Choices

1 Capítulo único


Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem?
Fanfic número oito das trinta e uma que serão postadas!
Acredito que seja apenas isso que eu tenho a dizer, deem uma olhada nas outras fanfic e é isso aí!
Boa leitura!

Thalia adentrou a delegacia, sentindo seu estômago revirar, sorrindo de leve para o policial e assentindo para ele, que se levantou da sua cadeira e caminhou indicando para onde ela deveria seguir.

Sem nada dizer ele a colocou sentada em uma cadeira de frente a uma parede de vidro e um telefone na lateral, saindo a deixando sozinha, ela suspirou pesado e esperou. Não demorou muito para ver o loiro adentrando o local, o macacão laranja aberto caindo pela cintura e apenas uma regata branca, a cicatriz cortando seu rosto a fez se arrepiar ao deixar que as lembranças de como ele a havia ganhado para a defender invadissem sua mente.

Luke levou a mão ao telefone do lado dele colocando no ouvido, após se sentar, vendo a Grace repetir o mesmo movimento, fazendo assim ser possível que um ouvisse o outro.

— Pensei que não viria me visitar — ele comentou se recostando na cadeira de metal, mantendo seus olhos fixos no azul elétrico da morena.

— Eu estava ocupada escondendo suas coisas — disse baixo, suspirando — também estou tentando arrumar algum dinheiro para você e um advogado bom, depois que for solto podemos sair daqui, ir para qualquer lugar longe dessa cidade — levou a mão a barriga de modo protetor, sabia o quanto isso afetava o loiro.

Ele suspirou assentindo, assumindo uma postura ereta a fazendo se arrepiar.

— Como está minha garotona? — questionou, Thalia sentiu o alivio em ouvir tal frase.

— Saudável e chutando muito — sorriu triste — sabe que preciso de você fora daqui, não sabe?

Ele assentiu, sabia o perigo da vizinhança que ela morava sem o loiro para a proteger.

— Eles não podem provar nada — o Castellan afirmou — vão me tirar daqui assim que não chegarem a nada, o caso nem deve ir para o tribunal.

— Mas você matou aquele cara Luke — falou baixo deixando que uma lágrima surgisse em seu rosto — e eles parecem bem confiantes sobre você ser o culpado, sabe que pode pegar perpetua por matar um policial?

— Eu sei que eu matei, Thalia, mas eles não têm nada mais do que suposições, então pode ficar tranquila — ele afirmou, suspirando.

A Grace assentiu sorrindo triste e deixando que sua mão fosse pressionada contra o vidro arrancando um sorriso do loiro que repetiu o gesto.

— Eu te amo! — ele disse.

— Eu também! — repetiu sorrindo desligando a ligação vendo o guarda chamar Luke para voltar a cela.

Ela se levantou e caminhou para fora do local, olhando nos olhos do moreno que assentiu.

— Amanhã você vai estar fora do país — garantiu uma ruiva que se levantou e caminhou até ela — foi a escolha certa Thalia, ele nunca vai saber que você deu a autorização para a fita ser usada no tribunal, a partir de amanhã ele vai achar que você e sua bebê estão mortas, assim como todos.

— Obrigada! — ela sorriu triste, vendo o outro homem levantar da cadeira e pegar seu casaco.

— Eu vou lhe acompanhar, não é seguro você ficar sozinha até amanhã — ele afirmou sem dar espaço para ela concordar.

Logo Thalia estava de volta a seu apartamento e sentiu as mãos firmes do policial na sua cintura a virando para ficar de frente para ele.

— Sabe que é o certo — disse baixo encostando a testa contra a dela.

— Eu sei, Nico — falou baixo — só não queria que minha filha crescesse longe do pai como eu cresci longe do meu.

— Luke não seria um bom pai para ela — ele afirmou não gostando nada de ouvir o que ela tinha dito.

— Ele não é o pai — seus olhos cruzaram firmes com os do Di Ângelo que ficou surpreso de imediato com a notícia, abrindo e fechando a boca sem saber o que dizer.

— Como...?

