Choices
10 Nono.
Notas iniciais
capítulos a seguir dedicados a camila... muito obrigada por seus surtos e fé em mim KKKKKKK
— Então — Edward interrompeu o irmão e o impediu de avançar sobre os homens de Royce. — Você não vai se importar se olharmos ao redor, certo?
— Ficarei profundamente ofendido que minha palavra não seja suficiente para os senhores, assim como já estou ofendido pela invasão do meu Clã, mas se isso dará paz a mente de vocês, fiquem a vontade. As portas do meu Clã estão abertas aos senhores. — ele abriu os braços para ilustrar o que dizia. — Você — Emmett apontou para um de seus homens. — Fique com ele, não o perca de vista. — Não seja por isso, irei acompanhá-lo por todo o castelo para me certificar de que olhe em todos os lugares. — Royce disse. — Vamos? Faltava pouco para que Edward mandasse a calma para o inferno e deixasse o irmão descer o punho em Royce, sua atitude debochada e arrogante estava começando a irritar.— Garrett, vá com eles. — Edward mandou. — E vocês dois também. Eu fico aqui com os outros. Emmett assentiu. Edward sabia que não deveria dar ordens ao irmão, pois ele mesmo se certificaria de olhar em cada canto do castelo por conta própria e não por falta de confiança nos outros, mas sim porque não poderia ter paz se não visse tudo com os próprios olhos. Royce se aproximou dos próprios homens, sussurrou uma ordem para um deles e chamou outros dois para os acompanhar. Antes que todos fossem, Edward se aproximou de Garrett: — Não deixe meu irmão sozinho em nenhum momento, não importa o que aconteça ou onde estejam indo. — Sim, senhor. — Garrett assentiu. Enquanto o grupo seguia para o corredor do castelo, Edward saiu novamente sob os olhares atentos de dois homens de Royce. Do lado de fora, Cullen e Hale ainda mantinham espadas em punho mantendo os King parados por estarem em menor número. — Meu irmão está olhando ao redor do castelo, estão procurando por Rosalie. Eu irei ajudá-los, então vou levar dois de vocês comigo e os outros olhem ao redor do vilarejo, mas respeitem os moradores e nenhuma mulher é tocada. — foi respondido por um pequeno coro de "sim, senhor". — E procurem pela família do Seth e os tragam pra mim, ok? Vamos. Entrando no castelo novamente seguindo por dois de seus homens, Liam e Benjamin, Edward seguiu na direção de onde Royce viera com os King ainda em seu encalço. – Alheia de tudo, sentada no fim da cama com os pés no chão e usando apenas uma camisola branca que antes tinha sido da mãe de Royce, Bella esperava por ele como todas as noites. A falta de apetite a fez ir para sua câmara mais cedo, enquanto Royce ainda devia estar comendo. A rotina dele era encher a barriga, beber até ficar tonto e então ir atormentá-la em sua cama, já estava estranhando sua demora a aparecer, mas não o suficiente para se preocupar. Quanto mais demorasse, melhor. Aproveitava cada segundo que pudesse passar sozinha ou longe dele. Aproveitava cada segundo que pudesse não sentir nada, nem dor nem nojo. O único problema dos momentos em que passava sozinha era que então tinha que confrontar sua própria mente. O silêncio fazia sua mente se agitar, pensando em tudo. Enfrentar os demônios dos outros parecia mais fácil que enfrentar os próprios, porque no fim das contas estava enfrentando a si mesma. Nesses momentos, ela fechava os olhos e respirava fundo tentando afastar aqueles pensamentos, tentava pensar em algo feliz. E sempre que tentava pensar em algo feliz, lembrava-se de seu passado – seu Clã feliz e seu pai amoroso, Charlie Swan. E por alguns segundos que fosse, ela tinha paz. Mas essa paz não durava muito, logo alguém se aproximava e ela afastava as lembranças. Não deixava a memória Charlie perto de nenhum King. Naquele momento quem a tirou de suas lembranças não foi nenhum King, ela se assustou quando a porta foi aberta abruptamente e dois homens estranhos entraram na câmara. Os dois eram muito bonitos, cada um a sua maneira – o primeiro era enorme, alto e com muitos músculos, parecia tenso e olhando ao redor desconfiado; o segundo era alto, porém mais magro e com cabelos mais longos que o primeiro, parecendo mais relaxado apesar de alerta. Estava prestes a perguntar quem eram eles quando Royce entrou logo depois. — Não se assuste, querida. Vista seu robe. — Royce a instruiu se aproximando, ele mesmo pegou o robe de seda pendurado ao lado da cama e ela se levantou para vesti-lo. — Esse é Emmett Cullen, está a procura de Rosalie. Cullen. No momento em que escutou seu sobrenome, Bella parou de respirar. Olhando para Emmett Cullen, o marido de Rosalie, ela estava sem reação, precisou de muito esforço para não sorrir ou chorar ali mesmo. Piscou algumas vezes e olhou para Royce, nos olhos dele dava para ver a ordem que tentava lhe passar "aja naturalmente". Com Royce ali não poderia dar instruções sobre o paradeiro de Rosalie, então esperava transpassar nervosismo suficiente para que Emmett percebesse que havia algo errado. Ela olhou para Emmett, engoliu seco, e voltou a olhar Royce. — Que? — perguntou com a voz mais hesitante e tremula que conseguia. Royce riu. — Eu sei. Mas vamos dar tranquilamente ao homem.
