Choices

3 Capítulo 3 - A garota de meus sonhos


Notas iniciais
Oi gente, aqui está o capítulo 3, espero que gostem :)

* SEM REVISÃO

POV Taylor

Eu estava em uma espécie de porão, pois conseguia ouvir vozes vindas do teto. Aparentemente estava acontecendo uma festa já que o barulho de música era enorme.

— Bem chato isso, não é? – disse uma voz atrás de mim.

Virei-me rapidamente e deparei-me com uma garota que devia ter a minha idade, cabelos castanhos e olhos violeta. Ela estava sentada em uma cadeira velha e lançava um olhar irritado para cima.

— Quem é você? – perguntei procurando por algo que pudesse usar como arma caso a garota me atacasse. Não encontrei nada.

— Eu sou Emma Gray, e você deve ser Taylor Willians?

— Sim...

— Ótimo, escute bem o que vou te dizer: daqui dois dias eu irei busca-lo em seu acampamento, e quando isso acontecer você deve estar me esperando na saída do túnel Caldecott com uma mochila de suprimentos e alguma arma.

— Do que está falando?

Emma suspirou impaciente.

— Eu não posso explicar nada por esse sonho, é perigoso. Apenas faça o que digo e quando nos encontrarmos eu direi tudo que precise saber.

— Está me dizendo que invadiu meu sonho? É uma espécie de bruxa?

— Feiticeira. – ela estreitou os olhos – E agora você vai acordar, não conte nossa conversa a ninguém.

Acordei sentando-me ereto na cama. Ainda era bem cedo e todos à minha volta dormiam. Mas eu não conseguia para de pensar naquele maldito sonho confuso.

Que diabo tinha sido aquilo?

Decidi dar uma caminhada pelo acampamento para ver se conseguia me distrair um pouco. Troco de roupa e parto para o lago, um de meus lugares favoritos.

Irônico, já que meu pai era o deus do fogo.

Ainda era estranho o fato de deuses romanos existirem e se estar no meio disso. Mas de certa forma me fez sentir menos raiva de meu pai por ele ser ausente.

Desde que nasci quem me criou foi minha mãe. Na escola as crianças me zoavam por eu não ter um pai e isso me perturbava. Por que eu tinha que ser diferente?

Mamãe se casou com meu padrasto sete anos atrás e acabei vendo em Troy uma imagem paterna. Ele sempre me tratou feito filho também, mesmo após o nascimento de meu irmão caçula.

Tudo estava bem até eu descobrir sobre Vulcano. Foi um choque e eu não queria deixar minha família, mas era algo necessário. A única parte em ter que viver com Lupa foi ter conhecido Helena.

Eu acabei me apegando nessa menina de uma forma forte demais. Não romanticamente, claro, mas sim um amor de irmão. Era estranho, já que eu demorava para confiar nas pessoas.

A história dela era muito confusa, mas em nenhum momento ela mentiu para mim. Pelo menos até a parte de que voltaria. Era doloroso lembrar dela, de que Helena só não voltaria se estivesse morta. Como ela não retornou...

Engulo em seco afastando esses pensamentos tristes e me sento na margem no lago observando o sol se erguer aos poucos, e com isso as minhas tarefas extremamente “divertidas” nos estábulos se aproximando.

~~~~~~

— Como assim não vai vir comigo? – Emma perguntou com a voz irritada – Eu não estou lhe dando escolha.

— Olha aqui bruxa...

— Feiticeira!

— Que seja... Eu não vou largar o Acampamento agora que estou tão perto de eu me tornar um legionário, sem contar que nem te conheço.

— Willians você precisa vir comigo, só conseguirei fazer o feitiço com sua presença.

— Explique-me o que está planejando e talvez eu pense no seu caso.

Emma suspirou impaciente e cruzei os braços. Já era a segunda vez que essa louca invadiu meus sonhos e isso estava me fazendo perder a paciência.

— A única coisa que posso dizer é que tudo isso tem a ver com sua amiga Helena Black e que o único modo de vê-la novamente é vindo até mim. Irá acordar agora e se não estiver no nosso ponto de encontro eu invado esse acampamento e te arrasto. Escolha bem.

Acordo no chão após cair da cama. E agora? Eu sabia que essa feiticeira não conseguiria entrar no acampamento e me sequestrar, mas ela disse que eu podia ver Helena novamente.

E se minha amiga não estivesse morta? E se houvesse uma razão para ela não ter voltado?

Só havia um jeito de descobrir.

Todos ainda dormiam e por isso não me viram arrumar uma mochila com roupas e alguns alimentos não perecíveis. Tiro os pijamas e coloco uma calça jeans e um moletom antes de sair da corte que por muito tempo foi meu lar.

Consegui passar facilmente pelos vigias (eu era bom em invadir/sair de qualquer lugar) e em poucos minutos estava fora do túnel Caldecott. Só ai comecei a me preocupar com minhas ações.

E se meus sonhos fossem apenas ilusões de meu cérebro? E se Emma Gray não passasse de minha imaginação doentia? E se no fim eu acabasse expulso do acampamento? Como iria sobreviver com tantos monstros à solta?

— TAYLOR WILLIANS! – alguém gritou atrás de mim – O QUE FAZ AQUI FORA?!

Karen apareceu pelo túnel e em instantes estava ao meu lado, e com uma cara nada agradável.

— Quer fazer o favor de voltar para o acampamento antes que alguém nos veja aqui?

— Karen, por favor, volte para dentro. – cocei a nuca – Eu tenho que fazer uma coisa, e sozinho.

— Taylor o que está dizendo? – minha amiga perguntou com a expressão confusa – Vamos voltar, por favor!

— Sinto muito querida, mas o Willians vem comigo. – disse Emma aparecendo magicamente ao nosso lado.

Merda feiticeira, você tinha que aparecer justo agora?

Karen olhou de Emma a mim e de mim a Emma por um bom tempo. Emma também encarava minha amiga de forma estranha, até que ambas voltaram seus olhos para mim.

Merda.

— Taylor quem é essa garota? – perguntou Karen.

— Ah... Bem... Emma é...

— Eu sou alguém que não tem tempo pra ficar vendo um casal com problemas de comunicação – ralhou a feiticeira – Taylor nós temos de ir, minha irmã sabe que fugi e já deve estar vindo atrás de mim.

— Espera ai garota – Karen exclamou e puxou meu braço – Antes de ir embora com meu melhor amigo ele vai me explicar quando arranjou uma amante.

— Amante? – exclamei

— Amante? – Emma deu um passo à frente – Willians, meu amante? Olha querida, não sei você, mas eu me dou ao respeito. E...

Ela parou de brigar com Karen, pois uma estranha névoa começou a se entrelaçar às nossas pernas. O rosto de Emma tornou-se aflito e ela rapidamente começou a procurar algo em sua bolsa. Ela então retirou uma pulseira estranha e a colocou no braço, em seguida virou-se para mim.

— Nós temos que ir Willians, e tem de ser agora. Mande sua namoradinha para dentro antes que Circe chegue.

Olhei para os olhos castanhos confusos de minha melhor amiga, temendo que essa fosse a última vez que fosse vê-los. Ouvi um grito ao longe, mas não dei muito atenção. Mas Emma deu.

A feiticeira mexeu em sua pulseira e agarrou minha mão, mas Karen segurava a minha outra. De repente fui puxado por uma escuridão sem fim, e não pude ver mais nada.

Notas finais
Não sei quando o próximo capítulo sai, provavelmente em breve. Bjs da CorujaMor
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.