Notas iniciais
Boa leitura :)

Isabella tinha acabado de esvaziar seu estômago do lado de fora do castelo – atrás do celeiro, como sempre fazia – quando escutou uma estranha movimentação.

Os portões do muro que cercavam o clã se abriram lentamente e então um pequeno grupo de cinco homens montados em seus cavalos entrou.

Eles eram soldados de Royce, mesmo que não usassem nenhuma identificação do clã e agora parecessem sujos, com barbas grossas cobrindo seus rostos e cabelos mais longos, Bella os reconheceria em qualquer situação. Há muito não os via e então seu coração começou a bater acelerado ao se lembrar do motivo, eles tinham sido os homens que Royce enviara para as montanhas para que fizessem a emboscada e capturassem Rosalie Hale – agora Cullen.

Limpando a boca com as costas da mão, ela saiu de trás do celeiro e se aproximou pra ver melhor os homens. E foi o último homem que fez seu coração parecer acelerar ainda mais, junto com a ansiedade que enrolava seu estômago e fazia suas mãos ficarem trêmulas.

O homem carregava a sua frente, deitada com o estômago para baixo a sua frente como um saco de batatas, uma mulher desacordada. Não podia ver seu rosto, pois sua cabeça estava coberta por um saco de estopa, mas conseguia ver a saia do vestido azul claro que ela usava e as pernas femininas moles se agitando com o movimento no cavalo.

Todos os homens desceram dos cavalos em frente ao castelo e um deles pegou a mulher desacordada, jogou-a sobre seu ombro e caminhou para o castelo.

Precisou de muito esforço pra não correr e ir se certificar de que aquela era Rosalie, mas ela conseguiu ir devagar, estavam todos tão curiosos pra saber o que acontecia que nem se preocuparam com ela, nem lançaram olhares de desprezo ou gracejos sobre como abrir as pernas para Royce estava lhe garantindo conforto, como escutara nos últimos tempos.

Dentro do castelo, ela se apressou na direção de suas vozes que vinham da sala de jantar.

— Leve-a para a masmorra. — ela escutou Royce ordenar.

— Sim, senhor.

Ela deu um passo para trás quando o grupo de homens saiu da sala, lhe encarando torto. O último carregava a mulher desacordada sobre o ombro – e agora próxima ela pode ver a mancha de sangue que saco de estopa tinha, deviam tê-la atingido na cabeça para desacordá-la – e foi pelo corredor escuro obedecer ao seu senhor.

Bella entrou na sala de jantar, Royce estava em pé com um sorriso maldoso no rosto e um olhar vitorioso. Ela já tinha visto aquela expressão outras vezes. Seu rosto lhe trouxe uma lembrança, nem em mil anos ela esqueceria a primeira vez que tinha visto aquela expressão – seu pai caído no chão e Royce em pé, o encarando daquele mesmo jeito.

Afastando aquela lembrança dolorosa, ela se aproximou com um sorrisinho no rosto:

— É quem eu estou pensando?

— Em quem você está pensando, meu anjo? — Royce perguntou sorrindo e acariciou seu queixo.

— Rosalie?

— Sim, está saindo tudo como eu planejei.

Isabella controlou a vontade de ironizar a parte de que ele tinha planejado aquilo, mas apenas sorriu em resposta e pousou as mãos sobre o peitoral dele.

— E agora, o que pretende fazer?

— Não sei ainda. — Royce disse. — O que me sugere?

— Por enquanto nada. Essa expectativa do que pode ou não acontecer com ela pode ser tão torturante quanto uma tortura física.

— Como você sabe disso?

— Eu sei. — Bella sorriu. Porque já senti isso na pele, completou mentalmente. — Será que posso vê-la? Vi que ela tinha um ferimento na cabeça que estava sangrando, talvez Sue pudesse cuidar disso também.

— Por quê? — ele rosnou. — Deixe que a puta sangre até morrer.