Emmett ergueu uma sobrancelha, mas foi olhar ao redor da câmara. Dentro dos guarda-roupas, sob a cama, olhou pelo chão em busca de alçapões e nas paredes em busca de portas secretas. — Vou acompanhá-lo pelo castelo e não se preocupe, ninguém irá tocá-la. — Royce acariciou seu rosto, a abraçou e sussurrou: — Eles nem passarão naquela parte do castelo. — sorrindo, ele se afastou apenas o suficiente para beijar seus lábios e foi para porta. Bella congelou com suas palavras. — Vamos continuar. — Emmett rosnou furioso por não encontrar nada e apressadamente, batendo o ombro em Royce ao passar por ele. Royce cambaleou para o lado, mas continuou sorrindo e os acompanhou para fora da câmara, logo alguém fechou a porta e ela estava sozinha novamente. Claro que Royce não os estava acompanhando para ser um bom anfitrião, mas sim para manipulá-los a ir apenas onde ele quisesse. A área em que Rosalie estava era um anexo construído anos depois da construção do castelo, mas que era abandonado pela falta de janelas para iluminação da área, era um lugar escuro, frio e úmido. Para chegar até ele era preciso seguir pelo longo corredor que tinha janelas e então virar. As paredes de pedras escuras e a falta de iluminação fazia uma ilusão de ótica; durante o dia já era difícil perceber que havia uma virada que dava em outro corredor, a noite seria impossível. Se não seguissem até o final teriam a impressão de que aquele era o fim do castelo. Então Rosalie e seu bebê nunca seriam encontrados. E ela nunca sairia dali. E tudo teria sido em vão. Tudo seria culpa dela. Bella sentiu o desespero começar a crescer em seu peito. A ansiedade embrulhando seu estômago, seu coração acelerando e sua respiração se desregulando. — Pare. — ordenou a si mesma e fechou os olhos. Pousou as mãos em seu estômago e começou a tomar longas respirações lentamente. — Falta pouco, você está tão perto, mantenha a calma. Quando abriu os olhos novamente, ela já estava mais calma. Precisava encontrar um jeito de falar com algum Cullen sem nenhum King por perto. Fechou o laço do robe ao redor de sua cintura e descalça, foi para a porta e se assustou ao dar de cara com um soldado de Royce parado ali. — O que você está fazendo aqui? — Senhor King me mandou ficar aqui e não deixá-la sair. — O que? Eu não sou uma maldita prisioneira! — disse rispidamente. — Claro que não. — ele disse com um sorriso debochado. — Por isso não está presa, está na câmara do senhor sendo protegida como uma senhora. — Isso é ridículo! — praguejou e entrou, fechando a porta novamente. Foi para o outro lado da câmara e olhou pela alta janela gradeada. O pátio estava cheio de estranhos com seus cavalos e espadas em punho, os homens estranhos usavam dois tipos de brasão – ela supôs ser os dois Clãs unidos, Cullen e Hale. Os King estavam claramente em desvantagem numérica e de força, os estranhos eram todos homens fortes e apenas por suas posturas ela podia apostar que bem treinados, enquanto os King eram preguiçosos e tão bem treinado quanto crianças para combate. Eles não podiam ir embora, não sem que ela falasse com pelo menos um deles. Começou a andar de um lado para o outro tentando encontrar alguma saída, mas não conseguia pensar em nada. Era como se sua fonte de ideias tivesse secado. Por mais que tivesse arquitetado tudo aquilo e torcido para que acontecesse, naquela momento ela percebeu que uma pequena parte dela duvidara que fosse dar certo e por isso não tinha pensado tão longe, mas também como poderia imaginar que teria os Cullen no castelo e ela estaria trancada dentro da maldita câmara. Inferno. Primeiro: precisava tirar aquele guarda de sua porta. Ela olhou ao redor procurando uma maneira de fazer isso. Seus olhos na jarra de barro com vinho ao lado de sua cama. Pegou a jarro, estava cheia