— O teste saiu hoje, eu sabia que era uma possibilidade, então decidi que queria saber a verdade — a Grace se afastou suspirando — mas essa é nossa última noite juntos, a partir de amanhã eu vou estar morta e você não vai saber meu novo nome, minha nova vida, nada — deixou que as lágrimas descessem pelos seus olhos.

Lembrava quando tinha conhecido Nico acidentalmente, ele quase a tinha pego traficando drogas, mas por sorte isso não chegou a acontecer, Luke nunca se importou dela seduzir alguns homens para escapar de uma encrenca, então não se sentiu culpada em fazer isso com o Di Ângelo, o que ela não esperava era que ele fosse um policial disfarçado investigando seu namorado.

Quando descobriu eles já estavam tendo um caso, ela já estava apaixonada e grávida, depois disso as coisas começaram a acontecer tão rápido, logo o Castellan sabia que estava sendo investigado e matou um dos parceiros de Nico, foi assim que ele descobriu que ela namorava com o homem, tinha sido um dia terrível, o medo dele contar a Luke a dominou.

Mas ela tinha feito as escolhas corretas, ela precisava sair dessa vida, sua filha não podia crescer no mesmo universo que sua mãe a tinha deixado crescer, o governo mandaria uma quantia considerável para ela viver bem com a filha, sem falar que ela ainda poderia procurar um trabalho ou quem sabe começar a cursar uma faculdade, começar do zero.

— Eu queria poder fazer algo em relação a isso — ele se aproximou, encostando na barriga dela sorrindo ao sentir um chute — queria cuidar dela.

— Eu sei — sorriu, encarando aqueles olhos que ela tinha simplesmente se apaixonado tão rápido que nem sabia ao certo como tinha acontecido.

Nico cortou a distância entre eles, selando seus lábios em um beijo calmo, aquela era a última noite deles juntos, logo as caricias começaram a ganhar uma magnitude maior e eles estava no quarto que ela costumava dividir com Luke, os gemidos tomando conta do ambiente junto com o suor e o desejo, seus corpos se encaixando perfeitamente em um movimento sincronizado de prazer no vapor quente que o contato um do outro causava, até que por fim dormiram abraçados, deixando que o silêncio da noite fosse a sinfonia que os acalmava.

***

Mamma— a garotinha chamou baixo, fazendo com que Thalia desgrudasse os olhos de seu computador, sorrindo ao ouvir o sotaque italiano da garota, muito parecido com o do pai dela.

— Pode contar de novo sua história com o papai? — perguntou, fazendo Thalia sorrir e assentir.

Olhos negros como a noite a pequena de seis anos a fazia lembrar muito de Nico, os cabelos cacheados sempre cheios e bagunçados já que ela odiava os arrumar, presos em um rabo de cavalo no centro de sua cabeça, lábios avermelhados e finos, corpo magro com uma energia inacabável, era ela tão ele de tantas maneiras.

Thalia colocou o computador em cima da mesa de centro, largando o trabalho e abrindo os braços para a pequena sentar em seu colo, depositando um beijo em sua testa.

— Mas lembre-se da regra...

— Ninguém pode saber de nada disso — a pequena Grace falou, pegando uma mecha dos cabelos da mãe que eram tingidos de loiro agora e alisados, escondendo os cachos que um dia ela possuiu.

Sorriu, lembrando de Nico pedindo para colocar o sobrenome Grace como o primeiro nome de sua filha, já que agora ela seria uma nova pessoa, com uma nova identidade a história dela não se perderia completamente.

— Lembra como começa? — perguntou baixinho para a garota que assentiu.

— Mas eu gosto de ver seu rosto quando conta — admitiu, fazendo Thalia franzir o cenho confusa.

— Por quê?

— Porque dá para ver que você ainda ama o papai, mesmo depois de seis anos sem nunca mais o ver, suas escolhas não mudaram o que você sente por ele — ela sorriu vendo uma lágrima escapar dos olhos de sua mãe que olhou para o teto tentando a conter.

Sim, ela estava certa, ela ainda era completamente apaixonada por Nico Di Ângelo.

Notas finais
- O que acharam?
??” Comentem, vamos socializar!
??” Fanfic todo dia no meu perfil, então fiquem de olho!
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Beijos e até!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!