— Ela não te servirá de nada morta, Royce. E sangrar até morrer? Isso será muito rápido e indolor, porque ela já está desacordada, podemos fazer isso de um jeito muito mais divertido, você sabe disso.

— Isabella, como não eu percebi o quão incrível você é? — Royce perguntou com admiração enquanto passava os olhos por cada pequeno traço de seu rosto e seus dedos acariciavam seu queixo. — Busque a velha e mande-a cuidar do ferimento de Rosalie.

— Será que eu posso ir com ela? Por favor? — agitou os cílios. — Eu gostaria de conhecer essa puta ingrata.

— Por que você a considera uma puta ingrata, Isabella?

Bella entendeu a pergunta, era um teste. Sorriu.

— Olha como você tem me tratado como uma rainha, Royce. Quando eu decidi ser boa e fiel a você, tudo que recebi em troca foram coisas boas, você me satisfaz de todas as maneiras que eu preciso. — ergueu a mão para afagar a bochecha dele. — Somente uma puta ingrata não reconheceria disso, qualquer mulher ficaria feliz com a honra de ser sua mulher e senhora do seu clã.

Lentamente Royce sorriu, segurou seu rosto entre as mãos e a beijou.

E ela tinha passado. Suspirou aliviada.

Isabella mandou um dos guardas chamar Sue e pedir que ela fosse até lá com material para cuidar de um ferimento, e o guarda obedeceu porque Royce estava ao seu lado e segurando sua mão.

Despediu-se dele e foi para a masmorra, que ficava no final do castelo, em um corredor de pedra mal iluminado que ninguém frequentava, na última porta do final do corredor, uma parte escura e úmida. O guarda abriu a porta e lhe entregou o molho de chaves sob as ordens de Royce.

Ela entrou e desceu as escadas. Não tinha nenhuma iluminação e se não tivesse deixado a porta aberta estaria tudo ainda mais escuro, mas ainda não ajudava muito. O lugar era úmido, frio e cheirava a mofo. E no fundo tinha um quadrado cercado de grades formando uma cela, e Rosalie estava desacordada no chão atrás dela.

Estava no inferno por culpa dela, Isabella continuava repetindo mentalmente enquanto as lágrimas se formavam em seus olhos.

Quando escutou o barulho de alguém nas escadas, enxugou o rosto rapidamente e respirou fundo. Sue desceu carregando um cesto com o que precisava para limpar e cobrir um ferimento.

— Você se feriu, Isabella? — perguntou obviamente preocupada.

Bella sorriu. Apesar de tudo, Sue ainda se preocupava com ela.

— Não é pra mim, é pra ela. — olhou na direção da cela. — Ela tem um ferimento na cabeça.

— Meu deus, quem é essa?

Bella não respondeu, apenas abriu a cela e entrou com Sue logo atrás. A cela só tinha uma esteira de palha no chão e um balde, que devia servir como latrina. Sue colocou a cesta ao lado do corpo inerte da moça e se ajoelhou ao seu lado.

Como ela estava deitada com o rosto para o chão, Sue a virou cuidadosamente suspirando um ‘santa mãe de deus’ ao ver o ferimento aberto na lateral da sua cabeça ainda sagrando.

Mesmo desacordada e com sangue pelo rosto, ainda era fácil ver a beleza dela. O longo cabelo loiro escuro suavemente ondulado deveria emoldurar como uma obra de arte seu rosto de maçãs altas, lábios cheios e queixo estreito. Seu corpo também era bem feito sob o vestido de tecido nobre, mas simples e claro, mostrando a curva de seus seios cheios, cintura estreita e quadris largos. Era fácil entender porque ela era considerava uma das mulheres mais bonitas do reino, e porque Royce tivera interesse em desposá-la.

— Ela tem um brasão. — Sue disse, olhando o colar em seu pescoço. — Um leão. Eu não reconheço, mas ela é de um Clã importante.

