Notas iniciais
Oi! Agradeço a quem deixou comentários e os favoritos no capítulo anterior. Aqui está o segundo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D

Fred e George procuravam, preocupados, seu irmão caçula por Hogwarts, mas não o conseguiam encontrar.

Tinham passado por todos os lugares que se lembravam: os jardins do castelo, a cabana de Hagrid, o lago negro, o Corujal, a Torre de Astronomia, a biblioteca, mas não o encontraram.

Sentiam que Ron estava seguro, mas não sabiam onde estava. Se Molly soubesse, seriam castigados para o resto da vida e Arthur ficaria tão desiludido com eles.

Esperavam, ansiosos, a chegada de Harry de sua visita a Hogsmeade com Seamus para lhe pedir a capa e o mapa emprestados.

Nunca mais fariam uma pegadinha daquelas, não compensava a dor de cabeça que estavam tendo naquele momento.

Ron abriu os olhos, piscando várias vezes, e olhando em redor, confuso. Percebeu que não estava deitado em sua cama: os lençóis daquela eram mais quentes e fofos e as almofadas emanavam um odor fresco a menta.

Se ergueu, vendo Zabini olhando pela janela, a Lula Gigante passando por eles.

— Zabini!? — Exclamou, assustado, não sabendo o que estava acontecendo — Porque está aqui?

— Você está no meu dormitório, Weasley.

— Blaise se virou para ele — E está na minha cama.

Ron se levantou de um salto, tocando em seu peito e confirmando que usava seu uniforme.

— Como vim aqui parar? — Exigiu saber. Não se lembrava de nada, e Blaise comentou:

— Eu estava lendo em meu Salão Comunal, quando escutei batendo à porta. Foi tão insistente que fui obrigado a abrir e você estava na entrada, exigindo passar. — Ron pousou a mão na testa, não entendendo o motivo de querer entrar à força no Salão Comunal de Slytherin mas, ao ver Blaise, sentiu suas orelhas queimarem.

— Você parecia enfeitiçado. — Blaise continuou — Seus olhos estavam dilatados e seu rosto muito vermelho.

— E como eu entrei? — Perguntou Ron, confuso. Uma pessoa enfeitiçada era fácil de manejar. Como Zabini não tinha conseguido impedir sua entrada? — Eu estava vulnerável, não conseguia entrar, a não ser que você me deixasse. Porque deixou?

Blaise se perguntou o que iria responder. Ron observou seu rosto tenso e insistiu:

— Que eu fiz? — Vendo que o Slytherin não respondia, se aproximou e insistiu mais um pouco, falando pausadamente: — Que.fiz.eu?

— Você me beijou. — Admitiu Blaise, tentando soar friamente. O rosto de Ron perdeu toda a cor e Blaise pensou que ele iria desmaiar.

Ron se afastou, cambaleante, e se sentou na cama. Escondeu o rosto com as mãos, envergonhado. Como tivera coragem de beijar Zabini?

— Como é que...? — Começou a pensar. Como tinha sido enfeitiçado? Do que se lembrava era que estava sozinho no Salão Comunal, comendo os bombons...

— Os bombons! — Exclamou, furioso, e Blaise o observou, espantado com sua repentina fúria — Fred e George, é hoje que eu vou matar vocês!

Se dirigiu para a porta, pronto para encontrar seus irmãos, mas Blaise o impediu, dizendo:

— É perigoso você sair agora. — Ron se virou, querendo discutir. Mas Blaise foi mais rápido — Meus colegas estão chegando de Hogsmeade e, se veem você aqui, vão pensar que você entrou para espiar a gente e irão atacar você.

— O que você sugere, então? — Perguntou Ron, zangado. Só queria sair dali.

— Que fique escondido em minha cama e, depois de todo o mundo adormecer, ajudarei você a sair daqui. — Garantiu Blaise. Ron queria recusar, mas sabia que não haveria outra opção. Acenou com a cabeça e voltou para a cama. Se sentou em cima dos lençóis e suspirou. Blaise fechou as cortinas, ficando a seu lado.

Ficou observando-o por uns momentos, antes de perguntar:

— Mas, porque você veio aqui de propósito?