de vinho, mas talvez desse certo. Segurando-a no meio do quarto, ela gritou pelo soldado e ele logo entrou. — Precisamos de vinho. — Bella disse. — O que? — Vinho. Preciso que vá buscar vinho ou chame alguém que nos traga vinho, Royce gosta de ter vinho ao lado da cama todas as noites. — As mulheres entregaram essa jarro enquanto Royce terminava de jantar, é impossível que tenha acabado. — Precisamos de mais vinho. — repetiu pausadamente como se falasse com uma criança. — Terás que esperar até que eu possa sair daqui ou alguém apareça, não posso deixá-la sozinha. — Pelos céus! — ela bufou. — Aonde pensas que eu vou com o lugar tomado por soldados de outro Clã? O homem não respondeu, apenas lhe deu as costas para sair. Tomada pela raiva e desespero, ela nem pensou duas vezes antes de correr para ele e bater com o jarro em sua cabeça com toda a força que podia. O barro quebrou, ela virou a cabeça para o outro lado soltando um pequeno arquejo quando foi vinho para todo lado – inclusive seu rosto e roupa – e o soldado caiu no chão, desacordado. — Merda. — ela ofegou olhando as mãos cheias de vinho. Tinha sido uma atitude impulsiva e impensada, estava suja de vinho e quando o soldado acordasse e se lembrasse tudo estaria em problemas ainda maiores. Agora mais do que nunca precisava falar com algum Cullen. Tirou seu robe e se limpou o máximo que podia com ele, principalmente seu rosto, então vestiu outro e o fechou com o laço ao redor de sua cintura para tentar cobrir a mancha de vinho de sua camisola; por cima também colocou uma capa de Royce, de couro marrom e com capuz que ajudaria a esconder seu rosto. Deixou o homem caído no chão e saiu cautelosamente olhando para os dois lados pra se certificar de que o caminho estava vazio. Fechou a porta e seguiu pelo corredor. – Edward caminhava cautelosamente pelos corredores do castelo dos King. Já tinham olhado por toda a cozinha e dispensa, mas não encontraram nada além de mulheres assustadas que trabalhavam no lugar e, apesar de lhes tratarem grosseiramente mesmo que as tivesse respeitado, Edward não podia deixar de ficar incomodado que nenhum King as fosse proteger. Nos Cullen, mulheres, crianças e idosos eram prioridade, eram inclusive organizados para em qualquer situação um grupo fosse até eles para garantir sua proteção. Mas como não era seu problema e nenhum dos seus faria mal a elas, seguiu procurando a Rosalie. Os soldados de Royce ficaram na cozinha, outro sinal de preguiça e mal treinamento que Edward não permitiria em seu próprio Clã. Seguiram pelo corredor escuro esperando trombar com Emmett, mas então algo na escuridão pegou seu braço. Edward nem pensou, era treinado para reagir em autodefesa primeiro e perguntar depois, principalmente em território inimigo. Se virou rapidamente e empurrou a pessoa contra a parede, logo empurrando o antebraço na garganta de seu oponente para segurá-lo e incapacitá-lo. Seus homens empunharam suas facas e se aproximaram também para defendê-lo, mas foi o arquejo feminino que o surpreendeu. — Po-por favor. — a mulher sussurrou batendo em seu antebraço para que a soltasse. — Mas que inferno... — Edward tirou o braço de sua garganta, ela tossiu e respirou fundo. Nem precisou ver o rosto dela, só de segurá-la pelos ombros conseguiu perceber que era uma mulher pequena. — Nunca chegue sorrateira dessa maneira e ainda mais por trás de um soldado estranho, eu poderia ter te machucado, moça. — Eu sinto muito. — a voz dela era assustada, mas doce e ele queria vê-la melhor, mas ela arrumou o capuz sobre sua cabeça e colocou ainda mais sombra sobre seu rosto. — Os King não tem esse tipo de reflexo ou treinamento. — Isso é óbvio. — ele bufou. — Você é um Cullen? — Quem é você? — Royce os estão levando no lugar errado. — ela sussurrou. — Na ala