Isabella ficou em silêncio, observando em pé, e Sue ergueu os olhos pra ela.

— O que você tem a ver com isso, Isabella?

— Nada. — disse sem emoção. Tudo.

Sue abriu a boca pra falar alguma coisa, mas então parou e se virou para a menina. Em sua cesta tinha trazido um vasilhame com água, umedeceu um pano e limpou o sangue do rosto de Rosalie com cuidado, depois o ferimento. E então começou a trabalhar na ferida, limpando e passando um unguento feito com ervas que ela mesma preparara.

Ela era habilidosa com as mãos e na arte da cura, em pouco tempo o rosto da mulher estava limpo e cuidado, com apenas uma camada brilhante do unguento sobre o ferimento, então começou a preparar o curativo.

— Pronto. Pobre menina. — Sue suspirou. Então passou outro unguento em um pedaço de pano e colocou perto do nariz de Rosalie, esfregando suavemente.

Rosalie começou a acordar mexendo a cabeça e murmurando coisas inaudíveis.

— Isso, moça, acorde. — Sue a incentivou suavemente. — Com calma.

— O que? — Rosalie murmurou ao abrir os olhos completamente. Uma olhada ao redor e o pânico cresceu em seus olhos. — O que aconteceu? Oh meu deus!

Ela se ergueu muito rápido e gemeu de dor com a mão sobre a cabeça, no lugar ferimento, enquanto se sentava.

— O que aconteceu? Onde eu estou? Tinha três homens e eles... Oh Deus, minha cabeça dói. — choramingou.

— Acalme-se moça, você sofreu um golpe na cabeça e eu acabei de cuidar disso. Não é nada grave, mas ainda é recente e vai ficar dolorido.

— Onde eu estou? — Rosalie perguntou com os olhos cheios de lágrimas.

— No castelo de Royce King. — Bella respondeu firme e sem emoção.

— O que? Oh Deus, não! — Rosalie exclamou em óbvio pânico e desatou a chorar.

Por mais que Sue tentasse acalmá-la, o choro de Rosalie era compulsivo e desesperado, tudo que conseguia dizer entre o choro era: não, por favor, não.

Bella não queria ter pena. Era tudo culpa dela. Não devia ter pena. Se ela tivesse seguido seu destino e casado com Royce nada disso teria acontecido em sua vida. Não teria ido parar no inferno se não fosse por culpa dela. Mas Rosalie não parecia uma mulher mimada simplesmente fazendo birra por não ter as coisas do jeito que queria, parecia uma mulher em pânico.

— Eu não sou uma King, moça. — Sue disse suavemente. — Sou tão prisioneira do Royce quanto você.

— Não, ele... Ele é um monstro, por favor, não, eu não posso ficar aqui, por favor, por favor, não. — Rosalie repetia em lágrimas.

— Viemos apenas pra cuidar do seu ferimento, não podemos fazer nada mais do que isso, moça.

— Vocês podem avisar ao meu marido, meu cunhado, meu irmão, eu não sei, eu só sei que não posso ficar aqui, por favor, eu te imploro, juro pela minha vida que vou recompensá-las no futuro, mas vocês precisam me ajudar, eu não posso ficar aqui, ele vai me matar. — Rosalie chorou e colocou as mãos sobre o ventre. — O Royce vai matar a mim e o meu bebê, por favor, não.

Bella não segurou a exclamação de surpresa. Rosalie chorava forte com a mão sobre o ventre e cabeça abaixada. Ela não estava apenas com medo por sua vida, mas pela vida do filho que carregava.

Rosalie estava grávida e Bella sentiu aquela notícia como um soco no estômago.

Grávida, aquilo era algo que ela não esperava. Hiperventilando e sem aguentar mais escutar o choro e as suplicas de Rosalie por seu bebê, Bella se apressou para sair dali.

. . . . .