— Não sei. — Respondeu Ron, afetado com sua aproximação. Para se distrair, retirou os bombons de dentro do bolso e lhe entregou, dizendo:

— Eu comi esses chocolates, antes de ficar daquele jeito. — Blaise pegou no bombom e o cheirou cuidadosamente. Abriu-o, vendo o recheio avermelhado no interior.

Um odor intenso a poção entrou por suas narinas e ele pousou o bombom em cima da mesinha de cabeceira. Limpou as mãos a um lenço que trazia no bolso e falou:

— Esse chocolate tem Amortentia, embora adulterada. Talvez seus irmãos tenham tentado um de seus experimentos. — Ron resmungou, não acreditando como seus irmãos fizeram essa brincadeira com ele. Olhou para Blaise, que tinha se aproximado mais, quase ficando colado a ele.

— O que...o que está fazendo, Zabini? — Perguntou, seu coração batendo rapidamente com sua aproximação. Blaise acariciou seu rosto e Ron fechou os olhos ao sentir o toque suave.

— Amortentia tem muitas particularidades. — Começou Blaise, cuidadosamente, vendo Ron de olhos fechados, como se temesse sua aproximação e achou esse comportamento interessante — E uma delas é que, quem a toma, vai em direção da pessoa que ama. Você me ama, Weasley?

Ron se desviou de seu toque, o rosto empalidecendo. Tentou se afastar, mas Blaise agarrou seu braço e o puxou para seu colo. Ron prendeu a respiração e murmurou:

— Zabini... — Blaise deixou escapar um sorriso e pediu:

— Me trate por Blaise. — Aproximou seu rosto do dele, seus lábios se tocando e Ron estremeceu com o toque. Fechou os olhos, se aproximando um pouco mais e sentiu os braços de Blaise o rodeando. Seus lábios se tocaram, o beijo foi delicado. Um toque suave e acolhedor. Ron nunca se tinha sentido tão acarinhado. Sua mãe tentava dar atenção a todos os filhos por igual, mas era impossível.

Ron, se apercebendo quem estava beijando, se afastou de um salto, envergonhado. Arrumou o uniforme, sentindo o rosto e as orelhas quentes, e Blaise deixou escapar uma risada.

Observou os lábios inchados e sentiu desejo de o beijar de novo. Ron deu um jeito no cabelo e comentou:

— Não sei porque você me beijou, mas...— Hesitou e Blaise sorriu. Ergueu uma sobrancelha e comentou:

— Você tem mesmo certeza de que não sabe, Weasley? — E insistiu — Nem desconfia um pouco?


Ron tocou no rosto ruborizado, um pensamento inusitado se formando.

— Não pode ser... — Murmurou, chocado — Você...? Não é possível....

Blaise se levantou da cama e se colocou à sua frente. Ron tremia de leve pela excitação, seu coração batendo freneticamente.

— Porque não? — Perguntou, tocando de leve em seu rosto, contando e decorando cada sarda que ele tinha — Você é bem bonito, Weasley.

— Não minta, Zabini. — Reclamou Ron, seu coração palpitava com essas palavras doces — Porque você me iria achar bonito?

— Talvez porque goste de você. — Revelou Blaise e Ron o observou, admirado demais para falar.

Negou com a cabeça. Não conseguia acreditar em suas palavras. Porque Zabini iria gostar dele? Blaise, percebendo que, nem que estivesse horas argumentando, iria convencê-lo. Puxou-o para si, obrigando-o a se levantar da cama e ficaram frente a frente, olhos nos olhos, e perguntou:

— Porque não poderia gostar de você?

— Ron observou o brilho em seus olhos e, antes que tivesse tempo de responder, os lábios de Zabini tocaram nos seus, o beijando com paixão.

Iria beijá-lo as vezes que fossem precisas para convencê-lo de que falava a verdade. Nem que ficasse o dia todo fazendo-o. E esse pensamento não era ruim de todo.

Continua...



Notas finais
Oi! Espero que tenham gostado desse capítulo. Não sei quando poderei publicar o próximo capítulo, mas espero que seja em breve. Bjs :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!