oeste no castelo, continue indo até o fim do castelo. Até o fim. — O que? — Edward franziu o cenho. A mulher misteriosa se virou para ir embora, mas ele conseguiu agarrar seu braço. — Quem é você? — repetiu pausadamente. — Ninguém. Edward não soube como reagir a sua resposta ou ao tom de sua voz, tanto que quando ela puxou o braço e correu pro lado oposto que eles estavam, ele não foi atrás dela. A voz baixa não parecia ter deboche ou petulância, apenas tristeza e aceitação de seu destino. Quem quer que fosse aquela mulher, acreditava realmente que era ninguém. — O que diabos foi isso? — Liam perguntou. — Achas que é uma armadilha, senhor? — Benjamin perguntou logo depois. — Eu não sei. — Edward confessou. Estava mais confuso que qualquer um deles, com certeza. — Mas e se for verdade? Não vou arriscar a vida de Rosalie nessa dúvida, vamos olhar.
Eles concordaram e Edward foi a frente os guiando pelo escuro corredor. — Por que esse maldito lugar é tão escuro? — Liam resmungou. — Dá pra sentir o cheiro da fumaça ainda. — Benjamin respondeu. — Alguém apagou todas as tochas. — Ele não tentaria dificultar nossa busca se não tivesse algo a esconder. — Edward disse. — E se o que ele está escondendo é Rosalie, não haverá escuridão suficiente para escondê-lo e protegê-lo da espada do meu irmão. Sua espada também estava sedenta pelo sangue de Royce, mas Edward jamais tiraria a chance de seu irmão de vingar sua esposa. –Bella estava parada no meio do corredor tentando acalmar sua respiração quando escutou passos e vozes se aproximando. Não tinha pra onde ir, com certeza não podia voltar a câmara de Royce onde tinha deixado um homem desacordado – que podia acordar a qualquer momento ou que já podia estar acordado e falado para alguém o que ela fizera –, mas também não podia sair do castelo usando apenas uma camisola e quando todos achavam que ela era amante de Royce. Em que encrenca tinha se metido. Entrou na primeira porta que viu e colocou as mãos sobre a boca para não fazer barulho enquanto as pessoas passavam pelo corredor. — Eu disse que não havia ninguém por aqui. — Royce dizia. — Ainda não olhamos lá em baixo, vamos. — era apenas a segunda vez que escutava aquela voz, mas jamais confundiria aquele rosnado forte e furioso na vida, era Emmett Cullen. — Como quiser. Só pelo tom de sua voz Bella podia imaginar o sorriso e ar vitorioso de Royce. Não, isso não podia estar acontecendo. Ele não podia vencer mais uma. Ela fechou os olhos e se lembrou que ainda havia esperanças – o outro Cullen. Como já conhecera Emmett, o marido de Rosalie, o que tinha falado só podia ser Edward, o filho mais novo de Carlisle Cullen. Não tinha conseguido olhar bem seu rosto para saber se os boatos de que junto ao irmão eram dois dos homens mais lindos do reino, mas julgando pela beleza de Emmett não duvidava que fosse verdade. Mas conheceu o seu toque e era fácil de dizer que ele era forte. Suas costas e cabeça ainda sentiam a dor de ser jogada fortemente contra a parede, assim como se lembrava da falta de ar ao sentir seu antebraço contra sua garganta. Ele podia ser violento, mas de alguma maneira sabia que ele não era ou talvez estivesse desejando isso pra ter esperança de que os Cullen eram realmente justos; um homem violento não a soltaria tão rapidamente ao perceber que ela era uma mulher e nem a repreenderia por lhe surpreender porque poderia ter lhe machucado. As suas mãos eram grandes e firmes, ela percebeu quando ele a segurou pelos ombros, mas o que chamou atenção foi sua voz. Assim como o irmão, ele tinha uma voz grossa e firme, mas enquanto a do irmão – nas vezes que a tinha escutado – foram como trovões, a dele era como uma brisa calma e suave. A voz do irmão era feita para assustar, a dele era feita para tranquilizar. Não tinha visto