Enquanto Royce se preparava para jantar, Bella foi para a sala de jantar. As mulheres terminavam de arrumar a mesa e ignoraram sua presença; quando elas saíram para terminar de buscar as coisas, Bella pegou um pedaço grande do pão cortado da mesa e saiu carregando-o discretamente fora da vista de qualquer um.

Sua cabeça doía e seu estômago estava se contorcendo de nervosismo, seu plano estava saindo maravilhosamente bem, mas com um enorme imprevisto – o bebê de Rosalie.

Pensou que poderia ser fria suficiente pra não sentir pena de Rosalie naquela situação, mas estava sentindo e tudo piorava ao saber da existência daquela vida inocente que podia morrer por culpa dela. Não podia carregar esse tipo de culpa, jamais iria se perdoar se algo acontecesse com a criança, então foi até a masmorra e parou de frente ao soldado que vigiava a porta.

— Abra a porta. — exigiu firme, escondendo as mãos atrás das costas.

— Eu tenho ordens claras do senhor pra não deixar ninguém entrar.

— E você acha que eu não estou aqui com a autorização dele? Tudo bem. Se você acha que pode me questionar, vamos até Royce e discutimos isso. Só não garanto que ele vá ficar feliz em ter o tempo dele desperdiçado porque um soldado não obedeceu a uma ordem da senhora dele. — Bella disse firme, engolindo o nó amargo de dizer aquelas palavras.

O guarda hesitou e parecia ainda mais descontente que ela, mas se virou e abriu a porta, deixando-a passar.

Quando passou por ele, Bella colocou as mãos pra frente deixando o pão sempre fora de vista.

Rosalie estava sentada no chão do canto da cela, encolhida com os joelhos junto ao peito e com a saia do vestido cobrindo suas pernas, parecia um bicho acuado e assustado com as lágrimas ainda descendo por seu rosto.

— Eu trouxe pra você. — Bella disse ao se aproximar da cela e esticou o pão. Rosalie olhou desconfiada. O que era compreensível, Bella tinha feito a mesma coisa nos primeiros dias do castelo, recusando todo o tipo de alimento com medo de ser envenenada e depois passou a aceitar porque veneno começou a lhe parecer uma boa ideia. Afastando aquelas lembranças, ela arrancou um pequeno pedaço do pão e levou a boca. — Viu? Não está envenenado. Você precisa se alimentar, não só por você.

Rosalie hesitou, mas se levantou lentamente se segurando nas paredes e se aproximou das grades. Pegou o pão e deu uma mordida, logo depois outra enquanto mastigava rápido, como se fosse a melhor coisa que tinha comido em anos.

— Você precisa comer rápido e não deixe rastros disso.

— Por que você — Rosalie começou e parou pra engolir o resto do pão. — Por que você está me ajudando?

— Não estou ajudando você, é pelo bebê. — disse sem emoção. — E se você preza por ele, é melhor não deixar que ninguém mais saiba que o está esperando.

— Mas eu não posso controlar, tenho enjoos pela manhã.

— Falarei com Sue sobre isso, ela deve ter alguma erva ou remédio para isso, mas você precisa dar o seu melhor. Se Royce souber que além de você ele também tem o seu herdeiro ninguém poderá lhe salvar, moça.

Rosalie deixou escapar um pequeno soluço e as lágrimas voltaram ao seu rosto.

— Isabella? — ouviram a voz de Royce no topo da escada.

As duas trocaram um olhar assustado. Rosalie voltou para o canto em que estava, sentou no chão na mesma posição e escondeu o resto do pão entre o peito e seus joelhos depois limpou a boca rapidamente.

— O que você está fazendo aqui? E por que disse ao guarda que tinha minha permissão? — Royce perguntou rispidamente quando veio para o seu lado.

Bella sorriu para ele e tocou seu braço.

— Queria vê-la acordada e esse homem é apenas um idiota.

— Rosalie não é bonita? — ele perguntou olhando sorrindo para Rosalie, então seu sorriso se transformou em uma carranca dura e cheia de ódio. — Teria me dado uma boa esposa se não tivesse se transformado em uma puta suja e traidora. Acho que ela precisa de uma lição.

