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No orfanato...

-Onde vocês estavam que vocês demoraram tanto? – Pergunta Maria Júlia

-Estávamos na rua, porque, bruxa fedida? – Fala Matheus

-Olha aqui, menino, eu não sou nenhuma bruxa! Você me respeite! E onde está aquela “senhorita”? Vão dizer que ela não veio?

-Veio sim, ela está trazendo as tintas. – Diz Josy

Talita cochicha alguma coisa no ouvido de Carol e vai falar com a feiosa.

-Dona Maria Júlia, a senhora deve estar muito cansada... Porque não se senta aqui? – Diz Talita pegando uma cadeira para ela. Carol vai até ela à governanta.

-Sim, claro. Eu ajudo a senhora se sentar... – Diz Carol

Talita puxa a cadeira e a malvada cai no chão.

-O que foi? Não consegue se levantar?

-Claro que consigo! – diz ela, e como ela mesma pôde mostrar, se levanta. – Agora, eu pego vocês!

-Tá bom! A gente acredita... Nós vamos é mostrar alguns sinais para a senhora:

-Não gosto quando riem

Não gosto quando cantam

Não gosto quando curtem

Quando dançam

Porque elas ficam mais lindas

E eu fico mais feia

-E por ser tão bruxa e má

Se enruga mais que uma velha

-Sou uma dama atraente,

-Olhe aqui, e vê se aprende

-Espelhinho, espelhinho,

Existe um rosto mais bonito?(Sim!)

Espelhinho, espelhinho,

Este rosto de quem é?

De qualquer um menos teu

E por ser tão bruxa malvada

Essa cara de enrugada

É a que merece ter

Bruxa fedida.

Tomara que te dê dor de barriga.

Não quero a sopa, a bruxa ficou louca!

As palavras só te dizem um pouquinho da verdade.

Os olhares nunca mentem falam com sinceridade.

Com as mãos, com cotovelos,

com os olhos e os pés,

Com a boca sem palavras

adivinhe o que é?

Bruxa fedida.

Tomara que te dê dor de barriga.

Não quero a sopa, a bruxa ficou louca!

E agora sabe como é

imite o que quiser.

Bruxa fedida.

Tomara que te dê dor de barriga.

Nesse momento que abre a porta? Solidão.

-E então? Vamos começar essa reforma?

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