seu rosto, mas apenas sua voz era suficiente para encantá-la. Ela afastou aqueles pensamentos bobos. Não estava em condição de ficar encantada com vozes de estranhos que tinha seu destino em mãos. E mesmo que tudo acabasse bem, ela nunca mais poderia ficar encantada com ninguém. Não era mais a herdeira de um Clã que diziam que teria um belo casamento por tudo que tinha a oferecer a seu marido, o lugar de senhor dos Swan e a si mesma, tinham tirado tudo dela, não tinha nada a oferecer além de sua vergonha, ela agora era ninguém. Só esperava que pudesse ser ninguém longe de qualquer King, mesmo que sozinha para sempre, lavando a honra de sua família. – — Não há nada aqui. — Liam bufou impaciente. As instruções da mulher misteriosa de continuar seguindo para oeste até o fim do castelo os tinha levado realmente um fim. Parados no inicio do corredor escuro, eles estavam em um corredor sem saída. Edward se lembrou do que ela lhe falara e de como tinha frisado suas últimas palavras. — Até o fim. — ele repetiu e seguiu andando. — Deve haver algo além dessas paredes, vamos. Quando mais eles se afastavam da ala leste, mais o lugar parecia abandonado. Era como entrar em outro castelo sem o luxo das outras áreas, um anexo ainda mais sombrio, frio e úmido, talvez por isso não fosse tão utilizado. O único som parecia ser deles, as botas contra o chão de pedra e nada mais. Mas estava lá o que a mulher falou, uma entrada. — Merda, ela estava certa. — Benjamin sussurrou surpreso. — Royce deve ter trazido Emmett até aqui, mas o convenceu de que era o fim do castelo e que o corredor não os levaria a lugar nenhum. — Edward murmurou. — E quem poderia culpá-lo? A distância com certeza parece tudo uma única parede. — Liam disse. Seguindo pela entrada, chegavam a outro corredor escuro. Edward apertou os olhos, mas estava vendo bem, tinha um soldado parado, mas não parado casualmente, ele estava guardando alguma coisa naquela parede. — Por que Royce precisaria de soldado em um corredor abandonado? — Benjamin perguntou desconfiado. — Essa é uma boa pergunta. — Edward disse e puxou a espada de sua cintura, acompanhando pelos outros dois homens. — Ei, você! O homem de pele negra e usando as cores de Royce se virou e pareceu surpreso pela aproximação dos três homens estranhos empunhando suas espadas. — Quem diabos são vocês? O soldado de Royce já ia puxar alguma coisa de sua cintura, talvez uma punhal ou faca, porque não parecia carregar uma espada, mas Edward agiu mais rápido, estendeu a sua espada na direção dele e a pousou a lâmina sobre seu pulso antes mesmo que ele terminasse sua ação. — É uma espada muito afiada. — Edward disse calmamente. — Se tens o desejo de continuar com as duas mãos, sugiro que não faça isso. O homem olhou pra própria mão e engoliu seco. — Quem são vocês? — ele repetiu, agora amedrontado. — Acho que as notícias não chegaram por essas bandas. — Liam zombou. — O que há por trás dessa porta? — Edward perguntou. — Nada que seja da sua maldita conta. — o homem cuspiu as palavras. — Resposta errada. Mas tudo bem, eu te darei uma segunda chance e farei uma pergunta mais fácil, onde está a chave dessa porta? — No inferno. — ele disse com o mesmo tom desdenhoso e raivoso. — Você tem certeza disso? — Senhor King sabe que estão aqui? Ele vai matá-lo. Matará a todos vocês! Edward riu suavemente. — Ele está agora com o meu irmão e, dependendo do que há por trás dessa porta, pode ter certeza que não será nós a morrer. O homem respirou duro algumas vezes antes de rosnar: — Vai pro inferno! Edward agitou a cabeça e guardou sua espada novamente. O soldado de Royce pareceu respirar aliviado por um momento, mas não durou muito, apenas o tempo de Edward se inclinar para baixo rapidamente e pegar o punhal que tinha preso em sua bota. Ele