— Com certeza precisa. — Bella disse sorrindo e foi para o seus braços. — Mas essa lição pode esperar, porque temos que comemorar.

— Comemorar o que?

— Que tudo está dando certo, Royce. Podemos jantar e então ter nossa comemoração particular.

Ele sorriu e a beijou suavemente, pegou sua mão e lhe puxou. Antes de subir a escada, ela olhou para trás. Rosalie lhe encarava confusa e assustada. Bella respirou fundo e olhou pra frente novamente.

Durante o jantar, Bella não conseguiu comer nada. E depois de enrolar um pouco na mesa, comendo alguns pedaços de pão e batata, ela disse a Royce que iria se retirar e esperá-lo no quarto. Sabia que ele só não retrucou por causa de seu sorriso malicioso.

Levantou da mesa e saiu da sala do jantar, mas ao invés de ir para o quarto foi para a cozinha. Ignorando os olhares das mulheres da cozinha, ela saiu pela porta dos fundos e deu a volta no castelo, erguendo o vestido pelo chão úmido do vilarejo.

Naquele horário todos deviam estar jantando em seus devidos lugares, exceto uma pessoa. Ela sabia que Seth aproveitava esse horário pra ir até o celeiro e ver os cavalos, que ele amava. Ia até lá pra se certificar de que estavam bem e dava carinho a eles, além de conversar e lamentar não poder cavalgar a tanto tempo.

Entrou no celeiro cuidadosamente e Seth olhou assustado em sua direção, com uma lamparina acessa e ajoelhado no chão ele limpava os cascos de um cavalo.

— Bella. — ele disse surpreso. Colocou a pata do cavalo no chão cuidadosamente e se levantou, limpando a mão na calça puída. — O que você está fazendo aqui?

Ela tinha se esquecido desse pequeno detalhe, todos achavam que ela os estava traindo.

— Eu preciso da sua ajuda.

— O que?

— Eu sei o que todos pensam de mim, que eu sou uma vadia e traidora, que eu...

— Eu não penso isso. — ele a interrompeu com o cenho franzido. — Mamãe disse que você tem os seus motivos, mas que jamais iria nos trair, eu confio no julgamento da minha mãe.

— E em mim? Você acha que pode confiar em mim, Seth?

— Eu confio em você, Bella.

Bella sorriu com as lágrimas crescendo em seus olhos. Seth era tão doce e inocente, ele não merecia viver naquelas condições. E isso renovou suas forças.

— Você é rápido, você é inteligente, você acha que conseguir fugir daqui?

— O que? Fugir pra onde? Como? Bella, você sabe que já pensamos em diversas formas de fugir e teríamos fugido se tivéssemos uma chance mínima, mas não temos.

— Não temos porque somos um grupo, relativamente, grande. Eles sentiriam nossa falta, ainda mais se roubássemos cavalos; e se fossemos a pé seriamos encontrados em pouco tempo, mas nunca pensamos sobre apenas um fugir.

— Bella...

— Você é pequeno e na maior parte do tempo passa despercebido no clã exatamente porque eles te subestimam, podemos usar isso ao nosso favor. Além de pequeno, você é rápido, com um pouco de comida e água você consegue alcançar a estada principal e então conseguir uma carona. Você acha que pode fazer isso?

— Pensando por esse lado, acho que sim, mas o que você espera que eu faça? Parta deixando minha mãe e irmã aqui sozinhas? Deixando minha família? Eu posso ser pequeno, mas não sou covarde, eu jamais faria isso. — ele disse ultrajado.

— Eu sei que não, Seth, por isso eu sei que você é a pessoa certa pra isso, porque você faria qualquer coisa por sua família.

— O que você exatamente espera que eu faça?

Bella respirou fundo e disse concisa:

— Vá até o Clã Cullen.