua carteira ainda está aí?
–Perdi nada não... — ela tateou os bolsos verificando a presença da carteira e do celular.
–Perdeu só o juízo, né? Vamos, por hoje chega.
Ao final do dia, o casal encontrou seu carro e fizeram o caminho de volta para casa.
–Sinto muito que você não tenha se divertido tanto... — Regina se desculpou.
–Tudo bem, o importante é que eu passei o dia com você — a xerife sorriu.
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