empurrou o soldado contra a porta com força usando o antebraço em seu peito e a ponta do punhal em sua garganta. — Talvez um incentivo te ajude a pensar melhor na sua resposta, lembre-se que você não precisa morrer pelos pecados de outra pessoa. Agora, vamos tentar uma terceira e última vez. O que há atrás dessa porta e as chaves? O soldado de King apertou os lábios olhando nos olhos de Edward, tinha medo em seus olhos e raiva na sua respiração ofegante. — Agora! — Edward rosnou aumentando sua voz pela primeira vez e apertando junto o punhal, faltando muito pouco para rasgar a pele. — No bolso da minha calça. No maldito bolso! — Liam, pegue a chave. — Edward mandou. O grande homem de cabelo e barba ruivas se aproximou pela lateral, mexeu no bolso dele e pegou as duas chaves que estavam presas em um pequeno círculo de ferro. Edward entregou seu punhal a Liam, agarrou o soldado de Royce por seu colarinho e o jogou com violência para o lado, dando-lhe acesso a porta. Benjamin apontou sua espada para o homem para que não se movesse. — Mantenha-o aqui, eu vou descer. — Edward anunciou pegando seu punhal novamente. — Não sozinho, senhor. — Liam disse sucintamente e foi para a porta. A maior chave foi a que entrou perfeitamente na fechadura da velha porta de madeira. Apesar de todo a ferrugem, destrancou-a facilmente e a empurrou. E dessa vez, além de toda a escuridão, eles encontraram também uma escada. Edward nem hesitou em descê-la primeiro mesmo no escuro, sendo seguido por Liam. — Rosalie? — ele a chamou enquanto descia. — Rose, você está ai? Manteve o punhal erguido na altura do rosto para se defender se preciso, mas por todo o silêncio o lugar parecia vazio. Até o fim, a voz da mulher misteriosa veio em sua mente novamente. Ela claramente sabia de alguma coisa, os tinha enviado a um lugar em que Royce evitou que Emmett olhasse então devia haver algo ali, então continuou até o fim. Ao avistar as grades da cela, correu na direção delas. Havia algo no chão, ou melhor, alguém que tão escolhido como estava devia estar lutando para se aquecer naquele lugar era frio e úmido. Pelo tamanho só podia ser uma mulher – ou um rapaz pequeno, mas as roupas parecia um vestido e longos cabelos caíam sobre seu rosto, só podia ser uma mulher. — Rosalie! — gritou deixando o punhal cair. — Droga! Liam, as chaves! Rosalie! — Edward gritava, tirou sua espada e a entregou a Liam pegando as chaves em troca. Ergueu o velho cadeado enferrujado e encaixou a chave menor nele, com um giro o destrancou. Tirou o cadeado e o jogou no chão, abriu o portão da cela com violência e correu para o lado da pessoa no chão. De joelhos ao seu lado, ele afastou o véu de cabelo sujo e soltou um longo suspiro de alívio ao ver seu rosto. — Rose... — ele suspirou seu nome. Seu rosto estava sujo e parecia mais magro, sua pele estava fria e a falta de reação estava enchendo seu peito de medo por sua vida, mas ela estava ali. — Ela está... — Liam começou cautelosamente. — Viva. — Edward completou rapidamente, ele a puxou para seus braços com cuidado e se levantou com ela em seu colo. — Vamos Rose, acorda, não me deixe te entregar assim ao meu irmão. Vamos sair daqui, precisamos aquecê-la. — Esses malditos bastardos! Como puderam fazer uma coisa dessas com alguém como a senhora Rosalie, que nunca faz a ninguém? — Eu não sei, Liam. — Edward rosnou olhando o rosto desacordado de sua cunhada. — Mas eles vão pagar. Emmett terá o sangue de Royce e eu terei o de todos os outros envolvidos. Edward tinha certeza que tão bom quanto seria dizer a Emmett que Rosalie estava viva seria dizer a Rosalie que Royce estava morto.
Notas finais
(E aqui começa a saga de uma pseudo-autora muito envergonhada que tentará comprar o perdão de vocês com uma mini maratona de posts...
Fale com o autor